sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O CASO DO “GOLEIRO BRUNO” VOLTA A CENA ÀS VÉSPERAS DO CARNAVAL: MAIS UM DISTRACIONISMO MIDIÁTICO EM MEIO AS DENÚNCIAS CONTRA O GOVERNO GOLPISTA DE TEMER E A 
GANG DO PMDB


Às vésperas do Carnaval e diante das graves denúncias envolvendo o governo golpista de Temer e a gang do PMDB, a liberdade provisória do “Goleiro Bruno” voltou à cena através da mídia como mais uma expressão de distracionismo vulgar. Condenado à 22 anos pela morte de Eliza Samudio, ele poderá aguardar análise de recurso em liberdade. A liberação foi determinada pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão liminar (provisória). Segundo o ministro, Bruno é réu primário, tem bons antecedentes e poderia ter obtido direito de recorrer em liberdade contra a condenação. O condenado está preso há mais de seis anos sem culpa definitiva "formada". Reproduzimos o artigo que a LBI publicou em 2010 analisando o caso do ex-goleiro do Flamengo, quando na época já pontuávamos que independente da culpa ou não do jogador a investigação era totalmente falha, não havia provas concretas, apenas suspeitas e a polícia corrupta colaborando com a comoção manietada pela emissora dos Marinhos, mas o réu em questão já estava condenado antecipadamente pela opinião pública manipulada pela Rede Globo. No texto polemizamos também com o feminismo burguês, encampado lamentavelmente pela esquerda revisionista, que não ia a fundo nas causas que levaram Bruno a cometer o suposto crime contra uma “garota de programa” que pretendia vender seu corpo e de seu filho a quem melhor pagasse, sendo a ação de ambos expressões bárbaras da completa decomposição da sociedade capitalista.

MORTE DE ELIZA SAMUDIO: CASO BRUNO, O ESPELHO DE UMA SOCIEDADE CAPITALISTA EM COMPLETA DECOMPOSIÇÃO
(Home Page da LBI, 23/07/2010)

Após o fracasso da seleção brasileira com a eliminação da Copa do Mundo e a frustração dos anunciantes, a mídia buscou encher seus noticiários com mais um episódio envolvendo jovens em um crime. E mais, de um famoso jogador de futebol, o goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes. Para chamar atenção e ganhar uns pontos a mais no "Ibope" foi necessário rechear o crime com fortes doses de sensacionalismo macabro. De quebra, tal como ocorrera no episódio dos Nardoni há dois anos, a manipulação dos fatos, principalmente pela Rede Globo, é algo explícito: a investigação é totalmente falha, não há provas concretas; há apenas suspeitos e a polícia corrupta colabora com a comoção manietada pela emissora dos Marinhos. No entanto, o réu em questão já está condenado antecipadamente pela opinião pública. No circo midiático, sangue e desgraça de outrem são peças altamente rentáveis. Contudo, esta é apenas a casca do ovo.

HÁ MUITO MAIS A SE ENTENDER DO QUE O "ESPETÁCULO" MONTADO PELA MÍDIA

É preciso ter a compreensão de que nos tempos atuais o esporte mercantilizado, no caso o futebol, perdera seu caráter amador, transformando-se em verdadeiras empresas em busca de lucro. Clubes formam jogadores, alguns poucos privilegiados que superam a peneira das categorias de base, para que sejam negociados como mercadoria a clubes europeus. Estes jogadores ganham grandes fortunas antes mesmo de serem "vendidos" beneficiados por salários e cotas de patrocínio. A grande maioria deles advêm de famílias muito pobres e humildes, tendo nas favelas desde a infância vínculos com traficantes e grupos de extermínio formados por policiais. Aqui há um campo fértil para que, por exemplo, atletas multimilionários atuem não como esportistas, mas na condição de verdadeiras máfias em contato com o mundo do crime organizado.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

LEIA A ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 319, FEVEREIRO/2017


EDITORIAL
O PT se transformou no principal sustentáculo político do regime golpista no interior dos movimentos sociais

MORAES NO STF E A QUADRILHA DO PMDB BLINDADA
A “República dos Assassinos” avança na costura de um pacto de estabilização das podres instituições burguesas para melhor aplicar o ajuste neoliberal

LULA NO TOPO DAS PESQUISAS E AS LUTAS EM BAIXA DIANTE DOS ATAQUES NEOLIBERAIS DE TEMER
Os nefastos efeitos do pacto de colaboração de classes que o PT vem costurando com a burguesia de olho nas eleições presidenciais de 2018

NÃO DESEJAMOS SUA MORTE, PORÉM MARISA LETICIA JÁ NÃO ERA UMA DE NOSSAS LUTADORAS DA CLASSE TRABALHADORA
O abraço tríplice entre Lula, FHC e Temer é a prova cabal que o PT já se passou para o campo da burguesia há bastante tempo!

SORTEIO FAJUTO DE FACHIN PARA RELATAR LAVA JATO E INDICAÇÃO DE ALEXANDRE MORAES PARA STF
Agora até para os “mais” tolos o assassinato de Teori começa a fazer sentido...

AS DUAS ALAS DA FRENTE POPULAR EM AÇÃO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Enquanto o PCdoB reafirma seu apoio a maia, PT finge que votará em André Figueiredo para se aproximar do oligarca Ciro Gomes

O JOGO SUJO DO PT NO CONGRESSO NACIONAL
Enquanto apoia “por fora” Maia na Câmara, compõe a chapa do bandido Eunício Oliveira no Senado

LULA, DILMA E LUIZIANNE LINS APOIAM DECISÃO DA BANCADA DO PT NO SENADO
Votar na candidatura de Eunício, o corrupto oligarca golpista do PMDB

NÃO AO ENVIO DE TROPAS DO EXÉRCITO PARA GARANTIR A APLICAÇÃO DO AJUSTE NEOLIBERAL NOS ESTADOS!
Nenhum apoio às greves reacionárias da PM! Construir comitês de autodefesa e milícias operárias!

GREVE DA PM NO ESPÍRITO SANTO: QUANDO O AJUSTE NEOLIBERAL ATINGE ATÉ OS CÃES DE GUARDA DA BURGUESIA...
Nenhum apoio a greve policial! Rechaçar a repressão aos saques populares! 

RESPOSTA A HENRIQUE “CANÁRIO”
O dirigente do “MAIS” canta o que agrada aos ouvidos dos militantes da esquerda pequeno-burguesa

MAIS E NOS ANUNCIAM TENTATIVA DE FUSÃO
Agrupando o que já está unificado no reformismo do PSOL

PROTESTOS “CONTRA A CORRUPÇÃO” NA ROMÊNIA
Pretexto para impor um governo ainda mais alinhado com o imperialismo ianque em um antigo Estado operário estratégico do Leste Europeu, hoje base militar da OTAN

CEM ANOS DA "REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO" NA RÚSSIA
A verdadeira ante-sala para a tomada do poder pelo Partido Bolchevique!

APÓS 55 ANOS DE BLOQUEIO ECONÔMICO DO IMPERIALISMO IANQUE
Nossa resposta continua sendo a defesa incondicional de Cuba e das conquistas da Revolução!

HÁ SEIS ANOS DO INÍCIO DA FARSESCA “REVOLUÇÃO ÁRABE MADE IN USA” NO EGITO
Pariu a atual ditadura assassina aliada de Israel e do imperialismo

HÁ 45 ANOS DO “APERTO DE MÃO” ENTRE NIXON E MAO
Quando o Estado Operário deformado chinês aliou-se vergonhosamente ao imperialismo ianque contra a URSS

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

MORAES NO STF E A QUADRILHA DO PMDB BLINDADA: A "REPÚBLICA DOS ASSASSINOS" AVANÇA NA COSTURA DE UM PACTO DE ESTABILIZAÇÃO DAS PODRES INSTITUIÇÕES BURGUESAS PARA MELHOR APLICAR O AJUSTE NEOLIBERAL


