quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

APÓS A DERRUBADA DO F-16 SIONISTA: OTAN E ENCLAVE DE ISRAEL PREPARAM ATAQUE MILITAR À SÍRIA COM A DESCULPA DE “AJUDA HUMANITÁRIA” 


Dez dias após a derrubada do F-16 Sionista por baterias antiaéreas da aliança Síria/Irã e Rússia, a OTAN e o enclave de Israel anunciaram que planejam um ataque militar a Síria. O pretexto para ação imperialista é a alegação de que há uma “crise humanitária” na região da Ghouta Oriental. Trata-se de uma região nos arredores de Damasco um dos últimos redutos de “rebeldes” ligados ao Exército Livre da Síria (ELS), grupo financiado diretamente pelas potências capitalista, em especial pelos EUA. A área está dominada também por duas facções islâmicas, que são combatidas pelas forças do governo sírio desde 18 de fevereiro. Os responsáveis pela situação em Ghouta Oriental são os EUA, Israel e as potências capitalistas que apoiam terroristas que ainda estão na área. Sabe-se que nem a Rússia, nem a Síria e nem o Irã pertencem à categoria de tais países, já que são eles que estão lutando contra terroristas na Síria. Na medida em que as forças do governo sírio intensificavam a artilharia e os ataques aéreos contra facções islâmicos visando o território de “rebeldes” terroristas, a Rússia pediu aos grupos armados ilegais que cessassem a resistência e se rendessem. No entanto, os apelos de Putin foram ignorados. Como o governo de Bashar Al-Assad lançou uma ofensiva militar contra os “rebeldes” made in CIA, a OTAN e Israel logo saíram em sua defesa. Neste contexto, a grande mídia murdochiana voltou a acusar Assad de crimes contra a humanidade. Enquanto o governo de Damasco, apoiado pela Rússia, tem sido acusado de bombardear civis na região e matar cerca de 300 pessoas, os dados para as acusações provêm de relatos dos Capacetes Brancos, famosos por repetidamente falsificar informações, além das informações falsas lançadas pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), que já foi elogiado pelas potências impeirialistas, uma entidade que tem seu escritório no Reino Unido. Com isso, uma nova campanha de desinformação contra Bashar Assad foi lançada pela mídia ocidental e pela Al Jazeera, com sede no Qatar. A ONU pediu um cessar-fogo imediato na área, dizendo que a situação está “fugindo do controle” justamente para preservar o foco do ELS. Todas as grandes potências imperialistas já se posicionaram a favor de que a Ghouta Oriental seja declarada uma zona de exclusão aérea para impedir que os caças sírios bombardeiem a região, ameaçando que caso haja lançamento de novas bombas, haverá uma intervenção militar internacional. Macron, o presidente francês e a premier alemã, Angela Merkel, ameaçaram publicamente executar ataques aéreos na Síria. Os Marxistas Leninistas de todo o mundo não podem ficar neutros neste conflito do Oriente Médio, a OTAN e o “monstro” de Israel representam as forças mais reacionárias do planeta. Desgraçadamente os revisionistas da LIT, UIT e do grupo “MAIS”, que enlameiam a bandeira do Trotskismo, afirmam que Assad é um "ditador sanguinário" para justificar sua vergonhosa capitulação ao imperialismo e ao governo sionista e sua bárbara ofensiva militar contra os povos árabes e palestinos, foi assim que estes "canalhas de esquerda" apoiaram a OTAN contra o regime do coronel Kadafi, e desta forma patrocinaram politicamente a destruição da Líbia. Ao contrário desses filisteus, os revolucionários internacionalistas proletários têm lado, estão pela derrota da OTAN do sionismo e de seus agentes, denunciando o terrorismo assassino que as potências capitalistas e o enclave sionista patrocinam contra a resistência dos povos, como é o caso do grupo “rebelde” ELS! A LBI convoca o movimento comunista mundial e as forças antiimperialistas e antisionistas, a estabelecer a mais sólida unidade de ação com o regime Assad, a Rússia e o Irã no objetivo concreto de responder ao ataque que a OTAN e o enclave sionista planejam contra a Síria!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

45 ANOS SEM PIXINGUINHA: O NETO DE ESCRAVOS, NOSSO MESTRE MAIOR DA MÚSICA BRASILEIRA! 


Há 45 anos, no dia 17 de fevereiro de 1973, o Brasil se despedia de um dos maiores gênios da música popular e compositor das bases mais criativas da MPB, convertidas em requintadas partituras, comparado com toda justeza a J. S. Bach. Tudo começou no dia 23 de abril de 1898 quando o mundo agraciou a vinda do neto de escravos, Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha – uma derivação do dialeto africano “Pinzindin” (menino bom) dado por sua avó, considerado o “mestre dos mestres” musicais. No entanto, inicialmente fora muito incompreendido, pois na condição de pesquisador incansável de sonoridades até então desconhecidas, misturava ritmos e sons afros (frigideiras, tamborins, cuícas e gogôs usados marginalmente nos terreiros de umbanda e nos morros cariocas) com a música negra norte-americana, fundia ritmos de Ernesto Nazareth com Chiquinha Gonzaga, até Luperce Miranda numa mistura dialética que culminaria em “Choro” nos moldes modernos. Por esta razão, Pixinguinha estava anos luz à frente de seu tempo na elaboração mais rígida e não por isso menos improvisada de suas imemoriáveis interpretações. Aos poucos sua sonoridade ia encantando que a ouvisse e entendesse. Ganhou reconhecimento e admiração de ícones do quilate de Heitor Villa-Lobos, Louis Armstrong e mais tarde de Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Chico Buarque... Tal foi sua importância para o cenário nacional da música popular que o dia 23 de abril passou a ser considerado o “Dia Nacional do Choro”. Portanto, o resgate da obra do grande mestre da MPB é essencial para o combate à política de deculturação do país promovida por governos burgueses e a frente popular, ambos a serviço da recolonização cultural e da ofensiva ideológica imposta pelo imperialismo ianque sobre os povos de todo o planeta.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

FIASCO DO “DIA NACIONAL SEM LUTA”: BUROCRACIA SINDICAL TRAIDORA (CUT, FS, CONLUTAS e INTERSINDICAL) SABOTA NESTE 19 DE FEVEREIRO AÇÃO DIRETA RADICALIZADA CONTRA O GOVERNO GOLPISTA DE TEMER E SUA CONTRARREFORMA DA PREVIDÊNCIA DE “OLHO” APENAS NO CIRCO ELEITORAL DA DEMOCRACIA DOS RICOS


O dia ocorreu em quase absoluta normalidade no país inteiro. A exceção da paralisação por uma ou duas horas dos transportes urbanos como ônibus em algumas poucas cidades (Santo André, São Bernardo do Campo e Guarulhos) e dos já ordinários atos de protestos mornos e domesticados nas capitais, não houve efetiva greve em nenhuma categoria de peso. Apenas os servidores públicos paralisaram parcialmente suas atividades em alguns estados pela manhã. Trabalhadores de fábricas, como VolksWagen, Mercedes, Ford, Toyota e Skania somente atrasaram suas entradas nos turnos logo no começo do dia. Estava evidente que a burocracia sindical da CUT, FS, Conlutas e Intersindical não iria fazer deste dia 19 uma mobilização de verdade contra os ataques neoliberais do golpista Temer. Apesar da intervenção militar no Rio de Janeiro e da reforma da previdência continuar em pauta para ser votada ainda em fevereiro, a Frente Popular (PT e PSOL) optou por não construir nas bases uma Greve Geral sequer de 24hs. Essa orientação vem se arrastando desde 2017, o objetivo dessa política de colaboração de classes limita-se a desgastar o governo Temer e pressionar o parlamento burguês para capitalizar os nefastos efeitos da crise econômica e política no terreno eleitoral. Trata-se de uma tática suicida, a burguesia vem recrudescendo o regime com a entrada dos militares em cena e a criminalização dos movimento sociais, enquanto PT e PSOL patrocinam ilusões no circo eleitora da democracia dos ricos. A LBI e as oposição sindicais que impulsiona interveio nos atos e marchas com o eixo completamente oposto ao da burocracia sindical reformista. Propomos não confiar na Frente Popular e articular nos locais de trabalho, estudo e moradia pela base o embrião de uma verdadeira Greve Geral no país para derrotar esse criminoso arrocho neoliberal do capital em decadência contra as condições de existência das massas operárias! Defendemos a convocação pela base de um amplo e democrático Congresso Nacional dos Trabalhadores agrupando o movimento operário, popular, camponês e estudantil, que deve ser forjado como uma alternativa de poder dos trabalhadores diante do circo eleitoral da democracia dos ricos que se aproximam e frente a paralisia política imposta pela burocracia sindical que deseja apenas desgastar o golpista Temer para desviar as lutas para o terreno eleitoral. Com mais essa desmoralização aos trabalhadores o foribundo governo Temer avança no ataque aos explorados, agora se apoiando diretamente nas FFAA como vemos no Rio de Janeiro. Frente a intervenção militar e as reformais neoliberais defendemos a unidade dos trabalhadores da cidade e do campo pela via da construção de Greve Geral que se inicie pelas mobilizações das bases operárias e populares tendo como eixo a derrubada revolucionária do governo golpista de Temer!
18 DE FEVEREIRO DE 1986 – MORREU NELSON CAVAQUINHO: O POETA QUE CANTOU OS SOFRIMENTOS E AMORES DO POVO POBRE!


