quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Como parte das homenagens a Lenin a LBI publica o prefácio escrito em agosto de 1917 pelo Chefe Bolchevique ao livro de sua autoria “O Estado e a Revolução”, obra magistral e visionária lançada às vésperas da Revolução de Outubro para orientar o Partido na luta pelo poder, diante das tarefas de destruição do Estado capitalista pelo proletariado e como parte do combate teórico e político contras as tendências reformistas no seio da classe operária. A LBI relançou recentemente o livro “Estado e a Revolução” em parceria com a Editora Nova Antídoto, disponível para nossos leitores e simpatizantes!


O ESTADO E A REVOLUÇÃO

LENIN – Prefácio à 1ª Edição/Agosto de 1917

A questão do Estado assume, em nossos dias, particular importância, tanto do ponto de vista teórico como do ponto de vista política prática. A guerra imperialista acelerou e avivou ao mais alto grau o processo de transformação do capitalismo monopolizador em capitalismo monopolizador de Estado. A monstruosa escravização dos trabalhadores pelo Estado, que se une cada vez mais estreitamente aos onipotentes sindicatos capitalistas, atinge proporções cada vez maiores. Os países mais adiantados se transformam (referimo-nos à "retaguarda" desses países) em presídios militares para os trabalhadores.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

URGENTE: LIBERDADE IMEDIATA PARA GUILHERME BOULOS, DIRIGENTE DO MTST, PRESO POLÍTICO DOS GOVERNOS TUCANOS ALCKMIN/DÓRIA!


NOTA DO MTST - PRISÃO ABSURDA DE GUILHERME BOULUS

O companheiro Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, que estava acompanhando a reintegração de posse da ocupação Colonial, visando garantir uma desfecho favorável para as mais de 3000 pessoas da ocupação, acaba de ser preso pela PM de São Paulo sob a acusação de desobediência civil.

Um verdadeiro absurdo, uma vez que Guilherme Boulos esteve o tempo todo procurando uma mediação para o conflito.

Neste momento, o companheiro Guilherme está detido no 49ª DP de São Mateus.

Não aceitaremos calados que além de massacrem o povo da ocupação Colonial, jogando-os nas ruas, ainda querem prender quem tentou o tempo todo e de forma pacífica ajuda-los.

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
HÁ 09 ANOS, ANTES MESMO DO FINAL DAS PRIMÁRIAS DEMOCRATAS DE 2008, A LBI FOI A PRIMEIRA CORRENTE POLÍTICA A DENUNCIAR O VERDADEIRO CARÁTER REACIONÁRIO DE UM FUTURO GOVERNO OBAMA: UMA ANÁLISE MARXISTA DA GERÊNCIA DE UM NEGRO COMO CHEFE DO IMPERIALISMO MUNDIAL QUE ABRIU CAMINHO PARA A ASCENSÃO DO XENÓFOBO TRUMP!


No final desta semana Obama deixará a presidência dos EUA após 8 anos de governo dando lugar ao Republicano xenófobo Donaldo Trump na Casa Branca. O "falcão negro" deixou um legado de guerra na Líbia e Síria, travestida de apoio ao farsesca "Revolução Árabe", aprofundou a rapina das semicolônias e já no final de sua gestão incrementou a política de reação democrática com relação a Cuba e em apoio ao "Acordo de Paz" com as FARC na Colômbia que tem levado a paulatina rendição da guerrilha. Antes mesmo do início de seu primeiro mandato de Obama, já no começo de 2008, a LBI denunciava a operação política nos EUA para levar o primeiro negro a chefe do imperialismo mundial. No final de janeiro de 2008, antes das primárias da “super-terça”, realizadas em 05 de fevereiro, quando Hillary Clinton mantinha um largo favoritismo sobre os demais adversários de partido a LBI prognosticou a vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais dos EUA. Nosso prognóstico confirmou-se plenamente com a votação propriamente dita nas urnas. Esse acerto político tremendo demonstrou a superioridade da análise marxista revolucionária sobre a “cobertura jornalística” feita pelas organizações centristas e liberais pequeno-burguesas. Não fizemos uma "simples" projeção eleitoral, mas caracterizamos já no começo de 2008, quando ninguém ousava fazer, que o imperialismo necessitava de Obama como elemento indispensável diante da enorme polarização social que vive os EUA, submerso em uma descomunal crise econômica. A candidatura do democrata negro representava uma tentativa desesperada das classes dominantes de cooptarem as direções do proletariado e das massas pela via eleitoral e da institucionalidade burguesa. O imperialismo agiu preventivamente para descomprimir a tendência latente de ação direta dos explorados, frente à conjuntura que sinaliza claramente um período de agudos enfrentamentos de classe no coração do monstro imperialista.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Nesta semana publicaremos uma série de artigos elaborados pela LBI em homenagem a Lênin, dirigente máximo da Revolução de Outubro, falecido há 93 anos, no dia 21 de janeiro de 1924. Hoje reproduzimos a denúncia que fizemos de Vladimir Putin, que na qualidade de representante da burguesia restauracionista na Rússia atacou duramente a figura de Lenin e da política revolucionária do Partido Bolchevique para a manutenção da URSS. O fato de Putin renegar Lenin demonstra a total impossibilidade da “nova” classe dominante russa ser consequente na luta contra o imperialismo e até mesmo na defesa da soberania nacional do país, o que só pode ocorrer com a vitória de uma nova Revolução de Outubro na pátria Lenin, que imponha a volta da Ditadura do Proletariado e de uma verdadeira Federação das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o que não tem nenhuma similaridade com o nacionalismo burguês que enaltece a "Grande Rússia" capitalista defendida por Putin.