No mesmo dia (21.02) em que a indicação de Moraes para o STF era aprovada na CCJ do Senado por 19 votos a 7, a 22ª Turma do “Supremo” que analisa os processos da Lava Jato decidiu com o voto de quatro ministros (Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandovski e Celso de Melo) que o ex-presidente José Sarney não pode ser julgado pelo Juiz Sérgio Moro, porque a delação de Sérgio Machado tem dois investigados, Renan Calheiros e Romero Jucá, com foro privilegiado. Fachin formalmente (já sabia que iria perder) queria que o processo corresse em Curitiba com o compartilhamento das provas, já que Sarney não tem privilégio de foro. Moreira Franco, o "gato angorá" de Temer, já havia sido blindado pelo mesmo STF! Emitidos esses "sinais" fica claro que o até então Juiz "Nacional" agora deve ter como alvo exclusivo Lula e o PT, foi o que de fato decidiram os “togados” do STF. Vale registrar que no curso da sabatina, Moraes piscou para o investigado Lobão, sinal de que o plano para blindar a máfia do PMDB e do PSDB avança a passos largos com a aprovação de seu nome no Senado que ocorrerá formalmente hoje no Plenário da “Câmara Alta”. Trata-se de uma verdadeira república de assassinos e bandidos burgueses, que muito se assemelha ao filme de Miguel Farias Jr. de 1979! O próximo passo será indicar um Ministro da Justiça que controle a PF segundo os interesses da gang palaciana. Todo esse cenário indica a perda de força de Moro e dos procuradores da Lava Jato, tanto que setores da PF de Curitiba vem sendo remanejados desde que Temer assumiu. Aparentemente o objetivo de Moro fica restrito a prender e julgar os dirigentes do PT e Lula em particular, com a burguesia ainda decidindo o destino do ex-presidente, se a cadeia ou a postulação presidencial em 2018, esta última possibilidade ganhando força com a Frente Popular se comprometendo em não atrapalhar a aprovação das reformas neoliberais no Congresso Nacional. Nesse sentido, a piada do dia foi a senadora Gleisi Hoffmann se declarar impedida de votar por ser ré na Operação Lava Jato que tramita no STF, em uma conduta que revela mais uma vez a covardia política do PT, enquanto Lindberg Farias de forma tragicômica pedia que Moraes se declarasse “impedido” de ser revisor nos julgamentos da operação comandada por Moro, quando sua indicação para o Supremo foi justamente para exercer plenamente a tarefa de livrar a cúpula do PMDB e do PSDB. São os "palhaços úteis" à burguesia, no circo armado pelos petistas em nome de "preservar as instituições da República". A conduta de ambos demonstra a tentativa da Frente Popular de fechar um acordo para preservar Lula para as eleições de 2018. Como já afirmamos anteriormente o governo Temer e a quadrilha do PMDB operou a eliminação física de Teori Zavascki no "acidente" de avião em Angra dos Reis. Agindo em sintonia fina com uma maioria do STF, Temer articulou a rápida substituição da relatoria da Lava Jato do assassinado Teori por Fachin e logo depois nomeou seu próprio Ministro da Justiça para a vaga aberta no STF, agora aprovado no Senado. Ao que tudo indica o rumo que vem assumindo a conjuntura nacional, com Moraes no STF e a proteção jurídica do bando do PMDB não vem agradando Moro, que vê um enfraquecimento de sua marcha bonapartista em direção Presidência da República. Fica evidente que a burguesia deseja costurar um pacto político envolvendo todos os partidos da ordem (da esquerda à direita) para aprovar as draconianas reformas neoliberais no Congresso e jogar o ônus da debacle econômica nas costas dos trabalhadores, preservando o conjunto das instituições do regime e mantendo o calendário eleitoral ordinário até as eleições presidências de 2018! A privatização da CEDAE no Rio de Janeiro com o voto de parlamentares do PT é mais uma prova do que afirmamos. Como Marxistas Revolucionários temos uma certeza inquebrantável: sabemos do caráter de classe do STF, a corte maior da burguesa do país está a serviço da classe dominante. Nesse sentido, a vanguarda classista deve denunciar o STF como serviçal dos grandes grupos econômicos capitalistas, alertando inclusive que os “ilustres” ministros desta instituição considerada o sustentáculo “ético” do atual regime na verdade tomam suas decisões em função das pugnas políticas existentes nas entranhas do poder republicano. Por isso declaramos: nenhuma ilusão nas instituições do regime político, no parlamento e no judiciário, lutemos por construir uma alternativa de poder operário e popular baseado na democracia operária dos trabalhadores em luta contra a direita e a Frente Popular! Convocamos o combate de classe ao governo golpista de Temer, a direita reacionária e fascistoide sem capitular a política venal e covarde da Frente Popular, cujo objetivo é amortecer a luta de classes para um terreno que a burguesia domina: o circo eleitoral de 2018! Nesse sentido, nas manifestações indicadas para o mês de Março (8 e 15), nossa tarefa deve ter como eixo: Abaixo Temer! Construir a Greve Geral! Superar a política de colaboração de classes de Lula e do PT! Por uma alternativa de Poder Operário e Popular!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

HÁ 45 ANOS DO “APERTO DE MÃO” ENTRE NIXON E MAO: QUANDO O ESTADO OPERÁRIO DEFORMADO CHINÊS ALIOU-SE VERGONHOSAMENTE AO IMPERIALISMO IANQUE CONTRA A URSS


Em 22 de Fevereiro de 1972 o chacal Richard Nixon chegou a Pequim e apertou a mão de Mao Tsé Tung, em um ato simbólico de aproximação entre o imperialismo ianque e o então Estado Operário deformado chinês, uma aliança escandalosa voltada contra URSS. Fazendo uma analogia entre a política do Maoísmo de 45 anos atrás e a orientação de capitulação de seus seguidores no Brasil ao imperialismo ianque na agressão neocolonialista a Líbia de Kadafi, a LBI publicou em 2011 uma ácida polêmica com o Jornal A Nova Democracia, Liga Operária e o MEPR. Nesse texto que reproduzimos na íntegra denunciamos que a capitulação dos Maoístas ao imperialismo ianque vinha de longe. Em 1972 na China estiveram ao lado de Nixon sob o pretexto de combater o “social-imperialismo” da União Soviética e em 2011 na Líbia com Obama contra o suposto “regime pró-imperialista” de Kadaffi! A China chegou a estabelecer relações de cooperação com o agressor colonialista ao ponto de Mao encontrar-se pomposamente com presidente ianque Nixon em Pequim no ano de 1972, em pleno processo de massacre das massas oprimidas do Vietnã pelo imperialismo genocida. A partir desse momento, o governo chinês alinhou-se sistematicamente ao imperialismo norte-americano, sob a justificativa de que a URSS representaria uma ameaça maior aos interesses do país. Nesta "reunião histórica" entre Mao e Nixon, eles estabeleceram uma espécie de "zona de exclusão aérea" para impedir que a URSS levasse apoio militar aos combatentes vietnamitas que lutavam contra os EUA usando o espaço aéreo chinês, sendo a China anos depois "premiada" por sua colaboração com um assento permanente no membro do Conselho de Segurança da ONU.

ONTEM NA CHINA COM NIXON, HOJE NA LÍBIA COM OBAMA: SEGUINDO OS PASSOS DA POLÍTICA DE MAO E DE SUA APROXIMAÇÃO COM O IMPERIALISMO IANQUE
Home Paga de LBI (15/03/2011)

O jornal "A Nova Democracia" (AND), porta-voz do maoísmo no Brasil, assim como seus "camaradas" da Liga Operária (LO) e do MEPR, estão mergulhados em uma confusão profunda quando se trata de caracterizar o que vem ocorrendo no chamado "mundo árabe", mais particularmente na Líbia. O título do editorial da edição de março, "Dois caminhos nas rebeliões árabes", por si só revela o pântano político e teórico que estão imersos os seguidores do "comandante Mao" no Brasil. Uma coisa é certa, em meio a esse "dilema", a AND tem adotado uma posição no mínimo passiva diante da crise que se instalou na Líbia. Ao não identificar o imperialismo como o inimigo principal no conflito, justamente quando este orquestra uma intervenção militar no país semicolonial para por fim ao regime nacionalista burguês de Kadaffi, os maoístas acabam, em nome do apoio às supostas "rebeliões árabes", tragicamente sendo arrastados pela onda da reação democrática contrarrevolucionária impulsionada pelos revisionistas que dizem criticar.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

LULA NO TOPO DAS PESQUISAS E AS LUTAS EM BAIXA DIANTE DOS ATAQUES NEOLIBERAIS DE TEMER: OS NEFASTOS EFEITOS DO PACTO DE COLABORAÇÃO DE CLASSES QUE O PT VEM COSTURANDO COM A BURGUESIA DE OLHO NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2018