Quando alguém entra em um botequim onde se aprecia o autêntico samba (algo cada vez mais raro) e escuta "a Flor e o Espinho", "Quando eu me chamar saudade", "Folhas Secas" ou "Juízo Final" logo se depara com versos de uma emotividade impressionante, misturando dor e amor em meio às amarguras da vida cotidiana dos trabalhadores. São assim as canções de Nelson Antônio da Silva, mais conhecido como Nelson Cavaquinho, para muitos o "profeta dos desenganos", das desilusões amorosas, das angústias da vida, devido aos seus sambas com certa dose de pessimismo frente à miséria do povo pobre, apesar de sua crença em Deus estar sempre presente no curso de sua obra musical, refletindo os costumes dos setores mais oprimidos da população. Ele nasceu no Rio de Janeiro em 29 de outubro de 1911, no berço de uma humilde família carioca. Mesmo pobre, levava uma boa infância e brincava em peladas, com bolinhas de gude e frequentava a escola, mas devido a problemas financeiros por que passava sua família, teve que abandonar a escola no terceiro ano primário para trabalhar numa fábrica de tecidos e depois como auxiliar de eletricista. Nesta época, Nelson já mostrava seu dom musical. Nas tardes de domingo, seu tio Elvino tocando violino e Nelson tentando acompanhá-lo num instrumento feito em casa: uma caixa de charutos com arames esticados e seu pai, Brás Antônio da Silva, tocava tuba na Polícia Militar. A mãe de Nelson era lavadeira no Convento de Santa Tereza e cuidava de seus cinco irmãos: Arnaldo, Atarílio, Iracema, João e José. Na adolescência, morando na Gávea, entraria em contato com os chorões e suas músicas. Contemplava os grandes mestres do cavaquinho e ia espiando e aprendendo os truques do instrumento, mas não tinha dinheiro para comprar um cavaquinho, treinava quando conseguia emprestado. Ainda muito jovem, se aproximaria da malandragem carioca e ficaria amigo de grandes nomes do samba, como Noel Rosa e Cartola. Cabelos prateados, uma voz de aço, com rouquidão curtida em madrugadas boêmias pelo Rio de Janeiro. Suas músicas são de uma simplicidade impressionante, como somente os grandes gênios conseguem fazer, não há um verso ou nota a mais do que o necessário. O grande Nelson Cavaquinho morreu aos 74 anos, no dia 18 de fevereiro de 1986, uma semana depois de comemorar a vitória da Mangueira no carnaval daquele ano.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

ABAIXO A INTERVENÇÃO MILITAR NO RIO DE JANEIRO, FORA AS TROPAS DO EXÉRCITO DAS RUAS! ROMPER COM A POLÍTICA DA FRENTE POPULAR (PT e PSOL) DE SILÊNCIO CÚMPLICE OU APOIO VELADO A AÇÃO DAS FFAA!


O governo golpista de Temer acaba de decretar intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (16.02). Segundo o Planalto, as FFAA “vão ajudar na segurança do RJ até dezembro de 2018”. Trata-se na verdade de uma nova investida reacionária contra a população pobre e negra do Rio de Janeiro, rebelada em razão da falência completa do Estado fluminense e agora com o aprofundamento da crise econômica. A ausência da polícia durante o Carnaval e as cenas de arrastões marteladas no Jornal Nacional para criar pânico não foram por acaso, montaram um cenário para justificar a intervenção militar e estrategicamente colocar os militares nas ruas, em uma espécie de “balão de ensaio” do que pode vir a acontecer em um futuro breve em todo o país. Os parceiros da Frente Popular faliram o Estado do Rio de Janeiro, sendo que Pezão, filhote de Cabral (PMDB) sequer está pagando os salários dos servidores públicos. Os trabalhadores precisam enfrentar essa ofensiva reacionária rompendo a paralisia imposta pelas direções reformistas e frente populista (PT, PCdoB e do PSOL). O PSOL, por exemplo, limita-se afirmar que “Intervenção no Rio é ação desesperada de Temer que praticamente tirou de cena o governador fluminense” (site PSOL nacional, 16.02). Essa política de conciliação de classes tem levado o movimento popular a um beco sem saída, com a liquidação de conquistas e direitos. Nesse marco os revolucionários têm a obrigação de denunciar o papel de Marcelo Freixo e seus aliados. Marcelo Freixo, principal referência da esquerda carioca, que todos os dias usa as redes sociais para informar sobre as atividades de seu mandato parlamentar mantém-se “bem caladinho” sobre o tema apesar das tropas estarem ocupando morros e favela. Freixo não deseja chocar-se com a chamada “opinião pública”, ou melhor, com seus eleitores de classe média que defendem “mais segurança” diante da barbárie social imposta pelo roubo dos cofres públicos pela máfia do PMDB. O parlamentar do PSOL é defensor das ultra-reacionárias UPPs e da “Operação Lava Jato”. Mesmo nesta espiral de violência da repressão estatal contra o proletariado, o PSOL defende que a polícia deva ser “mais eficiente e transparente”. Freixo reclama que as UPPs não chegam à totalidade dos morros cariocas para “combater as milícias”. Um de seus principais aliados no Rio de Janeiro, Alessando Molon, da Rede, reclamou do retardo das medidas adotadas por Temer, “A situação de insegurança já é gravíssima há muito tempo, esse carnaval, infelizmente, foi o carnaval da violência. Por que só agora o governo decidiu tomar essa atitude?” (UOL, 16.02). Randolfe Rodrigues foi no mesmo sentido de criticar a medida "casuística" de Temer para ganhar tempo a fim de aprovar a reforma da Previdência. Em geral o conjunto da Frente Popular, do PT ao PSOL, variam do “silêncio cúmplice” ao “apoio velado” a ação das FFFA para ficar de bem com seu eleitorado de classe média. Diferente do PT e do PSOL que só denunciam o “golpe” quando trata-se de eleições e das disputas no parlamento burguês, os Marxistas Revelucionários da LBI defendem em alto e bom som: “Abaixo a intervenção militar no Rio de Janeiro, fora as tropas do Exército das ruas!”. A classe trabalhadora e o povo pobre não pode continuar indefeso contra a violência organizada do Estado capitalista e seus bandos mafiosos. Precisa organizar comitês de autodefesa pela expulsão do aparato repressivo das favelas, pela destruição das polícias e contra a intervenção das FFAA no Rio de Janeiro. Para Trotsky, “inclusive as frações mais avançadas (do exército) não passarão aberta e ativamente para o lado do proletariado até que vejam com seus próprios olhos que os operários querem lutar e são capazes de vencer (“Aonde vai a França?”). Ou seja, a unidade do proletariado mesmo com os setores mais avançados do exército só se dará em situações pré-revolucionárias. No caso específico do Exército, defendemos um programa de reivindicações transitórias destinadas aos soldados e cabos, a fim de que rompam com a hierarquia militar subordinando-se a uma clara estratégia de destruição revolucionária do aparato repressivo do Estado burguês (difusão de imprensa política nos quartéis, direito a sindicalização, formação de sindicatos vermelhos, etc.). Frente a intevenção militar defendemos a unidade dos trabalhadores da cidade e do campo pela via da construção de Greve Geral que se inicie pela mobilizações das bases operárias e populares neste dia 19 de Fevereiro, tendo como eixo o fim imediato da intervenção militar. Estrategicamente é necessário expropriar a burguesia para que sobre os escombros desse Estado burguês corrupto e assassino se construa um poder de novo tipo, capaz de erguer um modo de produção social que garanta condições dignas de vida para o conjunto dos que trabalham e não que sirva para acumular capital a fim de engordar os bolsos de um punhado de parasitas mafiosos!
IMPOR PELA MOBILIZAÇÃO DAS BASES OPERÁRIAS E POPULARES UMA GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO QUE PARALISE A PRODUÇÃO PARA DERRUBAR TEMER E SUAS REFORMAS NEOLIBERAIS! NÃO A POLÍTICA DE PRESSÃO SOBRE O PARLAMENTO E DE APOIO AS CANDIDATURAS DA OPOSIÇÃO BURGUESA NO CIRCO ELEITORAL DA DEMOCRACIA DOS RICOS!


