segunda-feira, 23 de abril de 2018

BRUTAL REPRESSÃO CONTRA OS PROFESSORES EM BH, ILEGALIDADE DA GREVE EM FORTALEZA: GOVERNO DO PT COLOCA PM PARA SOCORRER O DIREITISTA KALIL (PHS) ENQUANTO PREFEITURA DA OLIGARQUIA GOMES (PDT) CRIMINALIZA LUTA DOS TRABALHADORES   

Os professores municipais de Belo Horizonte e Fortaleza estão sendo duramente atacados em seu direito de greve. Em BH, a PM do governo Pimentel (PT) saiu em auxílio do prefeito Kalil (PHS) e desferiu brutal repressão contra os trabalhadores em educação. Em Fortaleza, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) pediu a ilegalidade da greve no que foi prontamente atendido pelos desembargadores do TJ, controlado pela Oligarquia Gomes. Esses dois gestores do PT e PDT se dizem “contra o golpe” mas aplicam um rígido ajuste neoliberal contra os trabalhadores, copiando a cartilha de Temer e do direitista Kalil. Essa conduta comprova que os governos burgueses dos diversos matizes políticos usam o mesmo método quando se trata de enfrentar os trabalhadores: a repressão do Estado burguês contra as lutas. Nesse momento é preciso cobrir de ampla solidariedade a greve dos professores municipais de BH e Fortaleza, exigir a liderdade dos dirigentes do Sind-Rede e o fim da multa de 10 mil reais diários contra o Sindiute. Para vencer os trabalhadores precisam não ter nenhuma ilusão nos partidos da centro-esquerda burguesa e no circo eleitoral de democracia dos ricos. Pimentel, Kalil e Roberto Cláudio não passam de gerentes da burguesia contra os trabalhadores que apesar de partidos distintos estão unidos para reprimir as greves. Vamos manter firme as greves até a vitória! 


44 ANOS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: O ABORTO DE UMA PERSPECTIVA DA INSTAURAÇÃO DO GENUÍNO PODER SOCIALISTA


44 anos depois da Revolução dos Cravos, os trabalhadores portugueses estão sendo governados pelo PS sob o comando de Antônio Costa depois de vários mandatos de gestão de direita PSD/CDS. PCP integra o governo da centro-esquerda burguesa reivindicando 25 de Abril. Por seu turno, o Bloco de Esquerda apoia o governo de Antônio Costa também apresentando o atual gabinete como herdeiro legítimo do 25 de abril de 1974. Neste marco, as comemorações desse fato histórico que marcou o fim da ditadura de Salazar e o retorno da democracia burguesa em Portugal ocorrem em um clima de patrocinar ilusões na gestão burguesa do PS, neste sentido deve ser compreendida a Revolução dos Cravos e seus efeitos ainda hoje sobre a luta de classes não só em Portugal, mas como parte integrante da crise por que passa o continente europeu como um todo. Foi chamada de Revolução dos Cravos porque as tropas lideradas pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), em vez de baionetas, saíram às ruas com cravos na ponta dos fuzis para simbolizar solidariedade com a população. Mas, ao contrário do que afirmam os arautos da conciliação de classes, esse movimento resultou numa profunda derrota para proletariado português, confirmando a inviabilidade histórica de uma transição pacífica para o socialismo. O movimento de 25 de abril de 1974, ao pôr fim ao regime fascista de Salazar-Caetano, que durante 46 anos oprimiu o proletariado português e os povos as colônias de Portugal na África, se constituiu em um golpe militar preventivo para evitar que uma insurreição popular destruísse as bases da ordem capitalista. Um “convidado” inesperado, o proletariado, surge no processo desta transição política que foi operada inicialmente “por cima”, mas a ausência do partido revolucionário no cenário português impede que se transforme a crise política da “agitada” transição em Revolução Socialista.

domingo, 22 de abril de 2018

NICARÁGUA URGENTE: DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA PREPARA UM NOVO GOLPE DE ESTADO NO CONTINENTE, AGORA CONTRA O GOVERNO SANDINISTA


Dez mortos, uma centena de feridos, destruição, barricadas e saques foram as marcas deixadas neste sábado (21) pelos violentos protestos desatados na Nicarágua contra uma reforma previdenciária, que levaram o governo Sandinista do presidente Daniel Ortega a reconhecer uma situação de grave crise política no país: "O governo está totalmente de acordo em retomar o diálogo para a paz, para a estabilidade para o trabalho, para que nosso país não fique em meio ao terror que está vivendo neste momento", afirmou Daniel Ortega em pronunciamento em rede nacional de televisão. Ortega não deu uma data para o início do suposto "diálogo nacional" proposto na sexta-feira pela câmara nacional patronal, mas afirmou que seus representantes estão prontos para "discutir todas as medidas tomadas". Nesse mesmo dia tiveram início os mais violentos protestos no país em 11 anos que o governo Sandinista retornou ao poder central, após "enterrar" a revolução de 1979 em troca de eleições burguesas gerais em 1990. O retorno do governo Sandinista na última década, foi marcado por uma gestão neoliberal de Daniel Ortega e sua esposa Rosario Murillo (vice-presidente), combinando políticas sociais compensatórias que agora parecem estar se esgotando com a crise econômica por que passa o país. O Sandinista Ortega, uma espécie de "Chavez que já foi Fidel", apesar de sua "dura" política econômica monetarista que não pretende quebrar o pacto capitalista celebrado com a velha burguesia somozista, sofre uma oposição cerrada dos setores patronais diretamente vinculados ao imperialismo ianque, inconformados com os sucessivos êxitos eleitorais de Daniel e sua esposa. A introdução de novas regras no INSS(Instituto Nicaraguense de Previdência Social), aumentando a taxação de patrões e trabalhadores, foi o "start" para a deflagração de violentos protestos armados e apoiados diretamente pelo Departamento de Estado dos EUA. O "que está acontecendo no nosso país não tem nome", disse o presidente Ortega acompanhado da esposa, Rosario Murillo, e do alto comando militar e policial. Sem citar nomes, Daniel disse que os protestos são incentivados por grupos políticos contrários ao seu governo e financiados por setores extremistas dos Estados Unidos: "Tem todo o direito de criticar (...) mas não tem o direito de conspirar para destruir e, pior ainda, procurar lá nos Estados Unidos os grupos políticos mais extremistas do império que, em primeiro lugar, são racistas", afirmou o Sandinista em seu discurso a nação. Após o discurso do presidente, o primeiro desde o início as manifestações violentas, centenas de jovens voltaram a enfrentar a tropa de choque na capital. Com os rostos cobertos por camisetas, os jovens ergueram barricadas nas ruas e atiraram rojões nos policiais, que respondiam com bombas de gás lacrimogêneo. A federação patronal advertiu neste sábado que "não pode haver um diálogo" com o governo se não acabar imediatamente a repressão policial contra os manifestantes que protestam há quatro dias: "Exigimos urgente do governo cessar de imediato a repressão policial e das forças de choque afins ao governo e garantir o direito à livre mobilização pacífica", declarou um representante da federação nacional patronal em um comunicado, revelando assim o apoio político da burguesia as manifestações contra o governo Ortega. Os reacionários empresários exigiram, por ironia da história para: "libertar de forma imediata os cidadãos detidos por exercerem seu direito a se expressar livre e pacificamente" e "garantir a irrestrita liberdade de imprensa e de expressão". O comunicado patronal deste sábado, assinado pelas câmaras que integram o Conselho Superior da Empresa Privada (COSEP), reconhecem que os protestos: "vão além do descontentamento com as reformas do sistema de pensões". Em Manágua, foram danificados o Ministério da Juventude, o prédio da Previdência Social, a Universidade de Engenharia e a sede da oficial Rádio "Ya". Nas cidades de León e Masaya houve "queima de carros", saque e destruição de prédios públicos", bem como roubos em lojas, denunciou o governo Sandinista. Por sua vez o embaixador dos EUA na OEA, exigiu o fim imediato da repressão aos protestos, advertindo Ortega dos riscos de uma intervenção direta do imperialismo ianque no país. Os Marxistas Revolucionários que não nutrem a menor simpatia política pelo "Neosandinismo", responsável por sufocar a maioria das conquistas da gloriosa revolução nicaraguense de 1979, não podem apoiar as iniciativas "populares" da reação burguesa impulsionadas pelo Departamento de Estado dos EUA, por mais justas que sejam as críticas a malfadada e neoliberal "reforma da previdência", copiada do modelo brasileiro que a ex-presidenta Dilma implementou em seu governo antes de sofrer o golpe parlamentar. Desgraçadamente o revisionismo da LIT/PSTU macula mais uma vez a bandeira da IV Internacional e do próprio Trotskismo, alinhando-se novamente com a ofensiva do governo Trump para desestabilizar politicamente a centro-esquerda burguesa na América Latina. Como Lenin nos ensinou "o pior inimigo dos povos é o imperialismo", com Ortega, Maduro ou Assad nos entrincheiramos para derrotá-lo, porém com nossa própria política e os métodos de combate revolucionário da classe operária mundial!

