quinta-feira, 25 de agosto de 2016

VOTANDO EM FREIXO PODEM ATÉ ENGANAR ALGUNS TOLOS, MA(I)S COM O APOIO A CANDIDATURA BURGUESA DE ERUNDINA CAIU A MÁSCARA DA TAL “FRENTE DE ESQUERDA SOCIALISTA”

Muitos militantes do PSTU e alguns simpatizantes mais honestos da ruptura “Alegre” acharam muito “dura” nossa caracterização inicial de que o surgimento do MAIS e sua defesa da tal “Frente de Esquerda Socialista” era apenas uma desculpa para embarcarem de “mala e cuia” no projeto burguês do PSOL. Não precisou de muito tempo para a história novamente dar razão ao “pequeno” grupo Bolchevique. O MAIS não esperou nem esfriar o “cadáver” do PSTU para declarar apoio às candidaturas burguesas do PSOL, primeiro Luciana e Freixo anunciados como “socialistas”, somente incautos e muito ingênuos puderam acreditar neste “conto do vigário” dos neomorenistas. Porém o anúncio de sustentar a candidatura burguesa de Luiza Erundina em São Paulo, embrulhada como “de esquerda e socialista” causou náuseas até mesmo ao “MAIS” oportunista charlatão do Trotskismo. O prognóstico realizado pela LBI no seu primeiro artigo sobre o caráter ideológico do racha no interior do PSTU, foi confirmado bem antes até do esperado, é que o “tempo” da luta de classes se acelera em momentos de crise política do regime burguês, e logo no primeiro “teste” eleitoral o MAIS já se revelou como um apêndice da social democracia do PSOL. Nem sequer disfarçaram o oportunismo e foram logo afirmando que o único “erro” político de Erundina e Valente foi não ter estabelecido a coligação com o PSTU, apresentando as duas candidaturas como pertencentes ao campo da “esquerda socialista”. Para os militantes mais jovens que talvez não conheçam a trajetória de Erundina, que hoje se parece com uma “velha senhora inofensiva”, seria bom recordar que foi a primeira prefeita do PT a estabelecer a parceria com os grandes empresários (em nome da aliança entre o setor “público e o privado”), para depois romper com o PT em busca de um cargo ministerial no governo privatista de Itamar Franco. Erundina se abrigou nas últimas décadas no PSB, onde se sentiu a vontade para pactuar com políticos burgueses como o tucano Covas, o empresário Paulo Skaf e até o golpista Temer, seu companheiro de chapa para a disputa da prefeitura de São Paulo em 2004. Nas últimas eleições presidenciais Erundina coordenou a campanha da reacionária Marina Silva (apologista do combate ao direito do aborto), de onde partiu para tentar fundar um novo partido da ordem capitalista, o RAIZ. No PSOL está de passagem até a legalização de sua nova legenda burguesa, e claro para não perder a viagem se lança como candidata dos “empresários e trabalhadores” rumo a um governo municipal de colaboração de classes. Até aí nem uma grande novidade, que os “Valentes” da vida salivem pelos votos de Erundina é coerente com o programa social democrata que defendem para gerir a crise do capital, porém os neomorenistas seguidores do Prof. Valério que se diziam “revolucionários”... devem uma desculpa a tantos ativistas ingênuos da esquerda que enganaram! O fato do PSOL na capital paulista não estar coligado a nenhum partido tradicional dos patrões mas apenas com o PCB não altera em nada o conteúdo político da candidatura Erundina, estabelecido pelo seu programa de governo de gestão capitalista da cidade, não muito distinto das plataformas de Freixo e Luciana, acontece que tanto o PDT, PV ou mesmo o REDE já estão comprometidos com os dois maiores polos eleitorais, PSDB e PT. Restou a contra gosto e por falta de opções dos amigos burgueses marchar quase que sozinha em sua nova caminhada na disputa pela prefeitura,o PPL fundado pelo MR8 e Quercia estão no apoio informal, porém Erundina não está somente com a estrutura do PSOL nesta sua empreitada carreirista.... o MAIS atendeu ao seu chamado e “soma”  forças para construir o verdadeiro “governo de esquerda e socialista” junto com os dejetos políticos da burguesia.  

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A MORTE DE VARGAS E A IMPOTÊNCIA DA BURGUESIA NACIONAL FRENTE À OFENSIVA DO IMPERIALISMO


Nesse dia 24 de agosto completou-se 62 anos do suicídio de Getúlio Vargas. Episódio marcante da história política brasileira, a morte de Vargas ocorreu em meio a uma profunda crise que refletia as contradições do projeto desenvolvimentista de seu governo. Em 1953, a continuidade da política de estímulo à industrialização, uma das principais características do varguismo, começou a sofrer limitações, exigindo a ampliação de investimentos e o aumento das importações de equipamentos e máquinas, o que provocava déficit na balança comercial do país. O mesmo ocorria com a balança de pagamentos, devido à sangria das riquezas nacionais, promovida pelo crescimento das remessas ilegais de lucros pelas empresas estrangeiras que atuavam no país. Esse quadro tornava-se ainda mais grave com a queda dos preços do café no mercado mundial (principal commoditie para exportação no período), contribuindo para o declínio da receita externa, o que reacendeu a disputa feroz entre as diferentes frações da burguesia nacional pelas divisas em dólar e pelo controle do Estado burguês a fim de preservar seus interesses comerciais. Foi esse o “pano de fundo” fundamental da crise política que abalou profundamente o país nos anos 50 e levou ao “suicídio” induzido do “caudilho nacionalista” em agosto de 1954, sob a pressão direta do imperialismo ianque ávido pela “troca” do chefe de estado brasileiro. A principal força de oposição a Vargas era a União Democrática Nacional (UDN), que expressava os interesses das oligarquias agroexportadoras descontentes com as restrições às importações e à política de controle e confisco cambial, mecanismos que transferiam recurso do setor agrário-exportador para o setor industrial. A UDN também agrupava os estratos superiores da classe média, que temiam a esquerdização e o comunismo. O capital imperialista, que desejava utilizar as divisas do país para a conversão e a emissão de lucros para o exterior, era o aliado mais importante desse partido. O governo Vargas, por sua vez, tinha como base de sustentação o chamado pacto populista, uma espécie de aliança entre a burguesia industrial e as massas trabalhadoras das cidades, incluindo também as facções das oligarquias regionais atreladas ao Estado desde 1930 e setores nacionalistas das Forças Armadas, todos unidos em torno de uma ideologia nacionalista que apresentava o desenvolvimento industrial capitalista como meio de realização de interesses comuns da burguesia e do proletariado. Paradoxalmente o governo Dilma também sofreu o último ato do Golpe Institucional neste mês de agosto de 2016. Tal como Getulío, Dilma foi impotente diante a direita e da pressão do imperialismo, porém diametralmente oposta ao velho culdilho, a “gerentona petista” não protagonizou nenhum ato de coragem pessoal e resistência política simbólica, ao contrário, sua “Carta ao Senado” lançada recentemente buscando um acordo com as oligarquias por “eleições gerais” é uma prova dessa covardia em todos os terrenos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

INTENSA PRESSÃO DA DEMOCRACIA BURGUESA TAMBÉM EXPLODE AS PEQUENAS SEITAS REVISIONISTAS: UMA RUPTURA NA TPOR QUE CAMINHA PARA ABRAÇAR O ANTILENINISMO


