sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

JONH LENNON É ASSASINADO EM 8 DE DEZEMBRO DE 1980: APESAR DE SUA GENIALIDADE, NOSSA CRÍTICA A “IMAGINAÇÃO” DE MUDAR O MUNDO SEM DESTRUIR O CAPITALISMO


No dia 8 de dezembro de 1980 era assassinado às portas do seu edifício Dakota, em frente ao Central Park, New York, prédio em que vivia, o mais rebelde poeta dos Beatles, John Lennon, por um fã que horas antes havia lhe pedido um autógrafo. Mark David Chapman disparou cinco tiros, quatro acertaram o ex-Beatle. Calava-se dramática e abruptamente uma das vozes mais controversas dos anos 60, ícone de uma época conturbada e explosiva. Lennon, nascido em 1940, era filho de um marinheiro, típico da zona portuária de Liverpool, Inglaterra, teve uma infância marcada pela pobreza e abandono por parte de mãe e pai, marcando-o psicologicamente por toda a sua vida, o que pode ter dado asas à sua rebelde imaginação que no final de sua vida aproximara-se do partido comunista norte-americano. A obra de Lennon foi produto inexorável da época em que vivia. Em meados de 1969 rompe com a sanha comercial dos Beatles, um bem sucedido produto da indústria fonográfica imperialista, para dar início à sua nova orientação de ativista de esquerda engajado nos acontecimentos políticos globais.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

POR UMA NOVA INTIFADA PARA RECUPERAR JERUSALÉM E TODO O TERRITÓRIO HISTÓRICO DA PALESTINA OCUPADA: PELA DESTRUIÇÃO DO ENCLAVE SIONISTA! LUTAR EM DEFESA DE UMA PALESTINA SOVIÉTICA BASEADA EM CONSELHOS DE OPERÁRIOS E CAMPONESES ÁRABES, PALESTINOS E JUDEUS!


Há poucas horas Trump reconheceu oficialmente Jerusalém como capital da ocupação sionista: “Hoje finalmente reconhecemos o óbvio: que Jerusalém é a capital de Israel. Isso é nada mais nada menos do que o reconhecimento da realidade. Também é a coisa certa a fazer. É algo que tem que ser feito”. Em seu discurso, o presidente ianque afirmou que “é tempo de oficialmente reconhecer Jerusalém como capital de Israel” e que toma a decisão “no melhor dos interesses dos Estados Unidos”. Pateticamente, Nabil Abu Rudeineh, porta-voz da Autoriadade Nacional Palestina, divulgou um comunicado no qual Abbas antes do anúncio “alertou Trump sobre as perigosas consequências de tal passo para o processo de paz e para a segurança e a estabilidade na região e no mundo”. A embaixada norte-americana será transferida de Tel Aviv para Jerusalém. A mudança da Embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém foi aprovada em 1995 pelo Congresso. Em sua campanha eleitoral, Trump prometeu levar a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém. Há 70 anos, em 29 de novembro de 1947, a resolução 181 da ONU de criação do encalve sionista em terras palestinas situava provisoriamente a cidade sob administração internacional. Mas logo a parte ocidental foi ocupada por Israel, e depois da Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, também o lado oriental tudo com o aval do imperialismo ianque. A recém-fundada Organizações das Nações Unidas, substituta da antiga Liga da Nações, através da iniciativa dos Estados Unidos, e com o apoio entusiástico da URSS, decreta em 1947 a divisão definitiva da Palestina entre um Estado judeu e outro árabe palestino. O stalinismo, após os acordos de Yalta, deixará o Oriente como uma área de influência do imperialismo ianque, além da consideração do sionismo, em sua versão trabalhista como um aliado político, com o qual desenvolverá uma frente popular em Israel. O velho Partido Comunista palestino logo mudará seu nome para israelense por considerar as massas árabes e palestinas como atrasadas e feudais. Antes mesmo da oficialização do Estado de Israel, as tropas do Irgun retomam os massacres aos palestinos, como a chacina da aldeia de “Deir Yassin”. Era o prenúncio do terrorismo sionista que irá assolar o povo palestino até hoje. Desde então os sionistas têm incrementado o número de ameaças em locais religiosos não-judaicos e intensificado o plano de “judaização” da Jerusalém Oriental, aumentando a construção de colonatos e expulsando os palestinos de suas casas, que são muitas vezes demolidas. O chacal sionista, Benjamin Netanyahu, disse nessa quarta-feira que o reconhecimento marca “um dia histórico e um importante passo para a paz”, obviamente referia-se a paz dos cemitérios, fruto da ofensiva militar que a ocupação desencadeará contra o povo palestino com a decisão de Trump. O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, prometeu convocar uma Nova Intifada: “Devemos convocar e devemos trabalhar no lançamento de uma intifada diante do inimigo sionista”, disse o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, em um discurso em Gaza, de acordo com a Reuters. O fim dos constantes massacres do povo palestino, assim como a realização da sua justa aspiração nacional para a constituição de uma verdadeira pátria, não passa, como já dissemos, pelos reacionários “acordos de paz” e a criação de um protetorado palestino sob as botas do Estado terrorista de Israel. Para os Marxistas Revolucionários, a caracterização de Israel como um enclave do imperialismo estabelecido contra a luta das massas árabes do Oriente Médio é fundamental para defendermos a sua destruição, como parte de um programa revolucionário para os trabalhadores palestinos. A essência de todos os conflitos militares travados na região reside na própria arena da luta de classes internacional, sendo a existência de Israel, um enclave militar artificialmente implantado no coração do Oriente, fundamental na repressão dos interesses do imperialismo mundial em uma região estratégica, pelas reservas petrolíferas, para o funcionamento da economia capitalista no planeta. É uma tarefa do conjunto do proletariado de todo mundo, inclusive o judeu, a destruição deste gerdame imperialista, no sentido de impulsionar enormemente a luta dos povos contra a exploração capitalista. As ilusões que poderiam ser despertadas com a farsa dos acordos de paz, sobre os setores da população mais castigados e céticos por longos anos de sofrimento, se desfizeram antes mesmo de alcançarem alguma envergadura. A humilhação permanente dos sionistas sobre a malfadada “Autoridade Nacional Palestina” tem contribuído em muito para isso. A tensão revolucionária que permeia a Palestina ocupada não conseguiu ser quebrada nem pela violenta reação militar, tampouco pelo pacto OLP-sionismo. Está aberta toda uma etapa, marcada pela resistência e grandes lutas que rapidamente porão abaixo o acordo traidor, colocando como centro a conquista de um verdadeiro Estado nacional. A única alternativa que poderá dar uma resolução cabal à legítima reivindicação nacional do povo palestino, assim como livrar as massas e trabalhadores da região de seus gigantescos sofrimentos ao longo de vários séculos, é a defesa de uma Palestina Soviética baseada em conselhos de operários e camponeses palestinos e judeus. A expropriação do grande capital sionista, alimentado em décadas pelo imperialismo ianque, impossível de ser conquistada sem a destruição do Estado de Israel, garantirá a reconstrução da Palestina sob novas bases, trazendo para seu povo o progresso e a paz tão almejada durante 70 anos de guerra de rapinagem imperialista na região.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

06 DE DEZEMBRO DE 1976 - JOÃO GOULART MORRE ENVENENADO NA ARGENTINA PELA OPERAÇÃO CONDOR: A CIA E OS GOVERNOS MILITARES DO CONTINENTE ELIMINAM MAIS UM QUADRO POLÍTICO “INCONVENIENTE” DA BURGUESIA


O ex-presidente brasileiro João Goulart (1961-1964) morreu, segundo a versão oficial, de um ataque cardíaco em 6 de dezembro de 1976 no município de Corrientes, na Argentina. No entanto, as suspeitas de que Jango, como era popularmente conhecido, tivesse sido morto por agentes da “Operação Condor” sempre foram levantadas por amigos, familiares e especialistas. A “Operação Condor” foi coordenada diretamente pela CIA para eliminar as lideranças políticas que em algum momento “atrapalharam” os planos do imperialismo para a região. Para o “Tio Sam” nunca foi problema envenenar, inclusive aliados fiéis como o reacionário Carlos Lacerda, assassinado no final dos anos 70 às vésperas de fundar a “Frente Ampla”. Também tramaram o “acidente” fatal com JK. Em entrevista à EBC (Empresa Brasil de Comunicação) em 2012, o ex-agente do serviço secreto uruguaio Mario Neira Barreto forneceu detalhes da operação que teria resultado na morte de Goulart. Segundo sua versão, o ex-presidente brasileiro deposto pelo regime militar teria sido morto por envenenamento. Segundo Neira, Jango vivo era considerado uma ameaça pelos militares brasileiros apesar de ter se negado a resistir ao golpe de 1964. Em 2008, ele já havia revelado ao jornal Folha de S. Paulo que Jango havia sido morto a pedido de Sérgio Paranhos Fleury, na época delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, com a autorização do então presidente Ernesto Geisel (1974-1979). Para evitar a repetição das grandes manifestações populares em homenagem a JK, o governo transformou o funeral de Goulart numa operação de guerra. O general presidente Ernesto Geisel só autorizou o enterro em São Borja (RS), cidade natal de Jango, com a condição de que não houvesse nem cortejo nem velório. Militares de três unidades do Exército ocuparam a pequena cidade gaúcha. O carro com o caixão de Jango foi barrado por militares do 3° Exército ao chegar a Uruguaiana, na fronteira com a Argentina. Quando a passagem foi liberada, a Polícia Federal exigiu que o carro seguisse em alta velocidade, sem parar para as milhares de pessoas postadas à margem da rodovia. Contrariando as ordens, o caixão foi levado à igreja de São Borja, onde centenas de pessoas o aguardavam. Cerca de 10 mil militares cercavam o local e cerca de 30 mil pessoas tomavam as ruas. Dentro da igreja, Denise Goulart lançou sobre o caixão do pai uma bandeira com a palavra Anistia. Para apressar o enterro, soldados do Exército levaram o caixão para fora, mas populares o retomaram e o levaram em cortejo até o cemitério. Enquanto neste país a direita golpista conspira abertamente contra todos aqueles que “atravessem” seu caminho, inimigos ideológicos ou não (sempre com o suporte de seus “amigos” da CIA), a esquerda jura obediência à institucionalidade, confiante na “probidade” de seus adversários mais reacionários. Hoje em dia, enquanto as gangs burguesas a frente do Estado capitalista não vacilam em eliminar fisicamente seus “arquivos vivos” que podem colocar a nu as relações mafiosas do poder burguês, a esquerda revisionista mesmo diante de todas as evidências jura sua fidelidade aos ritos sagrados da democracia capitalista, acreditando que a burguesia não ousaria ultrapassar os limites das "tradicionais" manobras políticas existentes no "jogo do poder", portanto conspirações e assassinatos não poderiam fazer parte do "cardápio" das classes dominantes. O envenenamento de João Goulart pela “Operação Condor” durante a ditadura militar assim como a morte de JK e Lacerda, o “acidente” áereo que matou o General Castelo Branco e as recentes mortes de Eduardo Campos, do Ministro do STF, Teori Zavaski e do próprio delegado da PF que investigava o caso em plena “democracia” só reafirmam a necessidade dos revolucionários denunciaram a verdadeira ditadura do capital em que vivemos!
6º CONGRESSO DO PSOL: ESPERANDO A CANDIDATURA DE BOULOS, PSOL SE PARALISA À REBOQUE DE LULA