Mal acabou o Carnaval, onde o vampiro Temer foi alvo de protestos populares por todo o país nas marchinhas e até mesmo no Sambódromo como no desfile da Escola de Samba “Paraíso do Tuiuti”, o golpista pretende junto com o canalha Rodrigo Maia colocar em votação na Câmara dos Deputados o projeto da malfadada “Reforma da Previdência”. As contrarreformas neoliberais levarão ao acirramento da pobreza, concentração extrema de renda e estagnação profunda da economia nacional, tornando ainda mais grave a crise. As privatizações inviabilizarão as condições de vida das massas, além desestruturar o próprio Estado nacional burguês brasileiro. Nesse contexto, a contrarreforma neoliberal da previdência exigida pela máfia financeira internacional, significa na prática, o espólio aberto de parte significativa da riqueza produzida pelos trabalhadores. A LBI, TML e diversas oposições classistas pelo país temos defendido a convocação de uma verdadeira Greve Geral por tempo indeterminado paralisando a produção, comércio e transporte para derrotar Temer e seus ataques contra os trabalhadores, apostando na luta direta, radicalizada dos explorados e oprimidos para enterrar esse governo corrupto e entreguista. Longe de seguir esse caminho de combate, a Frente Popular (PT, PCdoB e PSOL) assim como as centrais sindicais (CUT, FS, CTB, Conlutas, Intersindical...) tem apontado apenas “dias nacionais de luta” sem organização na base das categorias, limitando-se a atos domesticados e pacíficos de protesto, como desejam fazer agora nesta segunda-feira, 19 de Fevereiro. Essa política de colaboração de classes de não radicalizar a luta e restringi-la a pressão parlamentar, está na verdade voltada a desgastar Temer e patrocinar ilusões no circo eleitoral da democracia dos ricos via as candidaturas do PT e PSOL. Trata-se de uma orientação suicida que nos levará a derrota, como foi na época da Reforma Trabalhista e na Terceirização. O movimento operário e popular encontra-se paralisado em razão de sua direção burocrática e pelega, que vive basicamente dos aparatos dos sindicatos e das Centrais sindicais, como CUT, CTB, Força Sindical, CSP-Conlutas, Intersindical, e todas as demais, que sustentam o regime golpista, traindo e contendo a enorme disposição de luta dos trabalhadores por suas reivindicações imediatas e por seus direitos trabalhistas e previdenciários. As direções burocráticas e pelegas não mobilizam os trabalhadores, sendo que em razão das pressões destes apenas realizam paralisações de 24 horas para que elas não coloquem em risco a estabilidade do regime golpista.

Os burocratas boicotam sistematicamente a convocação de uma Greve Geral por tempo indeterminado porque sabem que isso colocará em risco os seus privilégios e o regime golpista com a entrada em cena do conjunto do movimento operário e popular. Os burocratas sindicais sustentam esse governo golpista que retirou todos os direitos dos trabalhadores e rasgou a CLT e que agora pretende acabar com a aposentadoria e os direitos previdenciários. É necessário forjar uma nova vanguarda operária e revolucionária para a defesa um programa de luta pelas reivindicações imediatas e transitórias dos trabalhadores contra o desemprego, reajustes salariais, redução da jornada de trabalho sem redução do salário, e  sobretudo agora preparar e organizar uma Greve Geral por tempo indeterminado, com comandos de greve eleitos pela base, pela anulação da “Reforma Trabalhista” e contra a aprovação da “Reforma da Previdência” e pela derrubada do regime golpista e de suas instituições. Portanto, barrar esse ataque a previdência é impor na verdade um duro golpe ao grande capital financeiro imperialista, que é quem está de fato por trás dos ataques contra os trabalhadores, levado adiante por seus serviçais no parlamento e grande imprensa corrupta. Não confiar na traidora e covarde burocracia sindical frente populista eleitoreira lulista, e articular nos locais de trabalho, estudo e moradia pela base o embrião de uma verdadeira Greve Geral no país é mais do que urgente, para derrotar esse criminoso arrocho neoliberal do capital em decadência contras as condições de existência das massas operárias!

Defendemos a convocação pela base de um amplo e democrático Congresso Nacional dos Trabalhadores agrupando o movimento operário, popular, camponês e estudantil, que deve ser forjado como uma alternativa de poder dos trabalhadores diante do circo eleitoral da democracia dos ricos que se aproximam e frente a paralisia política imposta pela burocracia sindical que deseja apenas desgastar o golpista Temer para desviar as lutas para o terreno eleitoral. A LBI, TML e as Oposições classistas que subscrevem esse manifesto lançam um chamado franco à toda vanguarda classista, a grupos políticos, sindicais e organizações marxistas para juntos convocarmos um Congresso que aprove uma plataforma de centralização das lutas como alternativa a farsa de uma saída eleitoral nos marcos da institucionalidade burguesa. O seu caráter não é meramente sindical e sim o embrião de um organismo político de frente única capaz de agrupar todos os setores explorados do país para assentar as bases de um poder de novo tipo, proletário e socialista, forjando embrionariamente a consciência dos exploradores na senda da construção de seu próprio poder estatal, o Governo Operário e Camponês, como um sinônimo político da Ditadura do Proletariado.

- Eleger comandos de greve nas bases das categorias!
- Não à aprovação da "Reforma da Previdência"!
- Abaixo o golpista temer!
- Organizar um Congresso Nacional de Base dos Trabalhadores como um embrião de organismo de Poder Proletário e Socialista!

LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA – LBI
TENDÊNCIA MARXISTA-LENINISTA – TML 
MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA (MOB) – CE
OPOSIÇÃO CLASSISTA DOS QUÍMICOS – SP
OPOSIÇÃO DE LUTA DOS PROFESSORES – CE 
OPOSIÇÃO COMBATIVA DOS PETROLEIROS – RN
OPOSIÇÃO UNIDADE NA LUTA - URBANITÁRIOS – CE
OPOSIÇÃO DOS PROFESSORES/MARACANAÚ - CE

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

ZUMA RENUNCIA À PRESIDÊNCIA DA ÁFRICA DO SUL: CAIU MAIS UM GOVERNO DA CENTRO-ESQUERDA BURGUESA, UM NOVO “GOLPE INSTITUCIONAL” TRAMADO SOB AS ORDENS DO IMPERIALISMO DIANTE DA DIVISÃO DA FRENTE POPULAR


O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, acaba de renunciar ao cargo após forte pressão de seu próprio partido, o CNA, que o acusou de “corrupção”. Segue assim o script preferencial do imperialismo para derrubar ou acossar os governos da centro-esquerda burguesa com o elemento adicional da profunda divisão na Frente Popular no país africano. O anúncio da renúncia ocorre horas após uma operação policial na casa de luxo da família Gupta ser realizada como parte de uma investigação sobre alegações de que os três irmãos tinham ligações corruptas com o presidente da África do Sul. Foi um processo parecido ao que ocorreu no Brasil, Paraguay, Zimbábue e agora na África do Sul. Trata-se na verdade de mais um golpe institucional de “novo tipo” tramado contra uma gestão frente populista, com o aval de setores do próprio CNA. O primeiro na fila para ocupar o cargo vago é o vice-presidente Cyril Ramaphosa, um líder sindical e advogado, que é também líder do CNA desde dezembro do ano passado, ao derrotar a ex-esposa de Zuma, Nkosazana Dlamini-Zumae. Ramaphosa foi o principal impulsor das manobras para buscar a renúncia do ex-mandatário. Zuma foi o quarto presidente da África do Sul desde o fim do apartheid. “Fui obrigado a me demitir como resultado de um voto de falta de confiança estabelecido pelo CNA”, disse Zuma, citando a ameaça feita por membros do seu partido de convocar na quinta-feira uma votação no Parlamento sul-africano para expressar que não estavam mais apoiando seu governo. Anteriormente, Zuma tinha dito que não renunciaria ao posto e classificou a pressão do CNA como “injusta”. No entanto, ele foi dissuadido da ideia após o partido anunciar que entraria com uma moção de censura para removê-lo à força do cargo, o que expressa a grave fissura no interior da frente popular com um setor claramente fazendo o jogo do imperialismo. O agora ex-presidente precisará responder por mais de 800 acusações de corrupção em contratos de armas em 1990 e pelo uso da máquina pública para favorecimento de empresários. Não é mera coincidência que o mesmo processo vem enfrentando o PT brasileiro, vítima de sua própria política de colaboração de classes, que gerou tremendo desgaste em suas bases sociais e eleitorais com um setor da “esquerda” apoiando as investigações da Justiça burguesa (Lava Jato) contra contra Lula, particularmente tendências do PSOL e o PSTU que exercem essa mesma função direitista em nome da “ética na política e do combate a corrupção”. Em 2012 denunciamos que Zuma e o governo frente populista do CNA massacram operários em greve na África do Sul mas nunca nos aliamos a direita para derrubar um governo frente populista. Após 24 anos de governos ininterruptos, o Congresso Nacional Africano (CNA) mantinha-se no governo da África do Sul com Jacob Zuma. O CNA é uma frente popular composta a partir da aliança tripartite entre o partido burguês homônimo e duas organizações tradicionais da classe operária sul-africana, a COSATU, central sindical sul africana, e o Partido Comunista. A aliança governa desde 1994 e as massas que se sentiram traídas pelo último presidente, Thabo Mbeki que agravou enormemente a miséria do país, agora viram Zuma renunciar. Zuma vinha se apoiando na COSATU e no PC, chegou a afirmar-se como socialista e a defender a redistribuição das riquezas do país mas acabou pactuando um governo de conciliação de classes agora descartado pelo imperialismo e uma ala do CNA. Para se manter no governo ele vinha tratando de tranqüilizar os capitalistas e especuladores internacionais, reforçando desesperadamente a aliança policlassita que controla o país, o que não surtiu efeito, como comprova com vergonhosa renúncia.
QUE "TUIUTI" É ESSE?: JACK VASCONCELOS O CARNAVALESCO E EX-MILITANTE DA ESQUERDA NOS TEMPOS DE ESTUDANTE DA UFRJ