A mídia em geral e a blogosfera ligada a Frente Popular em particular deu bastante destaque ao fato de Lula está no topo das pesquisas eleitorais, inclusive crescendo entre as duas últimas enquetes realizadas pela entidade patronal CNT (Confederação Nacional dos Transportes). Passa dos 27,6% obtidos em outubro de 2016 para 32,8% agora. Marina Silva ainda é a segunda colocada, porém em queda, de 16,5% para 13,9%. Aécio segue caindo (18,9% para 12,1).  Bolsonaro vai se tornando uma expressão “sólida” da extrema-direita alcançando 12%. Ciro varia de 7,4% para 5%. Nas simulações de 2° turno, Lula bate Marina por 38,9% a 27,4%; vence Aécio de 39,7% a 27,5%. Ainda que estas pesquisas não tenham incluído o Juiz Sérgio Moro, uma “carta na manga” da burguesia que derrotaria Lula na disputa presidencial (se o petista não estiver preso), como já estamos alertando há tempos e as enquetes sejam amplamente manipuláveis, o fato é que o candidato do PT lidera com folga as últimas sondagens. Esse cenário de um Lula forte eleitoralmente em meio aos ataques do governo golpista de Temer aos trabalhadores via o duro ajuste neoliberal (PEC do congelamento dos gastos, Reforma da Previdência e Trabalhista, desmonte da Petrobras, BB, CEF e Correios) não é nenhuma grande surpresa, já que o petista tem uma ampla base social e eleitoral mesmo com o PT tendo sido derrotado nas eleições municipais de 2016 e tudo indicando que vai perder a maioria dos governos estaduais que controla em 2018. O “surgimento” da candidatura Ciro Gomes seria uma alternativa a Lula para os setores da burguesia e da própria Frente Popular que não desejam apoiar o PT já bastante debilitado, como vem acenando o PCdoB. Jogar as fichas no terreno eleitoral, mais precisamente na disputa presidencial de 2018 vem sendo a política da direção nacional do PT, acenando para a burguesia que pode ser uma opção confiável diante da crise econômica, basta ver como votaram as bancadas do partido nas eleições da Câmara e do Senado. O vídeo que Lula gravou recentemente para o 6º Congresso do PT vai nesse sentido: “O Brasil nunca precisou do PT como agora”. Nesse “plano estratégico” interessa a Frente Popular que Temer leve adiante até 2018 o ajuste neoliberal sem grandes problemas, com a CUT, CTB e seus satélites apenas patrocinando atos pontuais contra as reformas neoliberais. Nenhuma luta de massas, radicalizada e direta tem sido apontada como alternativa por fora do circo eleitoral. Mesmo com o Rio de Janeiro mergulhado no caos, Pezão se mantem “de pé” e o governador fluminense foi até mesmo ao velório da esposa de Lula para demonstrar seu “respeito” ao petista, enquanto na ALERJ o PT sustenta seu aliado, o odiado Jorge Piccinani, o mesmo que vai imponto o pacote de maldades do PMDB. Ele foi reconduzido ao cargo com 64 votos, incluindo os dos deputados petistas que fazem parte da mesa diretora, na 2º vice-presidente com André Ceciliano (PT). Uma análise mais apurada desse cenário de colaboração entre a Frente Popular e o governo Temer se tornará mais visível depois do Carnaval, mas o que já podemos perceber é que enquanto Lula encontra-se no topo das pesquisas as lutas estão em baixa, as centrais não organizaram pelas bases qualquer luta contra a Reforma da Previdência. O ato do dia 15.03 e a “greve geral” dos professores do dia 08 são mais midiáticas do que efetivas. Com os resultados das pesquisas nas mãos e como a Rede Globo ainda não lançou oficialmente Moro a presidência, fica evidente que a burguesia deseja costurar um pacto político envolvendo todos os partidos da ordem (da esquerda à direita) para aprovar as draconianas reformas neoliberais no Congresso e jogar o ônus da debacle econômica nas costas dos trabalhadores, preservando o conjunto das instituições do regime e mantendo o calendário eleitoral ordinário até as eleições presidências de 2018. Lula seria uma espécie de “fiador” dessa transição. Alertamos mais uma vez que PT e PCdoB desejam demonstrar para as classes dominantes que mesmo depois do Golpe Parlamentar desferido contra o governo Dilma, ainda são forças políticas palatáveis para o capital, já se passaram há tempos para o campo da burguesia. Como Marxistas Revolucionários que não patrocinam ilusões eleitorais na Frente Popular e na candidatura Lula lutamos para a vanguarda romper com a política de colaboração de classes do PT e chamamos a construção de uma alternativa revolucionária ao conjunto do regime político burguês e suas apodrecidas instituições, combatendo vigorosamente o governo golpista de Temer, a direita reacionária e fascistoide mas sem capitular a política venal e covarde da Frente Popular, cujo objetivo é amortecer a luta de classes para um terreno que a burguesia domina: o circo eleitoral de 2018!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

APÓS 55 ANOS DE BLOQUEIO ECONÔMICO DO IMPERIALISMO IANQUE, NOSSA RESPOSTA CONTINUA SENDO A DEFESA INCONDICIONAL DE CUBA E DAS CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO!


Nesse mês de fevereiro se completa 55 anos do bloqueio econômico do imperialismo ianque a Cuba, que já provocou um prejuízo superior a US$ 1,5 trilhão segundo o governo da Ilha Operária. Por ordem do então presidente “democrata” Kennedy, a Casa Branca suspendeu em fevereiro de 1962 as relações comerciais com o Estado operário cubano, além de proibir linhas de crédito e vários outros tipos de intercâmbios. A medida era uma retaliação às nacionalizações de empresas norte-americanas e às crescentes relações com a URSS. Essa política tem sido levada a cabo até hoje, sendo renovada sistematicamente por outro “democrata”, Obama, pondo assim um fim às ilusões da burocracia castrista que acreditou inicialmente que este alteraria as relações políticas entre Cuba e os EUA. Hoje, o bloqueio é usado como fonte de forte pressão para impor dificuldades econômicas ao povo cubano e, ao mesmo tempo, serve de chantagem para o incremento da abertura gradual capitalista por parte da atual direção stalinista do PCC, sob o comando de Raul Castro, opositora frontal do programa trotskista da revolução permanente em escala mundial.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

HÁ SEIS ANOS DO INÍCIO DA FARSESCA “REVOLUÇÃO ÁRABE MADE IN USA” NO EGITO QUE PARIU A ATUAL DITADURA ASSASSINA ALIADA DE ISRAEL E DO IMPERIALISMO


Exatamente há seis anos tinha início a chamada “Revolução Árabe” no Egito, saudada pelo conjunto da esquerda mundial como um verdadeiro “levante de massas” que traria “democracia” para o país e abriria caminho para o socialismo na terra dos Faraós. Naquele momento a LBI já caracterizou o processo em curso como uma transição política ordenada pelo imperialismo e burguesia nativa, enquanto o revisionismo com seu impressionismo vulgar apoiava acriticamente a “troca de regime” orquestrada nos bastidores pela Casa Branca, devido ao extremo desgaste de Hosni Mubarak, que acabou por renunciar em 11 de fevereiro de 2011. Pontuamos em voz solitária que não existiam organismos de poder das massas insurretas, muito menos um núcleo organizado que se contraponha militarmente à hierarquia militar vigente no Egito. Portanto sem o conjunção destes fatores, falar em revolução, ainda que democrática, seria uma piada de péssimo gosto. Hoje o país é dominado por uma feroz ditadura militar aliada dos EUA e Israel, as forças políticas burguesas que fazem oposição aos generais são perseguidas e seus dirigentes presos ou assassinados, como a Irmandade Muçulmana (IM). O movimento operário encontra-se na defensiva completa e as organizações de esquerda praticamente na clandestinidade. Aos pseudo-trotskistas que saudaram entusiasticamente a “Revolução Árabe” (PSTU, MAIS, CST) restou o profundo silêncio diante da ditadura imposta ao país, não esquecendo que posteriormente essas mesmas correntes apoiaram o golpe militar assassino de AI-Sissi contra o presidente civil Mohamed Morsi (IM) como uma “vitória das massas”, demonstrando sua completa confusão política e alinhamento com a reação burguesa pró-imperialista!