O 6º Congresso do PSOL realizado nesse final de semana aprofundou seu programa social-democrata com o controle amplamente majoritário da Unidade Socialista (US), grupo de Ivan Valente apoiado pela ex-prefeita petista Luiza Erundina. Mais de 60% dos delegados, incluindo votos dos representantes escolhidos na convenção do Amapá, onde o PSOL é controlado pela Rede do prefeito Clécio Luis e do Senador Randolfe Rodrigues, permitiram que a US indicasse como presidente nacional do partido Juliano Medeiros. Nas entrevistas após o congresso, sem receio de revelar o que representa sua “Nova Esquerda” ele foi claro: “Precisamos nos inspirar em processos como os que deram origem ao Podemos (na Espanha), Bloco de Esquerda (Portugal), França Insubmissa (França) e mesmo Syriza (na Grécia)”. (Revista Fórum 04/12). A vocação do PSOL é inspirada em “modelos” de partidos sociais-democratas, tão acalentados como a esperança de uma nova esquerda mundial não Marxista Leninista. Com o desgaste do SYRIZA pela sua gestão de ajuste neoliberal na Grécia, agora o PODEMOS passou a ser a grande referência programática do PSOL no Brasil, considerado uma organização “horizontal” e que rechaça todos os "velhos ismos" (como o Marxismo, Leninismo e o Trotskismo), aderindo a apologia de um novo “modo de produção sustentável ecologicamente”. Não por acaso Juliano atacou o Leninismo defendido pela LBI no artigo “Lênin e a atualidade de Esquerdismo, doença infantil do comunismo” em que afirma: “Quando pensamos hoje em esquerdismo, logo nos vem à mente organizações caracterizadas pelo sectarismo e incapacidade de dialogar minimamente com o real nível de consciência dos trabalhadores. No Brasil estes grupos são representados pela Liga Bolchevique Internacionalista (LBI), o Partido Operário Revolucionário (POR) ou a Liga Estratégia Revolucionária – Quarta Internacional (LER-QI), quase todas de origem trotskista”. Esta nova “tese” revisionista de combate ao Leninismo sobre o pretexto de delimitar-se com o esquerdismo ou o “sectarismo” vem sendo abraçada por uma ampla maioria de militantes e tendências internas do PSOL, inclusive as que romperam recentemente com o Morenismo, como o MAIS e o NOS, e que já se proclamam “ecossocialistas” e formulam o chamado “Leninismo do Século XXI”. Tanto que o grupo de Valério Arcary foi integrado ao PSOL por unanimidade, aceitando as milhagas oferecidas pela US: uma vaga na executiva nacional do partido sem direito a voto, som a voz! Nesse sentido, o Congresso do PSOL foi o corolário da integração do MAIS em seu novo papel histórico de ruptura com a herança Morenista, para que tenha adesão as teses ecossocialistas, assim como fez o MES (também simpatizante do SU), a Insurgência e outros grupos menores. Trata-se de uma virada de “concepção de mundo” por parte de antigos quadros dirigentes Morenistas, descrentes da perspectiva da revolução proletária, impulsionada por um partido Leninista de vanguarda. O conteúdo do “Leninismo do Século XXI”, publicitado pelo prof. Valério e aplaudida por Juliano Medeiros (US) ao combater a LBI, vai bem mais além da capitulação a política oficial de colaboração de classes do PSOL, significa um “salto de qualidade” na superação ideológica da concepção Leninista do Partido Bolchevique, ou mesmo uma “nova” (velha) formulação programática que rejeita a estruturação de um partido centralizado e de quadros profissionais à serviço da revolução socialista. Com relação a candidatura presidencial, há também quase um consenso pelo nome de Guilherme Boulos, um bom puxador de votos segundo as análises internas, mas o dirigente do MTST “resiste” à espera do desenrolar da decisão da burguesia se irá ou não permitir através de decisão do Judiciário a candidatura de Lula (PT). Em resumo, o PSOL se paralisa à reboque de Lula, um articulação que teve origem com sua adesão e a de quadros dirigentes do PT ao "Vamos"! A resolução é clara nesse sentido: “O PSOL construirá uma candidatura que represente uma ampliação para além de suas fileiras partidárias e expresse o acúmulo das lutas dos movimentos sociais combativos, da Frente Povo Sem Medo, das lutas no parlamento contra o golpe institucional e em defesa de um novo campo político na esquerda que expresse a negação da conciliação de classes como estratégia política. O nome que representará o partido na disputa eleitoral será definido em Conferência Eleitoral, no primeiro trimestre de 2018, composta por 126 delegados e delegadas. Pela resolução, as pré-candidaturas internas deverão se inscrever em até dez dias antes da referida conferência, através de procedimento a ser definido pela Executiva Nacional. O 6º Congresso reafirma candidatura própria em 2018, como alternativa socialista, popular e radical”. Entenda-se a “ampliação” alianças também com a Rede de Marina Silva e Randolfe Rodrigues, este último um verdadeiro “soldado” da US de Ivan Valente no interior da legenda ecocapitalista ligado ao Banco Itául. Sintómático é que a esquerda revisionista (Insurgência, Comuna, MES, CST, LSR, EM e afins) encontra-se completamente calada diante dos desastrosos resultados do congresso do PSOL, com a US esmagando o chamado “Bloco de Esquerda” e seus aliados. CST mais uma vez limitou-se a implorar que Freixo fosse o presidente nacional do PSOL, mas o grupo de parlamentares do Rio de Janeiro já tem um projeto eleitoral bem definido: Chico Alencar Senador e eleger Freixo novamente deputado para acumular tendo objetivo a próxima disputa para a prefeitura do Rio de Janeiro. Chico, Glauber e Freixo em seu cretinismo eleitoral, por entenderem que Boulos tem densidade de votos, apoiam o nome do dirigente do MTST para ajudar a eleger sua rede de parlamentares pelo país, uma meta comum a traçada pela US de Ivan Valente. Restou ao MES, CST, Insurgência, Comuna e outros grupúsculos apoiar o nome de Plínio de Aruda Sampaio Júnior e esperar de Luciana Genro e Babá consigam a tão sonhada vaguinha no parlamento burguês. O Congresso do PSOL reafirmou que, assim como seus “irmãos” de plataforma ideológica PODEMOS e SYRIZA, não passa de uma amálgama político criado pela própria burguesia “progressista” para desviar a luta popular e operária do caminho da revolução socialista, portanto devem ser denunciados energicamente pelos Comunistas Leninistas como TRAIDORES à serviço da ofensiva reacionária do imperialismo contra os povos! Agora, com o resultado de 6º Congresso Nacional, optando por esperar uma posição de Boulos, esse papel fica ainda mais evidente, na medida que a campanha eleitoral da legenda fica completamente na dependência do lançamento ou não da candidatura da centro-esquerda burguesa encabeçada por Lula.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

HÁ CINCO ANOS MORRIA OSCAR NIEMEYER: O ÚLTIMO GRANDE “AMIGO” DO VELHO “PARTIDÃO”


No dia 05 dezembro de 2012 morria o premiado arquiteto Oscar Niemeyer aos 104 anos de idade, vítima de complicações renais e desidratação aguda após 34 dias de internação em hospital no Rio de Janeiro. “Comunista” desde 1945, quando conheceu Luis Carlos Prestes e ingressou nas fileiras do PCB, na esteira da derrota nazista pelo Exército Vermelho na URSS e na tomada de Berlim, junto com uma cepa de intelectuais pequeno-burgueses. Mesmo assim, a mídia “murdochiana” elevou-o à condição de um dos maiores gênios criadores no Brasil e tem estampado em todos os seus jornalões a história de sua vida e obra. Foi, de fato, o arquiteto brasileiro que obteve mais projeção no cenário mundial e que exerceu profunda influência na arquitetura moderna com seu pioneirismo da técnica do concreto armado, as curvas e os traços rápidos e simples desde a década de 40 do século passado, visão sintetizada neste breve pensamento: “Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein” (Almanaque Brasil). Adotou o curvilíneo como contestação às formas monótonas e repetitivas impostas pelo capitalismo segundo acreditava. Representante da antiga geração que simpatizava com a revolução bolchevique de 1917, foi um dos últimos amigos do velho "Partidão", a ele fiel até sua morte, embora o atual PCB não tenha mais as mesmas características programáticas que manteve até o fim da URSS. Porém, como um pequeno-burguês típico defendia o papel da burguesia como uma possível agente histórico do progresso, ao lado de outros camaradas como Jorge Amado, Mario Lago, Dias Gomes...Neste sentindo foi um fervoroso defensor do governo burguês de JK. O lado progressista de Niemeyer veio à tona ao ter apoiado politicamente a URSS e a revolução cubana, estabelecendo laços de amizade com os Estados operários mesmo durante os ásperos anos da guerra fria.
PSOL E PSTU “LAMENTAM” O CANCELAMENTO DA SUPOSTA GREVE NACIONAL, PORÉM DÃO PROSSEGUIMENTO A FARSA DO “DIA DE LUTA” DESTE 05/12: BUROCRACIAS SINDICAIS TRAIDORAS AGRADECEM A COBERTURA DE ESQUERDA DADA PELOS REVISIONISTAS LEGITIMANDO ESTA FRAUDE. OS REVOLUCIONÁRIOS NÃO AVALIZAM MAIS ESSE ENGODO DE LOBBY PARLAMENTAR! 


