quarta-feira, 28 de junho de 2017

DIREÇÕES SINDICAIS BUROCRÁTICAS DOS BANCÁRIOS E URBANITÁRIOS SABOTAM ATÉ MESMO A PARALISAÇÃO NACIONAL DE LOBBY PARLAMENTAR PELAS “DIRETAS JÁ”: OPOSIÇÕES CLASSISTAS DA TRS CONVOCAM UMA VERDADEIRA GREVE DE MASSAS PELA BASE PARA DERRUBAR TEMER!

Hyrlanda Moreira, dirigente do MOB, na assembleia geral bancária para organizar o dia 30
Durante esta semana estão ocorrendo assembleias de base em todo o país para discutir a participação das categorias no dia nacional de luta marcado para 30.06 pelas centrais sindicais. Essa atividade, antes convocada com o caráter de "Greve Geral" de 24hs, foi transformada em manifestações e atos domesticados de lobby parlamentar pelas "Diretas Já" pela Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo. Ocorrida em 27/06, a assembleia dos bancários do Ceará aprovou de forma artificial a participação da categoria no protesto desta sexta-feira. Foi uma reunião completamente esvaziada, sem a base e que contou com a presença de umas 40 pessoas, em sua maioria burocratas sindicais liberados. O caráter midiático da assembleia revela o empenho que as direções traidoras do movimento têm para sabotar a já limitada "paralisação" de apenas um dia e, certamente, não é um fato isolado, pois várias categorias sofreram a paralisia de suas direções. Essa política expressa bem a sua indisposição em radicalizar e canalizar a insatisfação dos trabalhadores para realmente derrubar Temer e suas reformas antioperárias pela ação direta dos explorados, preferindo o caminho da conciliação para salvaguardar o regime em crise, além de capitalizar o desgaste do governo golpista para o terreno das próximas eleições.O MOB, organizado pela TRS, interveio na assembleia com seu panfleto conjunto com as demais oposição combativas impulsionadas pela LBI, denunciando essa manobra e traição das centrais pelegas e reformistas em, depois de uma trégua de dois meses desde a última greve geral (28 A), recuarem da greve geral do dia 30, transformando-a em um mero “dia de luta” em pró das “Diretas já” no sentido de legitimar um governo burguês parido das urnas. Também foi distribuído a nota das oposições ligadas à TRS chamando a atropelar essas direções vendidas e construir pela base uma greve geral por tempo indeterminado até a derrubada do governo Temer e suas reformas neoliberais pela ação direta e métodos históricos de luta dos trabalhadores, com piquetes e ocupações de fábricas, terras e fechamento de estradas.

Oposição dos Urbanitários/TRS convoca a base da categoria para piquetes
Por sua vez, a Oposição Unidade na Luta dos Urbanitários impulsionada pela TRS-LBI panfletou na base da categoria a nota convocando a paralisação na Cagece para este 30.06. Essa mobilização ocorreu um dia após a realização da assembleia do Sindiágua totalmente esvaziada. Tudo ocorreu como a direção do sindicato desejavam, ou seja, praticamente ninguém compareceu à sede do sindicato. A assembleia havia sido convocada para às 17:30, com intuito explicito de que fosse esvaziada, porque, como sabemos, a tradição da categoria é realizar suas assembleias pela manhã, durante o expediente de trabalho e na praça em frente a sede da Cagece. 

Reunião nos locais de trabalho de militantes da TRS
com operários denuncia a paralisia do sindicato

Já passavam das 18:00 e o auditório do sindicato estava completamente vazio. Quando, enfim a assembleia foi instalada havia apenas 23 pessoas no auditório, incluindo dois funcionários do sindicato. Isso significa que nem mesmo a diretoria do sindicato, que tem mais de 60 membros, foi convocada. Sem qualquer discussão sobre a greve, o presidente do sindicato, Jadson Sarto, pôs em votação a participação do Sindiágua na manifestação do dia 30/06, que foi aprovada por unanimidade, e somente depois abriu inscrições para intervenções. 

Atraso e esvaziamento do assembleia:
uma prova do desprezo da burocracia sindical com a luta dos urbanitários
A oposição Unidade na Luta nos Urbanitários esteve presente distribuindo uma nota em que denunciamos a sabotagem da greve geral pela cúpula burocrática das centrais sindicais em nível nacional e na base da categoria pela direção do Sindiágua. Durante esta semana, na base da categoria e nos locais de trabalho, organizamos delegações para irem ao ato do dia 30, opondo-se ao caráter de conciliação de classes imposto pelas direções reformistas, como a CTB!


Militante gráfico da TRS mobiliza no seu local de trabalho
Além dessas categorias, militantes da TRS nos trabalhadores gráficos, professores, operários químicos e rodoviários fizeram panfletagens em nível nacional. Nestas atividades, as Oposições classistas impulsionadas pela TRS-LBI lançam um chamado franco à toda vanguarda classista, a grupos políticos, sindicais e organizações marxistas para juntos convocarmos um Congresso Nacional de Trabalhadores que aprove uma plataforma de centralização das lutas como alternativa a farsa de uma saída eleitoral nos marcos da institucionalidade burguesa, organizando desde a base das categorias uma verdadeira greve geral de massas, ativa, insurreicional por tempo indeterminado!

terça-feira, 27 de junho de 2017



30 DE JUNHO

PARA DERRUBAR TEMER, SUAS REFORMAS NEOLIBERAIS E O REGIME BURGUÊS É PRECISO CONVOCAR UMA GREVE GERAL DE MASSAS, ATIVA E INSSUREICIONAL POR TEMPO INDETERMINADO!

SUPERAR OS “DIAS DE LUTA” IMPOSTOS PELA BUROCRACIA SINDICAL QUE NÃO PASSAM DE INSTRUMENTOS DE PRESSÃO SOBRE O CONGRESSO DE BANDIDOS!

ORGANIZAR UM CONGRESSO NACIONAL DOS TRABALHADORES COMO EMBRIÃO DE ORGANISMOS DE PODER PROLETÁRIO E SOCIALISTA!

Neste dia 30 de Junho ocorre um “Dia de paralisações e mobilizações contra Reforma Trabalhista”. Anteriormente convocado com o caráter de “Greve Geral” de 24hs, as direções das principais centrais sindicais (CUT, CTB, FS, UGT) trataram de transformar a data em um mero instrumento de pressão sobre o congresso de bandidos com o objetivo de alterar alguns pontos da reforma trabalhista no parlamento. Uma prova do que afirmamos é que não há nenhum clima de verdadeira paralisação nacional nas bases das categorias, existe um nível de mobilização bem inferior ao que vimos no último 28 de Abril, apesar ter se aprofundado o ódio popular contra Temer. Esse retrocesso ocorre em um momento onde chega ao ápice a crise do governo golpista e das instituições políticas do regime burguês. Porque esse “descompasso” entre a puteza das massas e a política de suas direções? A razão desse recuo é responsabilidade direta das direções políticas da CUT, CTB, PT e do PCdoB que optaram por não radicalizar a luta de classes, apostando no caminho de desgastar o governo Temer para capitalizar sua crise no terreno eleitoral, via a disputa presidencial em 2018 ou mesmo antes se necessário pelas visas da “Diretas Já”. Por este motivo, enquanto sabotaram a construção de uma Greve Geral de massas e ativa com piquetes, ocupações e corte de estradas, priorizaram domesticados os atos pelas “Diretas Já”, uma espécie de campanha eleitoral antecipada para Lula ou mesmo para o PSOL. Nesse caminho de traição tiveram o apoio velado ou a não resistência de fato da Conlutas (PSTU) e da Intersindical (PSOL). A chamada “Oposição de Esquerda” optou por fingir que o eixo adotado pela burocracia sindical (“Dia 30, Vamos parar o Brasil contra as Reformas”) fortaleceria a luta por uma futura Greve Geral quando de fato representou o seu desmonte.

Como as Oposições classistas impulsionadas pela TRS-LBI já vínhamos denunciando, este 30/06 não passa de um “dia de protestos” com um caráter atomizado e não centralizado com ocupações e piquetes. Passa bem longe das intenções da CUT, CTB e FS organizar uma verdadeira Greve Geral, ativa e de massas para pôr abaixo o governo golpista e suas reformas neoliberais, seu objetivo é pressionar a CCJ no Senado e o plenário desse covil de bandidos que é o Senado Federal. Por esta ótica política toda a ação da classe trabalhadora deveria estar concentrada no “Fora Temer”, transformando os “dias de luta” em atos pelas “Diretas Já” no sentido da eleição de um “novo governo legitimado pelas urnas”. Para a cúpula da burocracia sindical e a direção da PT, PCdoB e PSOL não há a perspectiva da Revolução Social e a tomada do poder estatal por parte dos trabalhadores pelas vias não institucionais da democracia dos ricos.

