sexta-feira, 20 de outubro de 2017

LBI E OPOSIÇÃO DO SINDIÁGUA/CE IMPULSIONAM ATO EM SOLIDARIEDADE AOS TRABALHADORES DA CEDAE/RJ E CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA!


A LBI e a Oposição do Sindiágua/Ceará impulsionada pela TRS realizaram nesta sexta-feira, 20/10, um ato político em solidariadade ao trabalhadores da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE) e contra a privatização dos serviços de água e esgoto no país. Foi feito um amplo esclarecimento aos trabalhadores de base acerca do processo de destruição das estatais do setor, com o chamado da Oposição recebendo um amplo apoio da categoria, tanto dos operários de campo como dos servidores administrativos. Essa ofensiva neoliberal tem como alvo também a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE) pelas mãos de um acordo entre o governo Camilo Santana (PT) e o golpista Temer, um ataque nos mesmos moldes que Pezão está fazendo contra a CEDAE fluminense. Enquanto o SINDIÁGUA/CE encontra-se completamente paralisado em função de sua política de colaboração de classes com a Prefeitura de Fortaleza (PDT) e o Governo do Ceará (PT), a militância da LBI vem mobilizando junto com a Oposição Unidade na Luta a base da categoria para resistir através da luta direta a privatização em curso, nesse sentido a forte adesão a atividade de hoje demonstra a tremenda disposição de luta dos trabalhadores e sua solidariedade de classe. Está marcado para esta segunda-feira, dia 23 de outubro, às 10h30, em frente ao prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no Rio de Janeiro um ato contra a privatização da CEDAE, atividade que também foi divulgada na manifestação realizada hoje na CEGECE e conta com o nosso apoio militante. Entre as diversas medidas de desmonte estatal tomadas pelo governo Pezão, a privatização do sistema hídrico do Rio de Janeiro tem assumido caráter cada vez mais urgente. No dia 24, está marcado o leilão da venda das ações que privatizam a CEDAE, sob o comando de Pezão e Michel Temer.


Aqui no Ceará, a privatização da CEGECE está sendo levada adiante pelas mãos do petista Camilo Santana. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que conduz o processo de privatização das empresas estaduais de saneamento, confirmou o Consórcio Aqua, constituído pela BF Capital, Aecom do Brasil e Azevedo Sette Advogados Associados, como vencedor da licitação para elaboração de estudo de viabilidade, montagem do projeto de concessão e preparação do edital de desestatização da Cagece. O Consórcio Aqua arrematou o pregão do BNDES com uma proposta no valor de R$ 3,59 milhões, 75% abaixo do valor estimado de R$ 14,36 milhões. Curiosamente, dois meses antes da realização dessa licitação, a direção da Cagece e governador Camilo Santana já haviam anunciado que o objetivo pretendido é a realização de Parcerias Púplico-Pivadas (PPP) nas regiões metropolitanas de Fortaleza e do Cariri. Depois de acumular prejuízos de mais de R$ 380 milhões em 2014 e 2015, em parte decorrente de ingerências políticas e de má gestão, a CAGECE registrou lucro de R$ 146,90 milhões em 2016. Justamente agora, quando a empresa começa a se recuperar, pretendem entregar as áreas mais lucrativas para o capital privado.


A privatização da CAGECE faz parte do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), criado pelo governo Michel Temer para forçar os governos estaduais a vender empresas públicas de saneamento como parte de um acordo para o recebimento de ajuda federal e redução dos débitos fiscais. Em nenhum momento, o objetivo desse programa foi a universalização do saneamento público, para atender ao conjunto da população. Seu verdadeiro objetivo, além de proporcionar altos lucros para os grupos privados nacionais e estrangeiros, é – como já ficou explícito nas delações da JBS – alimentar a corrupção estatal através desvios de recursos públicos e do recebimento de propinas para bancar candidaturas em 2018.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017


XIX CONGRESSO DO PCCh REAFIRMA A “VIA CHINESA AO CAPITALISMO”: UMA TRANSIÇÃO “LENTA, GRADUAL E SEGURA” NA CONSOLIDAÇÃO DA ECONOMIA DE MERCADO PELAS MÃOS DA BUROCRACIA RESTAURACIONISTA NA TENTATIVA DE SE ALÇAR COMO UM CONTRAPONTO MILITAR AO IMPERIALISMO IANQUE


O presidente da China e Secretário-Geral do Partido Comunista, Xi Jinping, abriu ontem o XIX Congresso do PCCh com um longo discurso em que descreveu seu governo como uma nova era em que “a China se moverá para mais perto do centro do palco”. Prometeu abrir ainda mais a economia e respeitar os interesses das empresas estrangeiras no país. Um dos objetivos declarados de Xi Jinping é levar a China a tornar-se uma “sociedade modestamente próspera” até 2021, nas comemorações do centenário do PCCh. Para isso, será preciso manter o crescimento na faixa de 6,5% ao ano até 2020. Outro objetivo é que, no centenário da revolução, em 2049, ela seja um país rico e desenvolvido. O Congresso do PC chinês ocorre a cada cinco anos quando a burocracia restauracionista herdeira do stalinismo de Mao-Tsé-Tung anuncia formalmente ao mundo seus planos estratégicos, políticos e econômicos. No discurso de Xi, Mao foi apresentado como o responsável pela revolução socialista e pela consolidação do Partido Comunista no poder. Deng Xiao Ping pela abertura e pela era de crescimento econômico. Ele, Xi, pela conquista do poderio como superpotência global. A realidade nem de longe é a retratada pelo dirigente da burocracia tendo como base uma análise mais apurada do ponto de vista do Marxismo Revolucionário. A China é um ex-Estado Operário burocratizado que transita ordenadamente ao capitalismo e vem se convertendo em uma poderosa semicolônia, porque as bases econômicas do desenvolvimento chinês se apoiam em relações de produção capitalistas onde a burocracia restauracionista cada vez mais assume o papel de sócia subordinada e dependente do capital financeiro internacional. Na medida em que na China está em curso um processo de acumulação primitiva de capital para forjar a nova burguesia, a Casa Branca e o imperialismo europeu buscam incentivar no curso dessa transição divisões políticas que lhes favoreçam. Historicamente, o imperialismo tem recorrido a vários meios políticos e militares para impor seu controle nos países que consideram adversários ou desejam fragilizar. As manifestações pela “autonomia total” de Hong Kong, pela independência no Tibet para “recriar” uma classe dominante baseada na dinastia lamaísta e as tentativas de patrocinar, desde o governo Clinton, o separatismo islâmico e muçulmano em algumas províncias chinesas via patrocínio da CIA às atividades da Al Qaeda na região são parte dessa estratégia que até agora tem fracassado pela unidade da burocracia em sua “via chinesa ao capitalismo”. A grande mídia e a própria burocracia restauracionista qualifica a China como uma grande potência, no que é grotescamente imitada pela esquerda revisionista do trotsquismo. A realidade, no entanto, é distinta e deve ser analisada além das aparências. A China, no curso do processo de restauração capitalista, vem se transformando na verdade no maior entreposto comercial e industrial do mundo, uma grande consumidora de commodities e é nisto que consiste a sua “exuberância” econômica. Caracteriza-se por ser uma economia semicolonial com fortes induções estatais, remanescentes da herança stalinista. Em suma, por maior que seja o crescimento do PIB chinês, a hegemonia militar em todo o planeta ainda se concentra plenamente nas mãos da Casa Branca, sendo apenas um “sonho” da China converter-se em uma superpotência capitalista. Nesse sentido “a via chinesa” de restauração capitalista como vemos reafirmada por Xi Jinping é um processo lento, ordenado e centralizado de medidas que, levadas a frente sob o férreo controle político do PPCh, avançam o ritmo da restauração capitalista para se fortalecer futuramente como contraponto militar e econômico ao imperialismo ianque. Essa estratégia encontra-se resumida nas palavras na abertura do Congresso proferidas por Xi Jinping “Cada um de nós precisa fazer o possível para defender a autoridade do partido e o sistema socialista chinês, e se opor de forma resoluta a toda palavra ou ação que vise a solapá-lo... A abertura traz progresso para nós, enquanto o isolamento nos deixa atrasados. A China não fechará suas portas para o mundo, estaremos cada vez mais abertos”.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