Logo após a CUT, FORÇA SINDICAL, UGT, CTB, NOVA CENTRAL E CSB cancelarem a suposta “Greve Nacional” de 05/12, nunca organizada de fato em suas bases, limitando-se a mais um “dia de luta” domesticado com atos em praças e passeatas midiáticas, a ala “esquerda” da burocracia sindical (CONLUTAS E INTERSINDICAL) assim com as correntes políticas que as impulsionam (PSOL, MAIS, PSTU, MRT e afins) lançaram notas “lamentando” a suspensão da atividade. Para capitalizar a traição de seus parceiros, resolveram “manter as manifestações” na data, ou seja, para hoje. Farsa e tragédia mais uma vez caminharam juntas! Essas correntes da esquerda revisionista sabiam perfeitamente que não existiria nenhuma “Greve Nacional” antes mesmo de seu cancelamento mas trataram de fazer “propaganda enganosa” até a véspera da suspensão do protesto. Não foram convocadas assembleias de base, organizado piquetes, os transportes não iriam paralisar o país, muito menos as fábricas e regiões operários entrariam em greve. Porém a farsa foi mantida em nome da política de “unidade” com os traidores. Quando a CUT e seus parceiros do sindicalismo amarelo desmarcaram a suposta “Greve Nacional”, a ala esquerda desta mesma burocracia sindical viu a possibilidade de sua máscara cair junto de seus “aliados” e tratou de manter o embuste para este dia 05, agora “revelando” o verdadeiro caráter do “dia de luta”: atos esvaziados em praças e passeatas domesticadas “contra a reforma da previdência”. Pior, ainda armaram um cenário fictício dizendo que as “bases” das CUT e FS se rebelaram contra a orientação da cúpula: “Bases sindicais não aprovam recuo da maioria das centrais e reafirmam participação na Greve Nacional desta terça-feira” (PSTU, 04,12). Nada mais falso! Essas entidades nada mais fizeram que seguir a orientação da direção nacional da CUT que em seu site estampa “CUT faz atos em 25 estados contra Reforma da Previdência”, ou seja, realizar atos agora sem afirmar que essa “piada de mau gosto” tratava-se de uma suposta “Greve Nacional”...Está tudo como dantes no quartel de Abrantes, as burocracias sindicais traidoras agradecem a cobertura de esquerda dada pelos revisionistas legitimando esta fraude política! PSOL, MAIS, MRT, PSTU e seus afins não passam de farsantes, que não rompem com a estratégia de pressão parlamentar! Tanto que PSOL e PSTU lançaram vários cartazes como o embusteiro chamado de “GREVE MANTIDA” como vemos acima!.O grupo MAIS, sem noção do ridículo, afirma “5 de Dezembro: É preciso fortalecer a greve nacional no setor de transportes”...mas nenhum ramo da categoria parou neste dia, todos sabemos! O MRT diz “Às ruas dia 5 contra a reforma da previdência! Retomar o caminho da greve geral!” quando não havia nenhuma “Greve Geral” sendo preparada no último período, apenas a paródia de “Greve Nacional” (na verdade mais um dia de luta) que a burocracia até mesmo cancelou. Não havia nada de peso sendo organizado nas bases justamente porque seguem apenas o calendário de pressão sobre o parlamento burguês e não a luta direta para derrotar Temer e suas reformas! Como se observa, não se cansam de permear ilusão e desmoralização entre os trabalhadores e sua vanguarda, não passam de auxiliares políticos da Frente Popular e seus parceiros! Contra esse novo embuste, agora montada pela “ala esquerda” da burocracia sindical (CONLUTAS E INTERSINDICAL) assim com as correntes políticas que as impulsionam (PSOL, MAIS, PSTU, MRT e afins) a LBI declara que não avalizará essa farsa, uma verdadeira tragédia que embota a consciência de classe dos trabalhadores. Devemos lutar por uma verdadeira Greve Geral por tempo indeterminado, o que passa por romper a ilusória unidade com esses traidores da CUT, FS e a burocracia sindical amarela. Nós da LBI defendemos mais uma vez a necessidade de se convocar um Congresso Nacional de base dos Trabalhadores que rechace esses burocratas canalhas e aponte o caminho da luta direta e revolucionária para derrotar Temer e suas reformas neoliberais, se constituindo como um embrião de poder proletário que supere a política de ilusões no circo eleitoral da democracia burguesa e na pressão sobre o parlamento burguês. Esta é a senda da vitória e não a fictícia unidade com esses verdadeiros traidores da classe operária que não passam de sustentáculos do carcomido regime político capitalista! Por essa razão a LBI e os sindicalistas revolucionários da TRS não legitimamos o teatro montado hoje pelo PSOL, PSTU e suas centrais sindicais que visam apenas capitalizar futuramente nas urnas a traição do PT e da CUT! Chamamos os trabalhadores e suas vanguarda explicar em suas bases a traição em curso das duas alas da burocracia sindical para construir uma alternativa política revolucionária de direção para o movimento de massas!


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

“LÁGRIMAS DE CROCODILO”: GRUPO “MAIS”, PCO E MRT “DENUNCIAM” A VOLTA DA ESCRAVIDÃO NA LÍBIA MAS “ESQUECEM” QUE APOIARAM A FALSA “REVOLUÇÃO ÁRABE”, RESPONSÁVEL PELA ATUAL BARBÁRIE CAPITALISTA



Nos últimos dias vimos fotos de escravos sendo vendidos na Líbia, homens negros amontoados e amarrados em mercados a céu aberto no país em que há 6 anos quase toda a esquerda euforicamente anunciava ser palco da “Revolução Árabe”. O PCO, MRT (antiga LER), o PSTU e o seu racha MAIS (que até hoje reivindica a posição de apoio aos “rebeldes da OTAN”), festejaram a morte do “ditador Kadaffi” apresentando a ofensiva imperialista como um levante revolucionário que deveria ser apoiado. A LIT em particular pediu na época que Obama e todos os países imperialistas fornecessem armas para os “soldados da liberdade” na Líbia. Agora que a barbárie capitalista se impôs no país norte-africano, esses canalhas derramam “lágrimas de crocodilo” lamentando a volta da escravidão na Líbia. Estampa o Esquerda Diário do MRT (25/11): “Negros vendidos como escravos na Líbia: fotos do horror que o imperialismo produz”. Causa Operária denuncia que “Na Líbia destruída pelo imperialismo, refugiados negros são leiloados como escravos” (30/11), afirmando que “A derrubada de Kadafi provocou uma crise humanitária na Líbia e deixou o país destruído e sem unidade. Mesmo destino que a Síria teria tido se Bashar Al Assad não tivesse resistido, com ajuda do Irã e da Rússia”. O MAIS balbucia sobre “A quase inexistência de um estado consolidado na Líbia, que hoje é arena de conflitos entre tribos que estavam em relativa paz há décadas” (Esquerda OnLine, 05.02). Em resumo, 6 anos após apoiarem a “revolução” made in CIA e a derrubada de Kadaffi pelos “rebeldes” da OTAN, “lamentam” que a Líbia está sendo destruída pelos agentes do imperialismo. Sério? Descobriram somente agora? Antes de qualquer coisa é preciso registrar que grande parte da família revisionista alardeava que a intervenção militar da OTAN era uma invenção para fazer “eco às afirmações do próprio Kadafi”. Longe de rechaçarem a então possível ação militar, os morenistas, por exemplo, escreveram um artigo atacando Fidel Castro e todos aqueles que denunciavam que a intervenção estava em marcha, afirmando literalmente que “Em outras palavras, com a justificativa de um suposto perigo de uma iminente invasão da OTAN, Castro apóia o ditador Kadafi que está massacrando seu próprio povo” (Sítio PSTU, 24/02/2011). O PTS argentino, na mesma tonada, declarou que o imperialismo não iria intervir na Líbia porque Kadaffi já estava fazendo o trabalho de “atacar a revolução”. Às vésperas do Conselho de Segurança da ONU aprovar a chamada "zona de exclusão aérea", o patético PTS afirmava: “Dificilmente o Conselho de Segurança das Nações Unidas, que se reunirá nestes dias para discutir que política ter ante a situação na Líbia, logre superar suas diferenças, ainda que não se pode descartar que logo que Kadafi faça parte do trabalho sujo, liquidando as forças do levantamento, Estados Unidos e outras potências terminem atuando para definir a seu favor o futuro regime da Líbia” (Sítio PTS, 17/03). Para não pairar dúvidas, lembremos o que Causa Operária falava em fevereiro de 2011: “A crise na Líbia, governada pelo ditador Muamar Khadafi, se agrava mais a cada dia que passa. As manifestações estão crescendo e a repressão está sendo extremamente violenta contra os manifestantes. Somente nas manifestações que estão ocorrendo nesta sexta-feira (18/02) foram mortos 27 pessoas, sendo 20 em Benghazi e 7 em Derna. As manifestações, assim como ocorreu no Egito, pode (sic) derrubar o Khadafi e sua política de apoio ao imperialismo” (sítio PCO, 18/02/2011). Em resumo, o PCO e o MRT assim como toda a canalha revisionista do trotskismo comandada pela LIT, corrente morenista hoje tão criticada por Causa Operária e o PTS, estavam unidos e de mãos dadas com os “rebeldes” contra o “ditador” Kadaffi que diziam ser aliado do imperialismo, usando inclusive a mesma linguagem para definir o decadente regime nacionalista burguês líbio. Como se observa, o PCO, MRT, MAIS estavam no campo político e militar dos “rebeldes” na Líbia, posição que equivale a postar hoje junto dos neonazistas na Ucrânia, da direita golpista no Brasil ou  MUD financiado pela CIA na Venezuela! Os genuínos trotskistas não tiveram dúvidas de que lado ficar na guerra civil na Líbia e diante dos bombardeiros da OTAN. Alertamos naqueles dias que estávamos literalmente em meio a uma guerra onde a CIA e o Pentágono armaram os mercenários “rebeldes” e com a ajuda da ONU e da OTAN derrubaram o governo nacionalista decadente para converter o país novamente, como na época da monarquia, em seu quintal exportador de petróleo barato, como estamos vendo nos dias atuais! Os revolucionários da LBI se postaram pela defesa incondicional da nação oprimida e por sua vitória militar contra o imperialismo, como nos recomendou Trotsky, sem deixar de criticar o regime de Kadaffi desde a mestra trincheira de luta antiimperialista! Já o PCO, MRT... comemoraram junto com a canalha revisinionista comandada pela LIT a queda do regime de Kadaffi e hoje cinicamente apenas derramam "lágrimas de crocodilo" ao lamentar a volta da escravidão na Líbia mergulhada na barbárie capitalista impostas após a a falsa "Revolução Árabe". Não nos enganam com seu teatro humanitário!