Acaba de chegar a nossas mãos uma “Carta Aberta a Esquerda” que anuncia a ruptura de militantes com a TPOR (organização revisionista ligada ao POR boliviano), após a exclusão inteira de sua regional na Bahia. A plataforma apresentada inicialmente pelos dissidentes, que se constituíram como fração no interior da organização, tem como eixo uma crítica pequeno-burguesa à ausência de um trabalho partidário no campo das chamadas “minorias” e “opressões”. Estes militantes dissidentes chegam ao absurdo de apresentar a intervenção entre gays e lésbicas como “prioritária” diante do trabalho na classe operária, porém de uma maneira mais ampla as divergências tem como pano de fundo um ataque à linha geral programática do POR e a sua estrutura formalmente Leninista, acusando sua direção de burocratismo, caudilhismo, autoritarismo, ou seja, a velha crítica menchevique requentada pelos revisionistas atuais contra os “chefes infalíveis”, em defesa de coletivos ou movimentos horizontais e sem dirigentes. Adaptados ao chamado “campo democrático”, que ganhou imensa força política com a instauração do governo golpista, os signatários da Carta também denunciam a TPOR por opor-se apenas “timidamente” ao golpe institucional deferido contra Dilma e o PT. Este setor pequeno-burguês ainda que declare ser oposição a Frente Popular, nutre profundas ilusões no regime democrático e se vê amedrontado com a possibilidade de perder suas “regalias” materiais em um governo de exceção. O racha acaba por questionar a própria existência do Partido Leninista e sua disciplina centralizada, apesar dos que subscrevem o documento usarem toda a verborragia “ortodoxa” trotskista, como é próprio das tradições “poristas” de “vida dupla” em que a militância pequeno-burguesa se apresenta internamente como dedicados bolcheviques enquanto na vida real está completamente adaptada a classe média progressista e seus interesses materiais diretos na academia e nos sindicatos.  É sintomático que essa ruptura na TPOR, uma pequena seita revisionista que no último período ficou fazendo um “zig-zag” oportunista entre a linha política do PSTU de aproximação com a direita pró- impeachment e a política do PCO pró-Dilma, tenha conteúdo programático e ideológico similar ao racha que fundou o MAIS. Trata-se de mais uma ruptura que é produto da imensa pressão da democracia burguesa sobre as organizações políticas que formalmente se reclamam Trotskistas e Leninistas, para que estas “flexibilizem” suas linhas politicas em nome de “dialogar com as massas”, “romper com o sectarismo” e em defesa de “novas formas de movimento”. No caso em questão junto à militância LGBT e aos defensores da “democracia” agrupados em torno da Frente Popular comandada pelo PT e o PSOL que dirigem as manifestações contra o impeachment. Na verdade, o racha na TPOR segue a linha de privilegiar o trabalho entre as “novas vanguardas” e reflete a conduta geral dos revisionistas neste século XXI de se torarem apêndices da socialdemocracia que abriram mão da luta programática pela Revolução Proletária e da Ditadura do Proletariado. Alertamos que a TPOR é vitima de sua própria política menchevique e revisionista ao abrigar no seu interior todo tipo de militantes quebrados que ao menor sinal de terem seus interesses contrariados apontam “divergências” para melhor se adaptarem ao PT e ao PSOL, dependendo da conveniência pessoal e política. Reproduzimos abaixo os principais trechos da “Carta”, em que seus signatários polemizam com a direção da TPOR sobre vários temas, mas cujo móvel central é justamente questionar os poucos traços do que resta formalmente de Trotskismo dessa pequena seita revisionista. O importante nesta ruptura da TPOR não são suas dimensões numéricas, mas compreender que as tendências da etapa da luta de classes, marcada por profundas derrotas do proletariado mundial, estimula ideologicamente a liquidação de qualquer vestígio de existência Leninista, inclusive em organizações que já abandonaram em sua práxis o legado Bolchevique.

CARTA ABERTA AOS ATIVISTAS, MILITANTES E ORGANIZAÇÕES DE ESQUERDA

DIREÇÃO CAUDILHESCA DO PARTIDO OPERÁRIO REVOLUCIONÁRIO (POR) EXCLUI TODOS OS MILITANTES DA BAHIA DO PARTIDO

Na tarde de 18 de agosto recebemos uma comunicação da direção do Partido Operário Revolucionário (POR) de que todos os militantes da célula da Bahia estavam oficialmente excluídos da organização, decisão essa tomada em reunião do Comitê Central (CC) realizada em 8 de agosto.

Há quase um ano, vínhamos travando uma dura luta interna ao POR contra as posições sectárias, ultimatistas e abertamente conservadoras do partido em relação às opressões. Em nenhum momento manifestamos externamente que essa polêmica estava sendo objetivo de um conflito interno. Nenhum militante de outras organizações ou partidos de esquerda, nem os ativistas mais próximos tomaram conhecimento de que havia uma disputa interna em torno da luta contra as opressões e de outros problemas políticos e organizativos. Somente com a ruptura de um companheiro da Bahia (militante do movimento estudantil) é que veio a lume o fato de que havia um conflito interno entre militantes da Bahia e a direção partidária.

domingo, 21 de agosto de 2016


Dedicamos esta Edição Especial do Jorna Luta Operária de Agosto a homenagear o grande chefe da revolução Bolchevique, Leon Trotsky. Não se trata de um “mero” ato de reverência política ou humana, mas sim do sincero reconhecimento militante do valor revolucionário de sua vida e da sua trajetória comunista por nossa corrente política que reivindica e aplica na práxis, dentro de suas modestas forças, o legado do velho dirigente bolchevique, mesmo sofrendo por isso muitas vezes o isolamento político e o ataque vil da burguesia, dos reformistas e revisionistas, estes últimos cada vez mais adaptados a defesa da democracia como “valor universal”. Ainda jovem Trotsky dirigiu o Soviete de Petrogrado, depois foi fundador do Exército Vermelho, comandante da Revolução de Outubro ao lado de Lênin e de outros camaradas valorosos. Após ser derrotado na luta interna pelas condições históricas adversas e por limitações políticas, ele foi expulso da URSS, percorreu o planeta na condição de opositor de esquerda da burocracia soviética. No México, última parada de seu “exílio”, lutou com as armas que tinhas às mãos para construir a IV Internacional, sendo assassinado em 21 de agosto de 1940 por ordem da KGB por defender a revolução mundial em oposição à tese do “Socialismo em um só país” aplicada por Stálin mundo afora, responsável por sabotar e derrotar levantes proletários em nome da coexistência pacífica com o imperialismo. O assassinato de Trotsky não foi um mero "acidente" conspirativo ou policialesco, embora tenha todos os ingredientes de uma trama bem urdida, foi uma consequência trágica das próprias fragilidades da recém fundada IV Internacional. Trotsky estava plenamente consciente de seu completo isolamento político, inclusive no interior das próprias fileiras "trotsquistas", chegou a discutir com sua companheira Natalia Sedova a possibilidade do suicídio físico de ambos, longe de ser uma medida de desespero pessoal seria o último ato político para evitar a rendição diante da contrarrevolução. A jovem organização internacional que fundara não parava de sofrer baixas em seus quadros, apesar dos gigantescos acertos programáticos a conjuntura mundial da luta de classes era extremamente desfavorável, Trotsky foi obrigado a recorrer a militantes sem nenhuma experiência política e de pouquíssima  trajetória militante. A III Internacional de Stalin colhia todo o prestígio da URSS no período anterior à II Guerra, mesmo com todas as traições possua milhões de militantes em todo o mundo em franco contraste com apenas uma dezena de militantes da IV Internacional. Porém para Trotsky o critério numérico ou do imenso aparato stalinista não seria motivo para estabelecer sua derrota ou falência política diante de Moscou, decidiu correr os imensos riscos do isolamento e seguir em frente na construção molecular da IV Internacional, consciente que pagaria com a própria vida por sua ousadia revolucionária. Os jovens militantes que o cercavam no México não tinham o menor preparo para defender a vida do chefe bolchevique, os simpatizantes políticos mais reconhecidos, como o casal Rivera e Frida, sucumbiram diante da pressão e também traíram Trotsky colaborando com o Stalinismo. A vida do "velho" dirigente estava por um fio em sua fortaleza de Coyacan, a infiltração de agentes de Moscou no interior da IV internacional foi uma operação relativamente fácil de implementar, primeiro um "militante segurança" da sede/residência localizada em um subúrbio da cidade do México facilitou a entrada de atiradores, Trotsky escapou por pura sorte a uma saraivada de tiros em seu próprio dormitório. Logo após ao atentado, ficou evidente que a disposição de Stalin era pela liquidação física do seu principal opositor no campo do movimento comunista internacional, mas as parcas forças da IV Internacional eram incapazes de estabelecer uma reação diante da crônica anunciada pelo Kremlin. O inseto sicário Ramon Mercader, outro infiltrado "simpatizante", não teve grandes dificuldades de conviver de perto com o gigante bolchevique e desferir um golpe mortal contra o proletariado mundial em 20 de agosto de 1940. Trotsky tombou firme de pé, não abriu mão e tampouco "flexibilizou" seu projeto socialista da revolução permanente apesar de estar reduzido à meia dúzia de colaboradores fiéis que por condições óbvias não poderiam fazer frente ao poderio organizativo de centenas de partidos comunistas que aglutinavam em cada país milhares de militantes. Passado quase um século de sua morte, os genuínos Trotskistas guardam uma lição histórica do nosso inesquecível mestre bolchevique: Mesmo isolados e ridicularizados pela escória revisionista que abraçou a democracia, resistir até o limite físico de nossas forças políticas para seguir em frente na reconstrução do Partido Bolchevique e da IV Internacional. Não temer arriscar a própria vida na luta pelos princípios revolucionários, o único medo possível é o da vergonha de capitular e abandonar o Trotskismo! 

O veterano Leninista viveu intensamente, na vitória e na derrota, o “peso” de ser um dirigente comunista e internacionalista, pagou com a vida pela defesa intransigente de suas ideias e pelo temor que as forças adversárias das teses da Revolução Permanente tinham de seu "pequeno" partido representar a continuidade concreta das tradições de Outubro pelo mundo afora. Cada aspecto pessoal da vida de Trotsky, desde sua genial inteligência até seu poder de oratória, passando pela sua capacidade na elaboração e nas polêmicas, teve a marca da luta programática pelo socialismo científico, em debater sem medo com as diversas correntes políticas do movimento comunista internacional (inclusive com o anarquismo) ao mesmo tempo em que combatia intransigentemente as forças imperialistas “democráticas” ou fascistas. Não fugiu das polêmicas, foi intransigente nos princípios, perdeu seguidores partidários, até então leais por sua defesa incondicional da URSS (mesmo estando sob o comando do stalinismo), como dirigentes fundamentais do SWP norte-americano, parte da própria seção mexicana e a maioria dos agrupamentos que tinham aderido na conferência de fundação da IV Internacional na França em 1938. O assassinato de seus filhos o deixou deprimido por várias vezes e os dias difíceis de exílio geraram outras graves doenças (como uma colite que o castigava impiedosamente), mas ele ainda encontrou forças para se manter pé, firme, escrevendo e organizando a luta política até que um covarde agente da GPU (depois de solto da prisão no México Mercader chegou a ser condecorado em Cuba) o assassinou covardemente pelas costas. Morreu resistindo, literalmente lutando!