PUTIN RENEGA LENIN: ATAQUE VISA ENCOBRIR QUE O ATUAL GOVERNO BURGUÊS É HERDEIRO DO BANDO RESTAURACIONISTA RESPONSÁVEL PELA DESTRUIÇÃO DA URSS. EM DEFESA DO LENINISMO E DO PARTIDO BOLCHEVIQUE! (BLOG da LBI, 22 de Janeiro/2016)

Ganhou grande destaque na mídia mundial a entrevista em que Vladimir Putin acusa Lenin de ser responsável pela destruição da URSS, ainda mais quando a declaração ocorreu no dia em que se celebravam os 92 anos da morte do principal dirigente bolchevique responsável por edificar a União Soviética e não destruí-la! Segundo a imprensa russa (Russia Today – RT, Interfax) no contexto da discussão sobre um verso do poeta russo Boris Pasternak, na qual Lenin é mencionado como uma pessoa que pode “controlar o fluxo de pensamento e, portanto, conseguiu controlar o país” Putin atacou Lênin. Segundo o presidente russo, “Controlar o fluxo de pensamento é bom, mas este pensamento deve trazer um resultado correto, e não como o fez Vladimir Ilyich Porque como resultado seu pensamento levou à queda da União Soviética, havia muitas ideias incorretas. A criação de autonomias nacionais, e assim por diante. Eles colocaram uma bomba atômica sob o edifício chamado Rússia e este finalmente explodiu” (RT, 21.01). Como se observa, a crítica de Putin, ex-agente da KGB formado na escola do stalinismo, é contra a posição de Lenin em defesa da autonomia das repúblicas soviéticas na URSS, plataforma também defendida por Trostky em oposição às teses defendidas a época por Stálin. Além da mídia venal, os revisionistas do trotskismo (PSTU, CST) aproveitaram a declaração de Putin para defender suas atuais posições pró-imperialistas em defesa da “autonomia” da Ucrânia, governada hoje pelos golpistas-fascistas de Kiev em oposição a Moscou. Como Marxistas-Leninistas defendemos as posições de Lênin e Trotsky e rechaçamos categoricamente os ataques de Putin ao edificador da URSS e dirigente maior do Partido Bolchevique. As críticas de Putin demonstram uma visão que muito se aproxima do stalinismo, em defesa da “grande pátria mãe” própria do nacionalismo russo, plataforma duramente criticada por Lenin. Essa crítica é condensada no artigo “A RESPEITO DO PROBLEMA DAS NACIONALIDADES OU SOBRE A ‘AUTONOMIA’” (1922) em que Lenin chega a seguinte conclusão “A responsabilidade política de toda esta campanha de verdadeiro nacionalismo russo deve fazer-se recair, é claro, sobre Stalin e Dzerzhinski” complementando que “Nestas condições é muito natural que a ‘liberdade de separar-se da união’, com que nós nos justificamos, seja um papel molhado incapaz de defender os não russos da invasão do russo genuíno, chauvinista, no fundo um homem miserável e dado à violência como é o típico burocrata russo. Não há qualquer dúvida de que a insignificante percentagem de operários soviéticos e sovietizados afundariam nesse mar de imundícia chauvinista russa como a mosca no leite. Em defesa desta medida diz-se que foram segregados os Comissariados do Povo que se relacionam diretamente com a psicologia das nacionalidades, com a instrução nas nacionalidades. Mas a respeito disto ocorre-nos uma pergunta, a de se é possível segregar estes Comissariados por completo, e uma segunda pergunta, a de se temos tomado medidas com a suficiente solicitude para protegermos realmente os não russos do esbirro genuinamente russo. Eu acho que não as tomamos, embora pudéssemos e devêssemos tê-lo feito. Eu acho que neste assunto exerceram uma influência fatal as pressas e os afãs administrativos de Stalin, bem como a sua aversão contra o decantado ‘social-nacionalismo’. Via