Em nome das Oposições Classistas impulsionadas pelas TRS-LBI convocamos a vanguarda classista do proletariado a atropelar estes pelegos e reformistas construindo pela base uma verdadeira Greve Geral de massas, por tempo indeterminado até a derrubada do “gerente” golpista e seus reais patrões: a classe dominante e seu Estado capitalista de exploração e opressão sobre os trabalhadores e o povo oprimido! Este é o caminho da vitória dos trabalhadores, sem apostar em nenhuma saída eleitoral e nos marcos da institucionalidade burguesa. Neste momento de aguda crise política e econômica, com o avanço da recessão sobre as costas dos trabalhadores, onde os governos burgueses de todos os matizes políticos e a patronal impõem arrocho salarial e até mesmo reajuste “zero” para os servidores públicos, escalonando e atrasando os salários, é preciso radicalizar nossa luta direta com ocupações de fábricas, terras, piquetes, paralisações nos bancos e escolas, construindo um embrião de poder dos explorados. No curso desse combate de classe, faz-se necessário organizar um Congresso Nacional dos Trabalhadores, agrupando o movimento operário, popular e estudantil, ampla e democraticamente convocado, que deve ser forjado como uma alternativa de poder dos trabalhadores. As Oposições classistas impulsionadas pela TRS-LBI lançam um chamado franco à toda vanguarda classista, a grupos políticos, sindicais e organizações marxistas para juntos convocarmos um Congresso que aprove uma plataforma de centralização das lutas como alternativa a farsa de uma saída eleitoral nos marcos da institucionalidade burguesa. O seu caráter não é meramente sindical e sim o embrião de um organismo político de frente única capaz de agrupar todos os setores explorados do país para assentar as bases de um poder de novo tipo, proletário e socialista!

MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA (MOB) - CE
OPOSIÇÃO CLASSISTA DOS QUÍMICOS-SP
OPOSIÇÃO DE LUTA DOS PROFESSORES - CE
OPOSIÇÃO DOS RODOVIÁRIOS - GUARULHOS/SP
OPOSIÇÃO UNIDADE NA LUTA - URBANITÁRIOS – CE
OPOSIÇÃO COMBATIVA DOS PETROLEIROS - RN
TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA SINDICAL

segunda-feira, 26 de junho de 2017

UMA LEITURA MARXISTA DA PESQUISA DATAFOLHA: LULA LEGITIMARÁ O CIRCO ELEITORAL FRAUDADO DA DEMOCRACIA DOS RICOS E SOMENTE PODERÁ SER DERROTADO NO 2º TURNO PELO JUSTICEIRO MORO COM O APOIO DA REDE DE MARINA SILVA


Enquanto o conjunto da Frente Popular vem festejando há algum tempo os resultados das pesquisas eleitorais que colocam Lula no topo das intenções de voto para as eleições presidenciais de 2018, já fazendo campanha eleitoral antecipada via a defesa das “Diretas Já”, a LBI alertava que o candidato do PT, que de fato tem grande potencial eleitoral ainda mais diante da crise do governo Temer, terá a função principal de legitimar o circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos. Ao final da disputa entretanto será derrotado no 2º turno por um candidato da nova direita Bonapartista, como Sérgio Moro. Mesmo com todas as distorções e manipulações, os dados da Datafolha confirmam nossos prognósticos: Lula lidera em todas as sondagens no primeiro turno, mas será derrotado por Moro ou um clone seu (Deltan Delagnoll ou JB) ao final da corrida presidencial. O Juiz da "República de Curitiba" terá o apoio de Marina Silva, Joaquim Barbosa e de setores do PSOL como o MES de Luciana Genro e mesmo Chico Alencar, além da Rede Globo. Não é segredo para ninguém que Ivan Valente e Marcelo Freixo costuram a nível nacional, um acordo com a REDE em torno da candidatura do deputado Chico Alencar somado a algum nome indicado pela “República de Curitiba” que venha a se filiar no partido de Marina, possivelmente o procurador Delagnoll ou mesmo o justiceiro fascista Sérgio Moro. Neste caso o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) poderia ser vice ou cabeça de chapa ao Planalto dependendo do peso do nome indicado pela REDE. Logicamente uma coligação desta envergadura entre o PSOL e a REDE, teria como objetivo central da burguesia debilitar a candidatura de Lula em 2018, facilitando o caminho de uma apertada vitória da nova direita ou mesmo do tucanato com Alckmin, Dória ou Tasso Jereissati na cabeça contra o PT. Ainda em outubro de 2016, no artigo “Rede colhe o maior fiasco do circo eleitoral: Marina terá que entregar a legenda ao justiceiro Moro em 2018 para conseguir sobreviver. Um primeiro aviso a uma esquerda que não quer enxergar a marcha do Bonapartismo!” a LBI pontuava essa perspectiva que “Sem o menor peso eleitoral em nível nacional para tentar cacifar novamente sua candidatura presidencial, só restará ao REDE e sua caudilha Marina oferecer a legenda ao ‘justiceiro’ da República de Curitiba: Sérgio Moro. Não se trata de mais uma especulação do possível tabuleiro eleitoral de 2018, mas de uma necessidade histórica do regime capitalista, ou seja, diante da crise econômica impor ao país um governo bonapartista para derrotar a resistência das massas ao ‘ajuste’ neoliberal que Temer não conseguirá implementar integralmente. A operação ‘Lava Jato’ é algo bem superior do que uma simples farsa jurídica para criminalizar o PT e prender Lula. Foi planejada desde Washington para desnacionalizar os ramos mais importantes da economia brasileira, Moro acompanhado de sua esquadra fascista é um homem treinado nos EUA para ser catapultado como o ‘herói nacional’, levantando a bandeira da luta contra a corrupção estatal da esquerda reformista. É certo que a burguesia nacional tentou antes uma manobra similar com o ex-ministro Joaquim Barbosa, ‘carrasco do Mensalão’, o magistrado do STF declinou do convite em 2014 certo que Marina venceria aquela disputa, mas o PT ainda tinha ‘bala na agulha e barrou o engodo reelegendo Dilma. Com a fundação do REDE após a eleição de 2014, Marina vem ‘patinando’ entre o comando Tucano e seus chefes da Casa Branca e do Itaú que financiaram a fundação do novo partido ‘ecoenganador, agora com o fiasco eleitoral de 2016 não há mais espaço para adiar sua rendição a Moro ou a Alckmin e a maioria staff marineiro se já inclina para o ‘justiceiro’. Moro patrocina muito discretamente sua campanha ao Planalto, sua publicidade política fica por enquanto exclusivamente a cargo da famiglia Marinho que trafica a ‘ponte’ entre Marina e a ‘República de Curitiba’, a ex-senadora deverá ser indicada a vice na chapa ‘Preto/Esmeralda’, simbolizando a unidade eleitoral do fascismo como o eco-imperialismo”. Alertamos ao movimento operário já a algum tempo da marcha inexorável da direita fascista, que tem na perspectiva de instaurar um governo bonapartista sua principal estratégia política diante da crise do regime. Enquanto isso, o PSOL e seus satélites como o MAIS já estão “divididos” entre apoiar Lula ou os porta vozes da Lava Jato em um segundo turno, como revelaram as palavras do prof. Valério Arcary em defesa de um apoio “crítico” a Lula, caso o PSOL não vá para o segundo turno em uma coligação com a Rede, o que já é realidade em vários estados, como vemos agora no Amazonas. Como Marxistas Revolucionários não patrocinamos ilusões eleitorais na Frente Popular e na candidatura Lula. Lutamos para a vanguarda romper com a política de colaboração de classes do PT e chamamos a construção de uma alternativa revolucionária ao conjunto do regime político burguês e suas apodrecidas instituições, combatendo vigorosamente o governo golpista de Temer, a direita reacionária e fascistoide mas sem capitular a política venal e covarde da Frente Popular, cujo objetivo é amortecer a luta de classes para um terreno que a burguesia domina: o circo eleitoral de 2018! Para derrotar Moro e a nova direita Bonapartista o caminho não é a disputa fraudada nas urnas ou exigir "Diretas Já" mas derrubar nas ruas o governo Temer, suas reformas neoliberais e construir organismos de poder dos trabalhadores, o que passa por convocar uma Greve Geral de massas, ativa e insurrecional, para derrubar o conjunto do regime burguês!


sexta-feira, 23 de junho de 2017

SANTOS ANUNCIA QUE “AS FARC DEIXAM DE EXISTIR HOJE” APÓS A GUERRILHA ENTREGAR SUAS ARMAS: REORGANIZAR A RESISTÊNCIA TENDO A CLASSE OPERÁRIA COMO VANGUARDA! RECONSTRUIR OS SINDICATOS COMO FERRAMENTA DE LUTA DOS TRABALHADORES CONTRA O PACTO SOCIAL EM CURSO!