NO MESMO DIA DA DESMORALIZAÇÃO DA "POLÍTICA" COM O SALVO CONDUTO DO SENADO A AÉCIO: GLOBO LANÇA O "JUSTICEIRO" MORO COMO "SALVADOR DA PÁTRIA" PARA OCUPAR O PLANALTO

Parece mesmo um roteiro montado pelas classes dominantes do tipo "teoria da conspiração", na qual a esquerda reformista crédula na democracia universal insiste em negar a existência, mas no mesmo dia em que a política institucional atinge um dos seus maiores picos de desmoralização nacional (com o salvo conduto dado a Aécio Neves pelo Senado), as Organizações Globo lançam sutilmente a candidatura do "justiceiro" Moro a presidente da república. Em uma entrevista especial no canal "Globo News" que foi ao ar na noite de terça-feira logo após a votação do Senado em que o tucano mineiro recebeu licença oficial para "extorquir" empresários, o jornalista Gerson Camarotti apresentava a nação o homem que poderia "salvar o país" da corrupção e dos políticos ladrões: Sergio Moro. E o chefe da "República de Curitiba" não se fez de rogado, afirmou em tom soberbo que tinha o "apoio da sociedade civil para o seu projeto de moralização do país". Ainda que o "justiceiro" tenha formalmente negado pretensões eleitorais, ficou cristalino o objetivo da famiglia Marinho em iniciar o processo de "politização" da asquerosa figura de Moro em direção ao Palácio do Planalto. A burguesia nacional que sofreu um duro processo de fracionamento com o golpe parlamentar que apeou Dilma da presidência da república, busca sua reunificação política em torno de um nova plataforma econômica, bastante distinta da qual se "alimentou" em mais de uma década nos governos da Frente Popular. O projeto estatal da "colaboração de classes" do PT se exauriu na medida em cessaram os fluxos internacionais de capital e crédito para o Brasil. Agora emerge a etapa do puro rentismo e da necessidade de um fortíssimo ajuste neoliberal no formato do Estado capitalista. É óbvio que as quadrilhas políticas tradicionais (PMDB,DEM, PP, PTB etc..) só foram úteis para impulsionar o golpe contra Dilma, a ascensão do bandido Temer ao governo central foi uma necessidade conjuntural de um efêmero consenso da burguesia nacional. Porém se o ciclo estatal do PT foi esgotado, não se pode afirmar o mesmo do enorme prestígio eleitoral e político que cerca a figura de Lula, ainda mais diante do desastre econômico em que os golpistas submeteram o país. Esta é a principal contradição do momento político nacional, se de um lado o projeto de poder da Frente Popular não interessa mais a burguesia e ao imperialismo, ainda não foram capazes de construir um "nome" que sintetize sua nova estratégia econômica. As tentativas de emplacar o "Ceo" Dória na gerência do Estado nacional (para além de seu eleitorado "mauricinho" paulistano), fracassaram prematuramente junto a sua infame "ração para pobres", outros possíveis tucanos como Alckmin estão invariavelmente atracados ao cadáver político do golpista Temer. Nem precisamos gastar "tinta" com a possibilidade do oligarca falastrão Ciro Gomes vir a preencher os requisitos mínimo exigidos pela burguesia para a ocupação do Planalto. Portanto neste cenário de crise do regime e transição de "modelos econômicos", restou a burguesia somente duas opções: Lula e Sergio Moro. A primeira alternativa uma possibilidade política muito distante, somente em caso de abrupto aquecimento financeiro dos BRIC's, um novo governo Lula poderia servir como "cartão de visitas" a investimentos diretos no país pelos chineses. A segunda via do "justiceiro" é muito mais segura para a burguesia nacional completar o processo de de recrudescimento do regime, instaurando um governo Bonapartista e implementando um quadro de completa desnacionalização da economia nacional. Moro hoje é o único personagem que teria condições de bater Lula no terreno eleitoral, logicamente contando com todos os componentes auxiliares do bombardeio midiático e jurídico, sem falar no "toque final" da urna eletrônica sem comprovação física do voto. Faltando menos de um ano para as eleições gerais, parece que não há mais tempo de se produzir novos "fakes", a burguesia deverá manejar os já criados midiaticamente para enfraquecer o PT, incluindo o "factóide" do PSOL e sua farsante "Frente de Esquerda". O movimento de massas combativo e classista deverá trilhar o caminho de ruptura com esta institucionalidade burguesa fraudulenta, construindo a perspectiva estratégica de uma dualidade de poder revolucionário e proletário pela via da ação direta.

terça-feira, 17 de outubro de 2017


DELAÇÃO "PREMIADA" DE FUNARO: BURGUESIA NACIONAL VOLTA A COGITAR CENÁRIO PÓS-TEMER COM RODRIGO MAIA NO PALÁCIO DO PLANALTO

A ampla divulgação midiática da delação "premiada" do operador/doleiro Lúcio Funaro, pela via de um "vazamento" obtido no portal da Câmara dos Deputados, colocou em evidência a possibilidade da burguesia nacional ter novamente voltado a cogitar a troca de "gerente" no Palácio do Planalto. A "bola da vez" seria o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, considerado até então um dos mais fiéis escudeiros do golpista Temer. Maia que recusou a postulação de ocupar o Planalto quando da primeira denúncia do Ministério Público contra Temer, apesar da clara preferência política de um setor importante da burguesia nesta alternativa diante da crise do regime, agora se movimenta ostensivamente para "detonar" a anturragem peemedebista. O DEM, partido de Maia, tem sido colocado de lado pelo pelo governo Temer na nova reacomodação partidária do Congresso Nacional, no chamado "troca-troca" às vésperas de um ano eleitoral o PMDB tem sufocado grande parte das legendas aliadas de menor densidade parlamentar. Porém o episódio da divulgação dos vídeos de Lúcio Funaro foi a gota d'água que faltava. Maia sabia que ao divulgar o conteúdo no site da Câmara causaria indignação do outro lado e quando isso aconteceu, se colocou como vítima e partiu para o conflito aberto. Rodrigo tem organizado reuniões com adversários diretos de Temer no PMDB, com Renan Calheiros e Katia Abreu debateu até um a composição global de um futuro ministério. A decisão de Maia de se afastar da base do governo pode ainda ter um efeito colateral indesejável para Temer e prejudicar Aécio Neves no Senado. Mas o elemento fundamental para a saída do mafioso Temer do Planalto ainda passa bem longe dos bastidores do Congresso, trata-se de uma possível deliberação tomada pelo "Conselho Diretivo" das classes dominantes e não por meros conchavos parlamentares. Neste ambiente atual a burguesia não encontrou um consenso definitivo sobre os rumos da conjuntura nacional, principalmente acerca das opções preferenciais para as eleições 2018, nem sequer há uma definição se Lula poderá voltar a ser uma "aposta" para tentar fechar a crise de governabilidade aberta com o golpe parlamentar que apeou Dilma do Planalto. O único consenso existente no seio da burguesia é que o curso das reformas neoliberais e a famigerada operação "Lava Jato" não podem ser paralisadas. Quanto ao "futuro" da permanência de Temer, somente a luta de classes poderá definir, ou seja, caso a governabilidade seja ameaçada diante de um aprofundamento da crise política a burguesia nacional não hesitará em empossar Rodrigo Maia como mais um "gerente" neoliberal de curta permanência. No plano de voo da Frente Popular (PT, PCdoB e PCO) só existe o horizonte eleitoral e a sabotagem das lutas em curso, no campo do PSOL a simulação aponta no mesmo norte político e até  a candidatura presidencial "laranja" do deputado Chico Alencar foi trocada pelo desconhecido Nildo Ouriques, agora o "ultra-laranja". A tarefa revolucionária de impulsionar a ação direta das massas contra a brutal ofensiva reacionária da direita e do capital, recai sobre os ombros da vanguarda classista e suas organizações Leninistas, rumo a construção de uma alternativa de poder estatal da classe operária e seus aliados históricos.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

GREVE DOS PROFESSORES DE MARACANAÚ (CEARÁ) COMPLETA 14 DIAS: OPOSIÇÃO DE LUTA DA LBI-TRS DEFENDE RADICALIZAR A PARALISAÇÃO PARA IMPOR NOSSAS REIVINDICAÇÕES E DERROTAR O PREFEITO FIRMO CAMURÇA, ALIADO DO GOLPISTA TEMER