de regra, a aversão sempre exerce em política o pior papel”. Referindo-se a esta polêmica entre Lenin e Stálin, Trotsky lembrou no texto “A QUESTÃO UCRANIANA” (1939) que “Após a tomada do poder, teve lugar no partido uma séria luta pela solução dos numerosos problemas nacionais herdados da velha Rússia tsarista. No seu carácter de comissário do povo para as nacionalidades, Stalin representou invariavelmente a tendência mais burocrática e centralista. Isto tornou especialmente evidente na questão da Geórgia e na da Ucrânia. Até hoje, a correspondência não foi publicada. Esperamos poder editar a pequena parte de que dispomos. Cada linha das cartas e propostas de Lenine vibra com a urgência de conformar na medida do possível aquelas nacionalidades que tinham sido oprimidas no passado. Em troca, nas propostas e declarações de Stalin, salientava invariavelmente a tendência para o centralismo burocrático. Com o fim de garantir ‘necessidades administrativas’, quer dizer, os interesses da burocracia, as mais legítimas reclamações das nacionalidades oprimidas foram declaradas manifestações de nacionalismo pequeno-burguês. Estes sintomas já podiam perceber-se bem cedo, em 1922-1923. Desde essa altura, tiveram um monstruoso crescimento, levando a uma completa asfixia qualquer tipo de desenvolvimento nacional independente dos povos da URSS.” Como se observa, hoje Putin defende historicamente as mesmas posições nacionalistas de Stálin contra a defesa do internacionalismo e da solidariedade de classe entre os povos proclamada por Lenin e Trotsky. Lembremos que Lenin e Trotsky defendiam o direito a autonomia no marco da defesa da URSS e de sua economia planificada e obviamente não para facilitar a restauração do capitalismo. Esta posição fica clara quando Lenin no mesmo texto (A RESPEITO DO PROBLEMA DAS NACIONALIDADES OU SOBRE A ‘AUTONOMIA’) afirma “Por isso, neste caso, o interesse vital da solidariedade proletária e, portanto da luta proletária de classe, requer que jamais olhemos formalmente o problema nacional, senão que sempre levemos em conta a diferença obrigatória na atitude do proletário da nação oprimida (ou pequena) para a nação opressora (ou grande).Quê medidas prática se devem tomar nesta situação? Primeira, cumpre manter e fortalecer a união das repúblicas socialista; sobre isto não pode haver dúvida”. Trotsky vai no mesmo sentido no artigo “A INDEPENDÊNCIA DA UCRÂNIA E A CONFUSÃO SECTÁRIA” (1939) em que pontua “A necessidade de um compromisso, ou melhor, de vários compromissos, se coloca de maneira similar no tocante à questão nacional, sendas que não são mais retilíneas que as da revolução agrária. A estrutura federada da União Soviética é fruto de um compromisso entre o centralismo que exige uma economia planificada e a descentralização necessária para o desenvolvimento das nações que no passado estavam oprimidas. Construído o Estado operário sobre o princípio de compromisso de uma federação, o Partido Bolchevique inscreveu na sua constituição o direito das nações à separação completa, indicando desta maneira que não considera resolvida de uma vez e para sempre a questão nacional.”. Mesmo rechaçando publicamente as posições de Putin, a LBI de forma alguma se embloca hoje com os agentes do imperialismo de Kiev contra a Rússia para aprofundar a recolonização capitalista na ex-república soviética, posição assumida pelos revisionistas do Trotskismo. Ao contrário, defendemos a unificação da Criméia com a Russia e apoiamos o direito à separação das "repúblicas populares" do Leste ucraniano.