MUBARAK: INICIADA TRANSIÇÃO FEITA PELO IMPERIALISMO E BURGUESIA EGÍPCIA
(Home Page da LBI 11/02/2011)

Após 20 dias de massivos protestos no Egito, apresentados charlatanescamente pela esquerda revisionista como a "revolução árabe", o odiado presidente Hosni Mubarak renunciou neste 11 de fevereiro. Em um pronunciamento na TV, o vice-presidente Omar Suleiman, anunciou que Mubarak havia transferido o controle do governo a um Conselho Militar Supremo que se comprometeu a convocar eleições "livres" em setembro deste ano. Logo após o anúncio, os principais representantes do imperialismo, como o vice-presidente dos EUA, Joseph Biden e o primeiro-ministro da Inglaterra, David Cameron, saudaram a decisão como "um dia histórico". Seguindo o caminho da Tunísia, após a fuga de Ben Ali, todas as instituições burguesas no Egito permaneceram intactas, sem nenhum traço de reformulação "democrática" após a saída do ditador. A alta-cúpula das FFAA dirige agora o chamado "processo de transição" para garantir estabilidade ao regime, seguindo o planejado com a Casa Branca, que havia exigido a renúncia de Mubarak há vários dias para amortecer a tensão política no país.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

NÃO AO ENVIO DE TROPAS DO EXÉRCITO PARA GARANTIR A APLICAÇÃO DO AJUSTE NEOLIBERAL NOS ESTADOS! NENHUM APOIO AS GREVES REACIONÁRIAS DA PM! CONSTRUIR COMITÊS DE AUTODEFESA E MILÍCIAS OPERÁRIAS!


O governo golpista de Temer acaba de anunciar que enviará tropas do Exército para o Rio de Janeiro. Depois do Espírito Santo, o estado fluminense será o próximo a ser ocupado por homens das Forças Armadas. A pedido do governador Pezão, que aplica duramente o ajuste neoliberal contra os trabalhadores assim como Temer, o rato canalha do PMDB autorizou o uso dos soldados em um momento onde mulheres de policiais militares iniciaram há três dias uma mobilização parecida com a do Espírito Santo e está colocada a possibilidade de uma greve da PM no Rio às vésperas do Carnaval. Em oposição a vergonhosa conduta da esquerda revisionista (PSTU, MAIS, CST, TPOR) e do reformismo em geral (PT, PCdoB e PSOL) que vêm apoiando as greve policiais apresentando os policias como  “trabalhadores fardados”, reproduzimos o artigo publicado há 5 anos pela LBI que analisou o envio de tropas do Exército quando houve a greve da PM da Bahia. Hoje, como naquele momento, defendemos o Derrotismo Revolucionário diante de qualquer enfrentamento entre as forças do aparato repressivo, já que os comunistas leninistas não estão na trincheira de nenhum dos dois bandos reacionários e antipopulares, apontado uma saída própria dos trabalhadores contra todas as alas da reação burguesa, o que passa por não prestar qualquer apoio as greves reacionárias da PM e rechaçar o envio de tropas federais aos estados, construindo comitês de auto-defesa e milícias operárias para forjar uma alternativa própria dos explorados, o principal alvo da repressão das PM´s e das FFAA!

DIANTE DO POSSÍVEL ENFRENTAMENTO ENTRE AS TROPAS DO EXÉRCITO E A PM, A DEFESA DO DERROTISMO REVOLUCIONÁRIO É A ÚNICA POSIÇÃO DE CLASSE
(BLOG DA LBI, 07.02.2012)

Com toda justeza de um grande revolucionário que nunca temeu “quebrar os ovos” para fazer a “omelete” da política marxista, Lenin afirmava que diante de um confronto entre duas forças sociais absolutamente reacionárias o proletariado não tinha nenhuma trincheira de combate, a posição do proletariado deveria ser a defesa do derrotismo revolucionário. “Quando dois ladrões se enfrentam que morram os dois” é a celebre frase do dirigente bolchevique para definir de maneira pedagógica para as massas sua política do “derrotismo revolucionário”. Hoje com a greve dos facínoras policiais militares da Bahia e o possível enfrentamento com as tropas federais do exército, a serviço do governo neoliberal do PT, os comunistas leninistas defendem o derrotismo revolucionário, diante dos dois bandos reacionários e antipopulares.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

RESPOSTA A HENRIQUE “CANÁRIO”: O DIRIGENTE DO “MAIS” CANTA O QUE AGRADA AOS OUVIDOS DOS MILITANTES DA ESQUERDA PEQUENO-BURGUESA


Logo após a LBI lançar um artigo analisando a tentativa de fusão entre o MAIS e NOS como parte do processo de unificação do arco político reformista em torno da estrutura do PSOL, Henrique Canary (em português “Canário”), dirigente do MAIS, publicou um texto no sítio do grupo atacando violentamente nossa corrente política, ainda que por covardia e conveniência não cite textualmente a LBI, tentando se proclamar demagogicamente contra as “calúnias e ataques pessoais”. A principal acusação é a de que seríamos uma “seita marginal” que difama seus adversários. Segundo o artigo de Henrique: “Muitas vezes, estabelece-se nessas organizações um regime profundamente autoritário, de direção unipessoal, onde cada ‘grande dirigente’ torna-se o ‘guia genial e infalível’ de um minúsculo grupo, dentro do qual sua liderança jamais é questionada. E cada minúsculo grupo se dedica a uma luta fratricida contra o grupo ‘inimigo’, quase sempre tão minúsculo quanto ele próprio, com o objetivo de ‘destruí-lo’, ‘desmascará-lo perante as massas’ ou de arrancar-lhe, pelo menos, alguns militantes. E como ‘vale tudo’ contra os inimigos, resulta que os métodos stalinistas ou proto-stalinistas de luta política penetram com força na própria esquerda socialista, que é frequentemente inundada de campanhas de calúnias, de ataques pessoais, de mentiras e de falsificações”. (Somos todos melhores que isso: marginalidade e degeneração na esquerda socialista, Esquerda On Line, 10.02). Todos esses velhos bordões cantados pelo “Canário” do MAIS soam como boa música nos ouvidos da militância pequeno-burguesa que prima pela diplomacia reformista e recorre à cortina de fumaça da “moral” para rejeitar as duras polêmicas, tradição no Marxismo Revolucionário. Essa surrada cantilena não passa de um enredo cujo eixo é demonstrar para uma militância “quebrada” a “tese” do fim do “sectarismo” inerente as correntes “ortodoxas”, obviamente sob o ângulo da intelectualidade acadêmica da “pós-modernidade”, deformada com uma “ética” pequeno-burguesa, amplamente hegemônica no interior do PSOL. Com seu texto supostamente bem “moderno” para um “novo mundo”, Canary deseja reafirmar a opção pública do MAIS em romper com o suposto “sectarismo” que impregnaria a própria história da corrente Morenista. Não por acaso, o principal dirigente do MAIS, Valério Arcary, reproduziu recentemente um texto de uma militante do PSOL (Ana Cristina Machado) que foi militante da CS e que depois teria aderido ao SU atacando duramente Moreno e seus “métodos violentos de discussão” (“esmagava aos gritos aos que tinham diferenças com ele”), apresentado o fundador da LIT como um bárbaro stalinista. É nesse contexto de revisão do Leninismo e da rejeição da vigência do regime centralizado, hierarquizado e profissional de partido que o “Canário” ataca o suposto “sectarismo” da LBI e por tabela do próprio PSTU, com o objetivo de preparar ideologicamente a militância de seu agrupamento para um ingresso oportunista do MAIS em um partido burguês socialdemocrata, no caso o PSOL, renegando inclusive os traços progressivos que ainda existem tenuemente nas organizações Morenistas, que reivindicam o regime de partido centralizado, “fardo” que o MAIS não está mais disposto a carregar. Não nos surpreende que as calúnias hidrofóbicas de “Canário” a LBI sirva como uma espécie de “carta de intenções” para o futuro ingresso de seu agrupamento revisionista no PSOL, para se tornarem assessores parlamentares dos Chicos, Freixos e Erundinas da vida..., como se transformou o MES. Representamos com muita honra todo o vértice político oposto do reformismo burguês do PSOL, um partido “tão amplo” que tem um domesticado programa de conciliação de classes, controlado por parlamentares profissionais e que se propõe a gerenciar o “capitalismo sustentável”, não por acaso abjuram a Ditadura do Proletariado e rechaçam a violência revolucionária do proletariado, assim como o bloco MAIS-NOS. O justo ódio de classe que Valério, Canary e seu grupo de Morenistas arrependidos têm contra a “seita” LBI na verdade é uma prova de que estamos no caminho justo da defesa do legado do Leninismo e do Programa de Transição, enquanto o “MAIS” reformista vai se dissolver completamente no PSOL, como mais uma tendência interna de “pressão” no amplo espectro socialdemocrata sem centralismo e disciplina bolchevique, um partido completamente degenerado moral e politicamente, onde nos bastidores reina todo tipo de calúnias, disputa de camarilha e acusações mútuas permanentes, se impõe o peso do aparato que ironicamente acaba muitas vezes em ameaças e violência física como vimos no último congresso do PSOL. Como não somos “sectários” desejamos mais uma vez “boa sorte” ao MAIS em sua completa insolvência programática no PSOL, em breve nada restará senão a marginalidade de seus dirigentes na estrutura parlamentar e eleitoralista na legenda controlada com mão de ferro por políticos burgueses como Valente, Freixo, Erundina, Edmilson... Com esta grande “contribuição” do “MAIS” ao Marxismo, ou seja, a decantação da Esquerda Revolucionária, os Trotskistas não precisarão perder tanto tempo para demarcar o campo de classe com os funcionários da socialdemocracia, que com certeza estarão muito ocupados com as campanhas eleitorais do PSOL para quem sabe no máximo tentar eleger o próximo prefeito do Rio de Janeiro...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