sábado, 2 de dezembro de 2017

BLOG DA LBI ULTRAPASSA 2 MILHÕES DE ACESSOS NO CENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO BOLCHEVIQUE: UMA TRIBUNA MILITANTE VIVA EM DEFESA DAS LIÇÕES DE OUTUBRO NO COMBATE PELA CONSTRUÇÃO DO PARTIDO REVOLUCIONÁRIO!


Em uma feliz coincidência o BLOG da LBI ultrapassou os 2 milhões de acessos justamente quando comemoramos os 100 anos da Revolução de Outubro, vitoriosa insurreição revolucionária do proletariado sob a direção do Partido Bolchevique de Lênin e Trotsky. O BLOG da LBI alcança uma “pequena” vitória na luta do Trotskismo ortodoxo contra o arco revisionista da esquerda que se deixou corromper pela Frente Popular em mais de uma década de gerenciamento do Estado Capitalista no Brasil, seguindo agora o combate contra o governo golpista de Temer. Reconhecemos que não é uma tarefa “fácil” remar contra a maré das benesses materiais e políticas oferecidas pelo regime burguês para cooptar as direções do movimento de massas, porém o norte da nossa bússola é o programa da Revolução Socialista e não o “aprimoramento” desta democracia dos ricos. Sem falsa modéstia, estamos orgulhosos de conquistar esta marca histórica porque sabemos que cada artigo elaborado pela Equipe de Redação do BLOG da LBI representa um esforço militante heróico de combate ativo pelo programa revolucionário tão atacado pela burguesia e deformado pelos revisionistas do trotskismo. O BLOG da LBI vem sendo o principal porta-voz de ácidas polêmicas com outras correntes políticas de esquerda, muitas das quais se tornaram “papagaios” do imperialismo em sua ofensiva contra regimes nacionalistas burgueses, como ontem na Líbia, depois na Síria, Ucrânia e agora contra o Estado operário norte-coreano e a Venezuela de Maduro. Sabemos bem que pagamos um “preço político muito alto” por sustentar com vigor a ortodoxia do Trotskismo no mar de confusão teórica e degeneração material que hoje atravessa a esquerda mundial, porém mesmo “isolados” dos círculos da esquerda pequeno-burguesa rendida a “modernidade democrática”, continuaremos firmes e inflexíveis na defesa dos ideais Marxistas Leninistas! Se os falsários do Marxismo pensavam que isolando a jovem e frágil IV internacional, e assassinando covardemente seu dirigente máximo, poderiam eliminar os ideais revolucionários estavam rotundamente enganados. A grandeza das ideias Marxistas não pode ser mensurada simplesmente pelo tamanho da organização que as representa, se assim não fosse o programa fundacional da IV Internacional poderia ser considerado pelos falsários do Trotskismo como algo “insignificante”. A fortaleza das posições do BLOG da LBI reside justamente na correção de suas posições e não no tamanho de seu “aparato". Seguimos “pequenos” mas íntegros com nossas convicções revolucionárias. É por esta clareza programática que o “modesto” BLOG da LBI avança seguro contra a enorme correnteza da ofensiva ideológica reacionária do capital, que desgraçadamente tem contaminado a esquerda oportunista. Sabemos que a marca de 2 milhões acessos, pequena em relação aos sites da mídia corporativa mas bem superior aos acessos dos blogs das seitas virtuais que pululam a esquerda Revisionista, representa muito mais que este número em si, ela expressa que é possível resistir firmemente à maré de ofensiva ideológica e cultural contrarrevolucionária que vem crescendo no planeta desde a queda do Muro de Berlim e da URSS, uma torrente reacionária que devastou por inteiro diversas organizações políticas centristas que se proclamavam “ortodoxas” e levou os reformistas a dar uma guinada à direita a nível mundial, como vemos no caso do PT e do PSOL no Brasil, além do racha do MAIS no PSTU. Defender abertamente o Leninismo (não uma mera formalidade literária ou virtual como fazem os revisionistas que logo racham mergulhados em seu próprio oportunismo), o centralismo democrático como elemento fundamental de formar uma organização revolucionária disciplinada para lutar de forma conspirativa pela destruição do Estado burguês e a edificação da Ditadura do Proletariado é uma tarefa que o BLOG da LBI vem fazendo desde julho de 2011. No Brasil existe uma quantidade enorme de correntes e grupos políticos que se proclamam Trotskistas e Leninistas, ainda que apenas formalmente. Somente as organizações políticas revisionistas do Programa de Transição somam quase duas dezenas: PSTU, CST, PCO, MRT, MAIS, LSR, Insurgência, LS e outras siglas menores. Em geral esses agrupamentos escrevem sobre tudo em seu sites e jornais, comemoram datas de morte e nascimento de líderes políticos, artistas, intelectuais...muitos sem qualquer vínculos com a “esquerda” mas que são “moda do dia” entre a pequena-burguesia. Não esquecemos que o BLOG da LBI foi uma voz quase solitária quando do aniversário de 93 da morte de Lenin agora em 2017, falecido em 21 de janeiro de 1924, dirigente máximo da Revolução de Outubro. Esta data foi sintomaticamente “esquecida” por toda essa gama de falsos “Leninistas”, verdadeiros charlatões... mas não pelo BLOG da LBI. Não se tratou de um “deslize” ou amnésia, na verdade a esquerda revisionista de conjunto em pleno século XXI deseja livrar-se do “peso” do legado político, teórico e organizativo do Chefe Bolchevique, atacado pela intelectualidade e a mídia como ultrapassado, autoritário, defensor de um regime militarizado de partido, governo e Estado, fundador da "falida" URSS. Não celebraram Lenin em pleno centenário da Revolução de Outubro porque não reivindicam de fato, na prática, o seu grande legado: o Bolchevismo, entendido como um partido centralizado para liquidar a burguesia, conspirativo e opositor de classe da democracia burguesa. Como essas correntes revisionistas estão profundamente adaptadas ao regime democratizante e a suas instituições, não é simpático defender o centralismo de cima para baixo, a disciplina militante e uma política de denúncia implacável do reformismo, ou seja, tudo o que Lenin incorporou em vida até o último dos seus dias, combatendo o Menchevismo e todos os renegados. Até as seitas virtuais pretensamente “Leninistas” esqueceram-se de dar qualquer “nota” sobre os 93 anos do aniversário de morte de Lenin, já que hoje não passam de um apêndice das correntes socais-democratas e reformistas como PT e PSOL. Não foi por falta de “aviso”! Na semana que antecedeu o 21 de Janeiro, data da morte de Lenin, o BLOG da LBI fez ostensivamente campanha em defesa de seu legado, publicou vários artigos, relançou um livro de sua autoria e fez um debate político com um eixo claro: o BOLCHEVISMO VIVE! Além disso, a Editora Nova Antídodo disponibilizou vários livros de sua autoria para ampliar o conhecimento sobre Lenin para o público em geral em nossos dias. A resposta desses senhores foi o silêncio sepulcral! Esses canalhas que se dizem “Leninistas”, porém não ousam sequer escrever um único artigo em sua defesa, seriam mais honestos se abjurassem suas lições e adotassem abertamente suas “novas” referências políticas, teóricas e ideológicas reformistas. De nossa parte, ficamos honrados (ainda que não eufóricos) de termos sido a única corrente genuinamente Trotskista a celebrar Lenin, quando todos esses filisteus calaram-se! Mesmo isolados soubemos remar contra a maré da reação burguesa e do “vendaval oportunista” mantendo-se firme da justa homenagem ao nosso grande Chefe! Vida Longa a Lenin e ao Bolchevismo! Quando há pouco mais de seis anos lançamos o BLOG da LBI com o primeiro artigo em defesa da liberdade dos cinco heróis cubanos presos nos EUA, sabíamos que esta iniciativa não era apenas “testemunhal”, mas sim o início de uma série de elaborações programáticas diárias que vem refletindo também uma intervenção militante dos Trotskistas revolucionários na luta de classes. Nada melhor que celebrar os 100 anos da Revolução de Outubro reafirmando essa marca histórica (2.000.000) e a práxis revolucionária os princípios do Marxismo-Leninismo através deste bravo e ousado porta-voz das posições comunistas! Vida Longa ao Blog dos Marxistas-Leninistas da LBI, uma trincheira viva em defesa do Partido Revolucionário e da Reconstrução da IV Internacional, herdeira dos valiosos ensinamentos deixados por Marx, Engels, Lênin e Trotsky e das Lições de Outubro de 1917! O Bolchevismo Vive!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