PT e PSOL já travam uma luta aberta pela "paternidade" política de Jack Vasconcelos, o carnavalesco responsável pela estratégia da Escola de Samba "Paraíso do Tuiuti". A pequena "Tuiuti" impactou o desfile do grupo de elite das Escolas de Samba do carnaval carioca deste ano, com a temática da "Escravidão" secular e atual do povo pobre brasileiro. A transmissão televisiva ao vivo do desfile, um monopólio midiático da famiglia Marinho, sofreu um verdadeiro "apagão" narrativo quando a Escola atravessou a Marques de Sapucaí. Com um ataque frontal aos "paneleiros" e a malfadada Reforma Trabalhista, a "Tuiuti" encerrou o desfile com uma alegoria que representava o "vampiro neoliberalista" em alusão direta ao golpista Michel Temer. Não tardou muito e a elite dominante atacou violentamente a Escola, vocalizando na figura do "yupe" Rodrigo Maia uma desaprovação ao enredo politizado:"Não sou escravo de nenhum senhor...Meu Paraíso é meu bastião... Meu Tuiuti o quilombo da favela...É sentinela da libertação". Logo as redes sociais "bombaram" o fato político deste carnaval tão mercantilizado e desculturado (manipulado pelos oligopólios de comunicação),como um espetacular "gol" carnavalesco da Frente Popular (PT&PSOL). Mas não só nas "redes" a "Paraíso do Tuiuti" repercutiu, a Escola também conseguiu granjear grande apoio popular, principalmente das camadas mais proletárias da periferia carioca. O PSOL até já convidou o carnavalesco Jackson Vasconcelos para realizar uma "dobradinha" eleitoral com o deputado oportunista Marcelo Freixo(defensor das UPP's nos morros). Jackson teve uma breve passagem pela militância de esquerda na época em que cursou Belas Artes na UFRJ, porém já consolidou uma sólida carreira como carnavalesco (Estácio,União da Ilha e agora Tuiuti) e não pensa em trocar o "samba pelo parlamento". Para esta esquerda reformista não existe "vida inteligente" para além da corrida por votos e um "lugarzinho" no parlamento. O fato político grave mesmo é que ao invés da luta direta, via a greve geral, para derrotar o conjunto da ofensiva neoliberal em curso, os partidos da Frente Popular (PT, PCdoB e PSOL) só conseguem ter "planos" para as próximas eleições. O Carnaval já passou e o desfile da "Tuiuti" poderia servir de alavanca política para a organização da greve geral e não para reforçar o "coeficiente eleitoral" dos cretinos parlamentares do PT e PSOL, que disputam a criatividade e irreverência de Jackson unicamente na direção das urnas...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

DERRUBADA DO F-16: NOTA DO "ESPECIALISTA" DO GRUPO MAIS (PSOL) NÃO DIZ UMA ÚNICA PALAVRA EM DEFESA DO REGIME SÍRIO ATACADO PELO ENCLAVE SIONISTA, UM "BLÁ-BLÁ-BLÁ" DE OMISSÃO CRIMINOSA DIANTE DO CONFRONTO ENTRE O REPRESENTANTE DO IMPERIALISMO NO ORIENTE MÉDIO E O GOVERNO NACIONALISTA BURGUÊS DE BASHAR  AL ASSAD


O enclave sionista de Israel, lançou no último sábado (10/02) a maior ofensiva militar aérea contra a Síria dos últimos 35 anos (mais concretamente desde a guerra do Líbano em 1982), com objetivo de destruir as bases logísticas do Irã que foram instaladas próximas a Damasco em apoio ao regime nacionalista burguês de Bashar Assad. Pelo menos uma dezena de caças F-16 de Israel bombardeou alvos estratégicos da Síria em represália a uma suposta invasão de um drone iraniano em seu espaço aéreo, em resposta ao covarde ataque sionista a defesa síria disparou centenas de foguetes terra/ar de fabricação russa, atingindo duas aeronaves israelenses e derrubando um caça F-16 da frota aérea sionista, toda "cedida" pelo imperialismo ianque ao gerdame terrorista do Oriente Médio. O general sionista Tomer Bar considerou uma "verdadeira humilhação" a derrubada do caça israelense, prometendo uma dura resposta militar contra o regime nacionalista burguês da Síria. Em um comunicado, o Hezbollah (que tem decidido apoio da Síria e do Irã na guerra contra o enclave de Israel) afirmou que a derrubada do F-16 israelita abre “uma fase de uma nova estratégia no conflito. Os desenvolvimentos de hoje significam que a velha equação acabou definitivamente”. As massas palestinas da Faixa de Gaza, logo ao primeiro anúncio da derrubada do caça sionista saíram às ruas com faixas para comemorar o "grande feito" das forças militares do regime sírio. Porém para o grupo revisionista "MAIS", o revés da máquina de guerra sionista é apenas um dado geopolítico: "Claro que o cenário do Oriente Médio é mais complexo do que isso, em particular na Síria, com a divisão das áreas de influência entre EUA e Rússia e as potências regionais, etc., mas a agressão israelense tem seu papel e peso próprios." (final da nota de Waldo Mermelstein no Facebook sobre a derrubada do F-16). Não existe uma única frase em defesa do regime sírio, tampouco uma mínima orientação política de que lado os Marxistas Revolucionários devem se postar neste confronto militar entre os regimes de Assad e Netanyahu. O "blá-blá-blá" de geopolítica do MAIS, esconde vergonhosamente uma capitulação ao sionismo, do qual se dizem "inimigos", porém quando a luta de classes atravessa o rubicão da política e adentra no terreno militar, não existe mais espaço para "diletantismos"... há que tomar uma posição firme e clara como nos ensinou o legado Trotskista. Para os Leninistas não pode haver neutralidade possível entre um conflito destas proporções no Oriente Médio, nosso objetivo central na região é a derrota cabal do "porta aviões" (Estado artificial de Israel) do imperialismo ianque "ancorado" no coração da nação palestina. A justificativa de que Assad seria um "ditador sanguinário" para não apoiar a Síria, não se sustenta por um único ângulo da política revolucionária, a não ser para a "família morenista", que tem sua história manchada pelo sangue do povo líbio, quando apoiaram os bombardeios da OTAN contra o "ditador" Kadafi. Os genuínos Comunistas tem "lado" nesta guerra que já se iniciou há algum tempo, estamos incondicionalmente no campo militar do regime Assad contra o enclave sionista de Israel! A derrota do enclave de Israel representa a vitória dos povos oprimidos pelo imperialismo (não por coincidência os palestinos comemoraram a queda do F-16, o que Waldo considerou "um exagero" em seu texto posterior), independente se os regimes da Síria e Irã possuam um caráter socialista, o que obviamente não se configura politicamente. Nossa tarefa estratégica continua sendo a unidade dos proletariado árabe, persa, palestino e hebreu em direção a uma única República Socialista!

(Segue abaixo a nota do dirigente do MAIS)
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Waldo Mermelstein
(Facebook, 11 de fevereiro de 2018)

Depois de inúmeras provocações israelenses, com incursões de todos os tipos no Líbano e na Síria, um confuso incidente de um drone iraniano que teria ingressado no espaço aéreo de Israel, motivou o mais forte bombardeio aéreo israelense em décadas. O fato mais notável é que um F16 de Israel foi derrubado, o que não ocorria desde 1973, colocando em risco a hegemonia total dos ares dos sionistas no Oriente Médio. Na guerra, como na política, os golpes de efeito possuem seus efeitos.