sábado, 21 de abril de 2018

“NEM BANDIDO NEM HERÓI”: DIRCEU PRESO POLÍTICO VÍTIMA DE SUA PRÓPRIA ESTRATÉGIA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES COM A BURGUESIA QUE ABRIU CAMINHO PARA REAÇÃO DA DIREITA
(ARTIGO HISTÓRICO PUBLICADO NO BLOG DA LBI, 4 DE AGOSTO DE 2015)


A "reprisão" de José Dirceu, um estágio avançado da ofensiva midiática e ideológica da direita contra tudo que possa ter "cheiro de esquerda" neste país, vem suscitando um importante debate no seio do movimento social e da chamada blogosfera progressista. Teria ou não a esquerda classista a tarefa de defender uma figura política acusada de intermediar negócios milionários com grandes grupos capitalistas nacionais e internacionais, afinal a JD consultoria (empresa de Dirceu) reconhece que recebeu cerca de 9,5 milhões de Reais em serviços prestados ao longo de oito anos somente das empreiteiras envolvidas na investigação da operação Lava Jato. Fora estas empresas a JD também celebrou contratos com a Ambev, Telefonica, EMS, etc... perfazendo um significativo volume de 39 milhões de Reais em quase uma década. É importante ressaltar que estes contratos foram firmados bem antes de sua primeira prisão no processo do "Mensalão" em 2013 e que não procede a acusação feita pelo Ministério Público Federal de que Dirceu estaria "operando" ativamente mesmo preso no complexo da Papuda. Porém não queremos "tapar o sol com a peneira" e a verdade é que Dirceu estabeleceu várias relações comerciais com grandes burgueses, seguindo a prática política de colaboração de classes instituída por ele mesmo no interior do Partido dos Trabalhadores. Este programa da Frente Popular também buscou o financiamento eleitoral do PT a partir de grandes grupos econômicos, que se sentiram contemplados com a plataforma de governo do partido. Para defender estas posições no interior do PT, Dirceu comandou já em meados dos anos 90 um processo de depuração e expulsão das correntes mais à esquerda do partido que se recusavam a aceitar o policlassismo como linha oficial da legenda. A vitória de Lula em 2002 em uma chapa de composição com um dos maiores empresários do país, José Alencar do PL, "coroou" esta estratégia "reformista" do PT que se avolumou até hoje. No início do primeiro mandato de Lula parecia que reinava a confiança de que a aliança com a burguesia e os barões da mídia corporativa nunca seria desfeita. A Rede Globo chegou a ser tratada como uma das TV's que dariam suporte ao governo Lula, é lógico que para os Marinhos não faltou uma generosa linha de crédito aberta pelo BNDES e uma gigantesca verba estatal de publicidade. Porém veio o escândalo do "Mensalão" e a lealdade dos Marinho não pareceu tão firme assim... Mas Lula foi preservado para a reeleição de 2006 e uma nova depuração política ocorreu no PT, só que desta vez comandada pela mão dos "parceiros" da burguesia que exigiram a cabeça de Dirceu, Genoino, Gushiken, Delúbio e outros dirigentes processados e posteriormente condenados na ação penal 470 do STF. Não seria exagero afirmar que a direção nacional do PT abandonou alguns de seus dirigentes históricos a própria sorte e a razão disto não foi o surgimento de divergências programáticas mas sim a visão de que o governo Dilma deveria ser "higienizado" de figuras marcadas pelas classes dominantes. A nota de hoje (04/08) da Executiva Nacional do PT sequer menciona a defesa política de Dirceu, seguindo a linha do Planalto de que o importante "é manter o ambiente de negócios e investimentos no país". A anturragem Dilmista que hoje controla o PT optou pela omissão e até submissão institucional diante da ofensiva reacionária em curso, a lógica é seguir no ajuste neoliberal contra o povo trabalhador e assim ganhar a confiança da elite capitalista para concluir o mandato, quanto a Dirceu e Vaccari que apodreçam no cárcere da Lava Jato... Nós da LBI não nutrimos nenhuma afinidade programática ou política com Dirceu e muito menos com este governo petista que promove ataques aos direitos e conquistas dos trabalhadores à serviço do capital financeiro. Entretanto os Bolcheviques sabemos muito bem distinguir o fascismo da Frente Popular, o primeiro embrulhado no discurso da moralização e ética da coisa pública e o segundo atolado e refém da sua própria política de colaboração de classes. A defesa política de Dirceu e Vaccari, presos como em uma vitrine midiática, para dar uma "lição" desmoralizante em qualquer esquerdista que se meta em "negócios" com a burguesia, é um ato de enfrentamento com a brutal ofensiva ideológica da direita e não pode ser confundido com o apoio ou solidariedade ao programa burguês da colaboração de classes levado a cabo pelo PT. A covardia da executiva nacional do PT (para não falar dos petistas palacianos) semeia ainda mais o terreno fértil para a histeria direitista que cruza o país e que logo baterá na porta de Lula e depois nas lideranças classistas do movimento de massas. Neste sentido, a tarefa dos Leninistas é denunciar vigorosamente a prisão política de Dirceu assim como a estratégia de colaboração de classes que levou o PT a completa subserviência diante da burguesia mesmo quando seus quadros históricos são perseguidos e presos, tendo o encarceramento de Lula no horizonte próximo como parte da sanha reacionária em curso no país. É necessário defender publicamente nas ruas e nas lutas a liberdade imediata de Dirceu e Vacarri neste momento contra a trama da direita reacionária que deseja entregar a economia nacional ao completo domínio dos monopólios imperialistas. Esta tarefa necessariamente precisa estar combinada com o chamado à mobilização direta dos trabalhadores contra o ajuste neoliberal que vem sendo aplicado pelo governo Dilma, na tentativa desesperada de manter sua governabilidade burguesa.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

LULA PRESO E DIRCEU DE VOLTA AO CÁRCERE: COMO OS MARXISTAS DEVEM SE POSTAR NESSA CONJUNTURA?


Lula foi preso pelo Juiz Moro e a “Operação Lava Jato”. Encontra-se encarcerado em Curitiba após a negativa do STF de lhe conceder um Habeas Corpus. Nos próximos dias Dirceu deve voltar para a prisão por decisão do TRF-4. A LBI desde o julgamento do “Mensalão” (2012) denunciou essa farsa jurídica voltada a perseguir as lideranças do PT, combate político que se seguiu com o avanço desse processo com a Lava Jato, sem nunca abrir mão de se delimitar com a política de colaboração de classe do PT. Enquanto isso, o grosso do revisionismo trotskista exigia a “prisão de todos os corruptos” em um claro apoio a Justiça burguesa, colocando um sinal de igual entre Lula e Aécio, argumentando que a ação de Joaquim Barbosa no STF e do Juiz Moro na “República de Curitiba” se tratava de um movimento progressivo. Lançamos inclusive em 2013 um artigo de polêmica com a esquerda revisionista, que reproduzimos abaixo, denunciando o PSTU por considerar Dirceu, Genoino e Delúbio não como presos políticos e sim “políticos presos”, apoiando abertamente a caçada policial aos dirigentes da Frente Popular. Até a véspera do golpe parlamentar de 2016 o núcleo que veio a fundar posteriormente o MAIS, assim como MRT, adotavam a mesma política de direita da corrente Morenista que agora criticam supostamente escandalizados. Esses agrupamentos centristas copiaram tardia e deformadamente a política da LBI, apesar de não terem feito nenhuma autocrítica pública da posição que tinham no passado recente e, muito menos, reconhecerem na LBI a matriz política genuína de suas atuais posições. Para clarificar esse debate ainda mais atual com a prisão de Lula, voltamos ao debate fundamental de como os Marxistas devem se postar nessa conjuntura de aberto recrudescimento do regime político.       