1º DE DEZEMBRO DE 1934 - KIROV É ASSASSINADO EM LENINGRADO: SUA MORTE SERVE DE BASE PARA OS “PROCESSOS DE MOSCOU” MONTADOS POR STÁLIN CONTRA TROTSKY E OUTROS MEMBROS DA VELHA GUARDA BOLCHEVIQUE


Serguei Kirov, membro do Politburo do Partido Comunista da União Soviética e figura política destacada de Leningrado, é assassinado no Instituto Smolny em 1º de dezembro de 1934. O assassinato foi cometido por Leonid Nikolaev. Segundo a farsa stalinista, a ação foi produto de um complô trotskista e zinovievista como parte de um plano para restaurar o capitalismo na URSS. De fato, foi uma oportunidade para Josef Stalin lançar os expurgos. Um decreto publicado nos dias subsequentes permitiu regulamentar a sorte dos condenados e dos chamados “guardas brancos”. Depois do “Centro de Leningrado”, diversas organizações seriam desmanteladas, enquanto Gregori Zinoviev - opositor de Stalin - era preso. Esses acontecimentos dariam lugar aos grandes processos de 1936. Segundo versões publicadas por Leon Trótsky, já no exílio, o assassinato de Kirov teria sido instigado por Stalin, que o considerava como perigoso rival na condução do partido, e fosse qual fosse o exato papel de Stalin na morte de Kirov, valeu-se do assassinato como pretexto para eliminar muitos dos seus oponentes no partido, no governo, nas forças armadas e na ‘intelligentsia’. A eliminação de Kirov serviu de base para sete processos distintos e para a prisão de centenas de notáveis figuras na vida política, cultural e militar do país. Ainda segundo as mesmas fontes, cada processo contradizia o outro em detalhes fundamentais e diferentes indivíduos foram considerados culpados na organização da morte de Kirov por distintos meios e variadas motivações políticas. Trotsky acompanhou esses processos desde o México e denunciou-os como uma farsa jurídico-política para eliminar os adversários de Stálin dentro e fora da URSS. No tomo IV de seus Escritos, no texto intitulado “ A burocracia stalinista e o assassinato de Kirov”, ele pontua “Em 17 de dezembro foi publicada uma notícia onde, pela primeira vez, se afirma que Nikolaev fez parte do grupo de oposição de Leningrado dirigido por Zinoviev em 1926. …. Em 1926 toda a organização partidária de Leningrado, com muito poucas exceções, pertencia a oposição de Zinoviev…. Posteriormente todos eles capitularam, com seu dirigente na cabeça; mais adiante repetiram a capitulação de maneira mais decisiva e humilhante”. Em seguida Trotsky afirma “Contudo, é evidente que essas informações referentes ao ‘grupo Zinoviev’ não foram lançadas acidentalmente; só podem significar que são a preparação de um ‘amalgama’ jurídico, isto é, uma tentativa conscientemente falsa de implicar no assassinato de Kirov a outros indivíduos e grupos que não têm nem podem ter nada em comum com o ato terrorista”. Ligando o ato terrorista de 1934 a mando da GPU com a antiga Oposição Unificada de 1926, a burocracia stalinista ordenou a prisão de 15 membros do velho grupo de Zinoviev- Kamenev. Acerca dessas prisões Trotsky escreveu “ Zinoviev: colaborador de Lenin durante muitos anos no exílio, ex-membro do Comitê Central e do Birô Político, ex-presidente da Internacional Comunista e do Soviete de Leningrado. Kamenev: colaborador de Lenin no exílio durante muitos anos, ex-membro do Comitê Central e do Birô político, vice-presidente do Conselho de Comissários do Povo, presidente do Conselho de Trabalho e Defesa e presidente do soviete de Moscou. Esses dois homens formaram, junto com Stalin, a troika (triunvirato) que governou o país entre 1923 e 1925”. Buscando aprofundar a análise da farsa em curso Trotsky escreveu “Esses 15 indivíduos são implicados, sem mais nem menos, no assassinato de Kirov. Segundo as explicações dadas pelo Pravda (jornal oficial do Partido), o objetivo deles era tomar o poder, começando por Leningrado “com a secreta intenção de reestabelecer o regime capitalista”. Para concluir Trotsky analisa que “Zinoviev e Kamenev não são tontos. No mínimo entendem que a restauração do capitalismo significaria antes de mais nada o extermínio de toda a geração que fez a revolução, incluídos, obviamente, eles mesmos. Em consequência, não cabe a menor dúvida que a acusação engendrada por Stalin contra o grupo de Zinoviev é totalmente fraudulenta, tanto no que se refere ao objetivo especificado, a restauração do capitalismo, quanto aos meios, os atos terroristas”. Apesar de denunciar os crimes de Stálin e os Processos de Moscou, Trotsky pontua suas diferenças políticas e de caráter com  Zinoviev e Kamenev em um artigo de dezembro de 1936 “Não há razões de peso que me obriguem a assumir responsabilidade política ou moral sobre Zinoviev e Kamenev. Sempre foram meus ferrenhos adversários, com exceção de um breve período (1926-1927). Pessoalmente, não confiava muito neles. Porém é certo que eles eram intelectualmente superiores a Stalin. Porém lhes faltava caráter. Este é o traço que Lenin levou em conta quando disse em seu testamento que ‘não é casual’ que Zinoviev e Kamenev haviam sido contra a insurreição do outono de 1917. Não puderam suportar a pressão da opinião pública burguesa. Quando as profundas mudanças sociais começaram a se cristalizar na União Soviética, combinadas com a formação da burocracia, ‘não é casual’ que Zinoviev e kamenev se deixaram arrastar para o bando da burocracia stalinista. Em 1933 Zinoviev e Kamenev não somente voltaram a se retratar, como também se prostraram frente a Stalin. Nenhuma calúnia lhes parecia demasiadamente vil para lança-la contra a Oposição [trotskysta], e especialmente contra a minha pessoa. Sua autodestruição os deixou impotentes frente à burocracia, que a partir de então passou a exigir-lhes qualquer confissão. Seu destino posterior foi o resultado destas capitulações e auto – humilhações”. Trotsky, apesar de combater o Stalinismo e a degeneração burocrática na URSS jamais abriu mão de defender o Estado Operário degenerado Soviético das ameaças do imperialismo, do fascismo e de seus agentes internos, reivindicando inclusive a frente única com Stálin e o Exército Vermelho contra os inimigos capitalistas da URSS, preparando a revolução política para superar a burocracia despótica, mas preservando as bases sociais da União Soviética, uma lição que os revisionistas do Trotskismo trataram de esquecer quando celebraram a queda da URSS e a restauração capitalista pelas mãos de Yeltsin em agosto de 1991.  Por volta de 1930, a popularidade de Kirov era crescente, sendo já considerado como um dos possíveis sucessores de Stalin, quando este deixasse a direção do partido e do governo Soviético. Mais tarde, em 1934, Stalin pediu a Kirov que trabalhasse com ele em Moscou. Kirov recusou, preferindo continuar a desempenhar as atividades em Leningrado. No dia de sua morte, Kirov havia ido ao Instituto Smolny para trabalhar em seu gabinete, deixando os guarda-costas nas escadarias a vigiar os pisos superiores, onde os oficiais tinham seus aposentos. Nikolaev saiu de um banheiro e seguiu Kirov em direção ao gabinete, atirando por trás, em seu pescoço. Publicamente Stalin tomou a morte de seu amigo como uma tragédia e o enterrou no Kremlin, em um funeral de Estado. Muitas cidades, ruas e fábricas passaram a adotar seu nome, incluindo as cidades de Kirov (oficialmente Vyatka), Kirovsk (Oblast de Murmansk), Kirovogrado (Kirovohrad em ucraniano), Kirovabad (hoje Ganja, Azerbaijão) e Kirovakan (hoje Vanadzor, Armênia); também a estação Kirovskaya, do metrô de Moscou (agora Chistiye Prudy), Balé Kirov e a enorme usina Kirov, em São Petersburgo. Na cidade de Kirov, uma competição de patinação de velocidade foi chamada de Priz Imeni S.M. Kirova em sua homenagem. Por muitos anos, uma imensa estátua de Kirov feita em granito e bronze dominou o cenário da cidade de Baku. O monumento, que foi erigido em um monte, em 1939, foi desmantelado em janeiro de 1992, após o Azerbaijão conquistar sua independência, como parte do processo de restauração capitalista da URSS.