ANTONIO SOMBRA (AO MICROFONE) DEFENDE 
A GREVE GERAL DOS SERVIDORES
A greve dos professores da rede municipal de Maracanaú, uma das mais importantes cidades do Ceará, uma região operária que concentra o conjunto industrial da região da grande Fortaleza, completou 14 dias nesta segunda-feira, 16 de outubro. Hoje foi realizado um importante ato político em frente à Secretaria de Educação em que o companheiro Antônio Sombra, militante da LBI e membro da Oposição de Luta dos professores, interveio propondo a radicalização da luta para impor as reivindicações da categoria e derrotar o prefeito Firmo Camurça (PR). Os trabalhadores em educação lutam pela imediata implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) do Magistério e o pagamento dos dois salários acertados através de acordo anterior na Justiça. A Prefeitura acenou apenas com a possibilidade de pagar os dois salários com a condição da categoria assinar um termo se comprometendo em renunciar ao restante dos 60% do dinheiro referente ao precatório que está em juízo. Uma chantagem absurda que deve ser repudiada pela categoria. A frente da direção do SUPREMA, o sindicato da categoria, encontra-se a Articulação (PT) que buscar encontrar uma saída de acordo com a prefeitura, perspectiva que não interessa aos trabalhadores porque significaria sacrificar direitos e conquistas. Os professores têm como principal objetivo a aplicação do PCCR porque no ano que vem será o início da PEC do teto de gastos imposta pelo golpista Temer, de quem o prefeito Firmo Camurça é aliado. Para vencer é preciso radicalizar a luta, paralisar todas as escolas e ampliar a greve para o conjunto dos servidores do município de Maracanaú, chamando também com a solidariedade da classe operária que é explorada nas várias fábricas que se localizam na cidade, cujos filhos são educados por nós professores e seus irmãos de classe! Por isso lutamos por mais escolas e verbas para a educação pública, gratuita e de qualidade. A LBI vem intervindo ativamente na paralisação que começou em 03 de outubro propondo aprofundar a luta no sentido de ampliar e fortalecer a greve até a vitória!

domingo, 15 de outubro de 2017

GOLPE CONTRA A CAMPANHA SALARIAL DOS BANCÁRIOS: ACORDO BIANUAL, IMPOSTO PELA CUT-CTB EM 2016, GARANTE TRÉGUA PARA A QUADRILHA DE TEMER RETIRAR DIREITOS E OS BANQUEIROS DEMITIREM EM MASSA!

HYRLANDA MOREIRA, DE PUNHO ERGUIDO NA GREVE GERAL
A burocracia da CONTRAF-CUT e da CTB sempre traiu a greve dos bancários, mas em 2016, ela se superou e, após 31 dias de greve, inaugurou um novo modelo de acordo, ultra rebaixado e com validade de 2 anos, isto é, até 2018. Por essa Convenção, o reajuste de 2017, previamente definido, foi inflação pelo INPC mais 1%, isto é, apenas 2,75%. Uma miséria! Na ocasião, os bancários do Movimento de Oposição Bancária (MOB), ligado à TRS, contrários a esse acordo, intervieram nas assembleias alertando e denunciando a manobra dos pelegos para minar a disposição de luta da categoria. Pela primeira vez em mais de 20 anos, a categoria bancária que protagonizou greves históricas de enfrentamento com os banqueiros, era referência nacional para unificar sua luta com outras categorias, está completamente engessada pela política de conciliação das direções sindicais. O acordo bianual foi apenas um pretexto para que a burocracia sabotasse a disposição de luta dos trabalhadores e conferisse um ambiente de “tranquilidade” para o governo golpista de Temer avançar na reestruturação e privatização dos bancos públicos, além dos banqueiros continuarem a demitir em massa, apesar da enorme lucratividade do sistema financeiro. Lucros recordes graças às altas taxas de juros, demissões, PDV´s, assédio moral, terceirização, aumento de correspondentes bancários, extrapolação da jornada de trabalho, privatizações, cobrança de altas tarifas contra a população, etc. No entanto, esta não é uma política isolada da burocracia sindical. As diversas lutas em outras categorias são sistematicamente sabotadas e isoladas como foi a greve dos trabalhadores dos Correios. A unidade, baseada numa política de independência de classe, tão necessária e fundamental à luta dos trabalhadores, está na contramão dos interesses das direções sindicais. Enquanto a quadrilha do governo golpista de Temer ataca às nossas conquistas com as reformas da previdência e a trabalhista, precariza as relações de trabalho, criminaliza os movimentos sociais, o movimento operário e popular encontra-se completamente paralisado, sem reação, porque a única preocupação de suas direções é “moralizar” as instituições do Estado e garantir a estabilidade do regime para as eleições de 2018, envolto numa profunda crise política e escândalos de corrupção. É preciso romper o caráter defensivo e disperso das lutas, unificando-as e centralizando-as rumo a construção de um amplo movimento que culmine em uma Greve Geral, capaz de derrotar a ofensiva neoliberal do Temer e do parlamento de corruptos. Denunciar a capitulação política das direções conciliadoras e intervir na crise com fisionomia própria, através de um programa operário e independente é forjar uma alternativa classista dos trabalhadores, tarefa que o MOB coloca todas suas energias militantes.
MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA (MOB)

sábado, 14 de outubro de 2017

DA LÍBIA, PASSANDO PELA SÍRIA E CHEGANDO HOJE A VENEZUELA: A CONLUTAS COMPROVA EM SEU CONGRESSO QUE FAZ O JOGO DO IMPERIALISMO


O Congresso da Conlutas acaba de aprovar uma resolução internacional escandalosa em apoio a ofensiva imperialista contra o governo Maduro na Venezuela. Em nome de combater a “ditadura chavista” o PSTU-LIT e a CST-UIT, com o apoio dos reformistas do MES, deliberaram uma política criminosa em defesa da derrubada do governo nacionalista burguês do PSUV sem que haja no país neste momento uma alternativa de massas à esquerda, revolucionária, ao Chavismo. Cinicamente esses revisionistas do Trotskysmo usam como pretexto para alia-se a direita “a luta pelo Socialismo” como podemos ver no cartaz acima. Essa orientação vergonhosa, oposta ao internacionalismo proletário e ao legado de Lenin e Trotsky, dever ser rechaçada firmemente pela vanguarda comunista revolucionária, só podendo ser aplaudida entusiasticamente pela Casa Branca, Trump e seus aliados capachos no continente latino-americano, como Temer, Santos e Macri, ávidos por controlarem diretamente o petróleo venezuelano. A militância da LBI, que rompeu com esta central servil ao imperialismo em 2012 denunciando publicamente sua direção por estabelecer já naquele momento uma frente única com a OTAN e seus “rebeldes” primeiro na Líbia e depois na Síria em nome da “Revolução Árabe”, não é tomada da menor surpresa diante da resolução aprovada no dia de hoje. Ao contrário, a CSP-Conlutas comprova hoje em seu III Congresso, 11 anos após sua fundação, a “evolução” de ser um aparato sindical da burocracia que faz o jogo da reação burguesa e do imperialismo. Em nome de combater governos nacionalistas burgueses, reformistas e frente populistas alia-se a direita reacionária, como vimos também no Brasil recentemente diante do golpe parlamentar! Da mesma forma que na Líbia chamou a derrubada de Kadaffi, aplaudindo seu assassinato pelos “rebeldes” da OTAN em terra e na Síria pediu que Obama fornecesse armas e munições aos “guerreiros da liberdade” do ELS, agora apoia as manifestações do MUD de Capriles e Lopes na Venezuela contra Maduro, patrocinadas em parceria com a CIA e grupos paramilitares fascistas. A LBI fundou a Conlutas em 2005 e rompeu com esta central justamente porque caracterizou que sua direção havia se passado de "malas e bagagens" para o campo do imperialismo. Neste momento fazemos um chamado a todos os ativistas classistas, organizações políticas e coletivos sindicais combativos que se reivindicam anti-imperialistas a denunciar vigorosamente esta central amarela, combatendo no movimento de massas e nas lutas essa política de direita que em nada representa o autêntico Bolchevismo, ao contrário, macula o legado de nossos mestres justamente quando a Revolução de Outubro completa 100 anos!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