Mas está claro que Israel se prepara para mais uma guerra de agressão na região. E que, em baixa intensidade, já começou com seus exercícios militares que simulavam a invasão do Líbano no ano passado e as ameaças ao Irã (com ações militares esporádicas de todo tipo e cada vez mais agressivas). Claro que o cenário do Oriente Médio é mais complexo do que isso, em particular na Síria, com a divisão das áreas de influência entre EUA e Rússia e as potências regionais, etc., mas a agressão israelense tem seu papel e peso próprios.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

“MUITA COINCIDÊNCIA”: UM DIA APÓS AS FORÇAS DA COALIZÃO SÍRIA/IRÃ E RÚSSIA TEREM ABATIDO UM CAÇA SIONISTA, AERONAVE CIVIL RUSSA CAI LOGO APÓS DECOLAR DE MOSCOU... MOSSAD É O PRINCIPAL SUSPEITO DO “ACIDENTE”


Um dia após as baterias antiaéreas da aliança Síria/Irã e Rússia terem abatido um caça F-16 do governo sionista de Israel que tinha como objetivo de atacar bases logísticas do Irã localizadas na Síria para apoiar regime Assad na luta contra o Estado Islâmico, ocorreu por "muita coincidência" a queda de um avião comercial russo em Moscou. Fica a suspeita que a queda da aeronave russa foi uma resposta imediata do Mossad, serviço secreto de Israel, em razão da Rússia de Putin apoiar a Síria de Assad. O avião de passageiros An-148, pertencente às Linhas Aéreas de Saratov, havia decolado neste domingo (11) de Moscou com 65 passageiros e seis membros de tripulação a bordo. Não há sobreviventes. A que tudo indica a queda do avião civil foi produto de uma ação militar organizada pelo serviço de inteligência de Israel. O avião caído foi encontrado em um campo na região de Ramenskoe, perto de Moscou. Como já denunciamos anteriormente o Mossad vêm agindo firmemente contra o Regime nacionalista burguês de Assad e sua aliança com a Rússia e o Irã. O Mossad age em aliança com a OTAN e a CIA. Frente ao queda da aeronave russa que provocou a morte de dezenas de civis desde a LBI nos solidarizamos com suas famílias e reforçamos nosso apoio à frente única entre Rússia-Síria-Irã contra o imperialismo e Israel.. Além de denunciar em primeira mão a queda do avião russo e apontar o Mossad como principal suspeito do “acidente”, a LBI reafirma que apoia a defesa militar na Síria contra as investidas de Israel e os outros grupos rebeldes “made in USA”. É necessário que o governo russo investigue as verdadeiras causas da queda do avião e, caso comprovado que se tratou de um atentado organizado pelo Mossad, organize uma resposta imediata, o que passa em primeiro lugar por denunciar amplamente a possível ação orquestrada por Israel e o imperialismo ianque. O próximo passo da luta é chamar o Irã, o Hezbollah e os grupos que apoiam o governo Assad a reforçar o combate político e militar ao imperialismo, o sionismo e seus “rebeldes”! Os Marxistas Leninistas de todo o mundo não podem ficar neutros neste conflito, o enclave de Israel representa as forças mais reacionárias do planeta. A LIT, UIT e do grupo “MAIS”, que enlameiam a bandeira do Trotskismo, se calam mais uma vez diante desse possível atentado sionista contra a aliança militar Rússia-Síria e Irã. Ao contrário desse filisteus, os revolucionários internacionalistas proletários têm lado, estão pela derrota do imperialismo, do sionismo e de seus agentes, denunciando o terrorismo assassino que as potências capitalistas e o enclave sionista patrocinam contra a resistência dos povos!

sábado, 10 de fevereiro de 2018

URGENTE: APOIO MILITAR INCONDICIONAL AO REGIME SÍRIO NO ENFRENTAMENTO COM A FROTA AÉREA SIONISTA! DERRUBAR MAIS UM.. DOIS.. TRÊS... TODOS OS CAÇAS F16 DE ISRAEL E DA OTAN!


O regime nacionalista sírio acaba de destroçar um caça F16 do governo sionista de Israel. A aeronave militar "cedida" pelo imperialismo ianque ao gerdame terrorista, chefiado pelo assassino covarde Benjamin Netanyahu, estava realizando um sobrevoo no espaço do território sírio com objetivo de atacar bases logísticas do Irã localizadas na Síria para apoiar regime Assad na luta contra o Estado Islâmico. Não foi a primeira vez que o governo sionista organiza provocações militares contra a Síria e o próprio Irã, utilizando o suporte da OTAN e também do governo turco, mas desta vez os terroristas de Israel receberam a "resposta" merecida. O sanguinário Netanyahu não tardou a ameaçar a Síria com uma nova investida militar aérea, já anunciando que conta com a solidariedade integral do "palhaço" Imperialista Donald Trump. Os Marxistas Leninistas de todo o mundo não podem ficar neutros neste conflito do Oriente Médio, o "monstro" de Israel representa as forças mais reacionárias do planeta, são na verdade um "porta avião" dos EUA, fincado em terras ocupadas dos palestinos. Desgraçadamente os revisionistas da LIT, UIT e do grupo "MAIS", que enlameiam a bandeira do Trotskismo, irão afirmar que Assad é um "ditador sanguinário" para justificar sua vergonhosa capitulação ao governo sionista e sua bárbara ofensiva militar contra os povos árabes e palestinos, foi assim que estes "canalhas de esquerda" apoiaram a OTAN contra o regime do coronel Kadafi, e desta forma patrocinaram politicamente a destruição da Líbia. A LBI, desde suas modestas forças, convoca o movimento comunista mundial, a estabelecer a mais sólida unidade de ação com o regime Assad no objetivo concreto de liquidar as provocações sionistas e destruir o Estado terrorista de Israel!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O CARNAVAL DA ELITE "AXÉZEIRA", PATROCINADO PELA GLOBO, OU A VERDADEIRA HISTÓRIA DA DECULTURAÇÃO DE UM PAÍS CHAMADO BRASIL 


Nestes dias, mais uma vez, o povo brasileiro se lança nos “festejos” do carnaval. Longe do espírito popular de sua origem, a “festa da libertação”, eminentemente pagã, é hoje convertida na “festa” da alienação montada a serviço da deculturação do país pelos grandes meios de comunicação de massa, acompanhando o próprio processo de destruição da genuína cultura popular pelos capitalistas. O carnaval “globeleza” promovido pela TV dos Marinhos, cujos holofotes se concentram nos sambódromos do Rio e São Paulo, com milhares de pessoas nas arquibancadas vendo os “vips” desfilarem, além dos “trios elétricos” de “axé” em Salvador, com sua música pasteurizada e bestializante é a melhor expressão desse processo de contrarrevolução no terreno da cultura nacional. Em nada tem a ver com o carnaval popular, de traço boêmio e contestador, próprio dos blocos de rua do passado (os chamados “cordões” e “ranchos” nascidos no final do século XIX). O primeiro “samba enredo” que se tem conhecimento e que se popularizou foi composto por Chiquinha Gonzaga em 1890 (“ô abre alas”) para o cordão “Rosas de Ouro” do carnaval carioca, outrora ungido pela vida boêmia das primeiras décadas do século XX e pelo autêntico samba negro dos morros cariocas que descia para as ruas da cidade para o “horror” da classe dominante branca. Pode-se dizer que desta festa popular que tomava de folia as ruas de forma espontânea e “desordenada” surgiram as “escolas de samba” organizadas profissionalmente, no entanto, hoje também em avançado processo de domesticação pelos padrões impostos pela Rede Globo e seus anunciantes.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

PROFESSORES/FORTALEZA: ORGANIZAR A GREVE NAS ESCOLAS PARA ARRANCAR O REAJUSTE SALARIAL E DERROTAR OS ATAQUES DO PREFEITO ROBERTO CLÁUDIO (PDT), FILHOTE DA OLIGARQUIA GOMES


O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), filhote da Oligarquia Gomes, começou o ano de 2018 atacando com força total os trabalhadores em educação. Além de não ter concedido reajuste salarial em 2017, acabou de baixar uma portaria com um “pacote de maldades” contra os professores. Dentre as medidas anunciadas pela Secretaria de Educação (SME) estão a ameaça de desincorporar os aditivos dos salários, o ataque aos trabalhadores readaptados e a imposição de mais arrocho salarial, na medida que o índice de reajuste que a prefeitura deve anunciar nesses dias não contempla nem aumento real e, muito menos, a reposição das perdas de 2017. Diante desse quadro de ofensiva neoliberal imposta pela Oligarquia Gomes e seu prefeito, a Oposição de Luta dos Professores impulsionada pela LBI, passou com sua militância em diversas escolas e nos distritos de educação em vários bairros convocando todos os trabalhadores em educação do município de Fortaleza para assembleia geral desse dia 07 de Fevereiro, às 16hs! Devemos organizar desde já na base da categoria uma Greve dos professores de Fortaleza para arrancar um reajuste salarial digno e derrotar os ataques de Roberto Cláudio, que apesar de toda demagogia de apresentar-se como oposição ao governo golpista de Temer, aplica a mesma receita neoliberal aqui em Fortaleza. Para vencer é preciso superar a política de paralisia da direção petista do SINDIUTE e mobilizar todos os trabalhadores, fortalecendo a luta também contra a Reforma da Previdência que ameaça a aposentadoria de todos os trabalhadores! Vamos à luta!  