DIRCEU, GENOINO E DELÚBIO: POLÍTICOS PRESOS OU PRESOS POLÍTICOS, UMA POLÊMICA COM A ESQUERDA REVISIONISTA
(BLOG da LBI, 22 DE NOVEMBRO DE 2013)

Passada a primeira fase do sinistro êxtase da mídia capitalista com a espetaculosa prisão dos dirigentes petistas em pleno feriado de 15 de novembro, antes mesmo do julgamento final pelo STF de todos os recursos dos réus da Ação Penal 470 (conhecida como “Mensalão”), o movimento de esquerda foi cortado por duas posições antagonicamente frontais diante dos graves acontecimentos que envolveram a condenação dos fundadores do PT pela corte máxima da justiça burguesa no país. Os ex-dirigentes da corrente petista “Articulação” seriam ou não presos políticos em função do caráter das acusações que lhes foram imputadas? Como reconheceram publicamente a prática de “caixa 2”, obtendo recursos para o PT originários de comissões obtidas de grandes empresas “fornecedoras” de bens e serviços para o Estado capitalista, não seria o caso de serem qualificados simplesmente de “políticos presos”? Seria mesmo o caso de levantar a defesa da liberdade destes militantes “chapa branca” que se entregaram sem a menor resistência e luta diante da ofensiva reacionária de uma justiça patronal que vem criminalizando cada vez mais os lutadores sociais? A esquerda revisionista respondeu estas questões afirmando equivocadamente que: “Não estamos frente a presos e perseguidos políticos. Estamos frente a dirigentes que aproveitaram os cargos de governo que ocupavam para fazer corrupção com dinheiro público” (Uma opinião sobre julgamento do Mensalão e a prisão dos dirigentes do PT, Zé Maria presidente do PSTU, 20/11). Deixando de lado a pretensa “aula” de moralidade burguesa, como se o dinheiro do Estado capitalista em algum momento fosse “público”, o dirigente do PSTU foi obrigado a reconhecer que: “Em segundo lugar, quero dizer que é preciso, sim, combater a hipocrisia e o caráter político do judiciário brasileiro, do Supremo Tribunal Federal (STF) em particular. Visto sob o prisma da sociedade de classes em que vivemos, os tribunais brasileiros, inclusive o STF, são sim um tribunal de exceção” (idem). Ou seja, mesmo admitindo que a prisão dos “mensaleiros” petistas esteve diretamente relacionada com uma disputa intestina das frações burguesas pelo controle do botim estatal, não se pode negar que a condenação e posterior prisão de Dirceu e C&A teve um caráter eminentemente político! É a mais absoluta verdade afirmar que os dirigentes do PT em 2005, quando estourou o escândalo do “Mensalão”, não estavam empreendendo nenhum combate anticapitalista, pelo contrário estavam tratando de ampliar a base parlamentar de apoio ao governo neomonetarista de Lula com a grana recolhida das corporações empresariais que estabelecem negócios com o Estado (indutor da economia no regime capitalista), o “pequeno detalhe” é que isto nunca foi crime na história constitucional de nossa república! A principal acusação da Ação Penal 470 é simplesmente hilária... Dirceu e Genoino estariam pagando deputados ultraconservadores (partidos de centro-direita) para votar a favor da reforma neoliberal da previdência, como se esta escória parlamentar precisasse de algum suborno para votar uma matéria recomendada pelo FMI e os rentistas nacionais. Como o STF, pelo seu caráter de classe, está impedido juridicamente de “abolir” os mecanismos do funcionamento da economia capitalista (tarefa histórica para um partido revolucionário), chegamos a única conclusão possível: a condenação dos dirigentes petistas nada teve a ver com a quebra das normas legais vigentes (recebimento “informal” de comissões financeiras de grupos econômicos privados), foi produto de uma “purga” política da burguesia operada pelas mãos do STF. Quando sustentamos o conteúdo político das prisões “decretadas” monocraticamente pelo novo herói da mídia “murdochiana”, Joaquim Barbosa, não estamos afirmando que Dirceu, Genoino e Delúbio são “mártires” da luta proletária e popular, apenas foram alvo da ofensiva reacionária da burguesia contra setores do PT, como parte de uma escalada antidemocrática do regime que objetiva retirar direitos e garantias constitucionais do conjunto das tendências da esquerda brasileira, desde a socialdemocracia “reformista”, passando pelos ativistas anarquistas até os setores revolucionários do Marxismo-Leninismo.
MIGUEL DÍAZ CANEL: UM DIRIGENTE COMUNISTA "TARDIO" QUE SE COMPROMETE COM AS "REFORMAS" DE MERCADO QUE SUFOCARÃO O ESTADO OPERÁRIO CUBANO


"Companheiro deputado Miguel Díaz Canel, a partir deste instante o senhor é o novo presidente do Conselho de Estado e de Ministros da Assembleia Nacional de Cuba. Aproxime-se e assuma a presidência", assim anunciou o presidente da Assembleia Nacional, Esteban Lazo, na manhã desta quinta-feira (19/04). Ao contrário do que as hienas imperialistas desejavam, o sucessor de Raul Castro (e do próprio Fidel apesar de sua ausência física) no comando do Estado Operário Cubano não acelerará os ritmos das reformas de mercado, iniciadas com o fim da URSS no início da década de 90, em direção a uma transição ordenada do regime de produção socializada para o modo de produção capitalista. Porém, seguindo disciplinadamente a orientação programática dos irmãos Castro, Miguel Diaz não se oporá a dar continuidade na economia cubana a introdução de mecanismos mercantis de dependência financeira com países capitalistas (centrais e periféricos), tornado o Estado Operário cada vez mais refém do fluxo mundial de capitais (grandes investidores globais). A fidelidade "canina" de Diaz Canel as linhas estratégicas da burocracia castrista, decorre do simples fato de Miguel representar um setor mais tecnocrático e "sem luz própria" da própria burocracia cubana, diretamente vinculada aos "negócios de estado" e com pouca relação com a política mais geral socialista. Diaz, hoje com 58 anos, se vincula a juventude comunista somente no final da década de 80, assume com 27 anos de idade um posto na direção do PCC na província Villa Clara na região central de Cuba. Neste mesmo período (87 até 89) participa das brigadas cubanas de solidariedade a Nicarágua, em uma etapa histórica onde o próprio Sandinismo estava tratando de "entregar" a revolução nas mãos da democracia burguesa, sem dúvida uma péssima "lição" para Diaz. Desde 2003, é membro do birô político do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, a máxima autoridade tanto no sentido ideológico quanto político do partido e do Estado Operário cubano. Portanto, Díaz Canel, é homem de total confiança de Raúl Castro, uma espécie de Comunista convertido tardiamente, no pior período ideológico do movimento operário mundial, ou seja final dos anos oitenta e posto no staff do comando central do Estado após a retirada parcial de Fidel Castro. Desde 2013, quando foi eleito para o cargo de vice-presidente do Conselho de Estado da Assembleia Nacional, Díaz Canel recebeu a missão de ser o executor das políticas estabelecidas pelo comandante Raúl Castro para área da comunicação, que envolvia telefonia, ampliação do acesso à internet, modernização dos canais de televisão, informatização e automatização dos processos produtivos, um setor da economia cubana que cada vez mais estabelece vínculo com o imperialismo ianque, a partir da aproximação política do governo Obama com a "Ilha Socialista". Nesta perspectiva de "pacificação", Raul Castro preteriu para sucedê-lo outros quadros dirigentes do PCC com trajetória de enfrentamento ideológico com os EUA, como o veterano Ricardo Alarcón, ex-presidente da Assembleia Nacional. Miguel terá presente a figura de Raul no leme maior da direção do Partido Comunista Cubano, o que limitará qualquer iniciativa política "peculiar" de sua gestão, porém caso ocorra uma fatalidade com o "Velho" dirigente que participou com Fidel da grande revolução socialista de 1959, a "mediocridade" ideológica de Diaz Canel poderá levar Cuba a trilhar caminhos da restauração capitalista a passos bem largos. A tarefa revolucionária de construção de um verdadeiro Partido Marxista Leninista e da revolução política em Cuba se mantém mais vigente do que nunca na "Ilha Socialista".

quarta-feira, 18 de abril de 2018

PROFESSORES/FORTALEZA: COMEÇA A GREVE PARA ARRANCAR O REAJUSTE SALARIAL, PISO NACIONAL E DERROTAR OS ATAQUES DO PREFEITO ROBERTO CLÁUDIO (PDT), FILHOTE DA OLIGARQUIA GOMES


Os professores de Fortaleza iniciaram neste dia 18 de abril (quarta-feira) a segunda greve neste ano letivo de 2018. O prefeito Roberto Cláudio (PDT), filhote da Oligarquia Gomes, não pagou sequer o piso salarial nacional da categoria e as pecúnias que deve aos trabalhadores em educação do município. Pior, propõe pagar o índice do piso (6,81%) em dezembro sem retroatividade ou parcelá-lo desde que os trabalhadores aceitem adiar o calendário de pagamento das dívidas judiciais. Além de não ter concedido reajuste salarial em 2017 anunciou agora um índice miserável de 2, 95% que não contempla nem aumento real e, muito menos, a reposição das perdas de 2017. Diante desse quadro de ofensiva neoliberal imposta pela Oligarquia Gomes e seu prefeito, a Oposição de Luta dos Professores impulsionada pela TRS, passou com sua militância em diversas escolas e nos distritos de educação em vários bairros convocando todos os trabalhadores em educação do município de Fortaleza para entrar na greve nesse dia 18 de abril! Devemos organizar desde já na base da categoria uma Greve dos professores de Fortaleza para arrancar um reajuste salarial digno e derrotar os ataques de Roberto Cláudio, que apesar de toda demagogia de apresentar-se como oposição ao governo golpista de Temer, aplica a mesma receita neoliberal aqui em Fortaleza, como faz Camilo (PT) no governo do Estado, ambos seguindo as ordens de Ciro Gomes, candidato a presidente que deseja se apresentar para a burguesia como confiável para gerir seus negócios à frente do Palácio do Planalto. Além dessa luta, a Oposição de Luta dos Professores impulsionada pela TRS vem fazendo uma campanha em solidariedade ao professor da rede estadual Euclides de Agrela, militante do MAIS-PSOL, perseguido pela reação fascista por denunciar na escola em que leciona os ataques da extrema-direita contra os trabalhadores. Para vencer é preciso superar a política de paralisia da direção petista do SINDIUTE e mobilizar todos os trabalhadores para derrotar Roberto Cláudio e todos os chefes que pressionam os trabalhadores em educação e tentam sabotar nossa greve!