CONLUTAS: DA PROGRESSISTA RUPTURA COM A CUT À CRISTALIZAÇÃO DE UMA CENTRAL CONTROLADA PELA BUROCRACIA SINDICAL DE ESQUERDA QUE ADOTOU UM PROGRAMA ABERTAMENTE PRÓ-IMPERIALISTA IMPOSTO PELO PSTU-LIT

Nestes dias está ocorrendo o 3º Congresso Nacional da CSP-Conlutas. A LBI foi a primeira corrente política a lançar o chamado em defesa da ruptura com a CUT e a formação de uma nova central operária, camponesa, estudantil e popular, a COCEP, quando o próprio PSTU e seus satélites eram contra essa posição e vacilava em convocar a desfiliação a CUT. No Encontro de Luziânia em abril de 2004, a LBI foi a vanguarda na defesa da ruptura com a CUT e da proposta de formação de uma coordenação nacional de lutas e da ação direta das massas. Interveio nos dois encontros da Conlutas realizados em 2005 (Porto Alegre e Brasília) em defesa da construção da COCEP, delimitando-se com as posições centristas do PSTU que apontava apenas para 2006 a fundação da nova central. No CONAT de 2006 combatemos mais uma vez pela criação de uma alternativa classista a burocracia sindical cutista e ao pelegos da Força Sindical. Naquele momento pontuamos que nossas profundas divergências com a política do PSTU para a Conlutas não nos colocava no papel de “tropa-de-choque” da CUT no interior do CONAT, como era a política da então LER (hoje MRT) e da TPOR, para não falar obviamente do corrupto PCO. Ao contrário, naquele momento pontuamos que o centrismo do PSTU e suas seguidas concessões à chamada esquerda da CUT e ao PSOL reforçava a necessidade de construir uma nova central para agrupar o proletariado de forma independente da burguesia. Nesse fórum foi criado a Conlutas que apesar de todas suas limitações foi um passo progressivo para o movimento operário e popular. Travamos a luta política no interior da Conlutas, em seu 2º Congresso e combatemos contra sua diluição no CONCLAT de Santos via a fusão burocrática com a Intersindical em junho de 2010. A fusão não chegou a ocorrer apenas por uma disputa de aparatos burocráticos e não por divergências políticas de fundo. Rompemos com a CSP-Conlutas em 2012 diante da política abertamente pró-imperialista adotada por sua direção hegemonizada pelo PSTU-LIT, uma orientação escandalosa que só aprofundou-se até este momento, 11 anos após sua criação. Publicamos aqui o manifesto nacional lançado pela LBI e os sindicalistas revolucionários da TRS em defesa da ruptura com a Conlutas em abril de 2012, justamente quando esta central estabeleceu uma frente única com a OTAN e os mercenários 'rebeldes' para derrubar os governos nacionalistas burgueses na Síria e na Líbia usando como pretexto a fantasiosa "Revolução Árabe" patrocinada pela CIA no Oriente Médio, aliado a um avançado processo de burocratização na Central imposto pelo PSTU-LIT, caçando a voz das oposições sindicais e restringindo de forma absurda a democracia operária. Essa plataforma contrarrevolucionária evoluiu ao ponto da CSP-Conlutas sequer lutoar contra o golpe parlamentar em 2016 no Brasil, ao contrário, aliou-se a direita reacionária saudando o impeachment de Dilma (PT), uma manobra institucional comandada pelo PSDB-DEM que acabou parindo o governo da quadrilha de Temer. Essa orientação desastrosa no campo nacional e mundial faz hoje a Conlutas junto com o imperialismo ianque reivindicar a queda de Maduro na Venezuela, o que só favoreceria a reação burguesa e não a construção de uma alternativa revolucionária ao Chavismo.

COORDENAÇÃO  NACIONAL DA TRS: HYRLANDA MOREIRA, CIDA ALBUQUERQUE, ANTONIO LUIZ E SOMBRA NETO
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ROMPER COM A CSP-CONLUTAS, CENTRAL PRÓ-IMPERIALISTA ALIADA DA CASA BRANCA NA LÍBIA E NA SÍRIA! NENHUM APOIO A SEU CONGRESSO ULTRABUROCRATIZADO MONTADO PARA APROFUNDAR A POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES DO PSTU!

(EDITORIAL DO JORNAL LUTA OPERÁRIA, Nº 233, 1ª QUINZENA DE ABRIL/2012)

O Congresso da CSP-Conlutas se realizará entre os dias 27 a 30 de abril. Nós, militantes da LBI e da TRS, que fomos os primeiros a chamar a ruptura com a CUT e a defender a fundação de uma coordenação nacional de lutas ainda em 2004, no encontro de Luiziânia, proposta mais tarde materializada com a criação da Conlutas, agora damos mais um passo em defesa da independência política dos trabalhadores e chamamos os setores classistas e revolucionários a não darem nenhum apoio à realização do Congresso da CSP-Conlutas e, muito menos, a participarem desse fórum arquiburocrático de uma central que "evoluiu" para posições abertamente pró-imperialistas, tornando-se aliada da Casa Branca na Líbia e na Síria.


Nossa posição está baseada em um critério de classe muito simples, porém caro para os revolucionários internacionalistas: a Conlutas hoje se coloca abertamente no campo do imperialismo e sua "reação democrática" na arena mundial. De nada adianta sua direção postar-se formalmente como "oposição de esquerda" ao governo Dilma, ainda que essa posição em nada signifique impulsionar a luta direta contra a gestão da frente popular, se a direção desta central, controlada pelo PSTU e seus satélites (LSR, MR, LER...), é entusiasta partidária dos agentes da OTAN na Líbia e na Síria.

Hoje, o combate político e militar travado no Oriente Médio é o teste ácido da luta de classes em nível planetário e a Conlutas tem uma posição escandalosamente contrarrevolucionária na região. Sua orientação de apoiar as forças financiadas pela OTAN e a CIA não significa "só" um ataque à luta anti-imperialista dos povos oprimidos, também impede que a central possa travar qualquer combate consequente contra o governo Dilma. Afinal de contas como combater a frente popular no Brasil se a Conlutas e o PSTU se colocam ao lado da Casa Branca contra os governos nacionalistas burgueses atacados pelos "rebeldes" mercenários financiados pela CIA no Oriente Médio? Ainda que não tenhamos a menor simpatia com esses governos, declaramos abertamente e sem dissimulações que temos um "lado" na guerra civil da Síria como tivemos na Líbia, o nosso campo é frontalmente oposto aquele que o imperialismo e seus "amigos-abutres" apostam suas "fichas". Impedir que a OTAN abra um corredor militar desde a Síria, passando pelo Líbano, para atacar o Irã, é neste momento a tarefa central da classe operária internacional em seu combate revolucionário e anti-imperialista

A posição da Conlutas em apoio à farsesca "revolução árabe" assim como em seus ataques ao Estado operário cubano, considerando a Ilha já um "estado capitalista sob o controle de uma ditadura burocrática burguesa" rompe qualquer fronteira de classe. Não por acaso, a mesma central que aplaude a ação dos "amigos da Síria" comandados pela víbora Sra. Clinton, saudou como "revolucionários" os rebeldes do mercenário CNT líbio e clama para que os "ventos da primavera árabe" cheguem a Cuba. Em resumo, são entusiastas do plano de reação democrática patrocinados por Obama.

Alguns incautos podem argumentar que a Conlutas é uma central sindical, um organismo de frente única, sendo dever dos sindicalistas revolucionários travarem o combate internamente. Nossa bússola política sempre foi a luta de classes e a tendência mais progressiva no interior do movimento operário, por isso caracterizamos que hoje é impossível estar "disputando" os rumos de um organismo sindical que está solidamente ao lado da contrarrevolução no Oriente Médio, ainda mais quando sabemos que a ofensiva na Líbia e na Síria tem como alvo o Irã. Uma vitória do imperialismo sobre o Irã abrirá o caminho para o recrudescimento da ofensiva da Casa Branca contra os povos, inclusive o nosso, sob o tacão do governo de colaboração de classes do PT.