O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou hoje em Paris que as FARC começaram a entregar as últimas armas que tinham no início desta semana e concluem nesta sexta-feira (23) a transferência da 100% de seu armamento para representantes da ONU no país: “A guerrilha mais poderosa e mais antiga, deixa de existir”. Santos fez o comunicado durante seu discurso em um fórum econômico dedicado a atrair investidores franceses à Colômbia e que contou também com a participação do ministro de Economia francesa, Bruno Le Maire. “Muitos investidores não iam à Colômbia porque era um país com um conflito armado interno, mas isso é coisa do passado” e concluiu “Hoje, mais de 7 mil homens e mulheres desta guerrilha estão concentrados em 26 zonas ao longo de nosso território, entregando as armas que tinham consigo às Nações Unidas”. Por sua vez, em entrevista à AFP, Jaime Parra, ou Mauricio Jaramillo, um dos atuas dirigente da ex-guerrilha disse que “As armas em si mesmas são um ferro [...] agora tomamos uma decisão de caráter político e não precisamos delas”. Aos 62 anos, está na localidade de Colinas, departamento de Guaviare, à frente de uma das 26 zonas onde estão concentrados cerca de 7 mil guerrilheiros para cumprir o processo de deposição das armas -- supervisionado pela ONU e que deve terminar na próxima semana -- e voltar para a vida civil. Em Colina, um dos maiores e mais complicados pontos de concentração do país, em parte pela presença de dissidentes das Farc, insiste que a anista aos guerrilheiros está atrasada e disse que a cúpula das Farc vai “aceitar” e “assumir” as sentenças da justiça de transição. Totalmente fragilizadas e vulneráveis do ponto de vista político e militar, as dissidências da guerrilha tornaram-se um alvo fácil das reacionárias FFAA e dos grupos paramilitares aliados a Uribe e das oligarquias. Apesar do quadro extremamente difícil em que a direção das FARC impôs ao conjunto da guerrilha, cabe a seus militantes romperem com essa orientação pacifista e suicida, para voltar a empunhar as armas contra Santos, Uribe e o capitalismo na Colômbia, em unidade de ação com o movimento de massas e com o ELN e outras frentes guerrilheiros que já tinham denunciado os termos inaceitáveis do “Acordo de Paz”. Os Marxistas Revolucionários sempre declararam seu apoio incondicional à guerrilha diante de qualquer ataque militar do imperialismo e do aparato repressivo de Santos. Simultaneamente, apontamos como alternativa a superação programática da estratégia reformista da direção das FARC baseada na reconciliação nacional com a oposição burguesa e a unificação da luta armada com o movimento operário urbano sob a estratégia da revolução socialista para liquidar o regime facistóide e organizar a tomada do poder pelos explorados colombianos. Defendemos que uma política justa para o confronto entre as forças guerrilheiras (ELN, Frente 1 e 7) e o Estado burguês passa por aplicar a unidade de ação contra Santos, com a mais absoluta independência política em relação ao programa destes agrupamentos. Ao lado dos heroicos guerrilheiros e honrando o sangue derramado pelos comandantes Afonso Cano, Manuel Marulanda e Mono Jojoy, que morreram em combate, apontamos como alternativa programática a defesa da estratégia da revolução socialista e da ditadura do proletariado, sem patrocinar nenhuma ilusão na possibilidade de construir uma “Nova Colômbia” sem liquidar o capitalismo e seus títeres, como hoje desgraçadamente defende o atual direção das FARC. As chamadas Frente 1 e 7, setores dissidentes das FARC, denunciam os campos de transição como "cárceres a céu aberto”. Para a Frente 1 -  Armando Ríos (que manteve Ingrid Betancourt como prisioneira de guerra) “A política do estado colombiano e seus aliados só busca o desarme e a desmobilização das guerrilhas. Não estão pensando nos problemas sociais e econômicos do país” (BBC, 08/08). Aos dissidentes o facínora Santos prometeu mão dura “Todo o poder de nossas forças se concentrará em quem ficar fora desse processo. Qualquer deles que tiver alguma dúvida, melhor que a deixe de lado. É a última oportunidade que eles têm para mudar de firma. De outro modo, terminarão, eu garanto, em um túmulo ou em uma prisão”, afirmou de forma taxativa o presidente colombiano no que foi vergonhosamente reforçado pela direção da própria FARC “O setor de comando e combatentes da Primeira Frente que decidiu renegar de sus princípios, apela a argumentações ideológicas e políticas a fim de ocultar a evidente influencia de interesses econômicos opostos ao termino do conflito. Não só adotam um temerário comportamento contrario as determinações da Direção Nacional das FARC, chocam-se frontalmente com os sonhos de paz que estão dentro do coração do povo” assinalou o comunicado assinado pelo Estado Maior das FARC. Para nós, revolucionários trotskistas, não há nada a comemorar! As “negociações de paz” com Santos e o conjunto das medidas anunciadas pelas FARC foram sendo tomadas desde 2012 no marco de uma enorme pressão “democrática” de seus “aliados”, particularmente do governo venezuelano e os irmãos Castro, comandantes da burocracia cubana, elas não fortalecem a luta revolucionária na Colômbia e no mundo, na verdade a sabotam . A ofensiva militar imperialista na Líbia e na Síria, apoiando-se na onda de “reação democrática” que varre o Oriente Médio, é a prova do que afirmamos. Frente a essa conjuntura dramática, os revolucionários bolcheviques criticam publicamente as decisões tomadas pela direção das FARC porque estas medidas desgraçadamente levam paulatinamente à sua rendição política e não “só” militar. Através de concessões crescentes se aposta na via da conciliação de classes e na política de integração ao regime títere como prega Piedad Córdoba e seu movimento “Colombianos pela Paz”. É vital para o movimento de massas colombiano reorganizar os sindicatos operários que sejam capazes de acaudilhar atrás de si as organizações guerrilheiras, submetendo-as militarmente à democracia das assembleias proletárias para implodir o pacto social em curso entre a direção da antiga guerrilha e Santos.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

AGORA É OFICIAL: CUT, CTB E FORÇA SINDICAL CONCORDAM QUE DIA 30 É SOMENTE "DIA DE LUTAS" CONTRA AS REFORMAS..."GREVE GERAL" PARA AS BUROCRACIAS SINDICAIS É APENAS INSTRUMENTO DE PRESSÃO SOBRE O GOLPISTA TEMER E SEU CONGRESSO DE BANDIDOS


Como já vínhamos denunciando exaustivamente em nossas publicações a "Greve Geral" convocada pelas burocracias sindicais para o próximo dia 30/06 não passava de um "dia de protestos" e lobby parlamentar contra as reformas, passava bem longe das intenções da CUT, CTB e FS organizar uma verdadeira greve geral, ativa e de massas para por abaixo o governo golpista e suas reformas neoliberais. A derrota da proposta de reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado apenas aguçou o apetite de lobistas dos burocratas sindicais, que logo correram para "clarificar" o verdadeiro conteúdo do próximo dia 30, não se trata de uma greve geral proletária e sim de uma "dia nacional de lutas", que poderá ocorrer até mesmo no dia 28/06, data da votação da admissibilidade da reforma trabalhista na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal. Amanhã, dia 23/06, as cúpulas das Centrais farão uma reunião para "bater o martelo" se o tal "dia de lutas" ocorrerá no dia 28 ou 30, mas já existe o consenso que as paralisações das categorias que decidam aderir ao movimento devem ter um caráter atomizado e não centralizado com ocupações e piquetes ativos. O último dia 20/06 que deveria ser o "esquenta" da greve geral foi transformado no "esfria geral", dando os "subsídios" para os pelegos justificarem a traição como uma suposta falta de organização e disposição da classe trabalhadora. Paralelamente ao desmonte da greve geral, as forças reformistas avançam na unidade política em torno das "diretas já", organizando atos públicos com partidos burgueses e "personalidades" do mundo "Global", em uma tentativa de apresentar uma "saída democrática" para a profunda crise do regime vigente, ou seja para o modo de produção capitalista. Por esta ótica política toda a ação da classe trabalhadora deveria estar concentrada no "Fora Temer", unificando a greve geral e os atos pelas "diretas já" no sentido da eleição de um "novo governo legitimado pelas urnas", não passa pela cabeça destas "lideranças" reformistas a perspectiva da revolução social e a tomada do poder estatal por parte dos trabalhadores pelas vias não institucionais da democracia dos ricos. A vanguarda classista do proletariado não deve nutrir ilusões neste amplo bloco dos advogados da institucionalidade do capital, tampouco seria um grave equívoco tentar "corrigir" o eixo reformista do movimento dos burocratas sindicais, é necessário atropelar estes pelegos e reformistas construindo pela base uma verdadeira greve geral de massas, por tempo indeterminado até a derrubada do "gerente" golpista e seus reais patrões: a classe dominante e seu estado capitalista de exploração e opressão sobre os trabalhadores e o povo oprimido!
LEIA A MAIS RECENTE EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA, Nº 322, MAIO/2017


EDITORIAL
Paralisação Nacional do dia 30/06 nas “mãos” da burocracia sindical é engodo pelas “Diretas Já”... Organizar uma verdadeira Greve Geral de massas, insurrecional e por tempo indeterminado para derrubar o regime burguês!

CENTRAIS ANUNCIAM NOVA GREVE GERAL DE UM DIA NO FINAL DE JUNHO COM O MESMO EIXO DO “FORA TEMER”
Mais uma manobra de pressão da burocracia sindical sobre o Congresso corrupto para conter o potencial revolucionário das massas diante da crise do regime democrático

ORGANIZAR UM CONGRESSO NACIONAL DOS TRABALHADORES
Construir uma alternativa de poder revolucionário dos explorados

FORMADA A FRENTE PARLAMENTAR PELAS “DIRETAS JÁ!”
Uma coligação unindo desde a fraude “socialista” do PSOL, passando pela esquerda burguesa PSB, PDT e PT até chegar a direita “moderna” da Rede Marina Silva

ALIANÇA PT-PSDB
Governador petista Camilo Santana defende o nome do Tucanalha Tasso para a presidência da república em eleição indireta

FAMIGLIA MARINHO E BONAPARTISMO JUDICIÁRIO DESEJAM LIVRAR-SE DE UM GOVERNO FRÁGIL PARA IMPOR SEU “SALVADOR DA PÁTRIA”... NOSSA RESPOSTA
Construir a Greve Geral política como embrião de poder dos trabalhadores!