sábado, 14 de janeiro de 2017

AS PRIMEIRAS E AS ÚLTIMAS VAIAS A LULA EM UM CONGRESSO DE TRABALHADORES: AS DIFERENÇAS ENTRE OPOSIÇÃO REVOLUCIONÁRIA E OPOSIÇÃO DE DIREITA


Tem repercutido bastante no campo da esquerda a posição assumida pelos delegados do PSTU no último congresso da CNTE de hostilizar e "dar as costas" ao ex-presidente Lula, convidado de honra na abertura do evento sindical. A imprensa "murdochiana" logo destacou o fato para logicamente engrossar sua campanha de demonização do PT e enxovalhamento da candidatura de Lula ao Planalto em 2018. A burocracia sindical da CUT planejou utilizar o congresso da CNTE que ocorre em Brasília para impulsionar o lançamento do ex-presidente da república como um suposto candidato de unifica todo o movimento de massas do país. Em primeiro lugar queremos reafirmar o direito político de qualquer organização de esquerda poder se manifestar livremente em um congresso do movimento dos trabalhadores, seja de forma equivocada ou não. Nós da LBI conhecemos muito bem a conduta covarde e burocrática da direção petista, seja no interior do movimento sindical ou mesmo na luta de classes. Repudiamos com força os grupelhos da esquerda corruptos material e moralmente, como o PCO, que agora servem como capangas da Articulação para defenderem o "legado dos governos petistas" e atacar qualquer manifestação contrária aos interesses da Frente Popular de colaboração de classes. Entretanto não podemos abonar a política de "Oposição de direita" ao PT, que o PSTU vem desenvolvendo no último período, apoiando a "caçada as bruxas" da famigerada Operação Lava Jato contra a esquerda e as lideranças sindicais. A LBI teve o mérito histórico de manifestar seu rechaço político as primeiras medidas neoliberais do governo Lula, logo no início de 2003, quando o PT encaminhou ao parlamento uma nova reforma da previdência que atacava os direitos fundamentais dos servidores públicos. Nesta ocasião em pleno 8* Congresso Nacional da CUT (junho de 2003), que ocorria em São Paulo, os delegados da LBI tiveram a coragem de vaiar o presidente Lula, enquanto o conjunto da esquerda reformista(o PSTU incluso neste bojo) aplaudia as medidas draconianas do governo da Frente Popular. Não se pode esquecer que os Morenistas tinham acabado de votar em Lula em 2002 com a surrada justificativa de "derrotar a direita", a mesma direita que hoje a LIT está emblocada no Brasil e no mundo. Como Marxistas não reconhecemos o falso "legado" dos governos da Frente Popular, que impulsionou o mercado e rentistas a transformarem o país em uma "bolha de crédito", que acabou estourando no colo da presidenta Dilma. Enquanto o PT alimentou as oligarquias corruptas com fartas verbas estatais, todos "eram felizes", mas a festa acabou com a chegada da recessão capitalista mundial e as hienas burguesas golpearam o governo Dilma. O PSTU foi um dos que pularam fora da sombra do barco petista com o prenúncio do naufrágio, sem que antes tivessem enchido as "sacolas" de suas colaterais sindicais com a grana do Estado burguês. Não podemos reconhecer nenhum mérito nos oportunistas que ontem "mamavam nas tetas" da Frente Popular e hoje "viram as costas" para aquele que ajudaram a se eleger para governar com a "carta compromisso" com o capital. Os Trotskistas da LBI declararam Oposição Operária desde o primeiro dia de governo burguês da Frente Popular, e continuam firmes na trincheira da luta política contra a colaboração de classes e a direita fascista. Não podemos admitir a existência somente de dois campos de batalha para o proletariado: a democracia dos ricos ou o regime de exceção, é urgente e necessário construir uma alternativa de poder revolucionário para a classe operária!


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017


Adquira com os militantes da LBI a AGENDA 2017 em homenagem aos 100 anos da Revolução de Outubro, um lançamento da Editora Nova Antídoto R$ 50,00
PASSAGENS DE ÔNIBUS REAJUSTADAS EM TODAS AS CAPITAIS: BARRAR O AUMENTO NA LUTA DIRETA E AMPLA MOBILIZAÇÃO DE RUA IMPONDO O PASSE LIVRE RUMO A ESTATIZAÇÃO DE TODO O SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO!


Em diversas capitais do país, as prefeituras anunciaram aumentos astronômicos nas passagens de ônibus. Em Fortaleza o reajuste foi de 16,5%, já Brasília ficou na casa dos 25%! A média do aumento chega a 20%! Cidades como Campinas e Florianópolis foram reajustadas as tarifas em 11%. Na capital paulista o prefeito do PSDB, João Dória em conluio com Alckmin, aumentou em até 25% as tarifas do transporte: o preço da passagem unitária permanece o mesmo na maioria das linhas da Capital, mas o reajuste é feito nos bilhetes coletivos e de integração, mais usados pelos trabalhadores. O MPL programou um protesto para este dia 12 (quinta-feira) em São Paulo, no final da tarde. Desde a LBI e a Juventude Bolchevique chamamos o conjunto dos sindicatos classistas, o MST, MTST e as entidades populares comprometidas com a luta dos trabalhadores e do povo pobre a se somarem ao protesto, tomando as ruas da capital paulista. Defendemos claramente que a luta contra o aumento das passagens no transporte coletivo deve se radicalizar e se unificar nacionalmente com os companheiros de outras capitais para vencer os empresários e seus governos de “direita” e “esquerda”. É necessário que se fortaleça em todo o país a luta contra o aumento, impulsionando mobilizações com um eixo claro de combate: redução das tarifas, passe-livre já e estatização de todo o sistema de transporte coletivo sob controle dos trabalhadores. Só assim as lutas dos explorados não serão em vão, na medida em que tomem em suas mãos o gerenciamento e organização dos transportes. O passe-livre e um transporte público de qualidade para o povo trabalhador só será conquistado através da sua luta tenaz com o objetivo de estatizar sob seu controle direto todo o sistema de transporte, assim como os serviços públicos, para extinguir sua tarifa e tornar melhor suas condições de uso. Enquanto suas concessões estiverem reservadas aos empresários em conluio com agentes da administração estatal, o caos e os péssimos serviços nos transportes tenderão a se agravar. É preciso impor a imediata redução da tarifa, até a conquista do passe-livre, o que coloca na ordem do dia a paralisação das escolas e universidades, o fortalecimento das marchas nos centro das grandes cidades e nas periferias rumo a vitória da luta unificada entre estudantes e trabalhadores!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