Se no terreno internacional as posições da Conlutas são escandalosas, no pátio interno nada fica a dever. Além da avassaladora burocratização da entidade, com praticamente o fim da representação de centenas de oposições sindicais e da imposição de taxas proibitivas para participar do congresso, a direção da entidade leva uma política de aberta integração ao Estado burguês, apresentando-se como uma central domesticada que se nega a impulsionar a luta direta contra o governo Dilma. As demissões sem resistência, primeiro na Embraer e agora na GM de São José dos Campos, assim como a sabotagem a resistência do Pinheirinho e a escandalosa política de contenção nas mobilizações operárias nas obras do PAC, apostado todas suas fichas na justiça burguesa e nas comissões tripartites com o governo petista e os empresários em busca de um "compromisso nacional", são exemplos reveladores do que afirmamos. Por fim, temos o apoio às greves das polícias, nas quais a Conlutas se posta ao lado das reivindicações que fortalecem o aparato repressivo do Estado burguês contra os trabalhadores e suas lutas, em mais uma aberrante ruptura com o abc do marxismo, inclusive aprovando a participação dos mafiosos sindicatos de policiais na central.

DA CRIAÇÃO DA CONLUTAS A SEU ESGOTAMENTO POLÍTICO E ORGANIZATIVO

O surgimento da Conlutas em 2004 correspondeu historicamente ao esgotamento do ciclo cutista, iniciado em 1983, enquanto uma referência de independência e superação do velho sindicalismo getulista que perdurou até os últimos anos de vida da ditadura militar. A ascensão da frente popular ao gerenciamento do Estado burguês foi o golpe de misericórdia no espectro político de uma CUT que já há algum tempo tinha consolidado seu "espaço" burocrático, impermeável à luta das tendências classistas que ainda habitavam seu interior. Nós, da LBI, fomos pioneiros em caracterizar este processo e propor a construção de uma nova central, classista e independente dos patrões e seus capatazes da frente popular. Estávamos balizados não só por um "desejo", mas sim pelo surgimento de toda uma nova vanguarda sindical e popular em clara rota de choque com os neopelegos da CUT que tinham transformado a central em uma autarquia semiestatal, conselheira de "esquerda" do governo monetarista e pró-imperialista do PT.

Neste contexto, surge a Conlutas, após um breve período de vacilação do próprio PSTU em abandonar a parte que lhe cabia no aparelho burocrático cutista, afinal passaram anos de convivência pacífica com a "Articulação" (direção majoritária da CUT), chegando até mesmo a representarem a central no congresso internacional da OIT, órgão imperialista a serviço das grandes transnacionais econômicas. Fundada a Conlutas sob a orientação revisionista do PSTU, que declarava apenas uma autonomia formal em relação ao governo da frente popular (política de "oposição de esquerda" nos marcos do regime vigente), estava colocada a tarefa para os setores classistas de travar uma árdua luta política no sentido de não permitir uma rápida reedição da trajetória de integração da CUT ao Estado capitalista. No congresso de 2006 já se delineava a inflexão à direita da Conlutas, colocada a serviço da candidatura reacionária de Heloísa Helena sem ao menos um debate minimamente democrático em sua base.

A precoce falência política da Conlutas não corresponde aos mesmos fatores históricos do esgotamento da CUT. O PSTU, força majoritária da nova central, está longe de assumir qualquer responsabilidade na gestão estatal capitalista, não por sua própria vontade política e sim por sua absoluta inexpressão eleitoral, mas isto não significa que esteja isento de seguir os passos de colaboração de classes. A falta do ascenso do movimento operário nestes últimos anos e a consolidação da hegemonia do projeto da frente popular aprofundaram os desvios programáticos que marcaram a gênese da Conlutas, fazendo com que os sintomas de burocratização do organismo se transformassem em uma orientação "regimental" e política. No afã de unificar-se com outras alas burocráticas "de esquerda", a Conlutas embarcou em uma rota de completa descaracterização de um projeto original classista, chegando mesmo ao fiasco de um congresso de unificação com os sindicalistas reformistas do PSOL.

A estratégia de "crescimento" imposta pela direção da Conlutas, controlada pelo PSTU auxiliado por pequenos satélites, resultou em um estancamento organizativo ou até mesmo em diminuição de sua influência sindical. Ao contrário da própria CUT, que em seu nascimento apostou fortemente nas oposições sindicais, a Conlutas praticamente cassou o direito de representação das oposições em suas instâncias internas. Afinal, para o PSTU trata-se de privilegiar acordos com a burocracia sindical governista para ampliar o "fundo financeiro" da Conlutas e abrir um canal direto de interlocução com o próprio governo Lula/Dilma.

A verdade é que a estratégia política assumida pela Conlutas, fincada em uma oposição institucional ao regime democratizante, cujo eixo é a pressão lobista ao corrupto Congresso Nacional, determinou o fracasso político e organizativo deste projeto. O governo da frente popular atravessou seus "piores" momentos políticos e econômicos quando descarregou nas costas dos trabalhadores o ônus da crise capitalista sem enfrentar uma oposição revolucionária que pudesse apresentar uma alternativa de classe ao movimento de massas. Este elemento foi sem sombra de dúvida um fator político que permitiu a frente popular celebrar um pacto social implícito, apresentando ao imperialismo e à burguesia nacional seu governo como um modelo internacional de "paz social" entre as classes.

Com a eleição de Dilma e a constatação de que a "oposição de esquerda" saía das urnas ainda mais reduzida do que em 2006, a Conlutas estabelece uma guinada ainda mais "radical" em direção a sua integração ao Estado burguês. Agora o PSTU não está mais "agitando" o fantasma do "colapso final" do governo da frente popular como via de conseguir pelo menos alguns postos no Parlamento. No momento atual a Conlutas quer utilizar as revoltas operárias contra a escravidão nos canteiros de obras do "país das maravilhas" para cacifar sua presença na "mesa de negociações" do governo Dilma conjuntamente com as tradicionais centrais amarelas e chapa branca. Foi a "forma" encontrada pelo PSTU para entrar pela porta da frente no Palácio do Planalto! É um verdadeiro "escândalo" a postura dos morenistas que participam deste engodo com o governo das empreiteiras na condição de "consultores" de esquerda das reivindicações operárias.

POR UM REAGRUPAMENTO REVOLUCIONÁRIO E SINDICAL CAPAZ DE CONSTRUIR UM EMBRIÃO DE UMA ALTERNATIVA DE DIREÇÃO PARA OS TRABALHADORES

Com a autoridade política dos que chamaram a ruptura com a CUT e a construção da Conlutas quando o próprio PSTU se opunha a essa orientação, com a mesma disposição que travamos o combate no interior da Conlutas contra a política de colaboração de classes de sua direção, chegando a se declarar como fração pública e revolucionária da entidade, intervindo nesta condição no malfadado "congresso de unificação" com a Intersindical em 2010, hoje declaramos que é impossível permanecer fazendo parte desta central convertida em agente do imperialismo. Trata-se não de um "capricho principista" de nossa corrente, mas de uma necessidade inadiável da luta de classes. Caso contrário, estaríamos contribuindo, mesmo criticamente, para a construção de um instrumento que está a serviço do imperialismo, já que o PSTU tem o controle total da política e da estrutura da entidade. Esta etapa findou-se quando, a partir de 2011, a Conlutas passou de malas e bagagens para o campo da contrarrevolução "democrática" patrocinada por Obama e sua "revolução árabe".

Por fim, fazemos um chamado aos lutadores classistas e revolucionários, assim como as correntes políticas que se negam a fazer parte desta farsa, para que rompam com esta central pró-imperialista e somem-se aos nossos esforços de impulsionar pela base e nas mobilizações diretas um reagrupamento revolucionário e sindical capaz de construir um embrião de uma alternativa de direção para os trabalhadores. Sabemos que não é tarefa fácil, ao contrário, trata-se de um hercúleo desafio que depende fundamentalmente da capacidade dos setores que não se vergaram à cooptação das centrais "chapa branca", porta-vozes do governo da frente popular no movimento operário e da disposição daqueles que fizeram a experiência no interior da Conlutas e sabem que ela está completamente esgotada como ferramenta de organização classista dos trabalhadores. Neste combate, a LBI não poupará esforços políticos no sentido de agrupar em torno de uma plataforma revolucionária todas as oposições classistas e coletivos revolucionários que estejam dispostos a estabelecer uma frente única para apresentar esse reagrupamento como um canal de expressão política às lutas dos setores operários mais explorados.