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

A “REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO”: PRÓLOGO DA INSURREIÇÃO PROLETÁRIA DIRIGIDA PELO PARTIDO BOLCHEVIQUE, UMA VERDADEIRA RUPTURA DEMOCRÁTICA DA ORDEM CAPITALISTA NA ATRASADA RÚSSIA CZARISTA


Neste mês celebramos a “Revolução de Fevereiro” na Rússia como parte do caminho para a vitória Bolchevique em Outubro de 1917. O resgate do legado teórico e político como parte das lições do processo revolucionário é de fundamental importância em nossos dias e não apenas um “exercício” de estudo acadêmico como gostam as cátedras “marxistas” desvinculadas da luta de classes hoje. Nesse aspecto destaca-se o método leninista de análise da luta de classes e de construção do partido como instrumento de ação política para a transformação revolucionária da sociedade. Não por acaso em pleno século XXI os charlatães do Marxismo tentam “vender” o conceito de uma suposta revolução como sendo levantes “democráticos” organizados pelo imperialismo contra “ditaduras” nacionalistas, como vimos recentemente na mal chamada “Primavera Árabe”. É esta polêmica que desejamos travar aqui a partir dos debates políticos pautados no interior do Partido Bolchevique na Rússia de 1917 e seus reflexos na política revolucionária 101 anos depois. Os fatores históricos e sociais que fizeram possível a Revolução de Fevereiro de 1917, prólogo da Revolução de Outubro dirigida pelo Partido Bolchevique oito meses mais tarde, têm suas raízes fincadas nas profundas contradições da Rússia czarista, um típico país camponês que se incorporou à cadeia da economia capitalista mundial somente no final do século XIX, quando os países capitalistas mais desenvolvidos da Europa e da América do Norte já haviam ingressado na fase imperialista. O desenvolvimento capitalista da Rússia foi favorecido por investimentos de capitais originários da França, Inglaterra e Alemanha, que afluíram massivamente ao império dos czares entre 1880 e 1900, possibilitando uma rápida transformação na economia e na sociedade russa. Entretanto, o vigoroso desenvolvimento industrial que concentrou grandes fábricas nos principais centros urbanos, se fez de tal forma que as mais avançadas estruturas e técnicas do capitalismo coexistiam e completavam-se com o atraso econômico no campo, onde ainda imperavam relações semifeudais (a servidão feudal só foi abolida em 1861) e a concentração de terras nas mãos de um punhado de latifundiários. Dessa forma, manifestavam-se na Rússia todas as contradições características dos países capitalistas de desenvolvimento desigual e combinado. No início do século XX a Rússia possuía a maior população da Europa, 174 milhões de habitantes. Destes, cerca de 80% ainda viviam no campo. A maior parte das terras estava em mãos de uma minoria de 30.000 latifundiários, enquanto milhões de camponeses pobres viviam miseravelmente em pequenas propriedades e outros tantos não possuíam nenhuma terra, vendo-se obrigados a trabalhar como operários agrícolas nas terras dos latifundiários. Esta situação condenava os camponeses à pobreza, à miséria e à fome, conduzindo à revoltas periódicas que eram violentamente reprimidas pela autocracia czarista.
“GRUPO” DO IMPOSTOR ALEJANDRO ACOSTA (GAZETA REVOLUCIONÁRIA) COMEÇA A SE DESINTEGRAR



CARTA DE RUPTURA

Companheiros, depois de refletir sobre os rumos e perspectivas políticas da Gazeta Revolucionária, venho comunicar meu rompimento com a corrente. Como bem ficou claro no último período, temos divergências sérias, sobretudo quanto às posições políticas a serem tomadas diante da atual conjuntura que abate o capitalismo internacional. Após fazer uma leitura atenta (até então eu não havia lido) do documento do camarada Florisvaldo sobre sua experiência na LPS, e que envolveu a ruptura do companheiro Juca, onde um agrupamento de esquerda é escancarado, facilitando o serviço da repressão, vejo também que não podemos ser coniventes com a delação em nenhuma hipótese e isso nada tem em comum com a tolerância ao burocratismo. Também vejo internamente no seio do GR, a manifestação incurável do seguidismo quase religioso, da quase totalidade do agrupamento às posições espontâneistas e morenista do camarada Alejandro, fruto de uma carência profunda de personalidade política de parte da militância. Dessa forma, comunico oficialmente meu desligamento do GR. Saudações comunista!
R.B.
Fevereiro 2018

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EM TEMPO, NOTA DE ESCLARECIMENTO:

Gostaria de esclarecer algumas questões colocadas de forma completamente deturpada por Alejandro Acosta, quanto a minha militância política no Gazeta Revolucionária e também na categoria em que eu trabalho (nos químicos de SP). Alejandro acusa-me de eu ser um suposto "diletante", "lukacsiano" e outros adjetivos. Cobra-me explicação acerca de meu trabalho revolucionário nos químicos, além de me lançar acusação de que internamente, nas reuniões da GR, eu nunca ter feito a crítica às suas posições políticas oportunistas, marcada pelo espontaneismo e empirismo extremo, onde toda discussão teórica e programática, extremamente importante para um agrupamento marxista revolucionário, logo é acusada de "diletantismo" por este sujeito e seus discípulos.

Sobre essa última questão, não só em reuniões presenciais de célula, como em outras atividades e formas de comunicação, sempre combati intransigentemente sua linha política, marcada por um anti-leninismo extremado. Acosta como bom oportunista e homem empírico, sempre louvou e se postou ao lado do imperialismo em questões de grande importância na arena da luta de classes internacional: ainda hoje, por incrível que pareça, continua assíduo defensor do fim de quase todos os ex Estados operários no mundo, que resultou no auge da globalização neoliberal da barbárie em nome do combate ao "demônio" stalinista; na Líbia, Síria e levantes contra revolucionários bancados pela CIA no Irã, colocou-se no mesmo barco da OTAN e do império, sempre combatendo o "ditador sanguinário"; na Venezuela, tem posições que em muito se assemelha ao bando direitista mafioso financiado pela CIA, mas que no olhar de Alejandro, combate o "bonaparte" Maduro. E assim vai, sempre caminhando guiado pelo seu empirismo "anti-diletante" mas que se orienta pelos interesses da geopolítica da Casa Branca.


Sobre a acusação que me lançou de supostamente eu não desenvolver com a devida seriedade, minha atividade na categoria em que eu trabalho, claramente parece fruto de desespero e destempero político, fato bem conhecido por ser um motivador de calúnias torpes. Já faz alguns anos que venho militando na categoria dos químicos de SP, já distribuimos diversos boletins, já foram articulado reuniões com trabalhadores e etc. Sou sindicalizado, cipeiro e referência de luta no meu local de trabalho (digo isso completamente desprovido de vaidade infantil). No entanto, nosso trabalho político-militante na categoria tem um caráter essencialmente clandestino; desde os panfletos, até as conversas com os operários, tudo tem de ser de forma bem discreta, e qualquer revolucionário sério, ou trabalhador consciente bem sabe o porque. No entanto Alejandro, como um policial delator, ou no minimo como um crente na democracia burguesa, cobra o contrário, ou seja, que um revolucionário proletário assalariado, atue abertamente facilitando o serviço dos patrões e seus agentes repressivos. Será por isso, que defendeu com tanto afinco a manutenção no site do GR, o artigo escandaloso, tipico de delatores (não que o camarada autor do texto seja) do Florisvaldo, escancarando internamente um agrupamento de esquerda para a repressão em nome de "combater a burocracia" com os métodos dos... arapongas acaguetes? Além do trabalho nos químicos, também participo ativamente e há anos, do movimento operário brasileiro, no melhor espirito do marxismo revolucionário. Portanto, longe de ser um "diletante" ou suposto "acadêmico" como ele me acusa, já há algum tempo estou junto do proletariado revolucionário nas batalhas pela sua emancipação contra a ordem desumana do capital. Ao contrário de Acosta, que misteriosamente esconde (não se sabe o motivo) seu passado militante na América do Sul.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

04 DE FEVEREIRO DE 1945: COMEÇA A CONFERÊNCIA DE YALTA-POTSDAM, UM PACTO CONTRARREVOLUCIONÁRIO DE "COEXISTÊNCIA PACÍFICA" ENTRE A URSS STALINIZADA E O IMPERIALISMO MUNDIAL