Em nome da Direção Nacional da LBI lançamos o jornal comemorativo dos 76 anos da morte de Trotsky também para reafirmar nosso combate intransigente contra os revisionistas que maculam seu legado programático nos dias atuais. Esses trânsfugas revisionistas, hoje melhor representados pelo “MAIS”, ruptura recente do PSTU, desejam por formas “modernosas” apagar o melhor da referência que o velho nos deixou: defensor intransigente da Ditadura do Proletariado e da violência revolucionária das massas, combatente da construção de um partido bolchevique internacionalista centralizado e de quadros, inimigo mortal da socialdemocracia, como o PT e PSOL no Brasil. O "velho" soube defender com maestria “frente únicas” de combate ao fascismo e a direita reacionária sem capitular ao reformismo como fazem seus falsos “herdeiros” atuais. Não serão com "viagens turísticas" a Rússia capitalista de hoje que os revisionistas apagarão da história o crime político de terem apoiado sem o menor pudor a destruição contrarrevolucionária do Estado Operário Soviético, em nome da "Revolução Democrática". 

Dedicamos esta edição especial do Jornal Luta Operária a crivar as polêmicas de ontem e de hoje, abordando temas atuais como a farsesca “Revolução Árabe” ou a apologia da “Frente Popular” em nossos dias, assim como questões teóricas como a concepção leninista do partido revolucionário, a questão dos Soviets, a necessidade do amamento operário, o significado da Revolução de 1905 entre outros tópicos. Além disso, abordamos a história da IV Internacional e de suas fragmentações revisionistas, inclusive analisando a trajetória de dirigentes como Mandel, Lambert e Moreno, pseudotroskistas que tiveram influência decisiva na fundação de correntes políticas que atuam em nosso país e representam o revisionismo na atualidade no continente latino-americano e europeu.

Esperamos que nossos leitores e simpatizantes abstraiam importantes lições com essa nossa pequena contribuição em defesa do legado de Trotsky em pleno Século XXI, onde a barbárie, a contrarrevolução, o retrocesso ideológico e cultural da classe operária caminham a passos largos e avançaram muito nestes 25 anos após o fim da URSS e da queda do Muro de Berlim. Como o Velho Bolchevique sempre optou por dizer a verdade às massas mesmo que amargas, seguimos também nessa questão seus ensinamentos teóricos nesses dias difíceis para a causa comunista em todo o planeta, tendo a certeza que o rigor de nossas posições políticas, programáticas e ideológicas é a melhor forma de honrar sua trajetória para manter-se firme, mesmo diante de nossas pequenas forças militantes, na hercúlea tarefa de reconstruir a IV Internacional! Não será a existência de grandes aparatos revisionistas (como os que foram erguidos ontem e são relançados hoje com outros formatos) o caminho mais curto para retornar a senda proletária da revolução socialista mundial, com Trotsky aprendemos a ousar o Leninismo mesmo “calçando sapatos de criança”!

sábado, 20 de agosto de 2016

LEIA O EDITORIAL DA EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL LUTA OPERÁRIA, Nº 311
TROTSKY VIVE!


Dedicamos esta Edição Especial do Jorna Luta Operária de Agosto a homenagear o grande chefe da revolução Bolchevique, Leon Trotsky. Não se trata de um “mero” ato de reverência política ou humana, mas sim do sincero reconhecimento militante do valor revolucionário de sua vida e da sua trajetória comunista por nossa corrente política que reivindica e aplica na práxis, dentro de suas modestas forças, o legado do velho dirigente bolchevique, mesmo sofrendo por isso muitas vezes o isolamento político e o ataque vil da burguesia, dos reformistas e revisionistas, estes últimos cada vez mais adaptados a defesa da democracia como “valor universal”. Ainda jovem Trotsky dirigiu o Soviete de Petrogrado, depois foi fundador do Exército Vermelho, comandante da Revolução de Outubro ao lado de Lênin e de outros camaradas valorosos. Após ser derrotado na luta interna pelas condições históricas adversas e por limitações políticas, ele foi expulso da URSS, percorreu o planeta na condição de opositor de esquerda da burocracia soviética. No México, última parada de seu “exílio”, lutou com as armas que tinhas às mãos para construir a IV Internacional, sendo assassinado em 21 de agosto de 1940 por ordem da KGB por defender a revolução mundial em oposição à tese do “Socialismo em um só país” aplicada por Stálin mundo afora, responsável por sabotar e derrotar levantes proletários em nome da coexistência pacífica com o imperialismo. O assassinato de Trotsky não foi um mero "acidente" conspirativo ou policialesco, embora tenha todos os ingredientes de uma trama bem urdida, foi uma consequência trágica das próprias fragilidades da recém fundada IV Internacional. Trotsky estava plenamente consciente de seu completo isolamento político, inclusive no interior das próprias fileiras "trotsquistas", chegou a discutir com sua companheira Natalia Sedova a possibilidade do suicídio físico de ambos, longe de ser uma medida de desespero pessoal seria o último ato político para evitar a rendição diante da contrarrevolução. A jovem organização internacional que fundara não parava de sofrer baixas em seus quadros, apesar dos gigantescos acertos programáticos a conjuntura mundial da luta de classes era extremamente desfavorável, Trotsky foi obrigado a recorrer a militantes sem nenhuma experiência política e de pouquíssima  trajetória militante. A III Internacional de Stalin colhia todo o prestígio da URSS no período anterior à II Guerra, mesmo com todas as traições possua milhões de militantes em todo o mundo em franco contraste com apenas uma dezena de militantes da IV Internacional. Porém para Trotsky o critério numérico ou do imenso aparato stalinista não seria motivo para estabelecer sua derrota ou falência política diante de Moscou, decidiu correr os imensos riscos do isolamento e seguir em frente na construção molecular da IV Internacional, consciente que pagaria com a própria vida por sua ousadia revolucionária. Os jovens militantes que o cercavam no México não tinham o menor preparo para defender a vida do chefe bolchevique, os simpatizantes políticos mais reconhecidos, como o casal Rivera e Frida, sucumbiram diante da pressão e também traíram Trotsky colaborando com o Stalinismo. A vida do "velho" dirigente estava por um fio em sua fortaleza de Coyacan, a infiltração de agentes de Moscou no interior da IV internacional foi uma operação relativamente fácil de implementar, primeiro um "militante segurança" da sede/residência localizada em um subúrbio da cidade do México facilitou a entrada de atiradores, Trotsky escapou por pura sorte a uma saraivada de tiros em seu próprio dormitório. Logo após ao atentado, ficou evidente que a disposição de Stalin era pela liquidação física do seu principal opositor no campo do movimento comunista internacional, mas as parcas forças da IV Internacional eram incapazes de estabelecer uma reação diante da crônica anunciada pelo Kremlin. O inseto sicário Ramon Mercader, outro infiltrado "simpatizante", não teve grandes dificuldades de conviver de perto com o gigante bolchevique e desferir um golpe mortal contra o proletariado mundial em 20 de agosto de 1940. Trotsky tombou firme de pé, não abriu mão e tampouco "flexibilizou" seu projeto socialista da revolução permanente apesar de estar reduzido à meia dúzia de colaboradores fiéis que por condições óbvias não poderiam fazer frente ao poderio organizativo de centenas de partidos comunistas que aglutinavam em cada país milhares de militantes. Passado quase um século de sua morte, os genuínos Trotskistas guardam uma lição histórica do nosso inesquecível mestre bolchevique: Mesmo isolados e ridicularizados pela escória revisionista que abraçou a democracia, resistir até o limite físico de nossas forças políticas para seguir em frente na reconstrução do Partido Bolchevique e da IV Internacional. Não temer arriscar a própria vida na luta pelos princípios revolucionários, o único medo possível é o da vergonha de capitular e abandonar o Trotskismo!  

EDITORIAL
Trotsky Vive!

NA LUTA PARA DERROTAR A CONTRARREVOLUÇÃO E O REFORMISMO
Levantamos a bandeira da IV Internacional para honrar o vivo legado de nosso chefe bolchevique! 

TROTSKY ONTEM E HOJE
Legado do "Velho" camarada segue vigente para enfrentar a ofensiva da contrarrevolução mundial!