Milititantes da TRS na última Greve Geral sabotada pela CUT

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

MANIFESTO:  NASCE O GOI – GRUPO OPERÁRIO INTERNACIONALISTA

Recebemos um comunicado público do nascimento de uma nova organização trotskista, o GRUPO OPERÁRIO INTERNACIONALISTA - GOI, integrado por militantes do Brasil e da Argentina. Seu manifesto aparenta ser uma ruptura de esquerda da LIT, reivindicando as tradições ortodoxas morenistas. Em uma avaliação preliminar, o GOI parece caminhar no sentido político oposto da recente ruptura de direita sofrida pela LIT, o MAIS, tendência interna do PSOL dirigida por Valério Arcary.


"Nós que assinamos este manifesto somos militantes que saímos do PSTU do Brasil e do PSTU da Argentina e iniciamos a formação de uma nova organização internacional com seções nestes dois países: o GOI – Grupo Operário Internacionalista.

Nos últimos anos lutamos como tendência e fração dentro da LIT (Liga Internacional dos Trabalhadores) e do PSTU contra o revisionismo das bases teóricas, programáticas, políticas e de concepção de partido legadas pela corrente fundada por Nahuel Moreno, desvios que levaram a políticas oportunistas e sectárias com as quais não tínhamos acordo, mas sempre defendemos disciplinadamente no movimento. Estes problemas levaram à crise e divisão da LIT, do PSTU brasileiro e argentino e de outras seções. Não queremos abordar de forma superficial nos limites deste manifesto as polêmicas que tivemos e mantemos com estas organizações, e as desenvolveremos em nosso blog e na nossa página no Facebook.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

LEIA A MAIS RECENTE EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 324, AGOSTO-SETEMBRO/2017

GRAVE DENÚNCIA CONTRA O PCO: SINTECT/MG E LPS ACUSAM O “CLÃ PIMENTA” DE CORRUPÇÃO E GANGSTERISMO CONTRA MILITANTES

O BLOG da LBI publica um documento que acaba de ser lançado pela direção do SINTECT/MG e o agrupamento Luta Pelo Socialismo (LPS) com graves denúncias contra o PCO e o “clã Pimenta” que controla a legenda burocraticamente com mão de ferro. Mesmo tendo profundas divergências políticas e de método com Pedro Paulo (Pepê) e a LPS, resolvemos difundir esse texto porque nós da LBI podemos comprovar entre nossas fileiras que grande parte das denúncias são verdadeiras, inclusive já fomos alvo de ameaças e agressões físicas por parte do séquito familiar que dirige Causa Operária. Exigimos publicamente uma Comissão do Movimento Operário para investigar os gravíssimos fatos descritos pela LPS, essas práticas gangsteris e corruptas do PCO são um verdadeiro câncer no interior do movimento de massas e maculam o legado do Trotsky entre a vanguarda comunista, sendo uma conduta a ser ampla e firmemente rechaçada pelos Marxistas Revolucionários.



PCO: UM GRUPO DE IMPOSTORES POLÍTICOS
O Partido da Causa Operária (PCO) veiculou nas redes sociais uma “análise” de que a campanha salarial dos trabalhadores dos Correios, realizada neste ano, teria sido a “pior” de todos os tempos e que contou com o ressurgimento de um novo “Bando dos 4: Articulação, PCdoB, PSTU e LPS”.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

CESARE LIBERTADO... MAS AINDA SOB AMEAÇA DIRETA DA OFENSIVA REACIONÁRIA JURÍDICO-POLICIAL DOS GOLPISTAS PRESTANDO SERVIÇO AO IMPERIALISMO EUROPEU


Ocorreu na noite desta segunda-feira, 09 de Outubro, no auditório da Faculdade de Direito da USP, uma reunião nacional do Comitê em Defesa de Cesare Battisti. Estiveram presentes dirigentes do SINTUSP, ativistas independentes, além de representantes do PT, PSTU, MRT e da LBI. Neste encontro foi deliberado uma série de atividades para denunciar a caçada reacionária contra o ex-militante do PAC. A LBI esteve na linha de frente da denúncia da arbitrária prisão de Battisti no Mato Grosso do Sul, enquanto várias correntes políticas vacilavam em defendê-lo da armadilha jurídico-fiscal montada na fronteira com a Bolívia pela PF, muitos agrupamentos só vieram a se pronunciar pela pressão política de nossa campanha nacional lançada poucas horas depois da absurda detenção ilegal em Corumbá. Apesar do ativista italiano ter sido liberto da prisão, a ofensiva reacionária jurídico-policial continua, visando sua extradição pelo governo golpista de Temer para apodrecer nas masmorras da Itália. Nesse sentido é necessário reforçar a campanha pelo fim da perseguição a Cesare Batista, unido essa luta ao combate pela liberdade de todos os presos políticos no Brasil e contra os ataques neoliberais ao conjunto dos trabalhadores promovido pela canalha de Temer e a máfia de Toga que comanda a justiça burguesa, prestando neste caso serviço ao imperialismo europeu.  

10 DE OUTUBRO DE 1980 - FUNDADA A FMLN: O "REFORMISMO ARMADO" LUTA PELO PODER EM EL SALVADOR MAS É DERROTADO POR SUA POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES, RENDENDO-SE POSTERIORMENTE À DEMOCRACIA BURGUESA NAS URNAS


Em 1932, o jovem PC salvadorenho (PCS), cujo principal líder era Agustín Farabundo Martí, dirigiu a primeira insurreição comunista de toda a América Latina, apoiando-se em amplas massas da população trabalhadora, principalmente camponesa e indígena rebelada contra as mazelas da crise capitalista de 1929. O movimento demonstrou a incrível força da classe trabalhadora que se levantou em armas e logrou apoderar-se de boa parte do país, apavorando as débeis oligarquias locais e o imperialismo. A revolta só foi derrotada com o massacre de 30 mil trabalhadores (em um país de pouco mais de 2 milhões de habitantes), conhecido como La Matanza, que deu origem ao mais longo regime militar do hemisfério ocidental. Seguiram-se 50 anos ininterruptos de governos militares onde os sindicatos deixaram de existir. Um dos motivos que levou o PCS a chamar as massas campesinas a insurgirem-se foi a fraude orquestrada sobre as eleições de janeiro de 1932 em que os comunistas haviam obtido uma votação espetacular. Os consecutivos golpes de Estado e as seguidas fraudes eleitorais que caracterizaram a fictícia democracia do país por mais de meio século obrigaram os reformistas salvadorenhos a buscarem a via armada, uma vez que se viram completamente impossibilitados de realizar qualquer ação política legal. No final da década de 70, o PCS, conduzido por Schafik Hándal, seu Secretário-Geral, afastou-se das orientações etapistas de Moscou para formação de um governo de coalizão com a burguesia e resolveu seguir o rastro da revolução cubana e da guerrilha nicaragüense, chamando a formação juntamente com outros grupos reformistas salvadorenhos de uma frente guerrilheira a qual batizaram de Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional, tomando emprestado o nome de Martí. A FMLN foi fundada oficialmente em 10 de outubro de 1980. Apesar de terem se desgarrado da orientação oficial de Moscou, os dirigentes da FMLN pouco aprenderam com as lições da heróica insurreição de 1932.

sábado, 7 de outubro de 2017

EM 7 DE OUTUBRO DE 1934 FASCISTAS FORAM EXPULSOS “A BALA” DA PRAÇA DA SÉ PELA FORMAÇÃO DE UMA FRENTE ÚNICA OPERÁRIA: PASSADOS 83 ANOS DA REVOADA DOS “GALINHAS VERDES” A TAREFA HOJE É A MESMA, PARA DERROTAR A OFENSIVA NEONAZISTA NENHUMA CONFIANÇA NA FRENTE DE COLABORAÇÃO DE CLASSES, SOMENTE A AÇÃO DIRETA DO PROLETARIADO E SEUS ALIADOS HISTÓRICOS PODEM VARRER OS BOLSONARO'S E GOLPISTAS DE PLANTÃO!