COM A GRAVAÇÃO DE JOESLEY (DONO DA JBS) TEMER ESTÁ COM OS DIAS CONTADOS
A lama podre dos Batistas (proprietários da JBS) também respingou em Aécio que recebeu um "troco" dos irmãos reis do gado...

PSTU REAFIRMA SEU APOIO A LAVA JATO E A PRISÃO DE LULA
Delírio Morenista iguala operação fascista patrocinada pelo imperialismo ao movimento tenentista que questionou as oligarquias reacionárias!

PCO SE COLOCA CONTRA AS “DIRETAS JÁ” NÃO POR DEFENDER UMA SAÍDA REVOLUCIONÁRIA DIANTE DO COLAPSO DE TEMER
Aposta suas fichas no “Volta Dilma” com saudade dos ataques neoliberais de Levy e do “troco” que recebia do planalto para alugar a legenda ao PT

O ENGODO DAS “DIRETAS JÁ”
Em Fortaleza, maior ato do país pelo “Fora Temer” vira comício pelo “Lula Lá”

ESTADO DE SÍTIO NA CAPITAL DO PAÍS E O “EXÉRCITO BRANCALEONE” DO “FORA TEMER”
Brutal repressão no “Ocupa Brasília” mas nenhuma palavra de ordem dos revisionistas para defender a estratégia da autodefesa operária e revolucionária das massas! Para o MRT basta ter “ódio contra os repressores”...

TEMER CONVOCA O EXÉRCITO PARA SITIAR BRASÍLIA E APROVAR REFORMAS CONTRA O POVO, PARA O PT UM “EXAGERO DESPROPORCIONAL”
Lula esquece que seu governo criou a famigerada Força de Segurança Nacional e que Dilma decretou a mesma Lei de Garantia e Ordem (GLO) contra a população pobre do Rio durante a “Copa das Empreiteiras” em 2014...

ESTADO DE SÍTIO EM BRASÍLIA
Temer convoca o exército para assegurar as reformas...Nem Diretas já, nem indiretas, greve geral por tempo indeterminado no rumo de um Governo Operário com rompimento da institucionalidade burguesa!

“OCUPE BRASÍLIA”
Uma manobra de pressão da burocracia sindical visando um acordo rebaixado no parlamento para não convocar uma greve geral de 48hs para derrubar o governo Temer e suas reformas neoliberais

POLÊMICA
A Milícia Operária e seus adversários (Leon Trotsky)

TEORIA REVOLUCIONÁRIA
A importância da greve de massas na concepção da grande revolucionária comunista Rosa Luxemburgo

RENTISTAS AMIGOS DA FAMÍLIA MARINHO GANHAM BILHÕES EM UM ÚNICO DIA...
Sem que o STF, Moro ou PF possam acusá-los de "corrupção"

JUSTIÇA ORDENA FECHAMENTO DO "INSTITUTO LULA"
Quando os milhões acumulados pelas palestras pagas pelos grandes grupos capitalistas não são um bom álibi para a ofensiva fascista contra os direitos democráticos elementares

LIBERDADE DE DIRCEU DAS GARRAS DA "REPÚBLICA DE CURITIBA"
Em meio a intestina disputa interburguesa, STF limita poderes de Moro e busca impor um recuo da Lava Jato beneficiando diretamente o PT e a candidatura Lula

CHAPA DA CONLUTAS/PSOL VENCE ELEIÇÕES NO SINDIPETRO-RJ
No programa a defesa da “Lava Jato” e suas bandeiras de sucateamento da estatal e precarização dos trabalhadores, “mais” tudo em nome da ética e moralização que vem privatizando a Petrobras

PRIMEIRO DE MAIO NO BRASIL
Atos esvaziados e sem luta socialista, uma continuidade da política eleitoreira da burocracia cutista e seus apêndices do PCdoB e PSOL

GOVERNOS DO PT E O GOLPISTA TEMER OCUPAM HÁ 13 ANOS O HAITI:
Fora o imperialismo e seus governos lacaios da ilha negra!

VENEZUELA URGENTE
A única saída é a revolução socialista! Nenhum acordo com a oposição burguesa via uma paródia de “assembleia constituinte”! Pelo armamento dos trabalhadores, a expropriação das grandes empresas e a formação de conselhos operários para impedir a vitória da contrarrevolução fascista!

DOIS DE MAIO DE 1945
Soldados soviéticos assumem o controle de Berlim, o nazismo era enterrado na história pelas forças Bolcheviques!

FRANÇA MAIO DE 1968 - FRANÇA MAIO DE 2017
49 anos de um abismo ideológico

14 DE MAIO DE 1948
A formação de Israel como enclave do imperialismo no oriente médio e a luta por uma Palestina Soviética baseada em conselhos de operários e camponeses palestinos e judeus

VISITA DE TRUMP A ISRAEL
Todo apoio à greve geral na pPlestina pela liberdade imediata dos presos políticos das garras do enclave sionista! Por uma nova Intifada!

A HISTÓRIA SE REPETE COMO FARSA
Trump demite Coney, assim como Nixon demitia Cox há 44 anos atrás. A ampulheta do golpe de estado nos EUA começou a se movimentar

HÁ CINCO ANOS ATRÁS PUTIN ASSUMIA UM NOVO MANDATO
Para tentar ressuscitar o antigo nacionalismo russo, rompendo parcialmente com a chamada "era Yeltsin"

ATAQUE AÉREO LIDERADO PELOS EUA MATA 80 CIVIS, SENDO DEZENAS DE CRIANÇAS NA SÍRIA
Frente única com Assad-Putin contra os "rebeldes" terroristas, o imperialismo ianque e seus aliados da OTAN! 
22 DE JUNHO DE 1941 – HITLER ROMPE PACTO COM STÁLIN E INVADE A URSS: OS TROTSKYSTAS CONVOCARAM A DEFESA INCONDICIONAL DO ESTADO OPERÁRIO E A FRENTE ÚNICA COM O EXÉRCITO VERMELHO PARA ESMAGAR AS TROPAS NAZISTAS AO MESMO TEMPO QUE DENUNCIAVAM A COVARDE POLÍTICA DA BUROCRACIA SOVIÉTICA


Há 76 anos, as tropas nazistas invadiam a União Soviética. No dia 22 de junho de 1941, 3,6 milhões de soldados, divididos em 140 divisões, atacaram a URSS a mando de Hitler, rompendo o Pacto celebrado anteriormente com Stálin que havia desmoralizado os PC´s a nível mundial. Quando às 15h15, mais de 1,6 mil quilômetros de fronteiras foram invadidos simultaneamente no leste, as aeronaves da Luftwaffe de Hermann Göring bombardeavam os aviões soviéticos ainda no chão. Só no primeiro dia, 66 bases aéreas foram atacadas. Cerca de 3.600 veículos blindados avançaram, seguidos de 700 mil canhões e morteiros. O ataque aconteceu de forma tão ampla e rápida que as tropas de Hitler conseguiam avançar até 50 quilômetros por dia. No momento que Hitler invadiu a URSS dando início à Operação Barbarrossa Stálin praticamente não acreditou, estava paralisado, o que facilitou o avanço nazista em um quadro onde centenas de oficiais importantes do Exército Vermelhos haviam sido mortos ou estavam presos pelo grande expurgo de 1937. O general Georgy Zhukov, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, telefonou para ele as 3 horas e 45 minutos da manhã com a notícia de que cidade soviéticas estavam sendo bombardeados por tropas alemãs, com o próprio relatou “Stálin demorou 3 minutos para atender e ficou calado depois de ouvir a notícia. Zhukov disse: - Entendeu o que eu disse? - ... - silêncio de Stálin. - Peço permissão para abrir fogo - disse Zhukov. - Permissão negada. Convoque uma reunião do Politburo pois uma reação exagerada nossa poderia irritar Hitler. - retrucou Stálin”. Zhukov também revelou detalhes de suas correspondências com Stálin. Ele recontou que um gripado Stalin o chamou a Moscou em outubro de 1941 para reorganizar o que ainda era uma raquítica defesa ocidental fora de Moscou. Após chegar ao front, Zhukov descobriu que as defesas montadas eram “absolutamente insuficientes”. “Eu estava numa situação extremamente perigosa. Em essência, todas as vias de aproximação de Moscou estavam abertas. Nossas tropas na linha de defesa de Mozhaisk não poderiam parar o inimigo se ele investisse contra Moscou”.“Telefonei para Stalin. Disse que a coisa mais urgente era ocupar a linha de Mozhaisk já que em partes da frente ocidental não havia tropas soviéticas”. Logo depois, Stalin telefonou para Zhukov informando que ele havia sido feito comandante da frente ocidental. A relação entre os dois terminaria tragicamente quando Stalin tornou-se preocupado com a popularidade de Zhukov após a guerra, e enviou-o para postos obscuros em Odessa e nos Urais. Posteriormente, a batalha de Stalingrado demonstrou que foi a resistência operária das massas e o heroísmo dos soldados de base soviéticos que derrotou as tropas nazistas apesar da covardia da burocracia soviética, como denunciou Trotsky no artigo “A URSS na Guerra” elaborado depois do pacto germânico-soviético e antes da invasão alemã a URSS, pontuando a necessidade da defesa incondicional do Estado Operário apesar de Stálin e do acordo vergonhoso celebrado com Hitler, opondo-se a política abstencionista de amplos setores da chamada “esquerda democrática” que acusavam na época do pacto a aliança entre Hitler e Stálin uma prova que a URSS já não era um Estado Operário e não deveria ser defendida, como fazem hoje vários revisionistas (LIT, UIT, MAIS) que não defendem Cuba ou a Coréia do Norte como estados operário deformados. Nesse artigo Trotsky foi mais uma clarividente ao prever a futura ruptura do pacto e o ataque de Hitler a URSS apontando desta forma as tarefas colocadas para os genuínos revolucionários: “Porém, suponhamos que Hitler aponte seus canhões para o Leste e invada os territórios ocupados pelo exército vermelho. Sob estas condições, os partidários da Quarta Internacional, sem modificar de forma alguma sua atitude frente à oligarquia do Kremlin, colocarão como a mais urgente tarefa do movimento, a resistência militar contra Hitler. Os operários dirão: ‘Não podemos deixar que Hitler derrote Stalin; isso é tarefa nossa’. Durante a luta militar contra Hitler, os operários revolucionários devem se esforçar para manter as relações, as mais fraternas possíveis, com a base dos lutadores do Exército Vermelho. Enquanto isso com as armas nas mãos, lutam contra Hitler, os bolcheviques deverão ao mesmo tempo, fazer propaganda revolucionária contra Stalin, preparando sua derrota para a próxima, a talvez muito próxima, etapa.”