EM DEFESA DO TROTSKISMO
Se estivesse vivo, Trotsky combateria os “Burnham e Shachtman” de hoje, que apoiam os “rebeldes” pró-OTAN na Líbia e na Síria em nome da farsesca "Revolução Árabe”

IV INTERNACIONAL
Uma história de princípios e fragmentação revisionista

PELA RECONSTRUÇÃO DA IV INTERNACIONAL
Em defesa da concepção leninista do Partido Revolucionário

TROTSKY, 1905 E O “ENSAIO GERAL” DA TOMADA DO PODER PELOS BOLCHEVIQUES EM 1917
A vigência da criação dos Sovietes e o armamento do proletariado

AS LIÇÕES DE OUTUBRO
A luta contra o revisionismo do marxismo em nossos dias

MARXISMO HOJE
Desafios do leninismo para enfrentar a etapa da contrarrevolução em pleno Século XXI

ASCENSÃO E QUEDA DA FRENTE POPULAR
Um combate de princípios para os revolucionários, uma traição vergonhosa para os revisionistas

NAHUEL MORENO
Uma trajetória de contradições marcada pelo revisionismo

“COMITÊ DE LIGAÇÃO” LIT-WRP
Explode a tentativa de uma fusão sem princípios

PIERRE LAMBERT
A versão social democrata do liquidacionismo pablista da IV Internacional

ERNEST MANDEL
A segunda morte do revisionismo

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

BOMBARDEIO SOBRE ALEPPO: “MAIS” UM GRUPO CANALHA REVISIONISTA A SERVIÇO DA CIA, DO PENTÁGONO E DA OTAN!


A imagem dramática de uma criança sangrando na cidade síria de Aleppo, após ter escapado de uma explosão, vem servindo de propaganda para o imperialismo, seus meios venais de alienação de massas e os revisionistas do trotskismo atacarem o governo nacionalista de Bashar Assad e seu aliado russo, Vladimir Putin. Todos em uníssono “murdochiano” acusam as forças armadas da Síria e da Rússia de serem responsáveis pela destruição da cidade e dos mortos civis, terem bombardeado duramente o vilarejo deixando um rastro de sangue. A CIA, a OTAN e o Pentágono, mestres em promover essa propaganda de guerra para manipular a chamada “opinião pública” mundial em favor dos interesses das grandes potências capitalistas agradecem aos grupos de “esquerda” que se somam a essa cantilena enganosa a serviço de resguardar os “rebeldes” que vinham sendo derrotados em Aleppo! O “MAIS”, ruptura recente do PSTU, debutou no cenário internacional na condição de papagaio de Obama e do imperialismo ianque, reproduzindo a versão espalhada pela FOX, NBC, CNN e afins: “A imagem de um pequeno sobrevivente, com olhar perdido e rosto ensanguentado, lembrou ao mundo o desespero da aparentemente interminável guerra civil síria. Omran Daqneesh, de cinco anos, estava na traseira de uma ambulância no bairro de Qaterji, localizado no coração da zona rebelde de Aleppo. Ele sobreviveu a mais um ataque aéreo na campanha dirigida por Vladmir Putin, Bashar Al-Assad e a República Islâmica do Irã contra a insurreição popular árabe, produto do processo revolucionário aberto no Egito em janeiro de 2011” (Esquerda On Line, sítio do MAIS, artigo "Vida e morte sob os céus de Aleppo", 18.08). Em resumo para esses calhordas, os membros do “Eixo do Mal” (Rússia, Síria e Irã) como Bush intitulou tais países, atacou de forma vil os “rebeldes” combatentes da democracia e matou mulheres e crianças inocentes que agora precisam de ajuda e socorro urgente! Os estúdios de Hollywood não poderiam produzir um roteiro tipo “Rambo” tão a gosto da Casa Branca. Esses canalhas revisionistas seguem a linha do PSTU-LIT de estabelecer uma frente única com Obama contra o regime de Assad, principal inimigo fronteiriço do enclave sionista, em nome da defesa da “Revolução Árabe”, inclusive apoiando os grupos terroristas da Frente Al-Nursa e do Estado Islâmico no combate as forças armadas sírias. Para não deixar dúvidas do campo político e militar em que se encontra, o “MAIS” não vacila em afirmar descaradamente: “Mesmo com todas as necessárias críticas aos rebeldes que lutam contra Assad, a batalha pela libertação síria do regime Assad e do domínio russo é causa justa. E mesmo que os anseios por dignidade e liberdade, que abasteceram a primeira fase do levante e foram esmagados por Damasco pela militarização do confronto pareçam ter sido uma miragem distante, é no campo militar dos rebeldes em que podemos localizar” (Idem). Em resumo, estamos ao seu lado contra Assad e Putin, nos somamos aos esforços da OTAN, da CIA e do Pentágono em apoio a seus “guerreiros da liberdade”! Ressaltamos que apesar de numa guerra haverem baixas civis quando as forças em conflito ocupam cidades e batalham em seus entornos, como é o caso de Allepo dominada pelo EI e outros grupos “rebeldes” (que inclusive usam os civis como escudos humanos), a aviação síria e russa não bombardeou as instalações em que se encontrava o menino Omran Daqneesh. Trata-se mais uma farsa montada pela grande mídia imperialista sob as ordens do Departamento de Estado ianque e reproduzidas pelos seus papagaios de “esquerda” como o “MAIS” justamente no momento em que as forças armadas sírias e russas estavam derrotando o EI em todo o país. O Ministério da Defesa russo publicamente negou relatos de vários meios de comunicação ianques e europeus sobre um suposto bombardeio da cidade síria de Aleppo. Lembrou que sua Força Aérea na Síria não bombardeia alvos em cidades e áreas povoadas: “Temos enfatizado várias vezes que os aviões da Força Aérea da Rússia em operação na Síria nunca apontam contra alvos em áreas povoadas. Esta regra é ainda mais relevante em relação ao distrito Qaterji de Aleppo, que está localizado perto de áreas abertas recentemente para resgate da população civil” insistiu o porta-voz da Defesa russo Ministério Igor Konashenkov. O porta-voz do Ministério salientou ainda que o dano não corresponde ao de um ataque aéreo. “Se houve uma explosão não foi causada por um ataque aéreo foguete: em vez danificar os danos foram provocados pela explosão de um cilindro de gás ou uma mina (como comumente usado por terroristas EI)” (Russia Today, 19.08). A prática é generalizada entre os jihadistas que tentam impedir a entrega de ajuda humanitária à população civil. Ele por fim lamentou “Todas as crianças que estão em áreas sob controle terrorista em situação crítica representam uma tragédia. O fato de alguns usá-las cinicamente para atacar a Rússia como objetivo de propaganda é um crime” (Idem). Na verdade a Rússia e o governo sírio estabeleceram corredores para a população civil sair da zona de guerra, mas os "rebeldes" impedem sua saída. Como se observa, a imagem da criança “bombardeada” vem sendo usada como propaganda de guerra para legitimar uma nova ofensiva militar contra a Síria após várias derrotas impostas ao EI pela aliança entre Putin-Assad. O “MAIS” vergonhosamente soma-se esse cínico engodo “made in CIA” para melhor justificar sua adesão à frente única com o imperialismo democrata contra o “ditador” sírio. Esclarecemos que os Marxistas Leninistas nunca nutrimos a menor simpatia política pelo regime da oligarquia burguesa de Assad, porém declaramos abertamente e sem dissimulações que temos um “lado” na guerra civil da Síria, o nosso campo é frontalmente oposto aquele que o imperialismo e seus “amigos” apostam suas “fichas”. Impedir que a OTAN abra um corredor militar desde a Síria, passando pelo Líbano, para atacar o Irã, é neste momento a tarefa central da classe operária internacional em seu combate revolucionário e anti-imperialista. No campo oposto, o “MAIS”, o PSTU e a LIT estão ao lado dos mercenários “rebeldes” terroristas e da contrarrevolução, são adversários das nações atrasadas atacadas pelo imperialismo e da política nos legada por Trotsky!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

LEIA A EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL LUTA OPERÁRIA, Nº 311, AGOSTO/2016 - 76 ANOS DO ASSASSINATO DE TROTSKY

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A MISSIVA DA PRESIDENTA E A PRONTA RESPOSTA DO "MAIS": PAIXÃO PELA DEMOCRACIA BURGUESA E SUAS ELEIÇÕES FRAUDADAS COMBINADA COM UMA PROFUNDA DESILUSÃO COM OS DESCAMINHOS NEOLIBERAIS DE DILMA