No dia 7 de outubro de 1934 em São Paulo, na Praça da Sé, Trotskistas, dirigentes do Comitê Regional do PCB paulistano e anarquistas, além de várias entidades operárias e sindicais, que formaram uma Frente única antifascista, colocaram para correr embaixo de balas um comício realizado pela AIB Ação Integralista Brasileira, uma instituição totalmente nazifascista. O Integralismo, uma versão tupiniquim do nazifascismo, tentou criar uma doutrina que pretendia "abrasileirar" o Fascismo Italiano e o Nazismo Alemão, defendendo a implantação deste regime político no Brasil. Nessa época desde o início dos anos 30, o fascismo estava num de seus pontos de maior ebulição política pelo mundo, na Espanha, na Itália, na Alemanha, na Polônia, na Hungria e em outras regiões, em maior grau nos países atingidos após a Primeira Guerra Mundial. No Brasil, era até certo ponto fácil encontrar publicações desse caráter de modo geral, sedes, realizações de comícios, tentativas de demonstração de força como desfiles, aliás, desfiles estes que eram marcados pelos uniformes verde-oliva e por estandartes do SIGMA (símbolo Integralista). Também não podemos nos esquecermos nunca que esse período histórico também marca o auge da LUTA ANTIFASCISTA no mundo encabeçado pelos movimentos operários e populares, aos quais se recusavam a seguir a orientação de paralisia vinda de Moscou e da III Internacional já sob o controle de Stalin. Os integralistas, assim como os nazistas na Alemanha criaram suas milícias armadas, uniformizadas e treinadas para a destruição e aniquilação dos seus adversários de classe, evidentemente que esses inimigos viscerais eram encabeçados pelos Trotskistas, setores da esquerda comunista e anarquistas. Nessa época (meados dos anos 30) o Brasil atravessava a hegemonia do regime ditatorial de Getúlio Vargas, que como seu antecessor na presidência Arthur Bernardes (1922-1926), cassou incessantemente o movimento operário , criando inclusive campos de concentração como o do Oiapoque (Crevelândia) e para lá foram enviados grande número de Comunistas e anarquistas, que ali desgraçadamente morreram... Voltando ao memorável dia 7 de outubro de 1934... Para aquela data havia sido convocado um comício para demonstração de força Integralista, nessa época era imenso o combate contra o fascismo e integralismo, eram realizados comícios antifascistas aos quais a Liga Comunista e o CR do PCB de São Paulo sempre se fizeram presentes ao lado de inúmeros companheiros anarquistas que estavam dispostos a lutar militarmente contra os camisas-verdes com a própria vida se preciso fosse... Pois bem, os antifascistas sabendo do comício Integralista, marcaram um contra comício ou contra manifestação para o mesmo dia e local... e esse dia ficou conhecido historicamente como "A batalha da Praça da Sé". Os grupos antifascistas se distribuíram nas intermediações da Praça da Sé, os principais pontos eram o Largo João Meneses, o pátio do convento do Carmo, no início da Avenida Rangel Pestana, o largo de são Bento e a Praça Ramos de Azevedo, os camisa-verdes deviam ser mais de três ou quatro mil, e era grande o contingente de integralistas que desembarcavam de trem vindos de cidades do interior como: Bauru, Jaú, Sorocaba, Campinas, Santos e outras. A Praça da Sé contava com 400 homens dos bombeiros e da cavalaria da polícia, havia também a guarda civil armada, logo as ruas que davam acesso à Praça da Sé estavam policiadas, quando os integralistas acharam que as provisões policiais eram suficientes, iniciam sua manifestação enviando moças e crianças (de propósito) uniformizadas com bandeiras com o sigma e se destinam para as escadas da catedral, onde já se encontram alguns integralistas. Nesse momento os antifascistas já estão a postos na praça, assim que as moças chegam, são recebidas com gritos de "morras" e "fora os galinhas-verdes" e outras qualificações... Alguns integralistas buscam reagir, e começa um princípio de tumulto com alguns tapas e safanões, logo acontecem alguns tiros sem que saiba de onde vem. Cerca de dez minutos depois o grosso das suas formações entram na praça ao seu hino oficial e dando "anauês"(saudação integralista nacional tal qual Heil Hitler na Alemanha). A praça ecoava gritos contra os integralistas e seus hinos... Na seqüência dos fatos, uma rajada de tiros é disparada acertando em cheio a três guardas civis, há versões de que esse disparo fora intencional ou acidental, para os antifascistas e para a população presente que não sabiam da acidentalidade ou não dos disparos, seus autores eram os integralistas, o ódio popular foi despertado e, daí a pouco, mostrou como é perigoso dispertá-lo... Após 10 ou 15 minutos dessa confusão, os integralistas refeitos do pânico dos disparos começam a lotar as escadarias da catedral, esse foi o início da contra-manifestação, algumas breves palavras foram pronunciadas por Fúlvio Abramo "Companheiros antifascistas, viemos a praça para não permitir que o fascismo tome conte da rua e dos nossos destinos", logo após esse pronunciamento começou um intenso tiroteio, por todos os lados os fascistas e os ativistas de esquerda trocando tiros... nesse momento muitos integralistas fugidos se retiram da praça, um último grupo de galinhas verdes continua a lutar contra os antifascistas, mas logo saem em revoada... a maioria dos covardes  integralistas fogem à toda a velocidade da praça para todas as direções, nos dias seguintes são recolhidas as camisas verdes abandonadas pelos seus donos fujões que as abandonaram na debandada que passou a ser conhecida como "A revoada dos galinhas-verdes". Na troca de tiros dezenas tombaram feridos de ambos os lados com alguns desses feridos sendo fatalmente atingidos... A vitoriosa Contra Manifestação de 7 de outubro de 1934, deu um duríssimo golpe nos fascistas fazendo com que eles refluíssem profundamente, até quase o seu total desaparecimento político no Brasil durante décadas. Porém o fascismo não morreu na luta de classes mundial e hoje o neonazismo ressurge com grande força embalado na ofensiva neoliberal do imperialismo ianque. O exemplo triunfante da plataforma programática levada a cabo na "Praça da Sé" em 1934 pela LCI de Mário Pedrosa deve ser abstraído como uma importante lição para os dias atuais. Somente a formação de uma Frente Única Operária será capaz de derrotar a chamada "onda conservadora" em pleno curso e que está gestando em seu ventre a "serpente do neonazismo" para subtrair as conquistas sociais da classe operária em favor do capital. Não devemos conferir nenhuma confiança na frente de colaboração de classes do PT e PSOL, que tem nas eleições burguesas seu foco de intervenção política, é necessário e urgente organizar a ação direta do proletariado e seus aliados históricos com a estratégia da revolução socialista!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

6 DE OUTUBRO DE 1973 – A GUERRA DO YOM KUPPUR: AS BURGUESIAS ÁRABES LIDERADAS PELO EGITO E SÍRIA ATACAM ISRAEL... E DEPOIS RECUAM... PASSADOS 44 ANOS SOMENTE OS REGIMES DO IRÃ E ASSAD, COM TODAS SUAS LIMITAÇÕES DE CLASSE, SE MANTÉM COMO ADVERSÁRIOS DO ENCLAVE SIONISTA