LEIA A ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA, Nº 318, JANEIRO/2017 



EDITORIAL
A vigência do Leninismo e da Revolução de Outubro

AS DUAS ALAS DA FRENTE POPULAR EM AÇÃO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Enquanto o PCdoB reafirma seu apoio a Maia, PT finge que votará em André Figueiredo para se aproximar do Oligarca Ciro Gomes

O JOGO SUJO DO PT NO CONGRESSO NACIONAL
Enquanto apoia “por fora” Maia na câmara, compõe a chapa do bandido Eunício Oliveira no Senado

LULA, DILMA E LUIZIANNE LINS APOIAM DECISÃO DA BANCADA DO PT NO SENADO
Votar na candidatura de Eunício, o corrupto oligarca golpista do PMDB

ASSASSINATO DE TEORI
República golpista da barbárie começa a fazer vítimas entre os seus pares

UMA POLÊMICA COM A ESQUERDA CRÉDULA NO REGIME
Assassinato bem orquestrado de Teori ou Teoria da Conspiração?

60 MORTOS EM PRESÍDIO ADMINISTRADO VIA CONTRATOS MILIONÁRIOS POR EMPRESAS PRIVADAS
Os verdadeiros assassinos são as “frações criminosas” comandadas pelas oligarquias que impõem a barbárie social dentro e fora das cadeias!

EM DEFESA DO SINTUSP
Pelo direito de organização política e sindical dos trabalhadores para lutar contra Temer, Alckmin e os ataques aos nossos direitos e conquistas!

CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
Liberdade imediata para Guilherme Boulos, dirigente do MTST, preso político dos governos tucanos Alckmin/Dória!

PASSAGENS DE ÔNIBUS REAJUSTADAS EM TODAS AS CAPITAIS
Barrar o aumento na luta direta e ampla mobilização de rua impondo o Passe Livre rumo a estatização de todo o sistema de transporte coletivo!

AS PRIMEIRAS E AS ÚLTIMAS VAIAS A LULA EM UM CONGRESSO DE TRABALHADORES
As diferenças entre Oposição Revolucionária e Oposição de Direita

CANALHA TEMER ANUNCIA SALÁRIO MÍNIMO DE FOME R$ 937 EM 2017
Sem aumento real e com “reajuste” bem abaixo da verdadeira inflação anual!

“BIG BROTHER BRASIL”, A MAIS RECENTE EDIÇÃO DO LIXO GLOBAL
Uma análise marxista para além do "espetáculo" televisivo

PELÉ
O primeiro ídolo nacional negro a serviço da elite branca

30 ANOS DA MORTE DE NAHUEL MORENO
Hoje seus herdeiros avançam na escandalosa aliança com o imperialismo, superando em muito o legado do mestre revisionista

HÁ 98 ANOS DO ASSASSINATO DE ROSA LUXEMBURGO
Nossa melhor homenagem a valorosa dirigente comunista é reafirmar a luta por novas revoluções de outubro no século XXI

GOLPISTAS DECLARAM “ABANDONO DE CARGO” DO PRESIDENTE MADURO
A resposta revolucionária deve ser a dissolução do parlamento burguês reacionário e a formação de conselhos operários para construir uma verdadeira república socialista na Venezuela!

TREZE ANOS APÓS O ENVENENAMENTO DE ARAFAT
Dirigente da OLP foi envenenado para enfraquecer a resistência palestina abrindo caminho para o Hamas apoiar o EI contra o nacionalismo árabe

PASSADOS QUATRO ANOS A PROVA DE FOGO DA LUTA DE CLASSES CONFIRMOU TODAS AS DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO MATERIAL E IDEOLÓGICA DA LIT EM RELAÇÃO A GUERRA CIVIL NA SÍRIA
Mais uma vez a LBI esteve na trincheira correta da luta proletária mundial

LBI FOI A PRIMEIRA CORRENTE POLÍTICA A DENUNCIAR O VERDADEIRO CARÁTER REACIONÁRIO DE UM FUTURO GOVERNO OBAMA
Uma análise marxista da gerência de um negro como chefe do imperialismo mundial que abriu caminho para a ascensão do xenófobo Trump!

O IDIOTA ÚTIL (Partes I e II)
Burguesia ianque empossou Trump e já prepara um Golpe de Estado para impor um recrudescimento ao regime Republicano

-----------------------------------------------------

ESPECIAL - LENIN

------------------------------------------------------

93 ANOS SEM O NOSSO CHEFE REVOLUCIONÁRIO V. I. LENIN
O Bolchevismo vive!

NESTE 21 DE JANEIRO 93 ANOS NOS SEPARAM DA MORTE DE LENIN
Com pleno êxito a LBI relançou na mesma data na Livraria Cultura “O Marxismo e a Insurreição de Outubro”, uma obra fundamental de nosso chefe revolucionário!

REVISIONISMO
O sintomático “esquecimento” da esquerda "Trotskista" ao aniversário de 93 anos da morte de Lenin

VIVA A CELEBRAÇÃO REVOLUCIONÁRIA DOS CEM ANOS DA TOMADA DO PODER PELO PARTIDO BOLCHEVIQUE NA VELHA RÚSSIA
Retomar os caminhos de Outubro! Uma singela homenagem ao nosso grande chefe comunista que nos deixou há 93 anos: Lenin vive!

TROTSKY LEVANTA A POSSIBILIDADE...
Stalin matou Lenin?

STALINISMO E BOLCHEVISMO
O Bolchevismo é o responsável pelo Stalinismo?                    

PUTIN RENEGA LENIN
Ataque visa encobrir que o atual governo burguês é herdeiro do bando restauracionista responsável pela destruição da URSS. Em defesa do Leninismo e do Partido Bolchevique