A presidenta Dilma finalmente resolveu divulgar com um atraso letal sua carta política, dirigida para os senadores "juízes", onde defende a redução de seu próprio mandato (pela via de um plebiscito) e por consequência a convocação de novas eleições gerais no país. Não é mais novidade para ninguém que o retardo na elaboração do documento teve origem em profundas divergências políticas entre a anturragem Dilmista e a cúpula do PT que rechaça cabalmente a proposta de convocação de novas eleições presidenciais antes do prazo estabelecido pelo calendário institucional. O PT e o próprio governo Dilma sairiam de início bem revigorados moralmente com o golpe parlamentar sofrido, o ataque parlamentar à Frente Popular orquestrado por gângster mafiosos da política burguesa acabou novamente por ungir Lula e Dilma com uma aura de democracia e esquerda, maquiagem perdida ao longo de mais de uma década de políticas neoliberais e alianças com as oligarquias corruptas do país. Porém a justa reação quase que espontânea do movimento de massas de sair às ruas em defesa do governo petista diante de um golpe promovido por bandidos (na maioria antigos aliados do PT) foi gradativamente sendo esfriada pela Frente Popular, cuja carta retardatária de Dilma é a expressão mais "cômica" desta situação. O PT e Lula trataram de capitalizar politicamente a condição de "vítimas dos parlamentares facínoras" somente para as eleições de 2018, enquanto Dilma isolada no Planalto tendia a flertar com a iniciativa do PSOL, PCdoB, MTST, MAIS etc... de realizar novas eleições gerais ainda este ano. É evidente que existem outros ingredientes entre estes dois polos, um deles é a dinâmica da famigerada "Operação Lava Jato" que ameaça liquidar a "reserva moral e política" do PT bem antes de 2018, para assim emplacar um bonaparte termidoriano na presidência da república, ainda que não se saiba exatamente quando. Tragicamente para Dilma somente o PCdoB abraçou com vigor sua derradeira iniciativa, nem o bloco dos senadores "indecisos" e tampouco o campo do PSOL (MTST, MAIS etc..) receberam com entusiasmo a missiva da presidenta já quase deposta. Parece que neste momento a grande preocupação destes setores, incluindo neste balaio o próprio PT, é dar a largada nas campanhas as prefeituras, contando que a aprovação do impeachment já são "favas contadas". Nem mesmo a mobilização unitária sindical do último dia 16/08 foi levada muito a sério pelos que "bradam aos céus" que o golpe parlamentar vai retirar direitos e conquistas dos trabalhadores, mas que não movem uma palha para organizar a resistência real do proletariado no sentido de deflagrar uma greve geral contra o "ajuste" neoliberal. Para o neófito MAIS, que em seu debute logo se abrigou nas saias de Luciana Genro e Marcelo Freixo, parece que "primeiramente o Fora Temer" não passa de uma saudação ideológica as eleições burguesas, assim como é para o PSTU o "Fora Todos". Os adeptos do prof. Valério tem como referências políticas os políticos burgueses que juram respeito ao regime da democracia dos ricos, resguardando é claro o discurso da "responsabilidade social" e "defesa das minorias", estes são os casos de Freixo no Rio e Erundina em São Paulo, ovacionados pelo MAIS como exemplos de "candidaturas socialistas". Para o MAIS Dilma errou por aplicar em seu governo uma agenda neoliberal de recessão e desemprego, porém compartilha com a presidenta a "paixão" pela democracia institucional, ou seja, o respeito à diversidade das classes sociais, como afirmou a atriz global e "heroína", Letícia Sabatella, recentemente ofendida por bandos fascistas em Curitiba. Como Marxistas Revolucionários não confundimos a defesa intransigente das liberdades democráticas com a apologia da democracia burguesa, defendemos Letícia das hordas da direita mas não a transformamos em nosso exemplo como fez o MAIS, exatamente porque é adepta do "respeito à diversidade das classes". Os Comunistas Leninistas não outorgam o direito de existência social e histórica para a burguesia e suas alas fascistas, por isso mesmo seguimos com Trotsky na defesa da Ditadura do Proletariado! Não custa lembrar que se hoje o MAIS está desiludido com Dilma (na época ainda no PSTU), foram os primeiros a defender o voto na chapa "Lula&Alencar contra a direita" em 2002. A crítica que hoje fazem a carta da presidenta, ainda que não se posicionem pelo impeachment como o PSTU, não contém uma única menção ao socialismo e a revolução proletária, porém sobram frases em defesa de "novas eleições"... Desilusão política e profunda identidade ideológica, assim pode ser definida a relação de "amor e ódio" entre Dilma e o MAIS.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

DIA "NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO" 16/08: A "UNIÃO" SEM LUTA COM OS ULTRA PELEGOS NÃO É A UNIDADE QUE O PROLETARIADO NECESSITA PARA DERROTAR A OFENSIVA NEOLIBERAL DO ATUAL GOVERNO GOLPISTA


A atividade política desta terça (16/08) reúne unitariamente de forma quase inédita as centrais Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Intersindical e Conlutas, mas a classe operária e vanguarda classista não deve nutrir ilusões nesta "amplíssima" frente sindical que está fincada na conjuntura da crise capitalista para trair e não derrotar a ofensiva neoliberal do atual governo golpista de Temer. A pauta formal que motivou a mobilização unificada da burocracia sindical foi a "oposição" as propostas que já tramitam no Congresso Nacional para liquidar as parcas conquistas e direitos que o proletariado conquistou em mais de um século de combates heroicos de classe. O governo golpista de Temer resolveu "radicalizar" as iniciativas do "ajuste" de sua antecessora, aproveitando-se da fragilidade da organização operária para superar suas velhas direções corrompidas pelo regime da democracia dos ricos. A Frente Popular em um período de recessão e crise econômica capitalista se mostrou impotente para "despejar" todo o pacote neoliberal que a burguesia exigia aplicar no país, articulado o golpe parlamentar Temer tem a função de finalizar o "trabalho sujo" mal concluído por Dilma. Fica evidente que com este "time" de pelegos amarelos de sempre e chapa branca de ontem não está planejado para o 16/08 nenhum método combativo de ação direta, como a greve geral e ocupações de fábrica, as manifestações estarão focadas na surrada pressão parlamentar e demagogia eleitoral em atos públicos nas principais cidades do Brasil. O fato concreto é que a maioria destas centrais sindicais já estão negociando na mesa do golpista Temer a "mediação" das reformas trabalhista e previdenciária, uma exigência dos rentistas internacionais. Como em um "teatro" sincronizado com atores e roteiristas a burocracia sindical ensaia uma "luta unitária" para depois entregar de "bandeira" na mesa dos patrões as conquistas operárias. A TRS /LBI vem ao conjunto do movimento de massas denunciar politicamente esta farsa de unidade sindical que nem de longe se assemelha a uma frente única operária de combate e ação direta. A presença da Conlutas (PSTU) e Intersindical (PSOL) não muda em nada o caráter do engodo de colaboração de classes deste arremedo de união sindical, apenas legitimam a derrota que se avizinha no caso da inação política da vanguarda classista em preparar  uma verdadeira greve geral. Somente com a organização independente e de base da classe operária e seus aliados históricos poderemos derrotar a dura ofensiva neoliberal, unindo sim os todos explorados com o norte programático da revolução e do socialismo!

sábado, 13 de agosto de 2016

90 ANOS DE FIDEL CASTRO: VIDA LONGA AO COMANDANTE DA REVOLUÇÃO CUBANA, RESPEITADO PELOS TROTSKISTAS POR ENCARNAR A RESISTÊNCIA ANTICAPITALISTA E COMBATIDO POLITICAMENTE PELOS GRAVES ERROS COMETIDOS POR SUA ADESÃO AO STALINISMO EM SUA ESTRATÉGIA DE “SOCIALISMO EM UM SÓ PAÍS” 