A URSS NA GUERRA
Leon Trotsky (25 de Setembro de 1939)

O PACTO GERMANO-SOVIÉTICO E A NATUREZA DA URSS

Após a realização do pacto germânico-soviético, será possível considerar a URSS com um estado operário? O futuro do estado soviético já suscitou entre nós, várias discussões. Não é de estranhar; temos diante de nós a primeira experiência de um estado operário na história. Antes disso, este fenômeno nunca acontecera para que pudesse ser analisado. Como já havíamos dito anteriormente, frente ao problema do caráter social da URSS, os erros habitualmente acontecem, como o de substituir o fato histórico pela norma programática. O fato histórico se desvincula da norma. No entanto, isto não significa que a norma não tenha mais valor; ao contrario, foi reafirmada a partir do ponto de vista negativo. A degeneração do primeiro estado operário, investigada e explicada por nós, somente mostrou, mais graficamente, o que deve ser um estado operário, o que poderia e deveria ser sob determinadas condições históricas. A contradição entre o fato concreto e a norma, não nos leva a negar a norma, mas ao contrario, lutar por ela através de uma via revolucionária. O programa da revolução que se aproxima na URSS está determinado, por um lado, pela nossa análise da URSS como um fato histórico objetivo, e por outro, pela norma que define um estado operário. Não dizemos: “Tudo está perdido, devemos começar tudo novamente”. De forma muito clara, indicamos aqueles elementos do estado operário que atualmente podem ser preservados, mantidos e posteriormente desenvolvidos.

Aqueles que hoje se esforçam para demonstrar que o pacto germânico-soviético modifica nossa análise sobre o estado soviético mantêm, na essência, as mesmas posições que o Comintern – ou mais exatamente, as mesmas posições que o Comintern defendia ontem. De acordo com esta lógica, a missão histórica do estado operário é a luta pela democracia imperialista. A “traição” das democracias, em prol do fascismo, faz com que a URSS deixe de ser considerada um estado operário. Na verdade, a assinatura do tratado com Hitler só proporciona um elemento extra, com o qual pode-se medir o grau de degeneração da burocracia soviética e seu desprezo pela classe operária internacional, incluindo o Comintern, mas não dá nenhuma base para uma revisão da apreciação sociológica da URSS.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

HÁ 13 ANOS DA MORTE DE BRIZOLA: CIRO GOMES, CANDIDATO A PRESIDENTE PELO PDT E REPRESENTANTE DA REACIONÁRIA OLIGARQUIA “FEUDAL” NORDESTINA, É A NEGAÇÃO COMPLETA DO NACIONALISMO BURGUÊS DEFENDIDO PELO VELHO DIRIGENTE TRABALHISTA


O Blog da LBI publica o artigo elaborado logo após a morte de Leonel Brizola, em 21 de junho de 2004, há exatos 13 anos atrás. Como Marxistas Revolucionários somos críticos da trajetória do legendário Brizola, porta-voz do nacionalismo burguês no Brasil, limitado por seu próprio conteúdo de classe, mas respeitamos a sua combatividade e a denúncia de fazia da submissão do Brasil ao imperialismo e a sua representante no país, as organizações Globo, tão denunciada por ele como uma máfia midiática anti-povo. Lembramos que o histórico fundador do PDT, que inicialmente apoiou o governo de Lula em 2003, havia rompido com o PT em função da opção entreguista e do arco de aliança reacionário montado para dar apoio político a Frente Popular. O velho Brizola pouco antes de morrer em 2004 travava uma dura batalha no interior do PDT para tirar completamente o partido da “base aliada”, apesar dos inúmeros arrivistas sedentos por cargos e verbas estatais do Planalto. Pessoalmente Brizola se preparava para sua candidatura à prefeitura do Rio em 2004, com uma plataforma política de oposição frontal ao governo de Lula, mas a sua vida faltou a este último e decisivo “encontro”, deixando o PDT “órfão” como mais um partido fisiológico e nas mãos de picaretas sem nenhuma história de luta, como Lupi e seus comparsas mafiosos, como Ciro Gomes, candidato a presidente pelo PDT e representante das reacionárias oligarquias nortestina. O carioca Carlos Lupi foi quem se apropriou do espólio partidário do finado Leonel Brizola, que em função de sua morte súbita não preparou um herdeiro político a sua altura no PDT. Lupi, sem a menor história no trabalhismo e dotado de uma “ideologia” pragmática, primeiro vendeu o partido para a primeira oferta do governo da frente popular, com o qual o velho Brizola mantinha uma certa reserva e agora para Ciro Gomes ser candidato à presidente pela legenda em 2018.  Neste sentido, o atual PDT de Ciro e Lupi representa uma caricatura grotesca do que foi o velho “Brizolismo”, com toda a sua carga de incoerências e sua própria natureza de classe. O PDT hoje é uma sigla oca ultracorrompida que nada tem a ver com o velho nacionalismo burguês de Brizola e Darcy Ribeiro. Do velho nacionalismo burguês de Jango, Darcy Ribeiro e Brizola parece que não restou muita coisa, apenas um oportunista PDT sem o menor perfil ideológico, povoado por máfias sindicais e oligarquias regionais sem a menor história política, como os irmãos Gomes no Ceará. Brizola, que chegou a presidir a Internacional Socialista, deve estar se remoendo no túmulo ao ver seu velho partido nacionalista burguês ser traficado por Lupi em negociatas com figuras sinistras deste calibre, como Ciro Gomes. Para os “nacionalistas” do PDT que juram fidelidade ao trabalhismo de Brizola fica a patética tarefa de hoje aceitar passivamente os novos “companheiros” representantes das reacionárias oligarquias inimigos históricos dos trabalhadores, de qualquer traço de soberania nacional e, obviamente, do Socialismo, ainda mais quando Ciro Gomes será o candidato do PDT à Presidência, negando completamente até mesmo o limitado nacionalismo burguês tão aguerridamente defendido por Brizola.