FRENTE POPULAR DE COLABORAÇÃO DE CLASSES COM "TUDO DENTRO": PT, OLIGARQUIA GOMES (PDT), O SICÁRIO DO SIQUEIRA (PSB) E MAIS (PSOL). O PCB HISTORICAMENTE É O MAIS COERENTE NESTE FRENTÃO DA DEMOCRACIA BURGUESA, AFINAL FOI COM ESTA POLÍTICA QUE PAVIMENTOU A GRANDE DERROTA DE 64...

terça-feira, 17 de abril de 2018

ÁECIO VIRA RÉU: PSTU FAZENDO PARTE DA “CORTINA DE FUMAÇA” PRODUZIDA PELO STF PARA LEGITIMAR A PRISÃO ARBITRÁRIA DE LULA 



Aécio Neves (PSDB) se tornou réu por corrupção em votação unânime dos cinco ministros da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber e Alexandre de Moraes e, por 4 votos a 1, por obstrução de Justiça, com o voto contrário de Alexandre de Moraes. Toda essa movimentação política orquestrada pelo STF em conluio com o comandante da “República de Curitiba” confirma o que a LBI já denunciava: não há nada de progressivo de políticos burgueses (mesmos os mais corruptos como Aécio) serem presos, cassados ou afastados pelo Judiciário, porque esta ação representa mais um ato do recrudescimento do regime político que acabará se voltando contra o movimento de massas e seus dirigentes políticos e sindicais. Somente os apoiadores da Lava Jato como o PSTU, MES, TS podem comemorar acriticamente essa decisão, que imediatamente também foi aplaudida pela direita “verdade amarela”. O mais tragicômico é que o PT está comemorando a decisão do STF, a blogosfera ligada à Frente Popular encontra-se em “festa”. São verdadeiros idiotas políticos, como foi essa mesma esquerda que celebrou a Lava Jato em 2014. Lembremos que toda a “esquerda” reformista, particularmente o PT e o revisionismo trotskista declaravam que a farsa levada a cabo pelo Juiz “nacional” Sérgio Moro era um “patrimônio do Brasil no combate a corrupção”. Na época a presidente Dilma Rousseff chegou a declarar “Eu acho que as investigações da Lava Jato podem mudar, de fato, o Brasil para sempre. Em que sentido? No sentido de que vai se acabar com a impunidade. Mudará para sempre a relação entre a sociedade brasileira, o Estado brasileiro e a empresa privada porque vai acabar com a impunidade. A questão da Petrobras é uma questão simbólica para o Brasil. É a primeira investigação efetiva sobre corrupção no Brasil que envolve segmentos privados e públicos. A primeira. E que vai a fundo” (11.2014)... O resultado foi a prisão de Lula!!! Agora fazem o mesmo quando Aécio vira réu no STF, o que sem dúvida vai "limpar o terreno", chutando "chachorro mortou" ou melhor um político burguês que literalmente virou "pó", para sob o manto da "imparcialidade" avançar na ofensiva do Judiciário contra a esquerda em geral. Estamos diante de um movimento bem calculado da Rede Globo em conjunto com Moro e a cúpula do STF para facilitar os próximos passos do golpismo e abrir caminho para a ascensão de um NeoBonaparte. No curso desse movimento claramente orquestrado pelo imperialismo pontuamos que estão redondamente enganados os que pensam que a “Lava Jato” tenha por objetivo exclusivo a “caçada” judicial ao PT. Dallagnol, o “quadro” formulador da Força Tarefa da direita pró-imperialista, já explanou cristalinamente que a “República de Curitiba” pretendia não só remover o governo petista como também alterar profundamente o regime político vigente. Para esta “tarefa divina” não descartam depurar institucionalmente o PMDB e PSDB, na medida em que a conjuntura permitir, ou seja, caso o governo Temer “engasgue” na aplicação das reformas neoliberais exigidas pelo mercado financeiro, o Tea Party tupiniquin estaria a postos para assumir as rédeas do regime político, reconfigurando radicalmente a constituição “democrática” de 1988. É preciso denunciar o parlamento corrupto e o conjunto do regime político burguês em que se assenta a democracia dos ricos, apontando a necessidade de se construir uma alternativa revolucionária, sem nunca abrir espaço para a direita e a reação fascista como em geral faz a mal chamada “oposição de esquerda” que deseja capitalizar eleitoralmente a crise petista. Como Marxistas Revolucionários não realizamos “lobbies” moralizantes sobre o Congresso Nacional, uma instituição do Estado capitalista e muito menos em apoio a elite Judiciária isto em nada contribui para o desenvolvimento da consciência de classe das massas exploradas acerca da necessidade de por abaixo, através da ação direta do proletariado o regime da democracia dos ricos. Na população desorganizada o ódio concentrado a corrupção estatal generalizada não será capitalizado pela esquerda revolucionária, estas camadas sociais ainda estão muito longe de compreender que somente a revolução socialista poderá eliminar o sistema de acúmulo patrimonialista dos políticos no regime burguês. Um cenário fértil para o surgimento de novos "salvadores da pátria"...Joaquim Barbosa vem aí...o PSTU agradece!
HÁ 02 ANOS DO INÍCIO DO PROCESSO DE IMPEACHMENT: O COMEÇO DO FIM DA GESTÃO DA FRENTE POPULAR PELAS MÃO DE SEUS “ALIADOS” BURGUESES VIA O GOLPE PARLAMENTAR

Publicamos o artigo elaborado pela LBI há dois anos atrás analisando a aprovação do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, que posteriormente resultou no afastamento definitivo da presidente Dilma. Com Lula hoje preso pelo Juiz Moro, tem-se o aprofundamento do golpe parlamentar iniciado em 2106. Naquele momento pontuamos que os aliados burgueses reacionários, muito úteis para aplicar o ajuste neoliberal contra as conquistas do povo trabalhador, se revelaram “escorpiões” para defender o mandato presidencial do PT. Alertamos naqueles dias que o esgotamento precoce do governo Dilma e o desenvolvimento posterior que desaguou no seu impedimento, não parte de uma necessidade da burguesia nacional em desfechar um Golpe de Estado, ou seja, alterar radicalmente as linhas fundamentais do regime democratizante (uma paródia de democracia burguesa) instaurado com o advento da “Nova República” no Colégio Eleitoral em 1985. Esta variante (Golpe de Estado) se coloca diante de uma situação de absoluta radicalização da luta de classes, onde a liberdade de organização da classe operária (direitos democráticos) pode se transformar em avanços revolucionários que ameacem a dominação capitalista. Nenhum destes ingredientes esteve presente na atual crise política do regime. Recapitulando, o default prematuro da quarta gerência petista foi produto do fim de um ciclo econômico mundial, no qual a política de conciliação de classes da Frente Popular foi extremamente útil para os negócios da burguesia nacional. Encerrado o “boom” das commodities e da fartura do crédito para introduzir no mercado de consumo a chamada “classe C” e financiar a expansão das grandes empresas, o governo petista perde sua utilidade para os reais donos do poder, o capital. Fenômeno político totalmente distinto ocorreu com o presidente João Goulart, onde a organização revolucionária do proletariado avançava a passos largos por cada “brecha” (como as Reformas de Base) que o governo nacionalista burguês abria, nesta situação a burguesia precisava derrotar o conjunto das forças de esquerda (Jango, CGT, Ligas Camponesas, Prestes) com métodos de guerra civil: o Golpe de Estado se impunha. As reformas neoliberais de Dilma e seu draconiano “ajuste fiscal” foram uma exigência do capital imperialista, em nada ameaçavam a dominação burguesa... muito pelo contrário! Porém houve um “óbice” na lentidão do cronograma da austeridade financeira do governo Dilma, o incremento da recessão econômica paralisava a rentabilidade dos negócios da burguesia, e um de seus segmentos mais representativo resolveu por não aguardar as eleições presidenciais de 2018, era necessário por em marcha um golpe institucional lastreado na paralisia estatal da Frente Popular.