Fidel Castro completa hoje 90 anos. Uma historia de combate anticapitalista marca a vida do velho comandante, agora de barba branca, mas que aos 32 anos dirigiu ao lado de Che Guevara a Revolução Cubana vitoriosa em 1959. Em um discurso proclamado durante o VII Congresso do Partido Comunista de Cuba (PCC) em abril, Fidel falou com voz entrecortada “Logo devo fazer 90 anos, nunca me ocorreu tal ideia e não foi fruto de esforço, mas um capricho da sorte. Logo serei como todos. Para todos chega a vez... Talvez seja uma das últimas vezes que fale nesta sala”. Como trotskistas respeitamos sua heroica trajetória militante mesmo nos delimitando publicamente de suas posições políticas e programáticas, cujo limite é desgraçadamente sua adesão posterior ao stalinismo e sua estratégica de coexistência pacífica com o imperialismo. Reconhecemos que tenha havido conflitos pontuais importantes de Fidel com a burocracia soviética mas nunca uma ruptura com sua orientação, ao contrário, nas questões fundamentais Castro esteve ao lado de Moscou e inclusive atacou o trotskismo e seu camarada de trincheira, Che Guevara. Não vamos aqui escrever, mesmo que criticamente, a “biografia” de Fidel, apenas pontuar questões que consideramos fundamentais nas tarefas que Cuba enfrenta neste século XXI para sobreviver ainda que seja na condição de um Estado Operário burocratizado e isolado. Deixamos para os stalinistas “Amigos de Cuba” as homenagens acríticas a Fidel e Raul. Aliás, apesar de gerações de cubanos cresceram com a imagem e presença próxima de Fidel, o mesmo pregou a rejeição ao “culto à personalidade”: “Sou hostil com tudo o que possa parecer um culto a pessoas (...) e não há uma só escola, fábrica, hospital ou edifício que leve meu nome. Não há estátuas, nem praticamente retratos meus”. O fundamental é que como Marxistas-Leninistas compreendemos a importância histórica de defender o Estado operário cubano das investidas do imperialismo. Saudamos a revolução vitoriosa dirigida por Fidel e Che que arrancou a pequena ilha das garras dos grandes monopólios ianques, transformando um país que era literalmente um prostíbulo da burguesia norte-americana em uma nação que anos depois rompeu com o jugo da dominação da cadeia de espoliação capitalista, garantindo a seu povo conquistas históricas como educação pública, gratuita e um dos sistemas de saúde mais avançados do planeta. Nem os mais de 50 anos de criminoso bloqueio econômico fizeram ruir essas conquistas que permanecem socialmente vigentes para o proletariado, apesar das imensas dificuldades que impõe a Cuba até hoje. Sabemos perfeitamente que Cuba atravessa um momento extremamente difícil em sua existência. Desde a queda da URSS e do Muro de Berlim, quando a restauração capitalista varreu o Leste Europeu e a União Soviética, em uma profunda derrota do proletariado mundial, a economia cubana perdeu grande parte dos seus parceiros comerciais impondo-se ainda mais a ilha operária o isolamento político e econômico. Foram tomadas várias medidas de mercado para tentar revitalizar sua economia. Não nos opomos por princípio à adoção dessas medidas, pois até Lenin e o Partido Bolchevique as tomaram na URSS por meio da NEP. Mas compreendemos que a melhor forma de defender as conquistas da revolução é reforçando o chamado a derrotar o imperialismo em nível mundial e não a estabelecer com a Casa Branca e a Igreja Católica uma política de “coexistência pacífica”. O legado teórico de Trotsky nos ensinou que era preciso defender incondicionalmente a URSS, apesar dos erros e traições de Stalin. Hoje, com Cuba fazemos o mesmo. Ainda que tenhamos críticas à direção do PCC, jamais nos somamos ao imperialismo e sua corja arquirreacionária nos ataques ao Estado operário. Pelo contrário! Sempre estivemos na linha de frente da sua defesa, não apenas como “amigos de Cuba”, mas acima de tudo como internacionalistas proletários e defensores do socialismo científico como alternativa à barbárie capitalista que ameaça a existência da própria humanidade. Acreditamos que somente a mobilização internacionalista da classe operária poderá fazer frente aos planos do império para aniquilar totalmente a enorme referência mundial da revolução cubana. Por isso não devemos depositar nenhuma confiança nos “acordos” amistosos com os chefes “democratas” dos estados terroristas como os EUA e a França. A trágica lição abstraída da guerra da Líbia, onde Kadaffi “confiou” inicialmente nos abutres imperiais europeus que logo em seguida devastaram seu país, deve servir como um farol revolucionário para a vanguarda classista do proletariado mundial na defesa de Cuba. Tragicamente, diversas correntes que se reivindicam trotskistas, rompendo com o mais elementar critério de classe, hoje atuam como verdadeiros agentes da contrarrevolução “democrática”. Já durante a chamada “crise dos balseiros” em 1994 esses senhores se postaram ao lado dos mafiosos gusanos e clamavam por “liberdade” em Cuba, quando esta campanha midiática não passava de uma trama do imperialismo para isolar a ilha e buscar a desestabilização do regime no lastro do fim da URSS. Essa conduta vergonhosa, que enlameia o nome do “trotskismo”, ganhou o justo ódio da classe operária cubana e da vanguarda internacionalista que defende o Estado operário. Mas o genuíno trotskismo, repetimos, não é partidário dessa cantilena montada nos gabinetes do Pentágono sobre o cínico pretexto da “defesa dos direito humanos”. Da mesma forma que denunciamos a farsesca “Revolução Árabe”, voltada a atacar regimes políticos que são obstáculos aos planos neocolonialistas de Obama para o norte da África e Oriente Médio (primeiro Líbia, agora Síria e depois Irã), nos postamos contra tais “movimentos democráticos” made in CIA urdidos contra Cuba. Por isso alertamos, os próximos passos da Casa Branca estão bastante claros: primeiro a chantagem “democrática” via os acordos recentes celebrados por Obama com Raul, utilizando a dissidência contrarrevolucionária como as “Damas de Branco”. Se essa política não der o efeito desejado vem depois a tradicional agressão militar apoiada na colossal superioridade bélica do Pentágono. Nesse cenário, não nos surpreenderemos se amanhã esses mesmos “trotskistas” calhordas paladinos da “Primavera Árabe” saírem a saudar entusiasticamente os “rebeldes cubanos” que se levantam contra o que eles chamam cinicamente de “ditadura dos irmãos Castro”. A LBI não apenas denuncia publicamente esses canalhas que maculam a bandeira da IV Internacional como se posta incondicionalmente a lado do povo cubano e em frente única com o PCC na defesa da ilha operária. Não por acaso, fizemos questão de lançar como artigo inicial de nosso blog político em julho de 2011 um texto somando-se à campanha pela libertação imediata dos cinco militantes cubanos encarcerados pelo império terrorista, alertando que o método da ação direta e mobilização permanente da classe operária mundial era o caminho correto para apontar na libertação dos companheiros Fernando González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Gerardo Hernández e René González, acusados farsescamente de terrorismo pelo então governo Clinton e que cumpriram severas penas desde 1998, mantidos encarcerados por um longo período pelo mesmo bando ianque “democrata”, chefiado pelo assassino Obama, que mantem o cárcere de Guantánamo e tem as mãos sujas de sangue do povo líbio. Os atuais acordos entre Obama e Raul Castro não nos fazem esquecer os crimes do imperialismo. Justamente por defendermos incondicionalmente Cuba e as conquistas históricas da revolução, apontamos que para garantir a manutenção do Estado Operário os trabalhadores cubanos devem lutar pela imediata expulsão dos agentes da CIA, combater a nefasta influência ideológica da Igreja Católica e derrotar todas as organizações anticomunistas camufladas de democráticas. Ao mesmo tempo, como aponta o Programa de Transição elaborado por Trotsky em 1938, não defendemos a volta à democracia burguesa e a legalização de todos os partidos de uma maneira geral em Cuba, mas a revolução política para que os conselhos populares decidam verdadeiramente como melhor levar a luta contra os privilégios, a desigualdade social e o reforço da economia planificada segundo os interesses dos próprios trabalhadores. Lutamos decididamente contra a destruição do Estado operário cubano, já que isso representaria uma enorme derrota para o proletariado latino-americano e mundial, abrindo um período sem precedentes de avanço imperialista. Quando se completam os 90 anos de Fidel declaramos que a defesa incondicional de Cuba contra o imperialismo ianque é para a LBI tarefa primordial assim como para todos aqueles que se colocam pela construção de uma América Latina socialista e revolucionária! Combatemos vigorosamente os revisionistas do trotskismo que cada vez “MAIS” se alinham com a democracia imperialista para acusar a “ditadura cubana” e a falta de liberdades burguesas na Ilha, estes fraudadores da IV Internacional não merecem o respeito da classe operária mundial!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016


ELEIÇÕES MUNICIPAIS: “FRENTE DE ESQUERDA SOCIALISTA” É O PRETEXTO PARA OS REVISIONISTAS DO “MAIS” APOIAREM O PSOL E SUAS CANDIDATURAS SOCIALDEMOCRATAS COLIGADAS COM PARTIDOS BURGUESES