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

MAIS E NOS ANUNCIAM TENTATIVA DE FUSÃO: AGRUPANDO O QUE JÁ ESTÁ UNIFICADO NO REFORMISMO DO PSOL


Os grupos MAIS e NOS acabam de anunciar publicamente uma "possibilidade de unificação" no próximo período da luta de classes. Podemos aferir politicamente o MAIS enquanto uma organização da esquerda revisionista recém formada, já os caracterizamos em inúmeros artigos da LBI como uma espécie de "Morenistas arrependidos" (primos carnais do MES), quanto ao NOS a tarefa é bem mais "complexa" pois trata-se de um grupo amorfo de pressão sobre o PSOL, conformado por dirigentes de pequenos círculos de militantes oportunistas sem nenhum critério programático minimamente relevante. O compasso de unificação entre os grupos revisionistas em debandada na defesa da Ditadura do Proletariado é um processo inexorável e tende a ser ainda mais amplo, sendo o abrigo orgânico do PSOL o desaguadouro natural desta empreitada. Podemos afirmar que a plataforma programática desta iniciativa do MAIS, como grupo propulsor, não passa de um enredo de velhos bordões que tem como eixo provar para o movimento de massas a "tese" do abandono da violência revolucionária e do fim do "sectarismo" inerente as correntes Leninistas, obviamente sob a ótica dos militantes da "pós-modernidade" pequeno burguesa, amplamente majoritária no interior do PSOL. Chama a atenção até dos mais ingênuos militantes que a "carta de intenções" entre o MAIS e o NOS  elenque somente inúmeros pontos políticos de acordo entre os dois grupos e absolutamente nenhuma divergência encontrada até o momento, talvez no futuro quem sabe..: "E embora já tenhamos identificado uma série de acordos e convergências, tanto em relação à estratégia e ao programa, quanto no que diz respeito à intervenção na conjuntura atual, certamente encontraremos diferenças e desacordos ao longo desse processo, mas encaramos isso como algo natural e até certo ponto inevitável. Desacordos teóricos, políticos e até programáticos não são, por si só, impedimento para um processo de fusão. Em primeiro lugar, porque podem ser superados pelo debate e pela prática comum. Em segundo, porque rejeitamos a ideia de uma organização monolítica, onde todos pensam igual em absolutamente todos os pontos." (Declaração conjunta MAIS e NOS). A verdadeira razão de tantos acordos e possíveis diferenças quiçá "ao longo deste processo" reside no fato de que realmente não existem divergências maiores  no campo dos sociais-democratas de esquerda que caminham em direção ao "farol" programático do PSOL! Nesta questão tanto o MAIS como o NOS estão sendo absolutamente sinceros em suas intenções de fusão: "Ambas as organizações rejeitam a ideia de que um partido revolucionário possa se construir unicamente por meio do crescimento linear. Ao contrário, pensamos todos que a construção de um partido marxista passa inevitavelmente por um processo de fusões e reagrupamentos, sempre pacientes e respeitosos" (Idem). A confluência da esquerda revisionista no rumo do abrigo eleitoral do PSOL certamente já imanta um arco de tendências que até se reclamam de "principistas e ortodoxas", como o MRT/LER por exemplo, imaginem os "MAIS" desconfigurados ideologicamente do quilate do NOS...Personalidades como Freixo, um típico político burguês da geração do "capitalismo sustentável", são uma referência mítica para estes agrupamentos da "nova esquerda" revisionista do Programa de Transição. Com este grau de adaptação ao regime democratizante e seus ícones eleitorais (Freixo, Erundina, Edmilson etc..) pode se ter uma dimensão que as "exortações socialistas" do MAIS e do NOS são absolutamente vazias do conteúdo real da luta pelos objetivos históricos da classe operária. Sinceramente desejamos toda sorte do mundo aos nubentes MAIS e NOS, para que possam concluir o processo de unificação já iniciado, para os Comunistas a decantação política dos campos da revolução e contrarrevolução é fundamental para a construção do Partido Operário Leninista. Quando todos os revisionistas tiverem fixado suas poltronas no vasto auditório do PSOL, ficará cristalino para a vanguarda classista o "vaticínio" da LBI no surgimento do grupo MAIS: Os que abandonaram o legado teórico do Trotskismo marcham como "viciados" na senda da "cocaína" eleitoral do PSOL, será apenas uma questão de tempo...
GREVE DA PM NO ESPÍRITO SANTO: QUANDO O AJUSTE NEOLIBERAL ATINGE ATÉ OS CÃES DE GUARDA DA BURGUESIA... NENHUM APOIO A REACIONÁRIA GREVE POLICIAL! RECHAÇAR A REPRESSÃO AOS SAQUES POPULARES! POR COMITÊS DE AUTODEFESA E MILÍCIAS OPERÁRIAS!


As cenas de saques e o aumento vertiginoso no número de assassinatos (85 em poucos dias) são apresentadas pela mídia burguesa como consequência direta da greve dos policiais militares do Espírito Santo, sem reajuste salarial há quatro anos (período em que a inflação passou de 28%). Na verdade o quadro de barbárie social é resultado imediato da crise econômica capitalista e do ajuste neoliberal draconiano imposto pelo governo Paulo Hartung (PMDB), estado apresentado pela mesma mídia venal como exemplo de “responsabilidade fiscal”. Houve nos últimos anos uma redução enorme do gasto do funcionalismo público em geral, incluindo os policiais militares, repressores de greves e cães de guarda da burguesia, treinados para proteger sua propriedade privada. Os principais cortes estão em investimentos e despesas financeiras. O estado eliminou mais de 4 mil cargos  e decidiu privatizar ou vender participações em estatais, como a companhia de água e esgoto. Tudo isso para “compensar” a queda de arrecadação, pela perda com royalties do petróleo e ICMS. O Espírito Santo fechou 2016 com a despesa com pessoal em torno de 51% da arrecadação, abaixo da média de todos os estados (54,3%). Diante desse quadro a Frente Popular e o conjunto da esquerda declarou solidariedade irrestrita à greve policial. O PCdoB lançou nota afirmando “O PCdoB se solidariza com os familiares dos servidores da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, desejando que o governo estadual retome o diálogo como forma de superar esse impasse que tem causado graves consequências para a vida dos capixabas. Baixos salários e precárias condições de trabalho não atingem apenas trabalhadores e trabalhadoras, mas também seus familiares, que sentem o impacto em seu cotidiano, tanto com referência às condições materiais de sobrevivência, quanto com as condições de segurança a que são submetidos seus parentes no exercício da profissão. Tentar deslegitimar e desqualificar a mobilização dos familiares de cabos e soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, como faz o governo estadual e setores da elite econômica capixaba, não é aceitável, é condenável. Negar que os salários são baixos, não há como. Negar que as condições de trabalho são precárias, também não há como” (Vermelho, 07.02). Não faltam as vozes na “esquerda” reformista em defesa da greve dos policiais no ES, os arautos do “tradeunismo” vulgar dizem que são “trabalhadores fardados” e nesta condição vítimas da exploração e arrocho salarial como os outros servidores públicos. Os policiais, como uma categoria social, realmente são assalariados (e na sua grande maioria de origem proletária) e nisto se resume seu único “denominador comum” com os trabalhadores. Como um destacamento de “serviços especiais” do Estado burguês, os policiais não fazem parte da classe trabalhadora, como demonstrou o próprio Lenin, em seu excepcional artigo sobre os serviços de “inteligência” do regime tsarista. A polícia cumprindo a função social de um destacamento armado para preservar a propriedade privada dos meios de produção, jamais poderia ser considerada parte integrante da classe trabalhadora, pelo menos para os que têm referência no marxismo. Do PT ao PSOL, passando pelo PSTU, MAIS e outros grupos revisionistas menores todos tem em geral a mesma posição de apoio a greve policial. Nós Bolcheviques Leninistas entendemos que as atuais greves da PM, estão muito distantes de assumirem uma feição de “motim”, contra a cúpula militar ou mesmo contra as “autoridades” constituídas. Não voltaram suas armas contra nenhum comandante ou governador, não tomaram quartéis ou sequestraram oficiais. Esta greve policial não “ousou” quebrar qualquer hierarquia substantiva e tampouco teve qualquer móvel democrático contra as próprias barbaridades cometidas diariamente pela tropa contra a população oprimida, com aval do alto comando militar e dos governos eleitos “democraticamente”. A “luta” dos policiais se limita ao eixo de uma recomposição salarial, fomentada pelos altos gastos orçamentários com a “segurança pública”, leia-se com a preservação da propriedade privada dos meios de produção, de uma elite corrupta e que cada vez mais concentra renda em nosso país e teme a “ira dos marginalizados” deste regime bastardo. A tentativa de dotar esta greve policial de alguma característica “progressiva” é absolutamente inútil. Por mais que a esquerda revisionista se esforce em “glamorizar” os cães raivosos das PMs, suas ações durante o movimento apenas reproduziram o que são treinados e pagos para fazer, ou seja, assassinar pobres e reprimir trabalhadores. Como definiu brilhantemente o “velho” bolchevique L. Trotsky, em uma polêmica com Stalinistas alemães, acerca do suposto caráter “proletário” dos policiais: “O fato de que a polícia foi originalmente recrutada em grande número dentre os trabalhadores social-democratas não quer dizer nada. Aqui também a consciência é determinada pela existência. O trabalhador que se torna um policial a serviço do Estado capitalista, é um policial burguês, e não um trabalhador...” (Questões vitais para o proletariado alemão, 1932). Os soldados e cabos da PM, nada tem a ver com os recrutas e militares de baixa patente das forças armadas, os primeiros são membros de uma instituição policial, militarizada ao gosto dos regimes autoritários, os segundos são militares de fato e pertencem ao exército nacional. Deixemos que o próprio Trotsky exponha esta questão: “A multidão demonstrava um ódio furioso contra a polícia. A polícia montada era recebida com vaias, pedras, pedaços de ferro. Muito distinta era a atitude dos operários com relação aos soldados... A polícia é um inimigo cruel, inconciliável, odiado. Não há nem que se pensar em ganhá-los para a causa. Não há outro remédio que açoitá-los ou matá-los. Quanto ao exército é outra coisa...” (História da Revolução Russa, 1930). Tentar transformar o legado teórico bolchevique, de cindir a base das forças armadas, em uma etapa revolucionária, a favor do proletariado, em apoio acrítico a uma greve reacionária de policiais, não passa de uma “armadilha” do mais rasteiro sindicalismo vulgar praticado pelo PSTU, MAIS, TPOR e seus congêneres revisionistas. Somente revisionistas mais decompostos podem acreditar que a função da polícia em uma sociedade de classes é cuidar da “segurança pública”, de todos os cidadãos independente de sua posição na cadeia produtiva. A verdadeira “proteção” da polícia é dada apenas à burguesia nos momentos em que se sente “ameaçada” de seus lucros pelas lutas do proletariado. Para Trotsky, “inclusive as frações mais avançadas (do exército) não passarão aberta e ativamente para o lado do proletariado até que vejam com seus próprios olhos que os operários querem lutar e são capazes de vencer (“Aonde vai a França?”). Ou seja, a unidade do proletariado mesmo com os setores mais avançados do exército só se dará em situações pré-revolucionárias. No entanto, na falta do proletariado em cena, os epígonos pseudotrotskistas seguem a reboque dos interesses reacionários dos oficiais da polícia capixaba. Por fim alertamos, os revolucionários não precisam apoiar a reacionária greve dos policiais, para defenderem as liberdades democráticas contra a fascistização do regime. É preciso opor-se às prisões e demais punições dos policiais grevistas pelo Estado patronal, porque tais medidas visam a fortalecer a repressão estatal, que mais tarde se voltará contra os trabalhadores. Apesar das greves das polícias objetivamente potenciarem um quadro de desagregação do Estado burguês, inclusive em um setor vital, como suas forças repressivas, não é apoiando as reivindicações da polícia a melhor forma de acelerar a fissura aberta no seio das próprias classes dominantes. Ao contrário de subordinar as organizações de massas à reacionária greve policial, como fazem os reformistas de todos os matizes, é preciso convocar a mobilização do trabalhadores, rechaçar a repressão aos saques populares e incentivar a formação de comitês de autodefesa e milícias operárias, educando o proletariado para a necessidade da destruição do aparato repressivo do Estado burguês, única via que poderia inclusive forçar uma ruptura revolucionária na hierarquia militar.  