MORRE LEONEL BRIZOLA, UMA CARICATURA DO ESGOTADO NACIONALISMO BURGUÊS
(BLOG DA LBI 27/06/2004)

Na noite de 21 de junho morreu, aos 82 anos, o ex-governador do estado do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, Leonel de Moura Brizola. Era o presidente de honra do PDT e vice-presidente da Internacional Socialista. Um dos políticos burgueses mais antigos em atividade no país, sua trajetória remonta do populismo varguista, ao qual aderira formalmente em 1945. Nesta época fundou um núcleo do PTB (partido recém-criado por Vargas) no Rio Grande do Sul na rabeira do chamado “movimento trabalhista”, uma vertente do populismo na América Latina, o qual primava em seu âmago por atrelar as massas ao Estado capitalista através dos aparatos sindicais semi-estatais, estimulando a formação do peleguismo. Para o populismo era necessário destruir a independência de classe do jovem proletariado brasileiro que começava a se enfrentar com a exploração e miséria capitalistas, características de um país semicolonial.Um ano depois fora eleito deputado estadual e posteriormente reeleito para um segundo mandato (1950), tornando-se líder da bancada petebista na Assembléia Legislativa. Cinco anos depois, consegue eleger-se prefeito de Porto Alegre com um número recorde de votos, superando em muito a soma de todos os adversários juntos. Até então sua trajetória era obscura. Somente a partir de 1958, após assumir a cadeira do Palácio do Piratini como governador do estado do Rio Grande Sul, é que sua figura começa a ganhar projeção nacional, ao encampar as companhias de energia elétrica (Bond & Share) e de telefonia (ITT), pertencentes a empresas norte-americanas. João Goulart, seu cunhado, assume a vice-presidência do país no dia 31 de janeiro de 1961.
HÁ CINCO ANOS DO GOLPE DE ESTADO NO PARAGUAI: BLOG DA LBI REPRODUZ ARTIGO HISTÓRICO SOBRE OS PRIMEIROS ENSAIOS DE GOLPES PARLAMENTARES PATROCINADOS PELOS EUA NA AMÉRICA LATINA


CAPITULAÇÃO VERGONHOSA DE LUGO SOB A ORIENTAÇÃO DA CENTRO-ESQUERDA BURGUESA DA UNASUL
(BLOG DA LBI JUNHO DE 2012)

Logo depois da sessão do Senado que o destituiu da Presidência do Paraguai na última sexta-feira, 22 de junho, Fernando Lugo fez um rápido pronunciamento que revela bem o caráter de capitulação aberta que seu governo e conjunto da centro-esquerda burguesa do continente agrupada na Unasul adotaram diante do verdadeiro golpe de estado fulminante desferido pela via parlamentar e constitucional, tramado pela arquirreacionária burguesia do país com o apoio velado dos militares. Estampando um sorriso cínico, Lugo agradeceu à polícia, ao exército e a imprensa — os mesmos que deram suporte ao golpe a mando dos dois partidos burgueses tradicionais do país (Colorado e Liberal) — por ajudarem “na construção da democracia no Paraguai” e declarou que aceitava a decisão orquestrada pelo parlamento: “Como sempre atuei no marco da lei, ainda quando esta tenha sido distorcida, submeto-me a decisão do Congresso e estou disposto a responder sempre com meus atos como ex-mandatário nacional” (Telesul, 22/06). No discurso, nenhuma palavra chamando a resistência popular e muito menos a enfrentar pela ação direta o aparato policial que cercava o parlamento e reprimia os manifestantes que se opunham instintivamente ao golpe. Ao contrário, Lugo se submeteu imediatamente à decisão do Senado que o retirou da presidência em um processo golpista de impeachment que durou menos de 24 horas!

terça-feira, 20 de junho de 2017

DELEGADO DE POLÍCIA DO PSOL E REDE DA NEOGOLPISTA MARINA COLIGAM-SE NO AMAZONAS PARA A DISPUTA DO GOVERNO EM 6 DE AGOSTO

O delegado de polícia João Victor Tayah (camisa vermelha), nome ligado a repressão dos movimentos sociais, foi o indicado pelo PSOL para vice da Rede no AM
O PSOL que nacionalmente veste a fantasia do "socialismo ético", recebendo o aval político dos revisionistas do Trotskismo (MAIS, CST, SU, Etc..) para esta fraude contra militantes incautos, acaba de formalizar sua chapa para a disputa eleitoral extraordinária do governo do Amazonas. O PSOL concorrerá como vice na chapa da REDE, encabeçada pelo deputado estadual Luiz Castro, um pilantra oportunista bastante conhecido no estado com recente passagem pelo PPS de Roberto Freire. O "quadro" oferecido pelo PSOL para compor a coligação burguesa faz jus ao quilate político da chapa, trata-se do delegado de polícia João Victor Tayah, um nome ligado a repressão dos movimentos sociais e a população mais humilde da periferia de Manaus. O mote político da chapa ao governo não poderia ser mais reacionário e vinculado logicamente a famigerada Operação Lava Jato: "Opção Ficha Limpa", naturalmente excluindo todos militantes da esquerda perseguidos e processador pela justiça patronal. O PT no Amazonas lançou uma chapa puro sangue, rejeitando o convite do PCdoB para integrar a frente eleitoral com o PMDB do senador golpista Eduardo Braga, já o PDT do falsário Ciro Gomes uniu-se ao PSDB lançando o ex-governador Amazonino Mendes. O PSOL se sente absolutamente confortável ao lado do partido de Marina Silva e do senador Randolfe Rodrigues ex-dirigente do partido até pouco tempo atrás, afinal compartem da mesma plataforma programática em defesa de um "capitalismo sustentável e socialmente responsável", cabe aos revisionistas do grupo MAIS a tarefa de "desenhar" este partido para a sua militância como a legítima representação do "socialismo democrático". Porém a recente aliança celebrada no Amazonas é apenas o prenúncio do que Ivan Valente e Marcelo Freixo costuram a nível nacional, um acordo com a REDE em torno da candidatura do deputado Chico Alencar somado a algum nome indicado pela "República de Curitiba" que venha a se filiar no partido de Marina, possivelmente o procurador Delagnoll ou mesmo o justiceiro fascista Sérgio Moro. Neste caso o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) poderia ser vice ou cabeça de chapa ao Planalto dependendo do peso do nome indicado pela REDE. Logicamente uma coligação desta envergadura entre o PSOL e a REDE, teria como objetivo central da burguesia debilitar a candidatura de Lula em 2018, facilitando o caminho de uma apertada vitória tucana contra o PT. Não é novidade para ninguém que a máfia da famiglia Marinho apoiou ostensivamente a candidatura de Marcelo Freixo a prefeitura do Rio nas últimas eleições do ano passado, agora o PSOL e REDE tentam obter o mesmo "compromisso" da GLOBO para 2018, já trabalhando na possível aliança ao governo do estado entre o deputado Molon e os "socialistas" da ética do capital financeiro. Os Marxistas Revolucionários não podem compactuar com esta fraude de "esquerda" chamada PSOL, denunciando vigorosamente os reformistas do PCB, MAIS e afins que ajudam a legitimar este verdadeiro amálgama político contra o movimento independente dos trabalhadores. PSOL e REDE são duas vertentes políticas da mesma árvore frondosa da colaboração de classes, ambos se desgarraram do PT mas seguem na mesma trilha de apologia da "democracia capitalista" com "ética na política". Os Comunistas Leninistas reafirmam a vereda da revolução socialista e da independência de classe do proletariado, rejeitando cabalmente "acordos táticos" com partidos da burguesia, seja nas eleições ou no quotidiano da luta de classes.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

BUROCRACIAS SINDICAIS DA CUT, CTB E CONLUTAS DILUEM A ORGANIZAÇÃO DA GREVE GERAL DO DIA 30/06 EM UMA “JORNADA DE LUTAS” PELAS DIRETAS: DE OLHO NAS ELEIÇÕES DE 2018 OU ANTES SE A CRISE DO REGIME SAIR DO CONTROLE POLÍTICO DA BURGUESIA


“No dia 20, atos por direitos e eleições diretas como parte da Jornada de Lutas”. Dessa forma a direção nacional da CUT convoca as manifestações previstas para esta terça-feira “a fim de aumentar pressão popular pelo fim das reformas e eleições diretas já”. Tal “Jornada de Lutas” visa diluir a organização da Greve Geral do dia 30.06, tanto que a própria nota da CUT sequer convoca a paralisação do final do mês afirmando genericamente que “Os participantes pretendem mobilizar a população para participar da Greve Geral marcada para o próximo período”. De fato a burocracia sindical da CUT e da CTB está rediscutindo a paralisação do dia 30 porque apesar de todas suas limitações ela polarizaria a situação política nacional, o que neste momento não desejam nem a Frente Popular nem o Tucanato ligado a Tasso e FHC que costuram um acordo em torno das “Diretas Já” que unificaria duas importantes alas burguesas. PT e Tucanos, duas alas da social democracia tupiniquim, uma de esquerda lastreada nos momentos sociais e a outra de direita inspirada no partido democrata dos EUA. Em comum o fato de ambas rejeitarem o Socialismo Revolucionário e compartilharem a doutrina do "Welfare State". Hoje o principal objetivo político das duas vertentes da social democracia é justamente resgatar o combalido regime democrático, em etapa de decomposição social em razão da crise estrutural do modo de produção capitalista. No caso específico da Conlutas, na medida que o PSTU não tem o menor peso eleitoral, apesar das críticas ao PT e as “Diretas Já", sua direção busca pressionar o PSOL a aceitá-los na Frente de Esquerda (que já lançou a candidatura presidencial de Chico Alencar) com seu peso sindical...enquanto o MAIS se transformou em cabo eleitoral do Marcelo Freixo ao senado no Rio de Janeiro. Os sindicalistas revolucionários da TRS-LBI e nossas oposições combativas estão desde já denunciando na base das categorias essa manobra da burocracia sindical para sabotar até mesma limitada Greve Geral do dia 30.06. Como alertamos, o momento é de apresentar nas lutas e nas ruas uma plataforma socialista como alternativa concreta para derrubar o gerente golpista e suas reformas neoliberais exigidas pelo “mercado”. Nesse sentido, os ativistas classistas devem se opor a esse engodo montado pela Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, agitando a necessidade de uma Greve Geral de massas, ativa e insurreicional por tempo indeterminado como primeiro degrau na construção de uma alternativa de poder dos trabalhadores. A campanha pelas “Diretas Já”, sem qualquer conteúdo democrático real serve apenas como um escape eleitoral para a profunda crise do regime vigente, os Comunistas Leninistas não embarcarão nesta canoa furada, ainda mais agora que Lula, FHC e o PSOL/MAIS estão abraçados na tarefa de salvar a nau à deriva da democracia dos ricos. Diante da crise política que está mergulhado o governo Temer e o conjunto do regime político burguês faz-se necessário organizar um Congresso Nacional dos Trabalhadores, agrupando o movimento operário, popular e estudantil, ampla e democraticamente convocado, que deve ser forjado como uma alternativa de poder dos trabalhadores. A LBI lança um chamado franco à toda vanguarda classista, a grupos políticos, sindicais e organizações marxistas para juntos convocarmos um Congresso que aprove uma plataforma de centralização das lutas como alternativa a farsa de uma saída eleitoral nos marcos da institucionalidade burguesa. O seu caráter não é meramente sindical e sim o embrião de um organismo político de frente única capaz de agrupar todos os setores explorados do país para assentar as bases de um poder de novo tipo, proletário e socialista!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