Uma das razões para a ruptura do agrupamento “MAIS” com o PSTU foi à negativa deste último em estabelecer coligações com o PSOL nas eleições municipais deste ano, a tão pretendida aliança eleitoral com os sociaisdemocratas foi eufemisticamente batizada de “Frente de Esquerda Socialista”. A direção morenista “oficial” para negar esse brusco “giro” em sua política supostamente “ultra esquerdista” alega que o PSOL se tornou no último período um apêndice do PT por defender o “Volta Dilma” e denunciar o impeachment como um “Golpe de Estado”. A exceção desta linha auxiliar do PT seria Porto Alegre em que a direção do PSOL é controlada pelo MES de Luciana Genro. Esta corrente interna do PSOL, segundo o PSTU, não adotou a política oficial do PSOL na medida em que defendeu “eleições gerais” no curso da crise que levou ao impeachment de Dilma, com o PSTU conscientemente desprezando o fato do MES ter um histórico de coligações com o PV e receber “doações” de empresas capitalistas. Passado o prazo legal para as coligações oficiais nos municípios o que vemos é que o PSTU sairá sozinho em todas as capitais. Por seu turno, o PSOL coligou-se na maioria das grandes cidades com toda gama de partidos burgueses e em municípios menores com o PCB. Em Belém a candidatura burguesa do ex-prefeito Edmilson Rodrigues se aliou ao PDT, PV, PPL e Rede. Já em Porto Alegre a tão sonhada “Frente de Esquerda” almejada conjuntamente pelo MAIS e o PSTU acabou na aliança do PSOL com o PPL, depois que a Rede negou o convite para ser vice de Luciana e preferiu coligar-se com o PMDB. Em São Paulo, Luíza Erundina encabeça a “chapa pura” do PSOL, o caráter burguês da candidatura é representado pela própria figura da ex-prefeita. Esta senhora de longa trajetória política governou a cidade pelo PT no final da década de 80 inaugurando as parcerias da “esquerda” com as grandes empresas de transporte e atacando os movimentos sociais, principalmente ligados à luta pela moradia, depois de ingressar no governo privatista de Itamar Franco migrou para o PSB, sublegenda de Alckmin no estado de São Paulo. Erundina chegou em 2004 a ter o golpista Temer como candidato a vice-prefeito, na aliança costurada na época com o mafioso PMDB de Quércia! O amplo arco de alianças burguesas da social democracia de “esquerda” foi aprovado na reunião do diretório nacional do PSOL no final de julho que deliberou autorizar coligações “com ampliação da política de alianças para além da Frente de Esquerda com PV, PCdoB, PDT, PSB, PT, REDE e outros”. Em resumo, suas candidaturas estavam livres para coligar-se com todos os partidos da ordem capitalista que não fossem tradicionalmente “de direita”, inclusive com os que patrocinaram o golpe parlamentar contra Dilma. Essa orientação impediu o PSTU de coligar-se com o PSOL nas grandes cidades, porém seu racha, o “MAIS”, logo demonstrou o real significado de sua ruptura “alegre” e “pós-moderna”. O chamado à construção de uma “Frente de Esquerda Socialista” não passou de um pretexto para apoiar o PSOL e suas candidaturas socialdemocratas coligadas com os partidos burgueses. O exemplo mais notório dessa política escandalosa foi exatamente em Porto Alegre. Apesar do PSOL na capital gaúcha estar coligado com o PPL, um partido apêndice da direita reacionária, receber dinheiro para a campanha dos grupos capitalistas como Gerdau e Zafarri e ter chegado a oferecer a vaga de vice para a Rede de Marina Silva, o “MAIS” anunciou o apoio à candidatura de Luciana Genro em nome da “unidade da esquerda”. O mesmo deve acontecer em Belém de forma velada. O mais vergonhoso ocorre em Natal, onde Amanda Gurguel se candidata a reeleição pela legenda do PSTU mas só oficialmente apoia sua candidatura a prefeito. A vereadora de fato vai fazer campanha para o PSOL, abrindo uma desmoralização completa na militância morenista que vai concretamente puxar votos para o MAIS, coveiro do PSTU e adversário mortal de sua política, acusada de ser a própria encarnação de uma “seita auto-proclamatória”! Como avaliamos quando da ruptura do MAIS, as supostas críticas pontuais “corretas” a política direitista do PSTU na questão do impeachment de Dilma encobria a tendência reformista de todo um setor da militância comandada por Valério Arcary (avessa a qualquer verniz “leninista” ainda presente na verborragia da direção morenista) de fluir no próximo período diretamente para o PSOL, uma típica legenda socialdemocrata de “esquerda”. Antes de ingressar, o MAIS passará nas eleições de 2016 pelo “estágio” de ser uma sombra oportunista deste partido, servindo para aproximar de suas candidaturas os chamados “ativistas independentes e classistas” adaptados ao regime democratizante que gravitam em torno da Conlutas e ainda defendem a política de “Frente de Esquerda” abandonada circunstancialmente pelo PSTU. Nesta tarefa canalha tem o apoio do NOS, outro racha morenista que silenciosamente se filiou ao PSOL e até mesmo do MRT (ex-LER-QI) que na cidade de São Paulo lançou candidatos pelo PSOL e vai cinicamente apoiar a “socialista Erundina!”. Definitivamente 2016 será um marco para a política de quebra do PSTU, esta organização sofrerá novos rachas diante do seu isolamento político-eleitoral e de sua fragilidade ideológica de anos de adaptação ao regime burguês, com o deslocamento do MAIS e seus satélites revisionistas rumo ao PSOL. Se o resultado eleitoral do PSOL nas capitais for vitorioso a legenda pode se tornar um “PT reciclado” sem qualquer traço de base operária, porém com forte inserção na chamada classe média. Atrairá desde políticos burgueses (como Erundina) que saem descontentes da Frente Popular até todo um setor da vanguarda política e sindical que tem como referência a “defesa da democracia”, eixo político burguês que ganhou peso com o impeachment de Dilma em substituição a “luta pelo governo operário”, lema agora aposentado mas antes tão comum nos discursos dos reformistas e revisionistas.

O PSTU atualmente critica timidamente o “MAIS” pelo apoio eleitoral ao PSOL e suas coligações com partidos burgueses, porém sem o menor rigor marxista. Lembremos que o novo agrupamento se inspira na própria direção morenista “oficial”. No ano de 2012, em Belém, o PSTU esteve coligado com o PSOL em apoio à candidatura burguesa de Edmilson Rodrigues, ex-prefeito petista da capital paraense, mesmo o psolista tendo como vice o PCdoB e no segundo turno ganho o apoio de Lula, Dilma e Marina Silva. Todo esse malabarismo pragmático para eleger seu vereador em Belém! Na época alertamos que na candidatura do PSOL não estavam representadas as “sombras” da burguesia e sim os seus mais declarados representantes, a começar pelo próprio Edmilson, que era (e continua sendo) financiado por empreiteiras, empresas de ônibus e de limpeza urbana. Não por acaso, teve ao seu lado o PCdoB e Marina Silva, em uma típica frente popular de novo tipo nos mesmos moldes da montada pelo PT. Na verdade o MAIS dá “consequência” à política de Frente de Esquerda defendida pelo PSTU até 2014, foi o “giro” da direção morenista “oficial” que levou os “descontentes” a agora aplicaram essa orientação de forma ainda mais ampla. Por conta disso, o MAIS fora do PSOL assim como a CST no seu interior vão apoiar Edmilson usando a mesma tática cínica do PSTU de 2012, ou seja, votar “criticamente” no candidato do PSOL em Belém, delimitando-se para o público interno e se jogando entusiasticamente na campanha real, mesmo sendo esta financiada pelos capitalistas e tendo como candidato a vice-prefeito um nome indicado pelo latifundiário Giovanni Queiroz, do PDT. Em sua extensa “ficha corrida” está a filiação na ARENA e a participação na UDR assassina.

Com relação a Porto Alegre agora o PSTU afirma “Tentamos que uma Frente de Esquerda que tivesse um perfil alternativo para os trabalhadores, em torno da candidatura de Luciana Genro. Porém, Luciana e sua corrente, o MES, não só se posicionaram a favor de amplas alianças em todo o país, como aqui na capital insistiram até o limite em uma frente com a REDE (que não se deu porque essa não quis) e concretizaram com o PPL, partido que mantém uma ligação orgânica com a burguesia em vários estados, sendo um braço do PMDB em muitos deles. O PSOL apresenta um programa limitado, que não rompe efetivamente com aqueles que atacam os trabalhadores, não defendem ruptura com o capitalismo e sim uma ‘Radicalização da Democracia’. Seus passos, lamentavelmente, repetem os passos iniciais que levaram o PT a chegar onde chegou. Os trabalhadores não tem nada a ganhar com uma nova ilusão” (PSTU-RS, 08.08).  O fato das pesquisas eleitorais estarem indicando a candidatura de Luciana Genro (PSOL) no topo da preferência popular para a Prefeitura de Porto Alegre tem deixado a “esquerda” eufórica, salivando com a possibilidade de gerenciarem a crise do capital em escala municipal. O “MAIS” e seus satélites apoiam a postulação da dirigente do MES, apesar desta ter um histórico de suas campanhas serem bancadas por empresas capitalistas, além de defender para 2016 alianças eleitorais com a Rede e até o PPL, inclusive sinalizando a disposição de oferecer a vaga de vice para o partido de Marina Silva. Longe de denunciar frontalmente essa candidatura, o PCB, o MAIS, a CST, o NOS e o MRT lançaram um manifesto defendo a “Frente de Esquerda”, quando no máximo criticam a aproximação com a REDE-PPL. O PCR, MLS e CEDS tem a mesma política distracionista, delimitando-se pelos flancos sem atacar frontalmente o caráter burguês da candidatura de Luciana. Como se observa, o conjunto desta esquerda apoia a coligação sabendo não só da “folha corrida” do MES em sua relação corrupta com os empresários e sua pública aproximação com o PT e Tarso Genro (ela apoiou o pai no segundo turno das eleições estaduais gaúcho de 2014), inclusive do acordo PT-PSOL do apoio mútuo no segundo turno em cidades como Rio de Janeiro (com Marcelo Freixo) e Porto Alegre. Sabem inclusive que a própria campanha para a prefeitura terá a logística financeira da holding Gerdau, o maior grupo capitalista do Rio Grande do Sul, ainda mais que Luciana encontra-se no topo das pesquisas, porém precisam “fingir-se de loucos” para levar adiante sua política canalha. Esta conduta revela que não há qualquer “diferença programática” entre estas organizações revisionistas que as impeçam de estabelecer as coligações mais inusitadas, não há divergências políticas consideráveis entre o MAIS e o PSTU. Criticam formalmente o financiamento de grandes empresas para as campanhas do PSOL, “esquecendo” que foi a própria Luciana uma das “pioneiras” da Frente de Esquerda a receber grana de vários grupos econômicos para sua campanha a prefeitura de Porto Alegre, em uma chapa com o PV em 2008, uma espécie de “amnésia” coletiva. As declarações destes agrupamentos em defesa de um programa “socialista” como condição para compor a Frente de Esquerda, são absoluta letra morta na medida em que seus melhores aliados internos no PSOL, como o MES, são os campeões do reformismo e de uma política policlassista de integração ao Estado capitalista.