A orientação do Kremlin, em nome dos acordos com as potências imperialistas celebrados na Conferência de Yalta-Potsdam, ocorrida entre 4 a 11 de Fevereiro de 1945 sob o comando de Roosevelt, Churchill e Stalin, conduziu a derrota de vários processos revolucionários ocorridos no pós-guerra. Na Itália e na França, os PCs, que haviam alcançado um enorme prestígio na organização da resistência partisans, foram orientados a conformar governos de unidade nacional com os partidos burgueses. Na Grécia, a traição do stalinismo, permitiu a derrota da insurreição operária em Atenas, sufocada pelos pesados bombardeios da aviação britânica. Porém, na Iugoslávia e na China, onde as orientações de Stálin não foram seguidas, a luta de libertação nacional resultou na expropriação da burguesia, independente da presença militar do Exército Vermelho. Apesar das traições stalinistas, a onda revolucionária que se abriu no pós-guerra era uma evidência de que a heroica resistência do Estado operário soviético, ainda que burocratizado, foi um colossal estímulo para a luta de classes do proletariado mundial...Pressionado pelas potências imperialistas consideradas “amigas” após a assinatura dos acordos de cooperação e não agressão de Yalta (1945), na Crimeia às margens do Mar Negro, Stalin leva às últimas consequências sua política contrarrevolucionária de coexistência pacífica com a burguesia mundial, debilitando assim sua própria liderança no movimento comunista internacional. Revoluções no mundo capitalista ocidental são “afogadas” pela URSS (França, Itália e Grécia) em nome do respeito às “zonas de influência”, neste período surge até o conceito do “socialismo só em meio país”, como no Vietnã e Coreia...O stalinismo, após os acordos de Yalta, deixará o Oriente como uma área de influência do imperialismo ianque, além da consideração do sionismo, em sua versão trabalhista como um aliado político, com o qual desenvolverá uma frente popular em Israel. O velho Partido Comunista palestino logo mudará seu nome para israelense por considerar as massas árabes e palestinas como atrasadas e feudais... Em resumo, a Conferência de Yalta-Potsdam foi um verdadeiro pacto contrarrevolucionário entre a URSS stalinizada e o imperialismo mundial em nome da "coexistência pacífica" entre ambos voltado estrategicamente para impedir o avanço da luta pela revolução proletária internacional. Feito esse denúncia, é necessário registrar que constitui um grave erro colocar um sinal de igualdade entre os regimes stalinista e nazista, como fazem os democratas pequenos burgueses e mesmo os revisionistas do Trotskismo que classificam ambos como apenas como "regimes totalitários" desprezando as diferenças de conteúdo social de ambos. O nazismo alemão, assim como o fascismo italiano, é um instrumento do capital financeiro, seu último recurso para conter a revolução proletária e o socialismo, mergulhando a sociedade na barbárie política como forma de preservar a propriedade burguesa, quando a economia capitalista mundial entra em colapso pela impossibilidade de desenvolvimento das forças produtivas nos marcos da sociedade burguesa. Hitler e Mussolini foram financiados pelas grandes corporações capitalistas para impor o terror ao movimento operário e afastar o fantasma do comunismo. A camarilha burocrática stalinista, por sua vez, instalou-se como um parasita sobre o Estado operário nascido da Revolução de Outubro, que já havia expropriado a burguesia e estabelecido a propriedade estatal dos meios e produção como condição fundamental para o desenvolvimento das forças produtivas necessárias para a consolidação da sociedade socialista. As condições de isolamento da revolução e de atraso da base econômica sobre a qual se ergueu o nascente Estado operário Soviético, provocaram uma degeneração no aparelho estatal, que foi transformado num instrumento de domínio burocrático contra a classe operária. Todavia, a casta burocrática, assentava seu domínio sobre as bases sociais da Revolução de Outubro. Embora degenerado pela burocracia, a União Soviética continuava sendo um Estado Operário, uma posição conquistada pelo proletariado que devia ser defendida a todo custo, como Trotsky deixou claro no Programa de Transição ao analisar as frações em choque dentro da burocracia soviética: “Se amanhã a tendência burguesa-fascista, isto é, a ‘fração Butenko’, entra em luta pela conquista do poder, a ‘fração Reiss’ tomará, inevitavelmente, lugar no outro lado da barricada. Encontrando-se momentaneamente como aliada de Stálin, ela defenderá, é claro, não a camarilha bonapartista deste, mas as bases sociais da URSS, isto é, a propriedade arrancada dos capitalistas e estatizada. Se a ‘fração Butenko’ se achar em aliança com Hitler, a ‘fração Reiss’ defenderá a URSS contra a intervenção militar, tanto no interior do país, quando na arena mundial. Qualquer outro comportamento seria uma traição”. O proletariado internacional e os explorados de todo o mundo, que sofrem diariamente a opressão de tropas da OTAN a serviço do imperialismo em sua atual ofensiva militar, como os povos da Coréia do Norte, Afeganistão, Iraque, Haiti, Líbia, Síria e Palestina..., devem tomar a firme resistência do povo soviético apesar do Stalinismo como uma prova incontestável de que o imperialismo e sua ofensiva neoliberal podem ser derrotados política e militarmente. Nos dias atuais, é fundamental resgatar o legado da vitória da resistência soviética sobre o nazismo para combater a atual ofensiva imperialista. Essa luta assume hoje na batalha contra o imperialismo que cada vez mais recorre à reação burguesa para impor seus interesses no planeta, como nas intervenções militares na Síria ou patrocinando os golpistas de extrema direita na Venezuela.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

HÁ SETE ANOS DO INÍCIO DA FALSA “REVOLUÇÃO ÁRABE” NA LÍBIA: O IMPERIALISMO PATROCINA AS PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES EM BENGHAZI PARA DESESTABILIZAR O REGIME NACIONALISTABURGUÊS DO CORONEL KADAFFI


ONU E OTAN PREPARAM INTERVENÇÃO MILITAR: DEFESA INCONDICIONAL DA NAÇÃO LÍBIA DIANTE DA OCUPAÇÃO IMPERIALISTA!
(Publicado originalmente no Site da LBI, 03/02/2011)

O cenário montado pelo imperialismo está sendo armado para a intervenção militar. A Líbia já está dividida com a oposição reacionária controlando o leste e a zona litorânea rica em petróleo. Em paralelo, a ONU, a OTAN e o imperialismo ianque e europeu estão acertando os últimos detalhes para a ofensiva desta semana que entra. Obama já assinou uma ordem executiva para congelar todos os ativos da Líbia nos bancos americanos, na primeira de uma série de sanções anunciadas, além de suspenderam as operações em sua embaixada na Líbia. Já o Conselho de Segurança da ONU decidiu "aplicar medidas decisivas o mais rápido possível". O documento final inclui a declaração de um embargo de exportação de armas à Líbia, assim como o congelamento dos bens e a proibição da cúpula do regime líbio de viajar, além de acionar o TPI para julgar os "crimes contra a humanidade", supostamente cometidos por Kadaffi. Por sua vez, a OTAN, em conjunto com o pacote de bloqueio econômico da União Europeia enviará navios e aviões para águas próximas à costa da Líbia. Diante da orquestração militar do imperialismo, Kadaffi tenta negociar sua permanência "honrosa" diante da possibilidade da fragmentação do pais. Como representante da burguesia nacional teme um enfrentamento frontal com o imperialismo, ainda que o custo político de sua capitulação seja a liquidação do regime nacionalista que sobrevive no pais. O verdadeiro movimento de massas que ocupou as ruas de Tripoli para exigir condições políticas e militares para combater os "insurretos" pró retorno da monarquia, esperam mais que retórica da liderança de Kadaffi.


REAJUSTE SALARIAL DE 6% DOS SERVIDORES FEDERAIS “BANCADO” POR LEWANDOVSKY DO STF É MAIS UMA “FAKE NEWS” QUE UNIU A BUROCRACIA DO CONDSEF E A MÍDIA “MURDOCHIANA”

POR: ELZA CAMPOS, NUTRICIONISTA APOSENTADA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (CNAE)


O suposto reajuste salarial de 6% ao conjunto dos servidores públicos federais, "bancado" por uma sentença liminar do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandovsky, após o golpista Temer cancelar um acordo salarial realizado ainda no governo Dilma Rousseff, não passa de mais uma "fake news", patrocinada pela mídia "murdochiana" em conjunto com a burocracia sindical da CONDSEF (Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal). Este referido "aumento" anual no vencimento dos servidores (muito abaixo das perdas salariais e da própria inflação real ocorrida em 2017) deveria ter entrado agora no contracheque de fevereiro dos mais de dois milhões de trabalhadores (ativos e inativos) da União, mas para a "decepção" geral somente cerca de 200 mil "privilegiados" receberão o minguado reajuste. Entre entre as categorias de servidores contempladas estão a PF, PRF, Peritos do INSS, DNIT, Auditores Fiscais da Receita Federal e do Ministério do Trabalho e carreira jurídica da União, totalizando 253mil (cerca de 10% do total de trabalhadores da União). A grande massa do funcionalismo federal amargará mais um ano de perdas salariais, acumulando um profundo arrocho "herdado" dos governos FHC, Lula, Dilma e agora do bandido Temer. Os aposentados são os mais penalizados com esta covarde política salarial, enquanto os servidores na ativa ainda conseguem se "virar" com uma gratificação, diárias ou alguma bonificação por desempenho de função. As carreiras de elite do funcionalismo federal, não se ressentem da ausência de reajuste salarial, são "agraciadas" com generosidade: "auxílio moradia", cartões corporativos, cargos comissionados, etc...Como recentemente afirmou de forma cínica o justiceiro Sérgio Moro: "Nosso auxílio moradia é para compensar os baixos salários". Porém o mais escandaloso diante deste quadro de sucateamento generalizado do Estado, é o imobilismo das direções sindicais do funcionalismo público (CONDSEF) que chegaram a "repercutir" a sentença de Lewandovsky como sendo uma "grande vitória de toda a categoria", quando não passava de uma medida extremamente parcial e limitada. É necessário organizar imediatamente uma campanha salarial de emergência pela base de todo o funcionalismo público federal, para a reposição de nossas perdas há mais de uma década, passando por cima da burocracia sindical da CONDSEF (PT, PSTU e PSOL) que só "trabalha" para realizar "congressos em hotéis de luxo", como forma de justificar de alguma forma as verbas recebidas e sua profunda paralisia política.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