FRENTE AMPLA PELAS DIRETAS FICA AINDA MAIS AMPLA: AGORA FOI FHC QUE SE UNIU AO PSOL, MAIS, PDT, PCdoB e PT... COM O MESMO OBJETIVO DE SALVAR A LEGITIMIDADE DO REGIME DEMOCRÁTICO


O tucano FHC acaba de aderir à campanha pelas “Diretas Já” lançada inicialmente pela “Frente Ampla” comandada pelo PSOL, MAIS, PCdoB e PT. Segundo o “príncipe iluminado” da sociologia: “Se tudo continuar como está com a desconstrução continua da autoridade, pior ainda se houver tentativas de embaraçar as investigações em curso, não vejo mais como o PSDB possa continuar no governo. Preferiria atravessar a pinguela, mas se ela continuar quebrando será melhor atravessar o rio a nado e devolver a legitimação da ordem à soberania popular” e concluiu reivindicando que o próprio Temer convoque eleições “A responsabilidade maior é a do Presidente que decidirá se ainda tem forças para resistir e atuar em prol do país. A ordem vigente é legal e constitucional (dai o ter mencionado como "golpe" uma antecipação eleitoral) mas não havendo aceitação generalizada de sua validade, ou há um gesto de grandeza por parte de quem legalmente detém o poder pedindo antecipação de eleições gerais, ou o poder se erode de tal forma que as ruas pedirão a ruptura da regra vigente exigindo antecipação do voto”. Como se observa o ex-presidente aderi a seu modo a campanha das “Diretas Já” patrocinada pela esquerda reformista (PT, PCdoB e PSOL) e seus satélites como o MAIS assim como pelo PSB e PDT. O PSDB inclusive já ensaia lançar Tasso Jereissati como candidato à presidente, não sendo estranho que agora o neocoronel cearense comece a criticar Aécio e Temer, seria uma forma também de barrar a ascensão de Alckmin como nome “natural” do partido para disputar o Palácio do Planalto. De quebra, o nome de Tasso poderia sepultar a candidatura de Ciro Gomes (PDT), na medida que o Tucano voltou a ser aliado da oligarquia Gomes no Ceará e tomaria grande parte de sua base eleitoral. A Rede Globo já vem chancelando essa perspectiva via a atuação de seus artistas nos atos pelas Diretas e pode entrar oficialmente na campanha em breve, o que reafirma nossa análise que o chamado a essa falsa “saída democrática” não passa de um engodo para legitimar uma nova ofensiva contra os trabalhadores. Lembremos que a poucos dias a chamada “Frente Ampla pelas Diretas Já" também em carta defendeu que “Só a eleição direta, portanto a soberania popular, é capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político”. Não por acaso até a suposta “Greve Geral” do dia 30.06 está sendo rediscutida porque apesar de todas suas limitações polarizaria a situação política nacional, o que neste momento não desejam nem a Frente Popular nem o Tucanato ligado a Tasso e FHC. Toda essa movimentação política visa criar a ilusão nas massas de que agora “votando certo” o país voltaria a crescer e se livrar da corrupção estatal, a grande vilã da crise nacional segundo a “doutrinação” da mídia “murdochiana”. Se hoje o proletariado mostra os primeiros sinais de movimento e ação direta após mais de uma década entorpecido pela política de colaboração de classes da Frente Popular, não seria minimamente justo novamente lhe empurrar o esbulho da democracia burguesa como via de sua emancipação social. Na verdade, a reivindicação das “Diretas Já” não é uma pendência histórica democrática não realizada pela burguesia, como seria a reforma agrária por exemplo, na atual conjuntura serve apenas para dar legitimidade eleitoral a um novo governo que irá implementar o ajuste neoliberal iniciado por Dilma e aprofundado por Temer, porém ainda inconcluso. Por essa razão FHC a defende ao abertamente. A farsa da democracia dos ricos está se revelando para as massas na intensa dinâmica da crise interburguesa, o momento é fértil para os Marxistas Revolucionários apresentarem sua plataforma socialista como uma alternativa concreta para derrubar o gerente golpista e suas reformas neoliberais exigidas pelo “mercado”. A Greve Geral de massas, ativa e insurreicional por tempo indeterminado é o primeiro degrau na construção de uma alternativa de poder dos trabalhadores. A campanha pelas “Diretas Já”, sem qualquer conteúdo democrático real serve apenas como um escape eleitoral para a profunda crise do regime vigente, os Comunistas Leninistas não embarcarão nesta canoa furada, ainda mais agora que Lula, FHC e o PSOL/MAIS estão abraçados na tarefa de salvar a nau à deriva da democracia dos ricos.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

NO ANIVERSÁRIO DE 89 ANOS DO NASCIMENTO DO GRANDE REVOLUCIONÁRIO E COMUNISTA CHE GUEVARA: NOSSA MODESTA HOMENAGEM É A DEFESA INCONDICIONAL DO ESTADO OPERÁRIO CUBANO!


Ernesto Guevara de la Serna nasceu em 14 de junho de 1928 na cidade de Rosário, Argentina. Era o primeiro dos cinco filhos de Ernesto Lynch e Célia de la Serna y Llosa, família de origem aristocrática, proprietários de terras. A mãe descendia do último vice-rei do Peru. Nascido de oito meses, Guevara teve pneumonia logo após o primeiro mês de vida e sofreu a primeira crise de asma, doença que o acompanharia até a idade adulta, antes dos dois anos de idade. Em busca de um clima melhor para o filho, o casal fixou residência em Altagracía, uma pequena estância de veraneio na região serrana de Córdoba, onde Guevara viveu sua infância e adolescência, marcada pela Guerra Civil Espanhola e pela Primeira Guerra Mundial, quando o pai fundou a Ação Argentina, organização antifascista em que inscreveu o filho. Em Córdoba, o jovem Guevara conheceu os irmãos Tomás e Alberto Granado, amigos com os quais viveu suas primeiras aventuras. Em 1946, a família mudou-se para Buenos Aires, onde Ernesto Guevara matriculou-se na Faculdade de Medicina e formou-se em junho de 1953 como especialista em alergia. Apesar da asma, causa da sua dispensa do serviço militar obrigatório, o jovem Guevara tornou se um grande nadador. Desde cedo desenvolveu um fascínio por viagens, que o levaria em 1949, aos 21 anos a percorrer o norte da Argentina numa bicicleta motorizada por ele mesmo construída. No ano seguinte inscreveu-se como enfermeiro na marinha mercante e viajou por vários países, inclusive o Brasil. Em 1952 fez com seu amigo Alberto Gramado uma viagem de 10.000 Km numa Norton 500, percorrendo cinco países em oito meses. Essa viagem marca sua crescente politização diante da pobreza e da exploração dos povos da América Latina.