PELÉ O PRIMEIRO ÍDOLO NACIONAL NEGRO A SERVIÇO DA ELITE BRANCA


A grande mídia "murdochiana" tem veiculado nos últimos dias artigos repercutindo à ausência de Pelé na solenidade oficial da FIFA que premia anualmente os melhores atletas do futebol mundial na temporada. Pelos mesmos problemas de saúde que atravessa Pelé também foi obrigado a se ausentar da abertura dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro. Edison Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelé, nascido na cidade de Três Corações-MG em 23 de outubro de 1940, iniciou sua carreira de jogador de futebol no time dos Santos onde conquistou o bi-campeonato mundial de clubes. Aos 17 anos, participou da copa do mundo de seleções na Suécia (1958), marcando seis gols e se destacando como a grande revelação do torneio. Quando o Brasil foi tricampeão mundial do México em 70, Pelé foi o destaque da copa, convertendo-se no primeiro ídolo nacional negro, em pleno auge da ditadura militar. Pelé foi o exemplo de atleta alienado que ascendia socialmente e que não se engajava ou sequer se posiciona de forma solidária nas questões sociais e políticas que expressasse os interesses de classe dos explorados e oprimidos no país.Postava-se como um garoto propaganda do regime burguês de plantão e das grandes corporações nacionais e multinacionais que têm o futebol como mero objeto de lucro e idiotização humana.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

GOLPISTAS DECLARAM “ABANDONO DE CARGO” DO PRESIDENTE MADURO: A RESPOSTA REVOLUCIONÁRIA DEVE SER A DISSOLUÇÃO DO PARLAMENTO BURGUÊS REACIONÁRIO E A FORMAÇÃO DE CONSELHOS OPERÁRIOS PARA CONSTRUIR UMA VERDADEIRA REPÚBLICA SOCIALISTA NA VENEZUELA!


A oposição golpista e pró-imperialista da Venezuela aprovou uma moção contra o presidente Nicolas Maduro nesta segunda-feira (9) na tentativa formal de forçar as eleições antecipadas no país mas de fato para preparar o caminho para um Golpe de Estado. A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelo MUD declarou o “abandono do cargo” por parte do presidente Nicolas Maduro, argumentando que o chefe de Estado se afastou do cumprimento dos seus deveres constitucionais: “Aprovado o acordo com o qual se qualifica o abandono de cargo por Nicolas Maduro Moros e, o mais importante, se exige uma saída eleitoral para a crise venezuelana para que o povo se expresse através do voto”.  O Supremo Tribunal de Justiça venezuelano, controlado pelo Chavismo, anunciou que a decisão era inconstitucional, declarando que “a Assembleia Nacional abstenha-se de ditar qualquer tipo de ato que seja fora de suas funções”. 106 deputados votaram a favor desta decisão. Deputados pró-governo deixaram a sessão antes do início do processo de votação. Por sua vez Maduro anunciou um aumento de 50% do Salário Mínimo como medida para ampliar seu apoio popular entre as massas que tem seus recursos corroídos pela crise econômica. A tarefa prioritária da classe operária venezuelana nesta conjuntura de gestação da guerra civil travestida pelo chamado a “novas eleições”, passa necessariamente pela construção do seu próprio poder estatal (com todas suas instituições embrionárias) para derrotar tanto a direita golpista como a iminente capitulação do Chavismo frente à reação. O quadro social, político e econômico reflete a investida do imperialismo e da direita golpista contra o governo Maduro. Frente a esta situação defendemos a unidade de ação com o “chavismo” para derrotar a reação burguesa pró-imperialista, forjando uma alternativa de direção revolucionária para os trabalhadores! Por esta razão reafirmamos que é preciso derrotar com os métodos de luta da classe operária a direita golpista sem capitular ao “chavismo” e seu projeto nacionalista burguês!  Os Marxistas Revolucionários não nutrem ilusões na capacidade revolucionária do Chavismo ultrapassar suas limitações históricas de um movimento radicalizado da burguesia nacionalista, combatemos na mesma trincheira antiimperialista porém somos conscientes de sua incapacidade programática de romper seus vínculos materiais com o capitalismo. Devemos acompanhar a própria experiência das massas e da vanguarda classista com o Chavismo, sem a cooptação das benesses estatais do regime e apontando sempre o caminho do enfrentamento revolucionário com a burguesia nativa e subordinada aos interesses do “grande Amo do Norte”. As bravatas de dissolução da reacionária Assembleia Nacional feitas por Maduro anteriormente não passaram de uma barganha com a direita golpista, ligada diretamente a Casa Branca, mas o anúncio de um considerável aumento salarial é uma medida concreta (mesmo que limitada) em favor dos trabalhadores. O Chavismo como uma expressão radicalizada do nacionalismo burguês, historicamente é incapaz de levar adiante a tarefa de construção dos conselhos operários de poder, os Soviets. A demagogia Chavista da formação dos conselhos populares e do armamento da população para enfrentar a ofensiva imperialista se mostrou como mais uma falácia da burguesia “bolivariana”, agora diante do aprofundamento da crise social Maduro se apoia exclusivamente nos militares “fiéis”. Porém a história mundial da luta de classes já demonstrou que a “traição” é o principal motor dos golpes de Estado patrocinados pelo “Tio Sam”. O fundamental é que o proletariado venezuelano possa construir sua própria independência de classe, erguendo no curso da luta política uma verdadeira república socialista na Venezuela construída a partir de conselhos operários forjados na luta contra a direita e o imperialismo!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