CONFIRMADO O QUE A LBI JÁ DENUNCIAVA: BUROCRACIA SINDICAL TRAIDORA (CUT, FORÇA SINDICAL, UGT, CTB, NOVA CENTRAL E CSB) CANCELOU A SUPOSTA “GREVE NACIONAL” DE 5/12


Como a LBI havia prognosticado, a burocracia sindical (CUT, FORÇA SINDICAL, UGT, CTB, NOVA CENTRAL E CSB) cancelou a suposta “Greve Nacional” de 5/12. Como denunciamos em várias ocasiões esses atos domesticados de protesto e os falsos dias nacionais de luta não passavam de meros instrumentos de barganha para negociar um acordo com o governo Temer em torno da “Reforma da Previdência”. Agora essa política é assumida oficialmente. Segundo a nota dos pelegos traidores “Nós, representantes das seis centrais sindicais – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB –, diante da informação de que a proposta de Reforma da Previdência não será votada na próxima semana, decidimos suspender a greve marcada para 5 de dezembro”. Esses canalhas vendidos querem apenas pressionar o parlamento burguês por pequenos ajustes no texto enviado pelo golpista Temer, sem colocar em xeque a existência do governo burguês e muito menos recorrendo a ação direta revolucionária dos explorados para derrotar o ajuste neoliberal em curso! Desgraçadamente esquerda revisionista (PSTU, PSOL, MAIS, MRT e afins...) embarcou na “canoa furada” de apresentar essa barganha cínica da burocracia sindical traidora como se fosse uma verdadeira Greve Geral, montando um cenário de ilusão e desmoralização entre os trabalhadores e sua vanguarda. Nesses sentido não passam de auxiliares políticos da Frente Popular e seus parceiros! A LBI reafirma a necessidade de se lutar por uma verdadeira Greve Geral por tempo indeterminado, o que passa por romper a ilusória unidade com esses traidores da CUT, FS e a burocracia sindical amarela. Nós da LBI defendemos mais uma vez a necessidade de se convocar um Congresso Nacional de base dos Trabalhadores que rechace esses burocratas canalhas e aponte o caminho da luta direta e revolucionária para derrotar Temer e suas reformas neoliberais, se constituindo como um embrião de poder proletário que supere a politica de ilusões no circo eleitoral da democracia burguesa e na pressão sobre o parlamento burguês. Esta é a senda da vitória e não a fictícia unidade com esses verdadeiros traidores da classe operária que não passam de sustentáculos do carcomido regime político capitalista!

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

“NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO” DEFINHA E VIRA “TRANSIÇÃO SOCIALISTA”... MELHOR SERIA “REAÇÃO CAPITALISTA”: EM NOME DE COMBATER O PT NASCE COMO DEFENSORES DO JUDICIÁRIO E DA ULTRA-PRIVILEGIADA MÁFIA DE TOGA 


O grupo Negação da Negação (cujos raros membros vivem defendendo nos atos da CSP-Conlutas a “Prisão de Lula Já!”) ... anunciou que agora chama-se “Transição Socialista”. Ao definhar, avaliou que era melhor trocar de embalagem: “Mudamos de nome também, é inegável, para virar certas páginas, incorporar certos balanços e corrigir certos erros do passado”... No final da década passada, NN tentou legalizar-se como partido político e seu "esforço" redundou em um profundo fracasso! Novo rótulo, velha política de apoio as mais reacionárias e privilegiadas instituições do regime político burguês, como o Judiciário. Se antes, como NN, aplaudiam as ações da PF contra o PT, agora saem em defesa do Judiciário e pasmem, apoiam os super-salários da máfia de Toga (no Brasil recebem mais de 100 mil reais por mês, como é o caso de Moro) em nome da “autonomia dos poderes”! Melhor seria um novo nome de “batismo”...“Reação Capitalista”!  Sob o pretexto de combater o PT, os palhaços do “Transição” ou melhor “Reação” caem nos braços do fascistóide Juiz que comanda a “República de Curitiba”! Transitam a adoradores da famigerada Lava Jato e suas ações de perseguição política que avançam para o estabelecimento de um regime de exceção no Brasil, onde o Judiciário em parceria como o Ministério Público prende quem bem entende (sem necessidades mesmo de provas apenas das chamadas “delações premiadas”), servindo diretamente os interesses do imperialismo! Vamos transcrever literalmente a “pérola” que escreveram no artigo “Mais uma vez: RJ como retrato da nação” (TS, 27.11): “O judiciário é o último fio de sustentação do regime democrático-burguês, que está sendo solapado pela inepta proto-burguesia nacional e seus representantes corrompidos. Ao atacar o judiciário nesta conjuntura, PT e asseclas aceleram o estouro de um dos últimos fios de sustentação do regime democrático-burguês e criam as condições para um regime mais violento. É digno de nota, aliás, que o fato de os juízes serem assalariados é uma conquista democrática da luta da classe trabalhadora sob a ordem capitalista.... O fato de os juízes serem assalariados, não faz, é claro, com que sua instituição exista para agir a favor da classe trabalhadora — os juízes seguem leis democrático-burguesas dentro de um Estado burguês. Mas o fato de serem assalariados produz, numa democracia-burguesa, uma relativa autonomia do poder judiciário diante dos demais poderes do Estado. Essa relativa autonomia, amparada materialmente num setor com interesses salariais-corporativos próprios — que é parte dos funcionários públicos —, permite haver dentro dela ressonâncias da luta de classes, algumas a favor do proletariado”. Pasmem, mais esses canalhas se dizem de “esquerda”, balbuciam inclusive o nome de Trotsky! Alegam que o Judiciário é um sustentáculo, um bastião do regime democrático, reproduzindo como papagaios o discurso de Moro e Delagnoll, quando na verdade é a mais reacionária instituição da república burguesa (ao lado das forças de repressão) servindo para perseguir os trabalhadores e suas lideranças políticas, independente das diferenças que tenhamos com elas. Por mais divergências que tenhamos com Lula e o PT sabemos que não são os sinistros órgãos de repressão do Estado burguês e o reacionário Judiciário que devem julgar o ex-presidente petista, na medida em que como marxistas não reconhecemos nestes organismos capitalistas o poder para perseguir e condenar lideranças oriundas do movimento operário, por mais degeneradas e corrompidas que sejam. Esta tarefa cabe ao movimento de massas e seus organismos políticos, como parte da superação da plataforma de colaboração de classes da Frente Popular. Em verdadeiro “Transi” contrarrevolucionário defendem a Lava Jato alegando que por “ressonâncias da luta de classes” esta casta burguesa ultra-privilegiada e reacionária, composta por Juízes como Sérgio Moro ou Marcelo Bretas, agem “a favor do proletariado”! Quem deveria passar por uma “ressonância” no cérebro são esses imbecis! Pior que ainda deformam Marx para dar ares “´teóricos” as suas piruetas políticas de apoio a máfia de Toga! Os genuínos trotskistas lutam pela destruição revolucionária do Estado burguês e para implodir sua justiça de classes em particular, amplamente conhecida pelos trabalhadores como um antro de nababos que negociam sentenças e servem aos patrões e aos governos burgueses para atacar o movimento de massas. Só estúpidos mentais como os membros da “Reação Capitalista” defendem essas teses próprias de adoradores mais empedernidos do Estado burguês! 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

ULTIMATO DOS PROCURADORES DA "LAVA JATO" ÀS ELEIÇÕES DE 2018: É NECESSÁRIO UMA MUDANÇA DO REGIME POLÍTICO, COM MORO NA CABEÇA DO PLANALTO