A “GLORIOSA” BASE ALIADA DO GOVERNO DILMA FOI PROTAGONISTA DO 1º ATO DO GOLPE INSTITUCIONAL: OS “COMPANHEIROS” BURGUESES DO PT “ROERAM A CORDA” PARA ALIAR-SE AO RATO TEMER
(Blog da LBI, 17 DE ABRIL DE 2016)

O governo Dilma neste domingo, 17 de abril, talvez tenha amargado sua derrota fatal, com forte gosto de "traição" de antigos "companheiros" das oligarquias burguesas que até pouquíssimo tempo habitavam a chamada "base aliada" da Frente Popular no Congresso Nacional. Os tradicionais parceiros do PT como a família Sarney, Cabral&Pezão, Edir Macedo e todos seus pastores parlamentares, Maluf e o PP, o PSD do ministro Kassab, PR etc "roeram a corda" para aliar-se ao rato Temer...Um fato ainda mais ridículo foi o literalmente "até ontem" Ministro da Aviação Civil, Mauro Lopes (PMDB-MG) votar pelo impeachment quando foi "liberado" por Dilma para votar contra! O prefeito do Rio, Eduardo Paes, tido como "amigo íntimo" de Lula ao ponto de trocar confidências por telefone, que lhe presenteou com verbas milionárias das Olimpíadas, mandou seu secretários municipais se licenciarem para literalmente votarem todos contra o Planalto! Mesmo o PDT agora sob o comando dos Gomes teve muitas "baixas" contra a aprovação do impeachment. Ao lado do governo apenas PT, PSOL e PCdoB mantiveram a fidelidade integral ao mandato de Dilma. Com a decisão da Câmara o golpe institucional avançou a passos largos e ainda que o Senado tenha a decisão final, a ser realizada em duas votações (uma por maioria simples e outra qualificada de 2/3) será muito difícil reverter a dinâmica política imposta a partir deste domingo. Faltaram cerca de trinta votos para que o governo conseguisse barrar o golpe parlamentar ainda na Câmara, não era muito considerando que bastava que apenas o PSD ou o PR, que detinham ministérios importantes do governo, fechassem questão contra a admissibilidade do impeachment. O PP, que detém cerca de 40 votos na Câmara, poderia ter ao menos se dividido e assim já complicaria os planos de Temer e Cunha assumirem o Planalto, porém nada disto ocorreu, pelo contrário, essas siglas votarem em peso pelo impeachment de Dilma, no PP apenas 04 votaram com o Planalto! O PR que tinha declarado apoio formal ao governo só garantiu 09 votos... Com esse resultado, a Frente Popular sai gravemente ferida deste processo, e não falamos simplesmente do aspecto institucional e suas consequências da perda do aparelho estatal. Será imenso o desgaste político diante das massas de ter acumulado aliados burgueses reacionários, que foram muito úteis para aplicar o ajuste neoliberal contra as conquistas do povo trabalhador, mas que se revelaram "escorpiões" para defender o mandato presidencial do PT. A próxima "batalha parlamentar" que se aproxima no Senado, já se anuncia perdida para o governo do PT, que deverá se preparar para colher um retumbante fiasco eleitoral nas próximas eleições municipais. É certo que o PT ainda detém um forte potencial político para uma futura eleição presidencial em 2018, ou antes caso a burguesia decida "caçar" também Temer e Cunha. Porém não se sabe ainda em que condições programáticas Lula e o PT se apresentarão em uma nova rodada eleitoral, se com a velha cara do discurso da necessidade do ajuste neoliberal ou com uma renovada demagogia populista de esquerda. O certo é que a ofensiva ideológica e jurídica institucional (estado de exceção) da direita ganha um alento importante com a aprovação do impeachment de Dilma, que apostando todas as fichas de sua defesa na esfera parlamentar colheu (parceiros fisiológicos burgueses) uma tremenda derrota política. A Frente Popular sequer mobilizou suas bases sindicais e populares para uma greve geral contra o impeachment, se limitou a impulsionar atos (de características eleitorais) com artistas e personalidades culturais quando atingiu o melhor momento da resistência contra a ofensiva da direita. Uma derrota vergonhosa sem um chamado de luta para as massas proletárias, assim podemos caracterizar a conduta covarde da Frente Popular diante da grave crise política que foi acometida. O proletariado deve abstrair todas as lições de mais esta derrota da estratégia de colaboração de classes, para poder organizar de forma independente o combate a ofensiva imperialista que atingiu um novo patamar com a efetivação desta manobra parlamentar reacionária contra o governo do PT.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

ÚLTIMO MOMENTO: ESTADO TERRORISTA DE ISRAEL ATACA COM MÍSSEIS A SÍRIA. DEFENDER MILITARMENTE O REGIME AL ASSAD DA OFENSIVA SIONISTA, COM NOSSOS PRÓPRIOS MÉTODOS DA LUTA DE MASSAS INTERNACIONAL!


A província síria de Homs acaba de ser bombardeada agora a noite (16/04), por mísseis de fabricação ianque. De acordo com a agência de notícias SANA, os mísseis invadiram o espaço aéreo sírio e foram derrubados perto da província de Homs pelas baterias de defesas. O Pentágono afirmou que "não há atividade militar dos Estados Unidos naquela área neste momento". O porta-voz Eric Pahond afirmou que no momento não há mais informações sobre o ataque, negando qualquer iniciativa dos EUA. Ao que tudo indica os mísseis partiram da mesma região, onde estão as bases militares do Estado terrorista de Israel, que pretende aproveitar a vaga assassina da ofensiva militar da OTAN contra o regime nacionalista de Al Assad. Queremos ver se os "sionistas de esquerda", da direção do MAIS como Waldo Mermelstein ficarão novamente "neutros" e calados diante da ofensiva militar do carniceiro Bibi Netanyahu contra o povo sírio. Desde os Marxistas da LBI, convocamos o proletariado mundial a rechaçar mais uma vez o covarde ataque do sionismo, este sim verdadeiro carrasco dos povos árabes e palestinos, mobilizando as massas para defender o regime Assad do imperialismo e seus acólitos, com nossos próprios métodos da luta de classes!

domingo, 15 de abril de 2018

NÃO AO BOMBARDEIO DAS POTÊNCIAS CAPITALISTAS CONTRA A SÍRIA! DEFENDER A SÍRIA DA AGRESSÃO IMPERIALISTA!


Publicamos abaixo a declaração política unitária assinada por organizações políticas, entidades e personalidades contra a agressão imperialista a Síria. Por entender que esta era uma iniciativa urgente de frente única contra o ataque perpetrado pelos EUA, Inglaterra e França a LBI subscreveu o texto, apesar de ter sérias divergências com alguns pontos de seu conteúdo programático, particularmente com a posição de “exigir que as determinações da ONU sejam respeitadas pela OTAN”, na medida que não temos nenhuma ilusão no papel “mediador” das Nações Unidas, um covil de bandidos controlado em última instância pelo imperialismo ianque. Infelizmente fomos voto vencido nessa discussão. Apesar disso, a declaração tem o mérito de se colocar claramente no campo da nação oprimida contra o imperialismo e de convocar a unidade tática com a Rússia, Irã e Hezbollah para derrotar os chacais imperialistas e o enclave sionista. Além disso, o texto denuncia corretamente o papel dos “rebeldes” financiados pela CIA como uma força auxiliar da OTAN em terra na Síria. Por fim, essa declaração serve de base para a convocação de um ato político contra o bombardeio imperialista, importante atividade que deve ocorrer nos próximos dias em São Paulo.

Nós, entidades e indivíduos abaixo assinados, declaramos nosso total apoio ao governo sírio e seus aliados Rússia, Irã e Hezbollah, diante de quaisquer agressões que sofram. Repudiamos com toda a força o bombardeio da Síria, ordenado pelo governo de Donald Trump, que contou com o apoio de seus aliados, França e Inglaterra, utilizando como pretexto falsas acusações.

É inadmissível e cruel um ataque dessa natureza, que coloca o mundo de volta diante da possibilidade de outra grande conflagração internacional. Queremos destacar que o ataque foi realizado sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU, ou seja, em desrespeito às leis internacionais.