PASSADOS QUATRO ANOS A PROVA DE FOGO DA LUTA DE CLASSES CONFIRMOU TODAS AS DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO MATERIAL E IDEOLÓGICA DA LIT EM RELAÇÃO A GUERRA CIVIL NA SÍRIA. MAIS UMA VEZ A LBI ESTEVE NA TRINCHEIRA CORRETA DA LUTA PROLETÁRIA MUNDIAL


Quando acusamos o ILAESE, “instituto” sindical ligado a LIT, de receber uma “pontinha” do Departamento de Estado dos EUA para, desde a trincheira da “esquerda”, apoiar a política de “transição democrática” conservadora da Casa Branca no Oriente Médio, usando como cortina de fumaça o apoio dos cretinos morenistas à fantasiosa “revolução árabe” na região, alguns companheiros, mesmo críticos às posições pró-imperialistas da LIT, acharam inicialmente que tal acusação pudesse ser um “exagero” da LBI. Alguns chegaram a questionar onde estariam as “provas” da corrupção da LIT, e que nós da LBI teríamos que apresentar os “recibos”. Logo, as relações da LIT com a direita venezuelana deram as primeiras pistas de como funcionam as “relações perigosas” estabelecidas pelos seguidores do finado Nahuel Moreno com os “esquálidos” em nome de um suposto combate ao chavismo. Neste momento de profunda polarização na Síria os elementos “probatórios” começavam a ficar mais claros! Agora, essas verdadeiras confissões políticas estão mais do que evidentes nas pérolas que Américo Gomes (sempre ele!), porta-voz do referido “instituto” ligado aos morenistas, escreveu no seu mais recente lixo em forma de artigo intitulado “Síria e a desastrosa missão da Liga Árabe” (sítio PSTU, 02/01/2012). Não vamos nem entrar no ridículo de questionar a idiotice da afirmação de que a “A Liga Árabe, para tentar salvar o regime de Bashir al-Assad, resolveu enviar uma missão para Síria” porque até para os mais desinformados no meio de esquerda está claro que os inspetores-espiões da “Liga” não passam de agentes a soldo do imperialismo para ajudar a oposição de direita a desestabilizar o regime com atentados que são creditados ao governo Assad. O que nos chama atenção é que a LIT declara textualmente, reproduzindo as informações das agências de notícias comandadas pela CIA e o Pentágono que “a entidade de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) acusou as autoridades sírias de transferirem centenas de presos para instalações militares inacessíveis aos observadores da Liga Árabe. Muitos destes presos estão escondidos em centros de detenção e até em contêineres carregados em navios no mar e correm o risco de serem executados”. A HRW, especialista em condenar Cuba é a mesma ONG que emitiu relatórios que serviram como pretexto para a intervenção militar “humanitária” da OTAN na Líbia, é apresentada como fonte segura e confiável pelos morenistas. Só quem recebe alguma “gorjeta” para isso pode reproduzir uma informação descaradamente falsa, um factoide midiático ao estilo dos “bombardeios de Kadaffi contra a população indefesa”, comprovadamente inexistentes, mas divulgados como verdade pela HRW, a Fox News, a CNN e a... LIT!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

60 MORTOS EM PRESÍDIO ADMINISTRADO VIA CONTRATOS MILIONÁRIOS POR EMPRESAS PRIVADAS: OS VERDADEIROS ASSASSINOS SÃO AS “FRAÇÕES CRIMINOSAS” COMANDADAS PELAS OLIGARQUIAS QUE IMPÕEM A BARBÁRIE SOCIAL DENTRO E FORA DAS CADEIAS!