Ocorreu no último dia 27/11, segunda-feira, um inusitado encontro nacional sediado na "Cidade Maravilhosa", trata-se do encontro dos Procuradores Federais da famigerada "Operação Lava Jato". Com "forças tarefas" já bem estabelecidas com suporte logístico em três cidades do país (Curitiba, São Paulo e Rio), os Procuradores da "LJ" partem agora para criar sua própria "Liga da Justiça", ou seja, um aparato independente e autônomo no interior do próprio Ministério Público Federal. Esta nova "entidade" (paraestatal) tem como objetivo estratégico estabelecer uma parceria ideológica e política com os juízes federais focados supostamente na "faxina dos políticos corruptos" e que em última instância (pelo menos até mudarem a Constituição de 1988) é quem detém o poder condenatório e a maior visibilidade midiática para a opinião pública. O escolhido para ser o porta-voz da famigerada "Liga" não poderia ser outro a não ser o braço direito do "justiceiro" Sérgio Moro, o Procurador Deltan Dallagnol, uma espécie de pregador fanático messiânico com uma "missão divina" que lhe teria sido revelada pelo demiurgo: "Inicie uma santa cruzada contra tudo que lhe parecer ser de esquerda ou mesmo de direita mas que tenha se associado a esta em algum momento". Com esta missão gravada em sua mente, Dallagnol externou o objetivo central do tal encontro em forma de ultimato político:"2018 é a batalha final da Lava Jato porque as eleições de 2018 determinarão o futuro da luta contra a corrupção do nosso país. Deputados federais e senadores que determinarão se existirão ou não retrocessos na luta contra a corrupção e se existirão reformas e avanços que possam nos trazer um país mais justo com índices efetivamente menores de corrupção e de impunidade". Obviamente Dellagnol negou que qualquer um dos Procuradores da "Liga" tenha qualquer objetivo eleitoral para 2018, mas a afirmação sutilmente não excluiu Moro, que é juiz e não membro do MPF. A primeira pergunta que pode vir à tona feita por qualquer leigo ou o mais ingênuo dos cidadãos brasileiros: por que membros do complexo judiciário do país lançam um manifesto político para as eleições gerais do ano que vem? A resposta também é única: pretendem se imiscuir no processo eleitoral, de uma forma ou de outra! Sob o manto do "combate a corrupção" a instituição mais corrupta do país, o "poder judiciário", pretende assumir as rédeas institucionais do Estado diante da falência da república burguesa e da crise dos seus mecanismos de representação parlamentar. A este fenômeno político, os Marxistas chamamos de Bonapartismo de toga, ou um regime de exceção democrática sob as bênçãos do judiciário. Lógico que tais pretensões políticas dos "ilibados" membros da justiça devem estar em consonância com os interesses econômicos do imperialismo, que na impossibilidade conjuntural de impor um regime militar no país (como fez em 1964), agora sonha em implantar uma "Ditadura da Toga" totalmente alinhada com o ajuste rentista já em pleno curso no Brasil. A ode que os Procuradores da "Liga" fizeram em favor das "reformas" soa como boa música nos ouvidos dos "investidores internacionais" (rapineiros do capital financeiro) sediados em Wall Street. Porém a mudança de um regime político, como a nossa paródia democrática, ou se dá através de um golpe militar (recurso de última instância para a burguesia neste momento) ou pelos próprios mecanismos eleitorais. Para esta mudança ocorrer é necessário como primeiro passo ocupar o governo central e a partir daí, com a legitimidade das urnas, instaurar um novo ciclo autoritário que substitua o colapso histórico da chamada "Nova República". Nesta direção a burguesia nacional, associada ao imperialismo, já tratou de retirar do cenário eleitoral os personagens fadados a um fiasco eleitoral diante do enorme potencial de Lula. Foram previamente "eliminados" da corrida ao Planalto, "fakes" como Doria e Hulck, ficando no terreno das possibilidades apenas o tucano Alckmin. Mas todos sabem que o PSDB, sujo até a medula no antro do governo Temer, não é páreo para o PT.  Resta a "alternativa Moro", um casamento perfeito entre uma vitória eleitoral contra Lula e na sequência a imposição de um novo marco constitucional regressivo, por meios de PEC's ou mesmo pela convocação de uma nova assembleia constituinte. É verdade que Moro resiste pessoalmente a ideia de ser candidato à presidência, muito em função de suas características toscas, mas se for "convocado" pelo Departamento de Estado dos EUA (onde foi treinado para atacar o PT) não hesitará em assumir a tarefa. Resta ao movimento de massas estar preparado politicamente para enfrentar na próxima etapa a ofensiva reacionária da toga contra suas conquistas sociais, não no campo do inimigo de classe e sim no terreno da ação direta revolucionária.
DO GOLPE “CONSTITUCIONAL” DE 2009 A MAIS UMA TENTATIVA DE GOLPE “ELEITORAL” EM 2017: HONDURAS É PALCO DE UMA NOVA FRAUDE PARA IMPEDIR A VITÓRIA DO CANDIDATO DA CENTRO-ESQUERDA BURGUESA, SALVADOR NASRALLA NA “ALIANÇA” APOIADA POR MANUEL ZELAYA


As feridas do golpe “constitucional” cívico-militar contra o presidente Manuel Zelaya, deposto em junho de 2009 pouco antes da realização de um referendo para a mudança na Constituição do país que entre outros temas abordaria a possibilidade da reeleição presidencial, estão mais abertas do que nunca em Honduras. Os resultados oficiais das eleições presidenciais ocorridas neste domingo, 26 de novembro, indicam um empate técnico entre as duas principais candidaturas a presidência de Honduras, o neoliberal presidente Juan Orlando Hernández e o representante da centro-esquerda burguesa Salvador Nasralla, apoiado pelo ex-presidente Manuel Zelaya deposto em 2009. Ambos se declararam vencedores das eleições de domingo. Essa realidade é expressão de uma grotesca fraude eleitoral para impedir o candidato “Aliança” apoiado pelo Partido Libre (Liberdade e Refundação) que Zelaya seja proclamado presidente. A mafiosa cúpula do TSE claramente manipulou os resultados da apuração para permitir que o candidato à reeleição Juan Orlando Hernández, do PN (Partido Nacional) se declarasse antecipadamente eleito, tentando assim impor um fato consumado. A longa espera alimenta as suspeitas sobre o órgão eleitoral que, sob o argumento de aguardar para ter um maior número de votos apurados, tenta fazer uma virada de mesa na apuração que índica uma pequena diferença em favor de Nasralla que vem diminuindo com o passar dos dias. Os candidatos também decidiram colocar mais pressão e ambos se declararam ganhadores mobilizando seus seguidores. “Ganhamos as eleições, é o que dizem as pesquisas de boca de urna”, disse o atual presidente, Juan Orlando Hernández. Ele concorreu à reeleição graças a uma decisão tomada pela Corte Suprema em 2015 permitindo sua candidatura, apesar dos protestos da oposição, que considera a medida inconstitucional. No lado oposto, as imagens também eram de teatral alegria. “Houve fraude, não é possível que haja seções onde temos zero votos”, protestou o candidato Salvador Nasralla que se apresentou diante dos hondurenhos ao lado da esposa, a quem chamou de “primeira-dama”. Segundo seus dados, ganhou por por uma diferença de mais de 100.000 votos. “É preciso ser descarado para fazer o que estão fazendo”, disse. “Ganhamos as eleições. Temos mais votos que Juan Orlando Hernández. Em 2013, a fraude contra Xiomara Castra esteve nas urnas, mas desta vez não se pode ocultar”, denunciou o ex-presidente Manuel Zelaya, que disse ter tido acesso às 3.000 urnas apuradas. Apesar da fraude, o embaixador da França, integrante da delegação de mais de 600 observadores internacionais coordenados pela famigerada OEA, endossou a limpeza do processo e disse que a votação foi realizada com “calma” e “transparência”, o que revela a posição do imperialismo de legitimar o “golpe eleitoral”. O candidato Salvador Nasralla concorre pela Aliança de Oposição contra a Ditadura. A coligação, que inclui o partido de Zelaya, Liberdade e Refundación (Livre), foi formada após a decisão do supremo que permitiu a reeleição de Juan Orlando. Pela mesma legenda concorre a uma vaga no Congresso a candidata Olivia Zúñiga Cáceres, filha da ecologista Berta Cáceres, assassinada em março de 2016. Nasralla convocou protestos contra a “fraude eleitoral”. Aos Marxistas Leninistas cabe mais uma vez a tarefa de denunciar a fraude desatada pelo governo golpista, o TSE e o imperialismo, demonstrando que a oposição democrática burguesa encabeçada por Salvador Nasralla, Zelaya e sua “Aliança”, tragicamente colaboraram para a consolidação da estratégia da oligarquia golpista e da Casa Branca, sabotando a reação operária em favor de negociações sob os auspícios da Casa Branca. Para barrar efetivamente a fraude faz-se necessário que os trabalhadores saiam às ruas para derrotar seus inimigos de classe. Mas desgraçadamente não é esta a política de Zelaya e Salvador Nasralla.  A perspectiva revolucionária passa fundamentalmente por construir uma alternativa de poder dos trabalhadores, forjando no interior da vanguarda classista o embrião de um autêntico partido revolucionário. Nesse combate, é necessário ter como estratégia a defesa de um Governo Operário e Camponês em Honduras, única via capaz de libertar o país da dependência econômica norte-americana, parido como parte da luta pela revolução proletária mundial, que exproprie a burguesia em todas as suas facetas e derrote o imperialismo no continente!
HÁ 1 ANO DO DESASTRE AÉREO, CONFIRMOU-SE PLENAMENTE O QUE A LBI DENUNCIAVA: CARTOLAS DA CHAPECOENSE, CBF E CONMEBOL SÃO OS VERDADEIROS RESPONSÁVEIS PELA TRAGÉDIA... FAMILIARES ABANDONADOS PELA DIREÇÃO DO CLUBE, ALÉM DE NÃO RECEBEREM AS INDENIZAÇÕES E SEGUROS!


29 de Novembro de 2016, há exatamente um ano ocorreu o desastre aéreo com o avião do time da Chapecoense. Enquanto a mídia capitalista explorava a tragédia, sem denunciar os verdadeiros responsáveis pela morte dos jogadores, a LBI denunciava que os cartolas que controlavam a equipe de futebol de Santa Catarina e seus “parceiros” da CBF e CONMEBOL eram os verdadeiros culpados pelo desastre, ao contratarem um aeronave sem condições de vôo para economizar os custos. Só as famílias dos 19 jogadores mortos receberam um seguro e, mesmo assim, ainda esperam as indenizações ao lado dos familiares das demais vítimas que não receberam nada até agora. Eles tampouco sabem quem são os responsáveis pelas negligências que levaram a aeronave a ficar sem combustível e despencar nas montanhas colombianas porque a “Justiça” da Colômbia, Brasil, Venezuela e Bolívia encobre que são os verdadeiros donos do “Jumbolino” e “empurra com a barriga” as apurações. Contratada pela Chapecoense para fretar o voo a Medellín, onde o time de Santa Catarina enfrentaria o Atlético Nacional, na final da Copa Sul-Americana, a empresa boliviana LaMia se encontra em um “deserto jurídico”, de acordo com a definição especialistas que acompanham o caso. Cinicamente, no Brasil, a única conclusão do Ministério Público é de que a Chapecoense não tem culpa pelo acidente. Familiares alegam que o clube teria sido imprudente ao contratar a LaMia para transportar a delegação em rotas internacionais. A seguradora Bisa, que tinha contrato com a LaMia, se recusa a pagar integralmente o valor da apólice do seguro, estipulada em 80 milhões de reais (20,8 milhões de euros), por entender que uma falha humana – do piloto, que errou o cálculo de combustível – causou o acidente. Na última reunião com representantes das vítimas, a Bisa ofereceu um acordo em que pagaria 645.000 reais (168.000 euros) a cada família. A proposta foi rejeitada. Como obsevamos os interesses capitalistas estão acima da vida, tanto dos jogadores falecidos no desastre, como da sobrevivência de seus familiares!