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

SORTEIO FAJUTO DE FACHIN PARA RELATAR LAVA JATO E INDICAÇÃO DE ALEXANDRE MORAES PARA O STF: AGORA ATÉ PARA OS “MAIS” TOLOS O ASSASSINATO DE TEORI COMEÇA A FAZER SENTIDO...


O governo Temer não tem espaço para dissimulações, fruto de um golpe parlamentar e cabeça dirigente da máfia mais agressiva que espoliou o Estado na sombra dos últimos doze anos de governo da Frente Popular, agiu diretamente contra a ameaça surgida pela intransigência do ministro do STF em retirar os caciques do PMDB da lista criminal da Lava Jato: Operou a eliminação física de Teori. Agindo em sintonia fina com uma maioria do STF, Temer articulou a rápida substituição da relatoria da Lava Jato do ainda "defunto fresco" Teori por Fachin, um novato na Corte indicado por Dilma e que já se tornou um "traira" plenamente confiável aos golpistas. Toda a manobra da troca da relatoria da Lava Jato executada por meio de um "sorteio fajuto" que todos já sabiam diante mão o resultado. Para concluir o "planejamento" da movimentação preventiva da máfia temerária, nada mais descarado do que nomear o próprio Ministro da Justiça para a vaga aberta no STF. Alexandre de Moraes é um fascista confesso especializado em defender bandos criminosos, ou seja, o homem certo no lugar certo, segundo a ótica dos golpistas mafiosos da quadrilha do PMDB. Somente muito parvos ou idiotas úteis não querem enxergar a trama burguesa urdida para livrar os "capos" governistas, como Padilha, Moreira Franco e o próprio Temer, de possíveis complicações originadas a partir das novas delações dos executivos da Odebrecht. Entretanto existem os "tolos" da esquerda revisionista que não querem acreditar que a elite dominante capitalista seria capaz de "romper as regras da institucionalidade burguesa" para cometer assassinatos. Para os neolulistas do grupo "MAIS" somente "mentes sujas" das seitas de esquerda são capazes de "acusações" que beiram a "teoria da conspiração", para supor que o ministro Teori foi vítima de um complô fatal por parte dos bandidos do PMDB. Os Marxistas Revolucionários da LBI não acreditamos na "ética" da burguesia, nem sequer quando se trata de eliminar "um dos seus" (como o "acidente" que vitimou o general Castelo Branco), denunciamos vigorosamente o assassinato de Teori Zawascki enquanto o conjunto das forças políticas que integram a Frente Popular faziam coro na legitimação da farsa montada pelo Planalto. Ao que tudo indica o rumo que vem assumindo a conjuntura nacional, com Moraes no STF e a proteção jurídica do bando do PMDB não vem agradando Moro, que vê um enfraquecimento de sua marcha bonapartista em direção Presidência da República. Vamos aguardar os próximos passos do complexo xadrez político das classes dominantes...

PROTESTOS “CONTRA A CORRUPÇÃO” NA ROMÊNIA: UM PRETEXTO PARA IMPOR UM GOVERNO AINDA MAIS ALINHADO COM O IMPERIALISMO IANQUE EM UM ANTIGO ESTADO OPERÁRIO ESTRATÉGICO DO LESTE EUROPEU, HOJE BASE MILITAR DA OTAN


Sete dias de protestos consecutivos em Bucareste, capital da Romênia. Parte dos romenos protestam pela retirada da polêmica lei que descriminalizava abusos de poder cujos prejuízos financeiros fossem menores do que 44 mil euros. O Partido Social Democrata (PSD), do primeiro-ministro Sorin Grindeanu, havia decretado novas regras para a punição de crimes, incluindo os de corrupção. Pelo decreto agora revogado, crimes de corrupção envolvendo quantias menores que € 44 mil não seriam punidos com prisão. Diante da reação o projeto foi retirado. Mas é realmente apenas isso o que está por trás das manifestações contra o governo social-democrata eleito em dezembro na Romênia, um antigo Estado Operário deformado que veio abaixo em 1989 como parte da restauração capitalista no Leste Europeu? O PSD venceu as eleições com promessas de aumentar o salário mínimo. Seus dirigentes não esperavam despertar tão depressa um movimento de protesto “contra a corrupção” com as maiores manifestações desde a queda do regime stalinista em 1989 que levou a morte de Ceausecu e sua companheira, Elena. Os dois principais partidos da oposição (de direita) já disseram que vão apresentar uma moção de censura, e também o Presidente do país, Klaus Iohannis, se mostrou contra: “hoje é um dia de luto para o Estado de Direito”. Iohannis é um neoliberal declarado, antes de assumir seu cargo atual, foi presidente do Fórum Democrático dos Alemães na Romênia. Como aqui no Brasil nas manifestações da direita verde-amarela contra o PT, bonecos de membros do governo, vestidos de presidiários, podem ser observados em diversos pontos da multidão, que entoa gritos de ordem, pedindo a deposição do governo.  A agência Mediafax revelou que os participantes dos protestos entregaram flores à polícia, em sinal de paz. Não foram registrados incidentes violentos. A agência Agerpres notou que famílias inteiras participam do ato e que há muitas crianças. Lembremos que Ceausescu foi fuzilado em 1989, na esteira de um golpe pro-imperialista que depôs o governo em nome da “democracia” que atirou o país em uma situação de extrema pobreza. A Romênia é a segunda nação mais pobre da Europa, em seguida à Bulgária, e um dos mais atingidos pela crise econômica. Nos últimos quatro anos, os romenos foram golpeados por um devastador plano econômico que cortou despesas públicas sociais - saúde e educação -, aumentou impostos, cortou salários e aposentadorias. Tudo para obter um novo empréstimo de 4 bilhões de euros do FMI, o que aumentou ainda mais o descontentamento social. O país integra a UE e agora é base do escudo anti-mísseis da OTAN. A Romênia entrou, com a Bulgária, para a União Europeia em 1° de janeiro de 2007. Desde então a UE vem investindo milhões de euros no país, em todas as suas frentes, e companhias e companhias desembarcam nesse novo território de conquista. A rentabilidade parece fantástica: muitas empresas que ali se instalaram têm índices de produtividade e de lucro exponenciais, perto de suas matrizes que ficam alhures, na Europa. No final de 2016 houve o envio da primeira de quatro brigadas que a OTAN prevê manter na Polônia e nos três países bálticos, bem como na Romênia, Bulgária e Hungria, concretiza a decisão tomada na cimeira da Aliança Atlântica, realizada em julho de 2016 na capital polaca, Varsóvia. Quando estiver completa a operação, o bloco político-militar passará a contar naqueles territórios com um total de quase quatro mil homens, cerca de 90 tanques de guerra e 650 veículos de combate pesados e ligeiros (Bradley e Humwee). A maior mobilização militar dos EUA para o Leste da Europa desde o fim da chamada guerra fria, ocorre a pretexto da intervenção de Moscou na Crimeia e do envio de mísseis Iskander para o enclave russo de Kaliningrado, situado nas proximidades da Polônia, Lituânia, Letônia e Estônia. O Kremlin, porém, contra-argumenta lembrando que as suas decisões foram implementadas após a ingerência do eixo euro-norte-americano na Ucrânia e da cavalgada da OTAN para junto das fronteiras da Federação Russa, no quadro do qual será instalado na Polônia e na Romênia um sistema de mísseis. A Aliança Atlântica tem também reforçado os meios envolvidos em jogos de guerra e promovido a sua proliferação no flanco oriental europeu, avolumando os protestos do Kremlin que enquadra a corrida do bloco político-militar imperialista para Leste como uma ameaça. Meses atrás, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou a Romênia e a Polônia de que os dois países poderiam se ver na mira de foguetes russos porque eles estão recebendo elementos do escudo antimísseis dos Estados Unidos, considerado por Moscou uma ameaça a sua segurança; "Se ontem nessas áreas da Romênia as pessoas simplesmente não sabiam o que significava estar na mira, então hoje nós seremos forçados a tomar certas medidas para assegurar a nossa segurança". (Brasil 247, maio/2016). Tudo indica que por trás das manifestações “contra a corrupção” estão forças pró-imperialistas que desejam reforçar os vínculos do país com a UE, o imperialismo ianque e a OTAN em um antigo estado operário estratégico do Leste Europeu para incrementar o cerco a Rússia.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