Depois de 17 horas de terror iniciada no domingo, 1º de Janeiro, abrem-se as portas do Complexo Penitenciário Anísio Jobim em Manaus, superlotado com 1.072 detentos. São corpos desfigurados, cabeças cortadas, corações arrancados – uma violência sem limites, que destruiu as vidas de pelo menos 60 presos. O massacre no Complexo é considerado a maior chacina de presos ocorrida no estado. Logo, o governo do Amazonas, cujo titular é José Melo (PROS), veio com a narrativa que o isenta de qualquer responsabilidade, assim como a direção do presidio, gerido por empresas privadas via PPP. Tudo seria resultado de uma guerra entre facções criminosas – de um lado, a FDN (Família do Norte), que teria atacado membros do PCC (Primeiro Comando da Capital). Obviamente o governo do Amazonas e as empresas que gerenciam o presídio tem responsabilidade total pelo acontecido. Colocaram facções rivais em um mesmo complexo penitenciário, onde facilmente se joga inimigos na mesma cela, preferencialmente superlotada, para que a “guerra do crime” faça a “limpeza”. Foi isso o que aconteceu no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, inimigos jurados de morte colocados de forma perigosamente próxima e em meio a um plano de fuga já conhecido pelo governo e a administração prisional. Uma tragédia premeditada. Em 2015, depois de criar uma secretaria específica para cuidar dos presídios, a Secretaria de Administração Penitenciária, José Melo contratou um consórcio, através de contrato de parceria publico-privada, para administrar os presídios do Amazonas. O extrato do contrato foi publicado no Diário Oficial do Estado do dia 9 deste mês. Trata-se de um contrato de R$ 205,9 milhões para concessão de cinco unidades prisionais por 27 anos, prorrogáveis até o limite de 35 anos. Pelo contrato, o Consócio Pamas – Penitenciárias do Amazonas, a Umanizzare Gestão Prisional e Serviços e a LFG Locações e Serviços Ltda, se responsabilizariam pelos serviços de gestão, operação e manutenção, precedidos de obras de cinco unidades prisionais no Estado do Amazonas. A Umanizzare, que em 2014 recebeu do governo amazonense R$ 137.284.505,62, prometia, como o seu nome já diz em italiano, “Humanizar” os detentos. Em seu site, a empresa assim descrevia sua missão no Complexo Prisional Anísio Jobim (COMPAJ), onde aconteceu a barbárie nesta madrugada: “Em 01 de Junho de 2014, a Umanizzare assume a gestão do COMPAJ com o intuito de empregar diversas práticas e ações já desenvolvidas em outras unidades prisionais geridas por ela e que amenizam a condição de cárcere do detento. Seguindo como exemplo instituições em países onde até 80% dos detentos podem ser reabilitados, a Umanizzare acredita que para reabilitar, além de boas condições físicas, o detento precisa de atividades que ofereçam um futuro de volta à sociedade.” Os mais de 60 detentos destrinchados como animais no abate, enquanto estavam sob a guarda do Estado no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, sabem bem que essa “humanização” não existe dentro do capitalismo. No Brasil são quase 700 mil pessoas, em condições trágicas e perspectivas ainda mais desalentadoras. Se considerarmos o número dos que estudam como indicador de ressocialização, só 12,8%deles, 84 mil, trilham esse caminho. Fazendo a conta ao inverso 572 mil indivíduos estão na cadeia sem qualquer expectativa senão o crime e a vida na prisão, fonte de lucro para empresas privadas ligadas ao governador Melo e aos desembargadores que controlam o TJ. A FDN, facção que liderou a chacina contra os membros da rival PCC, é suspeita de ter dado apoio à campanha de reeleição  do governador José Melo. Um áudio da negociação entre o líder da FDN, o traficante José Roberto Fernandes Barbosa, conhecido como ‘Zé Roberto’, e o então subsecretário de Justiça e Direitos Humanos, major da Polícia Militar Carliomar Barros Brandão, revelava o acordo. “Vamos apoiar o Melo, entendeu? A cadeia... vamos votar minha família toda, lá da rua, entendeu? Não tem nada não, a gente não conhece o Melo, a gente quer dar um alô, que ele não venha prejudicar nós. E nem mexer com nós”, diz o traficante. O subsecretário diz: “Não, ele não vai, não”. “A mensagem que ele mandou para vocês, agradeceu o apoio e que ninguém vai mexer com vocês, não”. Como se observa, as maiores e verdadeiras “frações criminosas” são comandadas pelas oligarquias que controlam o Estado Burguês impondo a barbárie social dentro e fora das cadeias, negociam com a vida dos detentos e exploram o povo trabalhador!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

HÁ 98 ANOS DO ASSASSINATO DE ROSA LUXEMBURGO: NOSSA MELHOR HOMENAGEM A VALOROSA DIRIGENTE COMUNISTA É REAFIRMAR A LUTA POR NOVAS REVOLUÇÕES DE OUTUBRO NO SÉCULO XXI