ALEJANDRO ACOSTA E SUA “GAZETA”: UMA FRAUDE POLÍTICA VIRTUAL PARA ENCOBRIR A REAL IDENTIDADE DE UM MEMBRO DOS ORGANISMOS DE “INTELIGÊNCIA” DO ESTADO BURGUÊS


A acusação de “infiltração” dirigida a um suposto militante da esquerda socialista é algo gravíssimo, só deverá ser lançada com farta comprovação factual e material, sob pena de denegrir a trajetória de um ativista do movimento de massas que esteja sendo acusado de forma leviana ou por uma “manobra” produto de divergências políticas no campo popular. Porém também se configura um erro de gravidade máxima omitir tal denúncia, para exercer uma conduta diplomática e oportunista no interior da esquerda socialista. Os Marxistas Revolucionários não podem tolerar a presença de agentes da repressão, travestidos de “militantes de esquerda” no ambiente de nossa trincheira de luta. Posto este preâmbulo, trazemos a público uma série de fatos graves, que envolvem um “grupo” que se reivindica Trotskista, surgido recentemente na esquerda e com origens totalmente “nebulosas”. Estamos nos referindo ao “Gazeta Revolucionária”, cujo dirigente público Alejandro Acosta (uruguaio, naturalizado brasileiro há pouco tempo), tem comprovadamente um passado ligado aos organismos de “inteligência” do Estado Burguês. Deixemos que os próprios fatos e militantes com vários anos de militância real no movimento operário falem sobre a história e práticas deste impostor Alejandro Acosta, que mesmo diante de várias acusações anteriores (PCO, LPS), não conseguiu sustentar minimamente sua defesa. Roberto Bergoci, militante e articulista do próprio “Gazeta Revolucionária” (GR) até um mês atrás, nos enviou uma mensagem comentando a recente ruptura da Tendência Marxista-Leninista (TML) com a Gazeta Revolucionária (GR). Para quem não sabe, a TML dirigida por João Neto, o “Juca”, havia anunciado seu ingresso (fusão) na GR em outubro de 2017 mas já no final de janeiro de 2018 rompeu relações políticas com o grupo de Alejandro Acosta. Segundo Roberto Bergoci “Esse processo se deu em torno do artigo do Florisvaldo sobre a LPS. O Juca corretamente fez a crítica ao caráter do texto, que expunha o funcionamento interno da corrente, revela nome de militantes e etc., uma linha perigosa, que escancara um agrupamento de esquerda para a repressão. Florisvaldo é um operário inexperiente teoricamente, o comitê editorial deveria na época segurar o artigo ou então mudar a parte comprometedora do texto para a publicação, fato que não fizeram. O Juca propôs a retirada do artigo do site, fato negado pelo Alejandro e uma ala da corrente muito influenciada por ele, o que levou a ruptura. Eu tenho acordo com o Juca nessa questão, nos últimos meses, também tenho polemisado e criticado algumas posições do Alejandro que em muito se assemelham com as do morenismo, sobretudo em política internacional (recentemente polemisamos pesadamente sobre o Irã, curdos, primavera Árabe, Ucrânia, Venezuela e ex Estados Operários...em todas essas problemáticas ele se assemelha ao morenismo). Parte da militância, sobretudo os remanescentes da LPS se postam de fato, como meros discípulos passivos do Alejandro, partilhando de suas posições espontâneistas anti-leninista” (Correspondência de Roberto Bergoci para a LBI, 27.01. 2018). O artigo policialesco a que Roberto se refere é a carta escrita pelo “militante” Florisvaldo Lopes em 14 de Outubro de 2017 (A minha experiência na LPS) publicada no site da GR. O texto revela dados internos da Luta Pelo Socialismo (LPS), agrupamento que controla o Sintect-MG, que tanto Alejandro e Florisvaldo haviam acabado de romper, contendo endereços de seus dirigentes, detalhes das vidas íntimas dos militantes, informações financeiras da corrente, algo aberrante nunca visto na esquerda brasileira. O artigo em questão revela que Alejandro e seu “grupo” agem com o método policial de expor as organizações políticas que se reivindicam revolucionárias ao Estado capitalista. Obviamente o pretexto usado para enganar tolos é o suposto “combate à degeneração burocrática” quando na verdade revela informações preciosas de correntes de esquerda à burguesia. As informações detalhadas sobre a vida partidária da LPS, publicadas na repugnante carta de Florisvaldo, mais se parecem um extenso relatório de um informante policial infiltrado do que uma denúncia política “pela esquerda”. Em nada se aproxima de um documento feito por um militante de esquerda e sim de um relatório elaborado pela Polícia Federal. Nesse episódio, toda a esquerda tomou conhecimento desta “pérola” publicada no Gazeta, Alejandro “exagerou” e deixou cair a máscara do traquejo de informante policial. Tanto que a TML exigiu a retirada do texto do site da “Gazeta”, solicitação obviamente não atendida por Alejandro Acosta, sendo este o motivo central do afastamento da TML com a GR. Foi de fato o que aconteceu, tanto que a nota pública no site da TML afirma: “A TML se reorganiza e retoma suas atividades em razão de sua integração à Gazeta Revolucionária não ter se consumado por causa de divergência surgida com relação à ilusão na legalidade burguesa, demonstrada por parte da GR na prática, desdenhando os perigos inerentes ao regime capitalista, que mesmo na mais democrática das nações não deixa de ser a ditadura do capital, estruturada em cima do Estado burguês” (site TML, 21 de janeiro). A GR é a cobertura política que Alejandro Acosta se utiliza para circular no interior da esquerda brasileira, colhendo dados internos e divulgando detalhes do funcionamento das correntes políticas que ele se aproxima ou integrou, como foi o caso do PCO e da LPS, este último composto em sua esmagadora maioria por ex-militantes de Causa Operária sob o comando do sindicalista Pedro Paulo, do Sintect-MG. Em ambos agrupamentos Acosta ocupou postos da mais alta direção em pouquíssimo tempo. Portanto, nada mais normal e coerente que Alejandro, um infiltrado dos órgãos de repressão política disfarçado de militante de esquerda como alertou publicamente a LBI há bastante tempo, patrocine ilusões na legalidade burguesa e desdenhe dos perigos inerentes que os genuínos comunistas correm no regime capitalista, como agora denuncia a TML. Afinal de contas, na condição de agente da repressão política disfarçado, ele encontra-se plenamente protegido desse “perigo”, é ele quem entrega seus “camaradas” e não o inverso em pleno regime de fachada democrática que mantém todos os órgãos de inteligência ativos e operantes. O que a TML somente agora compreendeu tardiamente, depois de passar quase três messes em contato direto com Alejandro Acosta, a LBI já tinha denunciado com bastante antecedência! Inicialmente, em 25 de setembro de 2017, o Blog da LBI no artigo “Racha na LPS: Alejandro Acosta é gravemente acusado de ser um ‘infiltrado’. Faltou o grupo do ‘sindicalista’ Pedro Paulo, que controla a ‘LPS’, dizer a serviço de quem...” afirmou: “Não temos dúvida que Alejandro é um quadro político capaz, mas sem qualquer tradição ou histórico militante na esquerda brasileira. No passado tivemos exemplos de vários ‘quadros políticos capazes’ que estavam a serviço da burguesia e seu aparato de repressão e de inteligência, tanto na ditadura como na ‘democracia’ eles têm um papel fundamental de informar sobre a vida interna das organizações políticas e sabotar a esquerda revolucionária... Cabe a Alejandro Acosta uma explicação pública e detalhada ao conjunto da esquerda brasileira e particularmente as organizações que se reivindicam trotskistas, ‘nicho’ onde ele vem atuado no último período, caso não o faça de forma convincente restará ainda mais dúvidas de quem realmente ele está a serviço”. Como durante todo esse período Alejandro Acosta não deu nenhuma explicação pública convincente de sua origem militante, a LBI tratou de investigar cientificamente a verdadeira trajetória do dirigente da GR, uma pessoa sem história no movimento operário brasileiro, mas que nossa militância tratou de descobrir detalhadamente tanto suas verdadeiras origens políticas como suas atuais relações empresariais e estatais. Nós da LBI não somos ingênuos e sim Leninistas cujo “olfato” sente de longe as patas da repressão política por trás de falsos militantes.