sexta-feira, 20 de junho de 2014


Há um ano do inicio das “Jornadas de Junho”: Não ao novo ataque fascista de Alckmin ao MPL e lutadores! Estatização do transporte coletivo e passe livre já!

Neste dia 19 ocorreu em São Paulo o ato promovido pelo MPL com o eixo “Não vai ter tarifa”, em uma clara alusão a denúncia do ataque às condições de vida do povo trabalhador enquanto Dilma e os governos estaduais dão andamento a farra bilionária da Copa do Mundo da FIFA. A manifestação que comemorava um ano do início das “Jornadas de Junho” de 2013 seguiu da Av. Paulista até a Marginal Pinheiros, onde agências bancárias e uma concessionária de carros de luxo foram parcialmente destruídas, em uma clara contestação aos símbolos do capital financeiro e da ostentação da elite capitalista. Logo, o fascista governador Alckmin (PSDB) afirmou que a Secretaria de Segurança Pública identificará e prenderá os “vândalos” que participaram da manifestação: “Uma coisa é manifestação, que deve ser respeitada, outra coisa é vandalismo, depredação, ação criminosa de mascarados, que tem que ser combatido e é dever da polícia fazer isso. Então já determinamos ao secretário de segurança que, têm câmeras de vídeo, e alguns (vândalos) dá para identificar. Então o mais rápido possível devemos prender esses criminosos” (G1, 20/06). A conduta provocativa de Alckmin indica inclusive que pode ter havido infiltração de P2 na manifestação. Um ano depois dos atos que barraram o aumento da tarifa em SP, a burguesia volta a atacar o movimento justamente porque vem em uma ofensiva repressiva com a derrota da greve dos metroviários, que deixou 42 demitidos! Desgraçadamente o ascenso grevista que vinha ganhando corpo recuou em função da política das direções sindicais “alternativas” como a Conlutas (Rodoviários RJ e SP) e, por outro lado, as manifestações contra a Copa foram claramente sabotadas pelos partidos da “Frente de Esquerda” (PSOL e PSTU).

A PM responsabilizou o MPL pelos ataques em uma clara tentativa de criminalizar os movimentos sociais, como já haviam feito no Rio de Janeiro ao prenderem vários ativistas antes do início da Copa do Mundo da FIFA. Há indícios inclusive que P2 estavam infiltrados na manifestação. Em uníssono, a burguesia, seus meios de alienação de massa tendo como ponta de lança a Rede Globo e os governos burgueses do PT e PSDB, vem acusando os manifestantes de “vândalos e baderneiros” porque para se defenderem dos ataques do aparato de repressão (que disparam centenas de bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha, além de dar bordoadas com cassetetes) fazem barricadas com lixo, fecham ruas e reagem como podem à repressão policial! Desde a LBI e da Juventude Bolchevique publicamente prestamos todo nosso apoio incondicional aos “vândalos e baderneiros” do MPL e afirmamos claramente que a luta contra o aumento das passagens no transporte coletivo deve se radicalizar ainda mais e se unificar nacionalmente com os companheiros do Rio de Janeiro (que realizaram um ato neste dia 20) e de outros estados.

O que estamos novamente vendo nas ruas de São Paulo é a retomada da luta direta contra os ataques às condições de vida do povo pobre e da juventude explorada. Por isto, as barricadas, queimas de ônibus, pichações e ateamento de fogo no lixo nas ruas para impedir o avanço policial é um método legítimo de autodefesa dos oprimidos e lutadores. A lenga-lenga sobre a “destruição do patrimônio público” vindo da boca dos governos do PSDB e PT só pode ser uma piada de mau gosto. Seus gerentes no município, estado e em nível federal são responsáveis de entregar várias estatais e empresas públicas (Vale, Telebrás, CSN...), estradas, portos, aeroportos e o petróleo para as transacionais e os grupos privados a preço de banana ou ainda com o subsídio de bancos públicos como a Nossa Caixa (hoje “Agência Desenvolve SP”), BB e BNDES. Agora isso se torna ainda mais visível já que as manifestações estão ocorrendo durante a farra bilionária da Copa do Mundo da FIFA. O que está em jogo é luta pela sobrevivência dos trabalhadores e do povo pobre! Nesse sentido, os lutadores devem usar os métodos mais radicalizados possíveis para que possam de defender da repressão e avançar no combate nas ruas, já que historicamente são as barricadas e o uso da violência revolucionária que impõem a vitória dos explorados sobre o poder burguês, que usa sua “democracia” dos cassetetes e balas de borracha para impor a “ordem”... tão bem zelada pelos seus gerentes de plantão.


O MPL já programou um novo protesto para a próxima semana. Desde a LBI e a Juventude Bolchevique chamamos o conjunto dos sindicatos classistas, o MST, MTST e as entidades populares comprometidas com a luta dos trabalhadores e do povo pobre a se somarem ao protesto, tomando as ruas da capital paulista. Prestamos publicamente todo nosso apoio incondicional aos “vândalos e baderneiros” do MPL e defendemos claramente que a luta contra o aumento das passagens no transporte coletivo deve se radicalizar ainda mais e se unificar nacionalmente com os companheiros do Rio de Janeiro, Goiânia e Natal para vencer os empresários e seus governos de “direita” e “esquerda”. Neste momento, o conjunto do movimento popular, sindical e estudantil que não está cooptado pelas generosas verbas estatais deve se unificar em solidariedade aos presos políticos dos governos Alckmin/Haddad acusados cinicamente de danos ao patrimônio e formação de quadrilha, organizando um ato nacional em defesa dos companheiros e pelo passe livre já, como um passo concreto para realizar um encontro nacional dos lutadores contra o aumento das passagens em ônibus, trem, metrôs e vans, para organizar e centralizar o combate aos governos estaduais, municipais e os grandes tubarões do transporte privado. Caso contrário, por falta de perspectivas, a combatividade latente das massas pode dispersar-se e perder o ímpeto. Defendemos, portanto, que se fortaleça a luta contra o aumento, já em vigor, impulsionando novas mobilizações com um eixo claro de combate: redução das tarifas, passe-livre já e estatização de todo o sistema de transporte coletivo sob controle dos trabalhadores. Só assim as lutas dos explorados não serão em vão, na medida em que tomem em suas mãos o gerenciamento e organização dos transportes. O passe-livre e um transporte público de qualidade para o povo trabalhador só será conquistado através da sua luta tenaz com o objetivo de estatizar sob seu controle direto todo o sistema de transporte, assim como os serviços públicos, para extinguir sua tarifa e tornar melhor suas condições de uso. Enquanto suas concessões estiverem reservadas a empresários em conluio com agentes da administração estatal, o caos e os péssimos serviços nos transportes tenderão a se agravar. É preciso impor a imediata redução da tarifa, até a conquista do passe-livre, assim como exigir a imediata libertação de todos os presos políticos lutadores contra o aumento das passagens, o que coloca na ordem do dia a paralisação das escolas e universidades, o fortalecimento das marchas nos centro das grandes cidades e nas periferias.