As recentes movimentações de frota naval norte-americana no Mediterrâneo, carregando imenso poder de fogo e acompanhada de acusações de novo ataque químico em Douma – Ghouta Oriental – elevaram o alerta esta semana de um possível e maciço ataque à Síria. Este se concretizou no dia 14 de abril, quando Damasco sofreu duro ataque de mísseis disparados por EUA, Reino Unido e França. Curiosamente, o ataque surpreendeu a equipe de investigadores da OPAQ – Organização para a Proibição de Armas Químicas – que está em Damasco justamente para investigar a acusação feita pelos EUA de ataque químico supostamente realizado pelo governo.

A retomada de Goutha Oriental por parte do governo sírio foi estratégia essencial, esperada desde a queda desta região nas mãos de grupos apoiados principalmente por Arábia Saudita (Jaish Al Islam) e Turquia (diversos grupos, compondo o chamado Exército Livre da Síria, no qual se inclui a Ikhuan, Irmandade Muçulmana). A segurança de Damasco, como cidade e como capital e sede do governo, que em março foi alvejada por mais de 1000 mísseis e morteiros lançados desde os bairros sequestrados pelos “rebeldes”, dependia totalmente da operação. O Exército Árabe Sírio encontrou ao menos dois laboratórios clandestinos de produção de armas químicas em Goutha Oriental nas mãos da Al Qaeda e impediu que ataques ocorressem durante a libertação da região.

A retomada de um subúrbio composto de várias cidades das mãos de grupos afiliados à Al Qaeda pelo governo da Síria levou os aliados EUA, Inglaterra, França, Turquia, Catar, Arábia Saudita, Jordânia e Israel a reverem suas opções. A luta por procuração, pela qual estes países financiaram, armaram, treinaram e socorreram o wahhabismo terrorista por 7 anos na Síria, pode ter chegado ao fim, ao menos por hora.

Para que alcancem seus objetivos, EUA e aliados da OTAN e das monarquias absolutistas wahhabistas árabes do Golfo Pérsico parecem julgar indispensável a mudança de regime na Síria. Poderíamos aqui levantar as diversas hipóteses do porquê dessa obsessão em derrubar Bashar Al Assad. A disputa pelo transporte ou pela exploração de gás e petróleo (pré-sal mediterrâneo e Golã sírio); a barragem econômica da aliança asiática com a China, chamada também de Nova Rota da Seda; e a expansão do poderio e controle de Israel sobre o Oriente Médio – daí o apoio deste a um Curdistão ao norte da Síria – são possíveis explicações, que devem ser entendidas em seu conjunto. No entanto, a grande desculpa para a intervenção, recorrente durante toda a guerra, continua sendo a alegação de infração de direitos humanos, especialmente pelo suposto e nunca comprovado uso de armas químicas por parte do governo sírio. Mais uma vez, os amigos do Império Anglo-Sionista são perdoados de seus crimes, que não são poucos e, aos inimigos, a lei tenta ser aplicada, na base do ataque de falsa bandeira.

Apelamos a denunciar a natureza criminosa do imperialismo dos EUA e dos seus parceiros europeus e a mobilizar-se perante as embaixadas dos EUA em todo o mundo.

Exigimos que as determinações da ONU sejam respeitadas pela OTAN e seus membros individualmente.

As comunidades árabes na diáspora, bem como os diversos grupos e partidos progressistas, de direitos humanos e de lutas pós-coloniais devem unir-se para pressionar seus governos, imprensa e organismos internacionais a CESSAREM A GUERRA NA SÍRIA E PERMITIREM ÀQUELE PAÍS E SEU SOFRIDO POVO INICIAREM UM NOVO TEMPO, DE RECONSTRUÇÃO, RESTAURAÇÃO DA DIGNIDADE NA REGIÃO E RETORNO AO LAR.

Sábado, 14 de abril de 2018
  
Oriente Mídia
Cebrapaz
Frente Brasileira de Solidariedade com a Síria
CMB-Confederação de Mulheres do Brasil
Nova Resistência
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Liga Bolchevique Internacionalista (LBI)
Luta pelo Socialismo (LPS)
União Reconstrução Comunista (URC)
Claude Fahd Hajjar – Vice Presidente de Fearab América
Lejeune Mihran. Sociólogo, escritor e analista internacional
Babel Hajjar- jornalista e pesquisador
Breno Altman – jornalista e diretor do site Opera Mundi
Maria do Socorro Gomes Coelho – Diretora do Cebrapaz
José Reinaldo Carvalho- Diretor do Cebrapaz e editor do sítio www.resistencia.cc
Alencar Santana – Deputado Estadual
Fuad Achcar – Advogado, diretor da Fearab América, conselheiro da ICARAB e Clube Homs, membro do Nucleo de Cultura Árabe do Esporte Clube Sírio desde sua fundação.
Jamil Mourad- Médico e ex deputado federal, membro da Cebrapaz
Ualid El Kobari- empresário
Mauro Fadul Kurban- Advogado
Emir Mourad- Engenheiro civil
Eduardo Elias- Presidente da Fearab São Paulo
Jamile Abdel Latif- Advogada
Abdel Latif Hasan Abdel Latif – Médico palestino
Naji Omar Abdellatif – Médico palestino
Antonio Carlos Mazzeo –  Professor
Michel Saccab Filho- Médico, conselheiro e ex-diretor do Esporte Clube Sírio- SP
Reda Soueid- Assessor
Bechara Aziz Ibrahim- Arquiteto
Marlene Jazra Haddad Fahd- Arquiteta
Arminda Borges Latif – Professora aposentada
Ibrahim Muhd Abdel Latif – Engenheiro aposentado, empresário
William Dunne- Redator do Jornal da Causa Operária
André Drumond Ortega- Revista Ópera
Jamile Abdel Latif-  Advogada
Edson Albertão- Militante Frente Brasil Sem Medo
Maria Dolores Zundt- Militante da LPS.
Natalia Forcat- Cartunista
Selma Ismail Mohamad- Economista
Rafael Chervenski da Silva- Militante do PT
Guilherme da Hora Pereira- Militante do PCdoB
TRUMP ATACA A SÍRIA: MAIS E PSTU EM CAMPOS POLÍTICOS OPOSTOS EM RELAÇÃO AO GOLPE NO BRASIL, PORÉM BEM IRMANADOS NO APOIO A OFENSIVA IMPERIALISTA CONTRA O REGIME NACIONALISTA DE AL ASSAD