terça-feira, 13 de junho de 2017

O MRT E SUA ATUAL DEFESA DA “ASSEMBLEIA CONSTITUINTE”: FALTA EXPLICAR QUE GOVERNO (PODER) A CONVOCA


Militantes do MRT (ex-LER) acabam de ser expulsos de forma burocrática da organização, como afirmam no documento intitulado “DECLARAÇÃO CONTRA O BUROCRATISMO DO MRT: EXPULSOS SUMARIAMENTE DO MRT SEM NENHUM DIREITO A DEFESA” (reproduzido abaixo), segundo seus signatários por “divergências táticas relativas ao que víamos como uma aproximação demasiada do discurso petista; uma aproximação acrítica com o PSOL para poder disputar as eleições com sua legenda e talvez compor tal partido”. São críticas corretas, ainda que o conjunto do programa do MRT e seu progenitor, o PTS argentino assim como de seu agrupamento internacional, a FT, seja historicamente de adaptação ao imperialismo (no caso da contrarrevolução na URSS e, mais recente, em apoio a “Primavera Árabe” patrocinada pela OTAN na Líbia) e ao regime democrático burguês, como agora no Brasil, ao defender a convocação de uma “Assembleia Constituinte” sem agregar o caráter do poder estatal e que tipo de regime político a convocaria . A LBI há tempos pontuava essa adaptação do MTR à Frente Popular e ao PSOL. Primeiro, como em um passe de mágica, o MRT “descobriu” que estava em curso no Brasil um “Golpe Institucional” contra o governo do PT, depois de seguir acriticamente a linha do PSTU. Logo passou de malas e bagagens para o campo “Contra o Impeachment”, é verdade que antes mesmo de “pular de lado” já vinha elogiando entusiasticamente os atos convocados pela Frente Popular em defesa de Dilma (não por coincidência copiando a linha do neófito MAIS que surgiu neste período). De apoiador do “Fora Todos” para novo satélite da trincheira cutista e da Frente Popular! (que também abarca o PSOL). Depois do giro dado pelo MRT ao romper sem nenhuma autocrítica com a linha de “Fora Todos” que colava do PSTU para a seguir ao lado do PT e PSOL na denúncia do “Golpe de Estado”, o MRT deu um passo ainda maior de adaptação do regime político, ao defender a proposta de Assembleia Constituinte. Não que a consigna da Constituinte em si não possa ser levantada em determinados momentos históricos, porém defendê-la em pleno esgotamento do ciclo democrático brasileiro, nos estertores da “Nova República” instaurada com o fim do regime militar, nos parece um enorme equívoco teórico. Mas o pior é que o MRT ultrapassa o erro teórico e adentra na capitulação política ao regime democratizante quando sequer define em sua elaboração qual o caráter do poder estatal que convocaria uma nova constituinte, após mais de 30 anos da última realizada no país. Quando a Nova República de Sarney (PMDB, PFL e PDT) convoca a Constituinte de 86, os Marxistas Revolucionários denunciamos o conteúdo burguês de seu governo (poder), ao mesmo tempo que afirmávamos que somente um governo operário poderia aferir um caráter realmente soberano, democrático e socialista a uma nova constituição. Não muito politicamente distinto foi quando em pleno governo militar defendíamos uma constituinte soberana colando esta consigna a palavra de ordem de um novo poder: "Abaixo a Ditadura!" e "Por um Governo Operário e Popular!". Ou seja, mesmo nos regimes semifascistas ou democráticos a defesa da constituinte deve sempre estar associada ao combate por uma alternativa de poder proletário, como demonstrou o Partido Bolchevique quando defendeu esta consigna antes de tomar o poder na Rússia. A covardia e adaptação do MRT a democracia dos ricos é vergonhosa ao ponto de sequer publicitarem em seus artigos a defesa de uma "Constituição Vermelha"(moción roja), como fez Nahuel Moreno no Perú quando de fato seu partido (PST no interior da FOCEP) teve a oportunidade de concretizar na prática esta reivindicação histórica. Para os tímidos trotskizantes do MRT associar a defesa da constituinte com alguma questão programática do poder operário fugiria o espectro "democrático" do seu arco de influência totalmente pequeno burguês. Por esta razão tanto diante da crise do governo Dilma como agora com Temer sua consigna de poder é limitada a convocação de “uma nova constituinte imposta pela força da mobilização”!!! Definitivamente, o MRT está totalmente perdido em meio à complexa situação nacional, levantando a palavra de ordem “Assembleia Constituinte” como uma saída nos marcos do próprio regime político vigente. Imaginemos que neste quadro estatal de ofensiva política e ideológica da direita e neoliberais (o que inclui o próprio PT) que tipo de parlamentares constituintes seriam eleitos e que “pérola” de nova constituição seria elaborada! Somente uma direção com profunda ilusões nas instituições burguesas, como é o caso do MTR, pode pensar que neste retrocesso político das massas surgiria uma bancada revolucionária ou mesmo progressista capaz de impor alguma conquista social em uma nova constituição federal. Essa é uma das propostas mais direitistas do cardápio democratizante apresentado pela esquerda revisionista (Eleições Gerais, Diretas Já) na medida em que a Constituinte abriria um caminho para um ataque de maior envergadura da burguesia e da direita para retirar direitos dos trabalhadores. O bloco que pugna neste momento por uma “Constituinte Soberana” teria que parar de tergiversar e responder a seguinte questão: que poder estatal convocaria uma constituinte e que tipo de nova carta magna poderia ser elaborada nesta conjuntura de ofensiva total da direita mais recalcitrante? Obviamente a resposta só pode ser a de um desastre total. Pensar que nessa conjuntura um governo burguês tampão que surgirá com a saída de Temer, possa convocar uma "constituinte progressista" é no mínimo uma piada de mau gosto, tanto que um novo governo do PT levaria um programa não muito diferente no quadro de ajuste neoliberal em curso no parlamento. Desde a LBI defendemos que o proletariado não deve apresentar simplesmente uma “agenda democrática” para a crise capitalista, como pretendem os revisionistas do MRT. O MRT abomina conceitos como “Ditadura do Proletariado” e “centralismo democrático” em sua senda oportunista é mais um agrupamento a ceder as fortes pressões do chamado “campo democrático” formado pelo PT e PSOL, incapaz de combater de forma consequente e coerente a linha direitista do PSTU sem cair nos braços da Frente Popular e capitular a sua política de colaboração de classes! Lembremos que nas últimas eleições, no processo de adaptação ao PSOL, o MRT criticou o apoio do MAIS a Luciana Genro, porém não viu problemas em votar na candidatura burguesa da ex-prefeita burguesa Erundina e no socialdemocrata Freixo, cujas campanhas forma financiadas por empresas de ônibus e empreiteiras! No combate à linha de adaptação do MRT, alertamos aos camaradas que foram expulsos do MRT mas continuam a defender a linha geral da FT, que esse curso reformista não é só burocratismo, mas sim uma dose forte de revisionismo democratizante e adaptação ao regime! A única saída realmente progressista diante da barbárie capitalista é por abaixo a ditadura de classe da burguesia e construir o Estado de "novo tipo", de caráter Operário. A falência histórica da democracia formal emoldurada pelas elites burguesas reacionárias já demonstrou para os trabalhadores que sua única alternativa é a luta pelo socialismo! Os partidários desta “metamorfose ambulante” são os mesmos que apoiaram a “Primavera Árabe” na Líbia e depois fingem que estavam contra a intervenção da OTAN contra Kadaffi, os cínicos que saudaram a queda do Muro de Berlim e o fim da URSS pelas mãos da direita e do imperialismo, mas hoje “lamentam” os efeitos da barbárie social que se abateu no Leste Europeu, chegando a balbuciar lamúrias contra a restauração capitalista que apoiaram e festejaram! Longe de construtores de um partido revolucionários e da IV Internacional não passam de satélites do reformismo. O MRT é mais um agrupamento a ceder as fortes pressões do chamado “caudal democrático”, seguindo a mesma trilha do PTS argentino fascinado com a eleição de deputados nacionais e provinciais no bojo da Frente de Esquerda (FIT), apesar do discurso da ação direta das massas e da “proximidade da revolução” o que realmente vislumbram é a possibilidade de ocupar postos parlamentares em coligações políticas com partidos da ordem capitalista. Nós comunistas compreendemos que a tática eleitoral não pode comprometer a estratégia revolucionária, rejeitamos a via da cobertura política das alternativas da nova social democracia (PSOL, Syriza, Podemos etc..), ainda mais danosas para avançar na consciência de classe do proletariado. A trajetória do MRT em direção ao PSOL e de adaptação ao PT indica uma tendência que deve ser acompanhada de outras vertentes do revisionismo, como o MAIS por exemplo, que há muito já abandonaram o norte da revolução socialista.

Nahuel Moreno (circundado de vermelho) 
na histórica marcha da FOCEP em 78 no Perú
DECLARAÇÃO CONTRA O BUROCRATISMO DO MRT: EXPULSOS SUMARIAMENTE DO MRT SEM NENHUM DIREITO A DEFESA

No dia quinze de maio, às 13h e 32min, fomos informados por e-mail de nossa expulsão sumária do MRT por parte da direção da organização. A decisão foi tomada de forma unilateral pelo Comitê Central, por fora de qualquer debate nos organismos de base (núcleos ou células) que compúnhamos e sem fundamento em nenhuma acusação moral, ou divergência teórica, estratégica ou programática que pudesse justificar tal atitude.

Santiago militava e construía o MRT há 7 anos e militou próximo por 11 anos, construía hoje a organização no movimento operário metalúrgico de Osasco, sendo parte da luta contra o fechamento da fábrica Mecano Fabril, no ano passado. Juca militava há 2 anos no MRT, tendo uma experiência anterior de militância em outros grupos, construindo a organização no ME da Letras USP e sendo parte da ligação entre o ME e a construção do grupo no movimento operário industrial.

Poucos meses antes do congresso do MRT, que começou em 18 de março, construímos uma tendência interna na qual pautávamos alguns pontos políticos críticos as posições majoritárias. Para o congresso escrevemos, junto a outros camaradas, propostas alternativas de orientação. Logo após o congresso encerramos a tendência, informando isso à direção partidária. As divergências táticas que apresentávamos eram perfeitamente aceitáveis numa organização saudável que funcione a partir da concepção leninista de centralismo democrático.

Estas divergências táticas eram relativas ao que víamos como uma aproximação demasiada do discurso petista; uma aproximação acrítica com o PSOL para poder disputar as eleições com sua legenda e talvez compor tal partido; e a priorização da construção na juventude em detrimento à construção na classe trabalhadora.