DIREÇÃO DO TIME DA CHAPECOENSE É A RESPONSÁVEL DIRETA PELA TRAGÉDIA AO FRETAR A BAIXO CUSTO UM AVIÃO (JUMBOLINO) SEM AS MENORES CONDIÇÕES TÉCNICAS VOAR PARA A COLÔMBIA

(Blog da LBI, 30 de Novembro de 2016)

Os verdadeiros responsáveis pelo acidente aéreo que vitimou 71 pessoas, quase a totalidade do time de futebol da Chapecoense e os jornalistas que iam cobrir o jogo da Copa Sul-Americana na Colômbia são os cartolas da Chapecoense, da CBF e da CONMEBOL (Confederação Sul-Americana de Futebol). Os dirigentes do clube catarinaense em nome do baixo custo de locação da aeronave optaram por contratar uma companhia “aeropirata” (LaMia) cujo avião tinha péssimas condições de uso, basta saber que havia deixado de ser fabricado em 2002, há 17 anos. O piloto, um venezuelano, era o proprietário da própria empresa familiar, proibida de voar na Venezuela por questões de segurança, mas que conseguiu uma licença para operar na Bolívia como “operador de pequeno porte”. Por se tratar de uma verdadeira “sucata aérea” o aluguel do Avro RJ-85 (popularmente conhecido como Jumbolino) custou R$ 500 mil enquanto especula-se que as outras companhias aéreas brasileiras (TAM e GOL) cobraram 4 vez mais, R$ 2 milhões para fazer o trajeto Guarulhos-Medellín de forma mais segura e menos desgastante. Na Copa Sul-Americana (promovida pela CONMEBOL) os times pagam as despesas com deslocamento e hospedagem, recebendo suas “cotas” depois das partidas, o que gera ainda mais pressão pela redução dos custos com viagens e hotéis. Como a ANAC não permitiu o vôo da LaMia no Brasil, a direção do time decidiu irresponsavelmente em função da ânsia de reduzir custos, que os jogadores da Chapecoense (que estavam em São Paulo devido a partida de domingo com o Palmeiras) voariam em avião de carreira para Bolívia (Santa Cruz de la Sierra) e de lá embarcariam rumo a Colômbia (Medellín) na companhia “aeropirata” venezuelana, dona do avião que caiu. Aqui prevalece de forma cristalina a lógica capitalista da busca da maior taxa de lucro, sacrificando a segurança dos jogadores e da comissão técnica, os trabalhadores do futebol. Não por acaso, o presidente da Chapecoense, assim como o prefeito da cidade paranaense não embarcaram na temerária aeronave. Mesmo sem grandes conhecimentos técnicos em aeronáutica, fica evidente que o jato apelidado de “Jumbolino” não possuía condições mínimas de transporte em longas distâncias, sem maior reserva de combustível e com lotação e peso máximo a bordo. Um avião fora de linha e “remontado” por outra empresa representa sempre um risco de vida a sua tripulação e passageiros, mas foi fretado levando em conta seu baixo custo. A fabricante inglesa chegou a vender quase 500 aeronaves deste modelo, porém a grande maioria destes jatos já estão “aposentados”, a cartolagem da Chapecoense fretou uma das poucas unidades em atividade que tinha tradição em transportar equipes de futebol na América do Sul justamente porque os dirigentes do continente desejam sempre reduzir os custos de deslocamento. Nossa solidariedade com a família dos jogadores, da comissão técnica e dos jornalistas soma-se a necessária denúncia vigorosa dessa conduta venal da cartolagem do futebol que ceifou a vida de 71 pessoas, mortes que poderiam ser evitadas, mas foram sacrificadas em nome de reduzir custos com os vôos e garantir para os capitalistas empresários-investidores do futebol e donos do clube uma parcela maior das cotas milionárias que receberiam devido a Chapecoense que receberiam devido a Chapecoense ser finalista da Copa Sul-Americana.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

90 ANOS DA ÚLTIMA CARTA DE ADOLF JOFFE, DIRIGENTE DA OPOSIÇÃO DE ESQUERDA, PARA LEON TROTSKY: UMA DENÚNCIA DRAMÁTICA DA BUROCRATIZAÇÃO DA URSS PELO STALINISMO


A carta que o Blog da LBI reproduz abaixo foi escrita pelo camarada Adolf Abramovichf Joffe em Novembro de 1927 e dirigida a Trotsky, completando nesse mês exatamente 90 anos. A vida de Joffe foi toda até o seu último minuto consagrada à causa da libertação do proletariado. Morreu aos 44 anos de idade. Ocupou no Partido e no governo soviético os postos de mais responsabilidade. Bolchevique desde 1900, foi depois de uma deportação na Sibéria, Presidente do Conselho Militar revolucionário em 1917, depois tomou parte com Trotsky nas negociações de Brest-Litovsk. Em 1918 foi nomeado embaixador dos Sovietes em Berlim, dirigiu com Tchitcherine a comissão para as negociações com a Polônia e em seguida a delegação soviética na Conferência em Gênova. Foi o primeiro embaixador soviético em Pequim e depois no Japão. Foi quem assinou o tratado de paz entre o Japão e a União Soviética, quem dirigiu em Xangai (China) as negociações com Sun-Yat-Sen (o fundador do Kuomitang) e participou das negociações entre a Inglaterra e a URSS.  Adolf Joffe se manteve firme à Oposição de Esquerda, grupo liderado por Trotsky que enfrentou e denunciou a burocracia da camarilha contrarrevolucionária de Stálin. Diante disso, o Comitê Central já burocratizado, utiliza sua fragilidade na saúde para o jogar fora das fileiras do Partido. Joffe, recomendado pelos médicos do Partido a se tratar, não vê alternativas dentro da Rússia Soviética (como no caso remédios que antes eram facilmente disponibilizados para ele). Então, condenado silenciosamente por se colocar contra o caminho que o Partido tomava, e com todos seus atos públicos abafados, vê que nada mais resta fazer do que um grande e único protesto, que chocaria toda a direção nacional do partido soviético, mas que também denunciaria as atrocidades cometidas contra Trotsky e outros membros da Oposição de Esquerda. Seu protesto seria o suicídio, o mesmo que dois anos antes o poeta Serguei Iessienin fez, e poucos anos mais tarde, Vladimir Maiakóvski, o poeta da revolução, faria. Um suicídio contra a censura, a burocracia, a perseguição política e, não menos importante, a violência que Stálin e seus cúmplices faziam ao futuro da revolução socialista. Reduzido por uma polinevrite a uma invalidez quase completa, impossibilitando-o de tomar parte ativa nas lutas políticas de então. Joffe não viu outro meio de ainda servir à causa da Revolução – do que se matar, dando a sua morte uma significação precisa de protesto contra a exclusão de Trotsky do Partido e o regime de perseguição pessoal, adotado pela direção na sua campanha contra a oposição. A sua carta foi encontrada logo após sua morte sobre sua mesa. Não chegou, porém, às mãos de seu destinatário. Os seus funerais em Moscou, no dia 19 de Novembro tiveram um caráter comovedor. Apesar de realizados nas horas de trabalho, compareceram milhares e milhares de operários, camaradas do Partido, delegações do exército Vermelho. Tchitcherine falou oficialmente em nome do governo. Depois falaram diversos camaradas da oposição, Rakovsky, entre outros, disse sobre seu túmulo, “ele partiu, quando compreendeu que era esta sua suprema maneira de servir ao Partido”. Por último falou Trotsky que, no meio de uma emoção e de um silêncio indizíveis, terminou seu adeus dizendo: “Como tu, nós juramos ir até o fim sem fraquejar, sob as bandeiras de Marx e de Lênin!”. Infelizmente a carta nunca chegou às mãos de seu destinatário, que treze anos mais tarde seria covardemente assassinado por um agente de Stálin. Mas, talvez sem Joffe saber, a angústia e tristeza de um revolucionário, que teve a pior das condenações aos que lutam, “ser impedido de lutar”, serve às futuras gerações para continuar lutando, e sabendo que, mesmo com toda a tristeza e depressão promovida por esse sistema, sempre a luta será a luz do farol que conduzirá a todos revolucionários na luta pela construção de um novo Partido Bolchevique. Outros Outubros Virão para honrar a luta e a vida de Joffe!

A LEON TROTSKY 
(NOVEMBRO 1927) 

Caro Leon Davidovitch:

Em toda minha vida sempre pensei que o homem político deve saber ir embora a tempo, como um ator deixa a cena, e que é melhor fazê-lo cedo demais do que tarde demais.

Adolescente, ainda verde, defendi a correção da conduta de Paul Lafargue, e sua mulher Laura Marx, quando auleidaram-se, o que tanto barulho fez nos partidos socialistas. E me lembro que repliquei asperamente a Augusto Bebel, muito revoltado por este suícido, que só é admissível discutir-se, a idade escolhida pelos Lafargue (pois não se trata aqui dos anos mas da utilidade possível do indivíduo), não se pode em caso nenhum contestar o princípio, para um homem público de deixar a vida no momento em que tem consciência de não poder ser mais útil à causa que seria.

Há mais de trinta anos que fiz minha esta filosofia de que a vida humana só tem sentido na medida e enquanto está a serviço de um infinito que para nós é a humanidade, porque, sendo o resto limitado, trabalhar pelo resto é desprovido de sentido.

Se mesmo a humanidade deve ter um fim, este sobreviverá então uma época tal que, para nós, a humanidade pode ser considerada um infinito absoluto. E se tem como eu, fé no progresso, pode-se muito bem conceber que, mesmo em caso de perdição de nosso planeta, a humanidade encontre os meios de habitar outros mais jovens e prolongue por conseguinte sua existência; e então, tudo que for feito em seu bem em nosso tempo se refletirá também nos séculos longínquos, quer dizer dará a nossa existência a única significação possível.