O apoio do MAIS às candidaturas do PSOL tem uma marca: adesão direta à política de colaboração de classes da direção desse partido. No ato em que o racha do PSTU anunciou o apoio à candidatura de Luciana Genro em Porto Alegre, Vera Guasso, porta-voz do novo agrupamento, não fez uma única crítica à política do MES de aliança com o PPL e o chamado a Rede para compor a coligação. Essa “covardia” é produto da adaptação desse setor a orientação socialdemocrata do PSOL, uma militância que almeja criar partidos amplos como o Syriza e Podemos, ou seja, engrossar o PSOL no Brasil como representante da “nova esquerda” que rompeu com o Bolchevismo e com a herança Leninista. Por essa razão saíram do PSTU porque o morenismo “oficial” colocava empecilhos formais ao pleno desenvolvimento à linha programática de unidade com os reformistas a todo custo. Fora e dentro do PSOL, o MAIS conta com aliados de “esquerda” dessa política canalha.  O MRT e a LSR são respectivamente os melhores exemplos. O MRT (ex-LER-QI) finge criticar o MAIS pelo apoio a Luciana Genro, entretanto tem uma política ainda mais oportunista: vai lançar candidaturas pelo PSOL e apoiar Erundina em São Paulo! Vejamos o malabarismo do MRT: “Surpreende que o MAIS tenha declarado apoio à candidatura de Luciana Genro (MES/PSOL) coligada com o PPL em Porto Alegre. No RS, o MAIS – em nome de participar da Frente de Esquerda nas eleições de Porto Alegre, da qual não figurará o PSTU, que defende uma política funcional ao golpe – resolveu retirar a pré-candidatura de seu militante Matheus Gomes a vereador pelo PSTU e apoiar Luciana Genro. Na Convenção do PSOL em POA, não mencionaram nenhuma crítica concreta à candidatura de Luciana, nem mesmo de sua busca incessante em ligar-se com a Rede de Marina Silva, ou sua coligação já travada com o PPL. Para nós essa política aplicada nas eleições de Porto Alegre contradiz a posição que se delimitava da resolução da executiva nacional do PSOL”. (Esquerda Diário, 11.08). O que dizer da “contradição” da própria posição do MRT que lançou candidaturas a vereador pelo PSOL em São Paulo na chapa encabeçada por Erundina, a ex-prefeita petista que iniciou a parcerias com os capitalistas na gestão burguesa do Estado? Não esqueçamos que Erundina apoiou Marina Silva em 2014 para presidente e buscou incessantemente o apoio da Rede para sua atual candidatura. Luciana é apenas “aprendiz” de Erundina... porém o MRT em seu distracionismo critica, surpreso, o MAIS! No interior do PSOL a LSR, corrente ligada ao CIT e que se proclama defensora do “Bloco de Esquerda” vem apoiando entusiasticamente Erundina em São Paulo. Em artigo intitulado “O PSOL com Erundina: os desafios de representar a maioria” afirma “Erundina possui uma longa trajetória de lutas, apesar de ter ficado entre 1997 e 2015 no PSB e Michel Temer ter sido seu vice na disputa para a prefeitura em 2004. O que ocorre é que as lições do último período levaram-na a construir uma pré-candidatura pela esquerda, se aliando a setores que claramente se opõem ao governo de Haddad e também a direita tradicional tucana e do PMDB, além de oportunistas como Russomano”. Como se observa a LSR vende uma Erundina que não existe, desprezando toda sua trajetória burguesa. A própria ex-prefeita de São Paulo declara que não é militante do PSOL somente recorreu a “filiação democrática” para disputar as eleições: “Considero o PSOL a principal referência da esquerda hoje e agradeço a disponibilidade de fazermos filiações democráticas com a Raiz. Enquanto isso, estamos no PSOL, plenamente integrados ao projeto socialismo e liberdade”. A posição da LSR é a mesma da maioria do PSOL como afirma Luiz Araújo, presidente nacional do partido e da dirigente da corrente US que aprovou a ampla aliança com os partidos burgueses: “A vinda de Erundina possui imenso simbolismo. É a coerência de uma vida de esquerda escolhendo o PSOL no meio da grande crise que vivemos. Sua experiência ajudará, e muito, a consolidar uma alternativa de mudança”. Tanto a “direita” como a “esquerda” do PSOL estão unidas em defesa de suas candidaturas socialdemocratas, como longa trajetória burguesa como é o caso de Erundina!

Os Marxistas Revolucionários entendem a importância do estabelecimento de frentes e alianças no interior do campo da esquerda, focadas na organização do proletariado para impulsionar seu combate de classe. Esta política nada tem a ver com formação de frentes eleitoreiras com partidos da ordem capitalista. Se coligar eleitoralmente em nome da “luta socialista” com uma quadrilha política chefiada por Luciana Genro, Edmilson Rodrigues ou Luiza Erundina representa uma enorme fraude política, um verdadeiro embuste distracionista para mascarar sua completa adaptação ao regime da democracia dos ricos. Por esta razão, a LBI concentra nossos modestos esforços militantes na convocação de uma frente de esquerda de outro tipo, comunista e revolucionária, com o objetivo centrado na denúncia radical da farsa eleitoral destas eleições que represente o contraponto da fraude institucional montada pelo Estado capitalista, com o aval do conjunto da esquerda reformista ávida para ingressar no parlamento burguês. Nesta direção programática convocamos organizações comunistas e os coletivos e militantes classistas a se somarem a LBI para juntos conformarmos uma frente revolucionária para impulsionar uma vigorosa campanha pelo voto nulo e a denúncia da farsa deste regime da democracia dos ricos e seus gerentes golpistas.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

LEIA A ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA, Nº 310, JULHO/2016


EDITORIAL
Eleições Municipais: “Frente de Esquerda Socialista” é o pretexto para os revisionistas do “MAIS” apoiarem o PSOL, suas candidaturas socialdemocratas coligadas com partidos burgueses

BALANÇO DOS ATOS DE 31.07
“Fora Temer” serve de palanque eleitoral para PT e PSOL, mas não como ponto de apoio das lutas contra os ataques neoliberais

31 DE JULHO
Um arremedo de mobilização antigolpista para dar continuidade ao calendário "oficial" eleitoral com o verniz do "Fora Temer"

ELEIÇÃO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Depois da vergonha de apoiar o PMDB, PT vai seguir no segundo turno com Maia do ex-PFL, atual DEM, na rota da capitulação ao Golpe Institucional

MAIS UMA VERGONHA DA FRENTE POPULAR
Depois de flertar com o DEM, PT decide apoiar o PMDB para a disputa na Câmara dos Deputados

MAIS UM CONCHAVO PODRE ENTRE TEMER E CUNHA PARA SALVAR O MANDATO PARLAMENTAR DO BANDIDO
Vergonhosa comemoração da esquerda revisionista “alegre”

A CANDIDATURA LUCIANA “GENRDAU” EM PORTO ALEGRE
A sonhada “Frente de Esquerda” que unifica o “MAIS” e o PSTU será financiada por empresários, com o PSOL aliando-se a REDE e o PPL!

22 ANOS DA FUNDAÇÃO DO PSTU
Celebrando “MAIS” uma ruptura morenista que nasce sob o signo da capitulação ao imperialismo e a “sagrada” democracia burguesa

NASCE UMA NOVA CORRENTE NA ESQUERDA
“MAIS” ou menos trotskista...

RACHA NO PSTU OU A SAÍDA ANTECIPADA DA “COMISSÃO DE FRENTE” PARA AGUARDAR O RESTANTE DO BLOCO NO INTERIOR DO PSOL?
O aviso da “ruptura amistosa” é claro: Se não nos seguirem vão acabar como uma suicida “seita esquerdista”!

ATAQUE FASCISTA A SEDE DO PT
No lastro da famigerada Operação Lava Jato, hordas reacionárias atacam o partido e miram golpear o conjunto da esquerda! Organizar milícias de autodefesa contra a reação da direita!

O “CASO LUIZA BRUNET”
Vítima do machismo de um grande capitalista que vai (literalmente) pagar muito caro por ter agredido sua “prostituta de luxo”. Nenhuma solidariedade com o feminismo burguês de “mercado”!

CINCO ANOS DO BLOG DA LBI
Diariamente “on line” a principal referência política da esquerda revolucionária no país! Em busca de uma orientação classista para as lutas do proletariado e dos oprimidos pela ditadura do capital!

HÁ QUATRO ANOS DO REFÚGIO DE JULIAN ASSANGE NA EMBAIXADA DO EQUADOR
Abaixo a perseguição imperialista ao fundador do Wikileaks!

HÁ 37 ANOS DA TOMADA DO PODER PELA FSLN NA NICARÁGUA
Abstrair as lições marxistas de uma revolução traída pela guerrilha pequeno burguesa

63 ANOS DO ASSALTO AO QUARTEL DE MONCADA
Defender o estado operário burocratizado cubano contra o imperialismo e sua “reação democrática” para honrar os heroicos combatentes em 26 de julho

TODO APOIO A RESISTÊNCIA PROLETÁRIA NEGRA EM SUA LUTA HEROICA CONTRA A POLÍCIA ASSASSINA E O APARATO REPRESSOR RACISTA NOS EUA
Construir milícias de autodefesa para responder aos ataques da “nova” kkk e dos bandos fascistas!

MAIS DE 80 MORTOS NA FESTA DA QUEDA DA BASTILHA NA FRANÇA
Encurralado na Síria, ei ataca alvos “sensíveis” de seus próprios criadores “democráticos” fortalecendo o caminho para fascistização da Europa

TENTATIVA DE GOLPE MILITAR NA TURQUIA
Nenhum apoio ao fascista Erdorgan e tampouco aos militares reacionários fundamentalistas. Ganhar as ruas e fábricas para derrotar o Golpe com total independência política!

25 ANOS DO “GOLPE DE AGOSTO”
Os trotskistas na barricada da defesa da URSS contra a restauração capitalista... os revisionistas comemoraram a “vitória revolucionária dos trabalhadores” junto com Yeltsin e o imperialismo ianque