O grupo “MAIS” rompeu em 2016 com o PSTU e a própria LIT, denunciando que sua antiga organização Morenista adotava no Brasil uma política de apoio ao golpe parlamentar que apeou Dilma do governo central, e por consequência defendia a famigerada “Operação Lava Jato” e a prisão de Lula pelo Justiça burguesa, sob o comando do famigerado Sérgio Moro. Logo o agrupamento comandado por Valério Arcary e Waldo Mermelstein deu um giro de 180 graus. Ingressou no PSOL e passou a ser um dos maiores defensores do Lulismo e sua plataforma de conciliação de classes dentro das fileiras do novo partido reformista que os abrigou, tendo inclusive assento privilegiado nos atos políticos da Frente Popular que a pretexto de combater a “prisão de Lula e o avanço do fascismo” selaram as bases para uma aliança eleitoral entre o PT e o PSOL nas eleições de 2018. Se no Brasil o “MAIS” passou do sectarismo para o ultra-oportunismo, na Síria continua fielmente seguindo a política da LIT e do Morenismo! Na declaração escrita por Waldo Mermelstein para o Esquerda On Line (14/04) intitulada “EUA promove ataques aéreos à Síria: Chega de intervenção! Paz para o povo Sírio!” não há uma linha sequer convocando a derrota militar do imperialismo ianque e o estabelecimento tático da frente única com Assad-Putin-Khamenei para derrotar a agressão das potências capitalistas (EUA, França, Inglaterra). O reclame genérico de “Chega de Intervenção!” é docilmente voltado a condenar tanto os bombardeios ianques como a “influência russa” na Síria em uma espécie de “neutralidade”. Essa posição já seria impossível de ser adotada pelos revolucionários no conflito em questão, rompe com a lição programática legada por Lenin e Trotsky de postar-se incondicionalmente no campo da nação oprimida contra uma agressão imperialista independente da direção que comanda o país atrasado, no caso Bashar Al-Assad, que tanto o “MAIS” como o PSTU acusam de ser um “ditador sanguinário”. Lendo atentamente o texto percebe-se que a verdadeira posição do “MAIS” continua a ser a surrada cartilha pró-imperialista Morenista de “Fora Assad” sob o manto da “neutralidade”. No artigo de Waldo está apontado esse eixo político e militar literalmente, ao declarar que “A solução para acabar com o sofrimento do povo sírio não virá dos ataques aéreos das potências que dominaram a região por mais de um século, nem dos russos que aumentaram sua influência na região ultimamente. Nem do regime sanguinário de Assad. Somente a pressão externa e a solidariedade internacional podem ajudar a que a oposição social e laica na Síria se recomponha ou se reorganize de forma independente das forças intervencionistas e/ou sectárias e consiga derrubar Assad e seu regime, sem o que não poderá haver qualquer esperança de colocar um fim ao sofrimento do povo do país”. O que significa “somente a pressão externa e a solidariedade internacional podem ajudar a derrubar Assad e seu regime”? A resposta é clara, a pressão das potências imperialistas para isolar a Síria, a chantagem da ONU contra a Rússia e o Irã, as ameaças da OTAN e sanções econômicas contra o governo sírio! A tal “oposição social e laica” apoiada pelo MAIS neste momento é representada pelo Exército Livre da Síria (ELS) que assim como os demais grupos “rebeldes” islâmicos são patrocinados, financiados e assessorados pela CIA e o Mossad! Em resumo estamos diante da defesa “envergonhada” da escandalosa política Morenista de reivindicar ao imperialismo “armas para os rebeldes” defendida pela LIT. Neste ponto, a corrente Morenista é bastante clara e mais coerente. Diante dos bombardeios lançou uma declaração intitulada “Repudiamos o bombardeio imperialista contra a Síria!” (14.04) que assim como o “MAIS” aponta como tarefa principal não a derrota do imperialismo e sim a derrubada do governo Assad! Neste texto escandaloso, a LIT afirma “Tanto na Síria como no resto do mundo, a luta deve ser contra ambos os blocos inimigos do povo sírio. Por isso, a LIT-QI rechaça os ataques de Trump-Macron-May, ao mesmo tempo em que afirma que Al-Assad deve ter o mesmo destino que Kadafi. Estamos incondicionalmente com a revolução síria. É necessário concretizar qualquer ação de solidariedade ao povo e a esta causa. É preciso convocar manifestações, organizar o envio de ajuda humanitária, e exigir a cada governo que entregue, sem condições, armas pesadas e tecnologia militar aos rebeldes, para que possam se defender dos ataques genocidas de Assad. A revolução síria deve triunfar”. Em resumo, por trás do suposto “repúdio” aos bombardeios reivindica textualmente que os governos imperialistas forneçam armas aos “rebeldes” treinados pela CIA e o Mossad, clamando que Assad tenha o mesmo destino que Kadaffi, ou seja, seja derrubado e morto pelos “rebeldes” pró-OTAN em terra. No Brasil, o “MAIS” rompeu com o PSTU e passou de malas e bagagens para o campo político da Frente Popular, recorrendo ao real perigo do “neofascismo” como alicerce para as alianças eleitorais do PSOL como PT no segundo turno, na medida que Boulus já é um dos candidatos apoiados por Lula no primeiro turno. Na Síria, o “MAIS” segue vergonhosamente refém da mesma política Morenista, ao negar-se a chamar a derrota do imperialismo e a frente única com Assad-Putin-Khamenei para derrotar os chacais agressores comandandos por Trump, May e Macron! Em resumo, enquanto no Brasil PSTU e “MAIS” trilham caminhos opostos do mesmo lado da moeda, um na senda do sectarismo e o outro na vereda do ultra-oportunismo, na Síria ambos agrupamentos revisionistas estão de mãos dadas com o imperialismo para derrubar Assad!

sábado, 14 de abril de 2018

FRACASSA O ATAQUE DOS CHACAIS IMPERIALISTAS A SÍRIA: DEFESA ANTIAÉREA DO REGIME ASSAD DERRUBA A GRANDE MAIORIA DOS MÍSSEIS IANQUES. FRENTE ÚNICA MILITAR COM PUTIN, KHAMENEI E ASSAD PARA DERROTAR TRUMP!


O imperialismo ianque e seus capachos franceses e britânicos bombardearam na noite desta sexta-feira, 13.04, o território da Síria. As defesas antiaéreas sírias frustraram a primeira onda de ataque que redundou em um profundo fracasso. As cidades de Damasco, Homs, uma instalação de pesquisa em Barzeh foram atacadas durante as operações militares dos EUA, Reino Unido e França, sob o comando de Trump. Muitos mísseis foram interceptados, segundo fontes russas cerca de 50 deles, senão as consequências teriam sido infinitamente piores. Diante desse revés do ataque do imperialismo é preciso reforçar o chamado a frente única com Putin-Assad-Khamenei contra a agressão lançada pela Casa Branca e seus asseclas. Nesse momento o proletariado mundial deve convocar imediatamente manifestações para repudiar o bombardeio contra a Síria e postar-se no campo do país oprimido contra o agressor imperialista, como nos ensinaram Lenin e Trotsky.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

HÁ TRÊS ANOS DA MORTE DE EDUARDO GALEANO


GALEANO PRESENTE! UM INTELECTUAL PROGRESSISTA QUE NÃO COLOCOU A VENDA SUA HISTÓRIA DE VIDA

“Vivemos em plena cultura da aparência: O contrato de casamento importa mais que o amor, o funeral mais que o morto, as roupas mais do que o corpo e a missa mais do que Deus.” - Eduardo Galeano

A morte de Eduardo Galeano representa um duro golpe no campo progressista e anti-imperialista mundial em uma época onde a ofensiva do capital financeiro sobre os povos atinge seus níveis mais acentuados. Galeano não era um comunista, mas soube honrar até o último dia de sua vida suas profundas convicções democráticas sobre as raízes da realidade latino-americana, abordada em inúmeras crônicas, artigos e livros. Nos dias da cólera neoliberal são poucos os escritores, intelectuais e artistas de um modo geral que não sucumbem a lógica do mercado para se tornarem mais palatáveis a chamada "cultura de massas", um eufemismo que costuma agradar os agiotas do conhecimento humano. Nascido em Montevidéu no ano de 1940 desde muito jovem abraçou o ofício do jornalismo, quando desistiu de seu futuro futebolístico mais tarde retratado em sua obra "O futebol ao sol e à sombra". Galeano iniciou sua carreira jornalística no início da década de 60 como editor do "Marcha", importante periódico semanal que contava como articulistas Vargas Llosa e Mario Benedetti. Em 1971 publicou seu livro mais conhecido "As Veias Abertas da América Latina" afirmando seu viés ideológico de esquerda anti-imperialista com a denúncia libertária do saque colonial de nosso continente. Em 1973 foi preso em Montevidéu e posteriormente obrigado a se exilar na Argentina em virtude do golpe militar em seu país, três anos depois estava na "lista de morte" do sanguinário general Videla, quando partiu para um novo exílio para o Estado Espanhol. Na Europa deu início a trilogia "Memória do Fogo", obra premiada internacionalmente. Em 1985 quando do término do regime militar no Uruguai, Galeano retornou ao seu amado país onde viveu até sua morte. Acerca do governo "democraticamente eleito" de Julio Sanguinett, Galeano sempre manteve uma postura crítica, posição que sustentou até os dias de hoje no Uruguai sob o poder da Frente Ampla, mesmo intervindo em uma de suas alas de esquerda. Com sua morte os barões da mídia corporativa tentaram falsamente imputar a Galeano uma autocrítica política de sua obra, distorcendo algumas de suas declarações sobre "Veias Abertas da América Latina". Porém Galeano não era um intelectual venal do tipo FHC rechaçando cabalmente a torpe falsificação. Mesmo mantendo nítidas diferenças programáticas com alguns pontos da trajetória e dos próprios escritos de Galeano, prestamos nossa modesta homenagem a esse combatente da causa popular latino-americana, conscientes que nesta hora de profundo recrudescimento da ofensiva imperialista contra os povos após a "Queda do Muro de Berlim" nossa trincheira perdeu um valoroso guerreiro.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

DEZESSEIS ANOS APÓS O GOLPE QUE TENTOU DERRUBAR CHAVEZ: O FRACASSO DA "VIA PACÍFICA" DO “SOCIALISMO DO SÉCULO XXI”