A Guerra do Yom Kippur (feriado judaico) foi considerada por muitos analistas em geopolítica como a "Quarta guerra Árabe-Israelense". Ela se passou nos primeiros dias de outubro de 1973 e pela primeira vez na "recente" história do enclave sionista os países árabes (liderados pelo Egito e Síria) conseguiram inflingir uma espetacular derrota inicial a Israel, gendarme "armado até os dentes" pelo imperialismo ianque. Os regimes árabes na década de 60 e meados dos 70 atravessavam um período marcado pelo "nacionalismo" liderado principalmente pelo presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, falecido no início de 1970. O chamado "Pan-Arabismo" pregava a reunificação dos povos árabes em uma única nação, influenciando a derrubada de vários governos servis ao imperialismo ianque e europeu. Regimes como os do Iraque, Líbia, Jordânia, Síria etc... passaram a seguir os "ideais" de Nasser e se tornaram alvos diretos da máquina de guerra israelense e do próprio comando maior do Pentágono. Estes governos, caracterizados pelos Marxistas como nacionalistas burgueses, adotavam uma plataforma "terceiro mundista" (termo que se notabilizou no planeta inteiro desde a África até a América), tentando demarcar um suposto campo entre o capitalismo internacional e o socialismo real, representado na época pelo bloco soviético. Entretanto o "sonho" Nasserista de fundar a União das Repúblicas Árabes esbarrava na própria limitação do caráter de classe burguês desta tentativa política, ou seja, a iniciativa estava calçada na exploração e opressão do proletariado e das nacionalidades oprimidas, como a Palestina em um caso concreto que permeava toda a região. Também no campo militar os regimes nacionalistas árabes, o que em um sentido mais amplo incluía algumas monarquias, repúblicas e ditaduras, acumulavam derrotas seguidas frente ao gendarme de Israel tanto em função da franca inferioridade bélica como da própria covardia política dos governos burgueses em mobilizar as massas para o combate. Estes fatos trágicos para a luta anti-imperialista ocorreram nos conflitos de 1948, logo após à "instalação" de Israel na região e mais dramaticamente na guerra dos "Seis Dias" em 1967, quando o sionismo impôs aos regimes nacionalistas árabes uma humilhante derrota, "anexando" de uma única tacada os territórios do Sinai, Gaza, Golã e Cisjordaniana tomados a força do Egito, Síria e Jordânia. O chamado "Terceiro Mundo" árabe ainda que sofresse um duro cerco econômico e militar do imperialismo, um aliado visceral de sua sucursal sionista, recusava-se em selar um pacto político mais sólido com a antiga URSS, que todavia era quem fornecia armamento aos governos adversários de Israel diante do bloqueio ordenado pelos EUA. Porém em outubro 1973, após a morte de Nasser, os governos "derrotistas" árabes (alcunha criada por Arafat para ironizar a impotência do nacionalismo burguês em derrotar Israel) resolvem iniciar uma grande operação militar "surpresa" que abriu a oportunidade de vencer pela primeira vez a poderosa máquina de guerra do sionismo. Estamos falando da Guerra do Yom Kippur, liderada por Sadat (sucessor de Nasser) e Hafez (pai de Bashar Assad), quando as tropas sírias atacaram os baluartes dos Montes Golã enquanto as forças do Egito atacavam as posições israelenses em volta do Canal de Suez e da Península do Sinai. As tropas árabes infligiram graves perdas no exército sionista israelense, até então considerado soberbamente como "invencível". A capital da Síria, Damasco foi covardemente bombardeada por caças F-5 em suas zonas civis, causando a morte de milhares de cidadãos não alistados para a guerra, mas a mídia "murdochiana" na época não derramou sequer nem uma "lágrima de crocodilo". A contra-ofensiva militar de Israel somente se estabilizou uma semana após o vexame de ter sido humilhada pelos "ditadores" Sadat e Hafez, que contaram com o decisivo apoio da OLP na guerrilha da fronteira da Faixa de Gaza, o comandante Arafat conhecia bem na pele o caráter repressivo dos governos egípcio e sírio, porém sabia que o inimigo maior do povo palestino era representado pelo enclave sionista, uma base estratégica de suporte dos planos da pilhagem imperialista na região. Com o forte apoio logístico da OTAN, Israel conseguiu retomar posições territoriais perdidas na ofensiva militar síria, por sua vez a ONU e a própria URSS correram logo para negociar uma trégua na guerra do Yom Kippur (o cessar fogo foi celebrado em 25 de outubro) temendo que o impacto político da derrota preliminar sionista pudesse "contaminar" a luta mundial de todos os povos oprimidos pelo imperialismo. Após a última guerra contra Israel em 1973, Yom Kippur, os setores nacionalistas da burguesia árabe passaram a admitir a existência de Israel pactuando um "acordo de paz" diretamente com o imperialismo norte-americano. Contraditoriamente a guerra do Yom Kippur foi a maior possibilidade aberta de se derrotar militarmente o poderoso gendarme de Israel.


50 ANOS DO ASSASSINATO DE CHE: ISOLADO POR FIDEL E ABANDONADO PELO PARTIDO COMUNISTA DA BOLÍVIA, GUEVARA TOMBA COM LIVRO DE TROTSKY EM SUA MOCHILA


Ernesto Guevara foi covardemente assassinado em 8 de outubro de 1967, na Bolívia, pela sanguinária ditadura de Barrientos. Depois de o executarem, os gorilas assassinos a serviço do imperialismo cortaram suas mãos e sumiram com seu corpo, tentando apagar qualquer vestígio de sua existência sobre a face da terra. Porém, a memória dos oprimidos foi mais forte do que a sanha assassina dos exploradores. Cinquenta anos depois, o exemplo do homem, que deixou cargos e honras para sacrificar sua própria vida em outro país, lutando para expandir a revolução socialista, continua vivo e agiganta-se na medida em que a barbárie capitalista arrasta as massas à miséria e coloca na ordem do dia a luta pelo socialismo em todo o mundo. Che Guevara levava em sua mochila e lia, nos últimos meses de sua vida, quando combatia na Bolívia, uma cópia de um dos tomos da História da Revolução Russa, de Trotsky, livro este encontrado pelo exército boliviano no acampamento guerrilheiro. Anos antes ele havia lido a trilogia de Isaac Deutscher sobre o fundador da IV Internacional. Isto mostra o interesse que Guevara tinha em conhecer mais a obra do revolucionário russo e dirigente da Revolução de Outubro, ainda que não se declarasse simpático ao trotskismo, apesar da burocracia stalinista soviética tê-lo acusado de tal “heresia”. Che morreu isolado por Fidel e abandonado pelo Partido Comunista da Bolívia, um política literalmente criminosa do Stalinismo mundial. Ressaltamos esses aspectos por que neste momento em que o Império ianque volta a fazer provocações contra Cuba, exigindo a saída de seus embaixadores do país, o legado do Che vigora como um guia revolucionário para as novas gerações de combatentes internacionalistas. Ernesto Guevara de la Serna nasceu em 14 de junho de 1928 na cidade de Rosário, Argentina. Era o primeiro dos cinco filhos de Ernesto Lynch e Célia de la Serna y Llosa, família de origem aristocrática, proprietários de terras. A mãe descendia do último vice-rei do Peru. Nascido de oito meses, Guevara teve pneumonia logo após o primeiro mês de vida e sofreu a primeira crise de asma, doença que o acompanharia até a idade adulta, antes dos dois anos de idade. Em busca de um clima melhor para o filho, o casal fixou residência em Altagracía, uma pequena estância de veraneio na região serrana de Córdoba, onde Guevara viveu sua infância e adolescência, marcada pela Guerra Civil Espanhola e pela Primeira Guerra Mundial, quando o pai fundou a Ação Argentina, organização antifascista em que inscreveu o filho. Em Córdoba, o jovem Guevara conheceu os irmãos Tomás e Alberto Granado, amigos com os quais viveu suas primeiras aventuras. Em 1946, a família mudou-se para Buenos Aires, onde Ernesto Guevara matriculou-se na Faculdade de Medicina e formou-se em junho de 1953 como especialista em alergia. Apesar da asma, causa da sua dispensa do serviço militar obrigatório, o jovem Guevara tornou se um grande nadador. Desde cedo desenvolveu um fascínio por viagens, que o levaria em 1949, aos 21 anos a percorrer o norte da Argentina numa bicicleta motorizada por ele mesmo construída. No ano seguinte inscreveu-se como enfermeiro na marinha mercante e viajou por vários países, inclusive o Brasil. Em 1952 fez com seu amigo Alberto Gramado uma viagem de 10.000 Km numa Norton 500, percorrendo cinco países em oito meses. Essa viagem marca sua crescente politização diante da pobreza e da exploração dos povos da América Latina.


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

MANTIDA A ABSURDA PRISÃO ILEGAL DO REFUGIADO POLÍTICO: SILÊNCIO CÚMPLICE DO PSOL E SUAS CORRENTES INTERNAS (US, MAIS, CST, MES, NOS) E “EXTERNAS” (MRT) SOBRE A COVARDE PRISÃO DE BATTISTI PELA PF. A PRESSÃO DA “MÁFIA DA TOGA” PRETENDE QUE CESARE TIRE A PRÓPRIA VIDA, COMO OCORREU RECENTEMENTE COM O REITOR DA UFSC. É URGENTE DERROTAR A OFENSIVA BONAPARTISTA EM CURSO CONTRA AS PARCAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS AINDA VIGENTES!