NÃO DESEJAMOS SUA MORTE, PORÉM MARISA LETICIA JÁ NÃO ERA UMA DE NOSSAS LUTADORAS DA CLASSE TRABALHADORA: O ABRAÇO TRÍPLICE ENTRE LULA, FHC E TEMER É A PROVA CABAL QUE O PT JÁ SE PASSOU PARA O CAMPO DA BURGUESIA HÁ BASTANTE TEMPO!


A imagem de Lula recebendo Temer (junto com sua corja neoliberal) e horas antes FHC que em tese vieram prestar “solidariedade” ao petista diante da morte de sua esposa, Marisa Leticia, revela muito mais que um simples “encontro de cortesia” no marco de um falecimento familiar. A morte de Marisa e o posterior clima de comoção nacional, nos moldes da morte de Tancredo Neves ou Ulisses Guimarães, criado pela mesma mídia "murdochiana", revela que está em curso um claro processo de reaproximação entre a Frente Popular e as forças políticas que sustentam o governo golpista Temer (PSDB, PMDB e DEM). Quando Tancredo Neves faleceu às vésperas de tomar posse na presidência da república os Marxistas Revolucionários afirmaram com muita convicção de caminhar contra a correnteza: "Tancredo não é um dos nossos mortos, há muito não é o mesmo que cuspiu na cara dos golpistas que derrubaram do governo seu companheiro João Goulart, hoje está unido a velha direita na formação da Aliança Democrática no Colégio Eleitoral da ditadura para trair a vontade popular." Palavras muito parecidas poderiam ser ditas na atual conjuntura do PT e de seus colaboradores e dirigentes históricos, como Lula e sua companheira Leticia. Os Comunistas é certo devem cultivar e praticar o justo ódio de classe contra os fascistas e a direita recalcitrante, mas este não é o caso do PT e seus dirigentes que se passaram politicamente para o campo da esquerda burguesa "democrática", com estes "democratas" os Leninistas podem debater e até estabelecer frentes de ação em alguns momentos, com a direita fascista somente o enfrentamento militar é possível. Não reforçaremos o discurso petista e pequeno burguês contra o "ódio em geral", que desgraçadamente teve a adesão de revisionistas "neolulistas" como o grupo MAIS. Não reverenciamos a figura de Leticia como uma das nossas combatentes, apesar de seu passado que foi negado ao optar por governar com a  burguesia e as oligarquias assassinas de dezenas de lutadoras do campo que nunca receberam a solidariedade do governo da Frente Popular. Leticia no Planalto "selecionou" suas novas amizades, a esposa do ministro Gilmar Mendes figurava nesta restrita lista onde já não cabiam as antigas companheiras metalúrgicas do ABC. Quanto a direita fascista que festejou a morte de Leticia nas redes sociais, a revolução socialista tratará, em seu tempo histórico, de lhe dedicar a nobreza de um paredão de fuzilamento, mas nunca a prática da tortura própria dos covardes nazistas. A "ira" manifestada por Lula contra os "facínoras" que tensionaram o delicado quadro de saúde de sua companheira, não é voltada contra a classe dominante em seu conjunto, apenas contra os abutres togados da famigerada operação "Lava Jato", entretanto quando a questão é estabelecer relações políticas com as elites podres e corruptas que saqueiam o país e sugam o sangue do proletariado surge o " Lulinha paz e amor". Leticia foi alvo e vítima do justiceiro Moro, sobre isto não há a menor sombra de dúvida, mas nem por isso a exime de ter legitimado os governos burgueses do PT que reprimiram, encarceraram e mataram dezenas de ativistas sociais nestes últimos 13 anos de gerência neoliberal, não será lembrada pela Esquerda Revolucionária como de nossas mortas no combate ao capital.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

CEM ANOS DA "REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO" NA RÚSSIA: A VERDADEIRA ANTE-SALA PARA A TOMADA DO PODER PELO PARTIDO BOLCHEVIQUE!


Neste mês celebramos os cem anos da “Revolução de Fevereiro” na Rússia como parte do caminho para a vitória Bolchevique em Outubro de 1917. O resgate do legado teórico e político como parte das lições do processo revolucionário é de fundamental importância em nossos dias e não apenas um “exercício” de estudo acadêmico como gostam as cátedras “marxistas” desvinculadas da luta de classes hoje. Nesse aspecto destaca-se o método leninista de análise da luta de classes e de construção do partido como instrumento de ação política para a transformação revolucionária da sociedade. Não por acaso em pleno século XXI os charlatães do Marxismo tentam “vender” o conceito de uma suposta revolução como sendo levantes “democráticos” organizados pelo imperialismo contra “ditaduras” nacionalistas, como vimos recentemente na mal chamada “Primavera Árabe”. É esta polêmica que desejamos travar aqui a partir dos debates políticos pautados no interior do Partido Bolchevique na Rússia de 1917 e seus reflexos na política revolucionária 99 anos depois. Os fatores históricos e sociais que fizeram possível a Revolução de Fevereiro de 1917, prólogo da Revolução de Outubro dirigida pelo Partido Bolchevique oito meses mais tarde, têm suas raízes fincadas nas profundas contradições da Rússia czarista, um típico país camponês que se incorporou à cadeia da economia capitalista mundial somente no final do século XIX, quando os países capitalistas mais desenvolvidos da Europa e da América do Norte já haviam ingressado na fase imperialista. O desenvolvimento capitalista da Rússia foi favorecido por investimentos de capitais originários da França, Inglaterra e Alemanha, que afluíram massivamente ao império dos czares entre 1880 e 1900, possibilitando uma rápida transformação na economia e na sociedade russa. Entretanto, o vigoroso desenvolvimento industrial que concentrou grandes fábricas nos principais centros urbanos, se fez de tal forma que as mais avançadas estruturas e técnicas do capitalismo coexistiam e completavam-se com o atraso econômico no campo, onde ainda imperavam relações semifeudais (a servidão feudal só foi abolida em 1861) e a concentração de terras nas mãos de um punhado de latifundiários. Dessa forma, manifestavam-se na Rússia todas as contradições características dos países capitalistas de desenvolvimento desigual e combinado. No início do século XX a Rússia possuía a maior população da Europa, 174 milhões de habitantes. Destes, cerca de 80% ainda viviam no campo. A maior parte das terras estava em mãos de uma minoria de 30.000 latifundiários, enquanto milhões de camponeses pobres viviam miseravelmente em pequenas propriedades e outros tantos não possuíam nenhuma terra, vendo-se obrigados a trabalhar como operários agrícolas nas terras dos latifundiários. Esta situação condenava os camponeses à pobreza, à miséria e à fome, conduzindo à revoltas periódicas que eram violentamente reprimidas pela autocracia czarista.