Entre os dias 11 e 12 de abril de 2002, a Venezuela foi palco de um golpe de Estado orquestrado pelos EUA, que apontava para a instauração de uma brutal ditadura cívico-militar a la Fujimori. O golpe fracassou, mas demonstrou a disposição do então governo Bush de apostar em aventuras golpistas para aumentar seu controle econômico, político e militar sobre suas semicolônias. A recondução de Chávez ao poder, tutelado pelas FFAA e sob uma nova correlação de forças com a oposição burguesa, como demonstram as concessões políticas que fez posteriormente à direita golpista, apontaram para as massas venezuelanas a falência do projeto da “revolução bolivariana” e a necessidade de forjar um caminho proletário e revolucionário independente das frações burguesas em conflito, pois a “trégua” pactuada pelo regime Chavista com o imperialismo ianque baseou- se em um ataque ainda maior às condições de vida da população trabalhadora, como vemos hoje, dezesseis anos após o golpe de abril. Incrivelmente, quase todas as explicações para o fracasso do golpe de estado apontam que o erro dos golpistas foi ter “rompido com as instituições democráticas”, algo que não seria mais admissível nos tempos atuais, etc., o que não passa de uma balela democratizante para consumo da “opinião pública”. Os próprios EUA trataram de espalhar a versão de que torciam pela derrubada de Chávez, “mas apenas por vias democráticas”. Na verdade, a recondução de Chávez à presidência da Venezuela se deveu à sequência de atropelos cometidos pelo efêmero governo golpista encabeçado pelo presidente do sindicato patronal Federação de Câmaras, Pedro Carmona, em composição com a cúpula militar venezuelana, apoiados pelo imperialismo ianque. Decisivo para o fracasso, não foram o fechamento da Assembleia Nacional, a dissolução da Suprema Corte Venezuelana, e muito menos o alijamento da Central dos Trabalhadores Venezuelanos do governo, como destacam a mídia burguesa. Apesar destas medidas contribuírem para o isolamento da cúpula dos golpistas, é exatamente com elas que se iniciam quase todos os golpes. O problema residiu na fragilidade econômica do Estado venezuelano para suportar o aumento do parasitismo imperialista.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

IMPERIALISMO RECORRE A FARSA DE UM “ATAQUE QUÍMICO” PARA LANÇAR AÇÃO MILITAR CONTRA ASSAD: FRENTE ÚNICA COM A RÚSSIA/SÍRIA CONTRA A OTAN E ISRAEL COMO PARTE DA LUTA POR UMA DIREÇÃO REVOLUCIONÁRIA PARA OS TRABALHADORES!


As falsas denúncias de ataques químicos por parte do governo Assad na cidade de Duma, no leste da Ghouta, na Síria, visam proteger os terroristas financiados pelo imperialismo e justificar uma intervenção militar da OTAN. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia “Continuam os ataques informativos sobre o uso de cloro ou outras substâncias tóxicas pelas forças governamentais. Mais uma história forjada sobre um alegado ataque químico contra Duma apareceu ontem. Entretanto, são feitas referências à famigerada organização não governamental Capacetes Brancos, que reiteradamente fez conluios com os terroristas, e a outras chamadas organizações humanitárias baseadas no Reino Unido e nos EUA” (Sputnik, 08.04). Segundo a chancelaria russa, “O objetivo dessas invenções mentirosas, que não têm nada a ver com a realidade, é proteger os terroristas e a oposição radical inflexível, que recusa uma solução política, ao mesmo tempo tentando justificar possíveis ataques do exterior”. Por fim abordando a possível ação da OTAN contra o governo Assad, o comunicado declara “É necessário avisar mais uma vez que uma intervenção militar com os pretextos falsos e forjados na Síria, onde a pedido do governo legitimo há militares russos, é totalmente inaceitável e pode levar às mais graves consequências”. A agência síria SANA comunicou, citando uma fonte governamental, que o grupo Jaysh al-Islam está divulgando notícias falsas sobre um suposto ataque químico em Duma para deter a ofensiva bem-sucedida do exército sírio na região. O presidente ianque Donald Trump prometeu nesta segunda-feira (09.04) tomar em 24 a 48 horas uma “decisão importante” sobre a Síria: “Estamos estudando a situação e falando com líderes militares, e tomaremos alguma decisão importante nas próximas 24 a 48 horas. Se é a Rússia, se é a Síria, se é o Irã, se são todos eles juntos, vamos descobrir”. Mais cedo, também nesta segunda, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, afirmou que “não descarta ações militares contra a Síria após surgirem informações sobre o ataque químico na cidade síria de Duma atribuído às tropas do presidente Bashar Al Assad”. A posição dos Marxistas-Revolucionários denunciar a farsa montada pelo imperialismo e rechaçar qualquer agressão militar ao território da Síria. Ao denunciar a agressão imperialista, no campo militar os trotskistas reafirmam a frente única com o exército nacional comandado por Bashar Al-Assad contra os “rebeldes” armados e financiados pela Casa Branca. Os Comunistas Proletários militam nestas trincheiras de combate com total independência política e militar das direções burguesas e nacionalistas para forjar uma alternativa revolucionária de poder dos trabalhadores, guiados por um programa internacionalista! Frente a esta rica realidade da luta de classes, reafirmamos que na Síria nos mantemos ao lado da aliança Rússia/Síria, repudiando qualquer bombardeio imperialista ao país. Para derrotar a ofensiva política e militar das potências abutres e de seus aliados internos é preciso que o proletariado sírio em aliança com seus irmãos de classe do Oriente Médio se levante em luta contra a investida imperialista na região, travestida pela retórica de defesa dos “direitos humanos e democracia”. Neste momento é fundamental estabelecer uma clara frente única anti-imperialista com as forças populares que apoiam o regime nacionalista burguês sírio, assim como com o Hezbollah para derrotar a ofensiva sobre o país. Combatendo nesta trincheira de luta comum, os revolucionários têm autoridade política para rechaçar inclusive as concessões feitas pelo governo de Bashar Al-Assad a esses organismos imperialistas que pretendem subjugar o país, forjando no calor do combate as condições para a construção de uma genuína alternativa revolucionária as atuais direções burguesas que via de regra tendem a buscar acordos vergonhosos com a Casa Branca. Por fim, esclarecemos que os Marxistas Leninistas nunca nutrimos a menor simpatia política pelo regime da oligarquia burguesa de Assad, porém declaramos abertamente e sem dissimulações que temos um “lado” na guerra civil da Síria, o nosso campo é frontalmente oposto aquele que o imperialismo e seus “amigos” apostam suas “fichas”. Impedir que a OTAN abra um corredor militar desde a Síria, passando pelo Líbano, para atacar o Irã, é neste momento a tarefa central da classe operária internacional em seu combate revolucionário e anti-imperialista. No campo oposto, o “MAIS”, o PSTU, a CST, a LIT e a UIT estão ao lado dos mercenários “rebeldes” terroristas e da contrarrevolução imperialista, são adversários das nações atrasadas atacadas pelo imperialismo e da política nos legada por Trotsky!

sábado, 7 de abril de 2018

LULA ANUNCIA SUA RENDIÇÃO EM RESPEITO A ORDEM BURGUESA: SEM RESISTÊNCIA REVOLUCIONÁRIA, O PT ENTREGA LULA AOS CHACAIS DA LAVA JATO! FRENTE POPULAR ORIENTA MANIFESTANTES A SE DISPERSAREM. PM É CHAMADA PARA “GARANTIR VONTADE” DE LULA SER ENCARCERADO PELO JUIZ MORO!



Lula anunciou que iria se integrar à PF. Fez um discurso eleitoral, apresentou os candidatos da Frente Popular nos estados e ainda se disse feliz que nas eleições presidenciais haveriam candidatos de esquerda como Boulus (PSOL) e Manoela (PCdoB). Afirmou acreditar na justiça e apoiar a “Operação Lava Jato”, lamentando apenas que o Juiz Mouro cedeu à pressão da Rede Globo. Não denunciou em nenhum momento o STF porque tem esperança de seja libertado quando da votação do mérito da Ação Declaratória de Constitucionalidade na Suprema Corte da Justiça do capital. Em resumo, anunciou que vai cumprir as ordens da justiça burguesa. Boulus foi na mesma tonada: “Se alguém rasgou a Constituição foi quem condenou sem provas. Estamos aqui para garantir a Constituição”, reforçou. O MST orientou que todos se dispersassem no final da tarde! Lula foi inicialmente impedido de sair da sede do sindicato por manifestantes mas acabou se entregando. Diante desse impasse a presidente do PT, Gleise Hoffmann, fez um apelo patético para que os ativistas deixassem Lula se entregar a PF. Uma vergonha completa que simboliza a política de colaboração de classes em nome de se “respeitar a vontade de Lula”. A PM foi chamada para "garantir" o desejo do dirigente máximo do PT. Como alertamos o PT não apostou na luta direta para barrar a ofensiva fascista, agora impôs que os manifestantes que ficaram cercando a sede o sindicato se retirassem e liberassem a passagem. O PT orientou o que restou de sua base em frente ao sindicato que deixasse Lula sair e não “dificultasse” a tarefa da PF!  O PT não chamou a resistência porque teme que a ação das massas saia de seu controle. Lula mesmo preso, aposta no circo eleitoral da democracia dos ricos e nas instituições do regime. É preciso tirar as lições políticas e programáticas desse episódio escandaloso que o PT impôs ao movimento operário tendo o PSOL, PCdoB e PCO como parceiros dessa política de respeito integral a institucionalidade burguesa!