Em 15 de janeiro de 1919, a coronhada do rifle de um soldado a mando de um governo reformista esmagava a mais brilhante e corajosa cabeça do movimento operário revolucionário alemão depois de Marx e Engels. Há 98 anos atrás, este acontecimento trágico, por ter abortado a melhor oportunidade de uma revolução socialista em uma nação capitalista avançada, foi como uma tragédia de grandes proporções sobre o futuro da luta do proletariado mundial até os nossos dias. Três dias após o assassinato de Rosa e Karl, Trotsky escreveu: “De constituição pequena, débil e enferma, Rosa surpreendia por sua poderosa mente. Já falei certa vez que estes dois líderes se complementam mutuamente. A intransigência e a firmeza revolucionária de Liebknecht se combinam com uma doçura e meiguice femininas, e Rosa, apesar de sua fragilidade, era dotada de um intelecto poderoso e viril. Ferdinand Lasalle já escreveu sobre o esforço físico do pensamento e a tensão sobrenatural de que é capaz o espírito humano para vencer e superar obstáculos materiais. Esta era a energia que comunicava Rosa Luxemburgo quando falava da tribuna, rodeada de inimigos. E tinha muitos. Apesar de ser de estatura pequena e aspecto frágil, Rosa Luxemburgo sabia dominar e manter a atenção de grandes auditórios, inclusive quando eram hostis as suas idéias. Era capaz de reduzir ao silêncio aos seus mais irascíveis inimigos mediante o rigor de sua lógica, sobretudo quando suas palavras se dirigiam as massas operárias." (Karl Liebknecht - Rosa Luxemburgo, 18/01/1919). Rosa Luxemburgo viveu no período compreendido entre a Comuna de Paris e o primeiro ano de existência do governo bolchevique. Nasceu em 05 de março de 1871 num vilarejo perto de Lublin, na Polônia controlada pelo Império Russo. Era a quinta filha de Eliasz Luxemburg III, um judeu comerciante de madeira, e Line Löwenstein. Uma artrose no quadril a prostrou na cama até os cinco anos de idade, ocasionando que tivesse uma perna menor que a outra, fazendo-a mancar por toda a vida. Muda-se para Varsóvia para estudar e conclui os estudos secundários numa escola feminina em 1887. Aos 15 anos, ainda como secundarista, inicia sua militância política fazendo parte de uma célula do Partido Proletário (PP), fundado em 1882 e aliado do movimento populista russo na luta contra a opressão czarista. Mas logo o partido é massacrado e quatro de seus líderes são condenado à morte. Para escapar do cerco policial, Rosa foge para a Suíça em 1889. Ingressa na Universidade de Zurique juntamente com outros exilados socialistas como Anatoli Lunacharsky e Leo Jogiches, que viria a ser seu companheiro por mais de 15 anos. Assim começa a militância revolucionária de Rosa Luxemburgo que viria a ser assassinada em 1919 pela social-democracia alemã, convertida a guardiã da ordem capitalista contra o proletariado.

domingo, 1 de janeiro de 2017

VIVA A CELEBRAÇÃO REVOLUCIONÁRIA DOS CEM ANOS DA TOMADA DO PODER PELO PARTIDO BOLCHEVIQUE NA VELHA RÚSSIA! RETOMAR OS CAMINHOS DE OUTUBRO! UMA SINGELA HOMENAGEM AO NOSSO GRANDE CHEFE COMUNISTA QUE NOS DEIXOU HÁ 93 ANOS: LENIN VIVE!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

CANALHA TEMER ANUNCIA SALÁRIO MÍNIMO DE FOME R$ 937 EM 2017: SEM AUMENTO REAL E COM “REAJUSTE” BEM ABAIXO DA VERDADEIRA INFLAÇÃO ANUAL!


O valor do Salário Mínimo “subiu” dos atuais R$ 880 para R$ 937 (aumento equivalente a 6,47%) a partir de 1º janeiro de 2017. O novo salário mínimo é R$ 57 maior do que o atual, mas ficou R$ 8,8 abaixo dos R$ 945,8 que haviam sido propostos pelo governo Temer na peça orçamentária enviada para o parlamento. Segundo o decreto, o valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 31,23 e o valor horário, a R$ 4,26, um acinte contra os trabalhadores! Para justificar o fato do reajuste ter sido menor do que as previsões iniciais, o Ministério do Planejamento disse que apenas aplicou as regras previstas na legislação. Cinicamente o comunicado ressalta que a estimativa para a inflação pelo INPC em 2016, usada no cálculo do reajuste, ficou em 6,74%, menor do que a previsão de 7,5% estimada em outubro, quando o projeto de Orçamento do ano que vem foi enviado ao Congresso. Na verdade esse índice foi maquiado e rebaixado pelo governo para arrochar o Salário Mínimo e reduzir ainda mais os valores pagos aos aposentados do INSS. Vale ressaltar que o índice de inflação anual é 0,27 ponto percentual maior do que o que vai ser aplicado ao salário mínimo de 2017, ou seja, o “reajuste” não repõe nem a inflação e muito menos há o incremento de aumento real. Na  maior cara de pau, segundo o Ministério do Planejamento, a diferença a menos – que corresponderia a R$ 2,29 – se deu porque a legislação permite que, na hipótese de ocorrer diferenças entre as projeções dos índices utilizados para calcular o aumento e o que foi efetivamente anunciado, seja feita uma compensação no reajuste seguinte. Em resumo, só quem perde são os trabalhadores e aposentados, enquanto os rentistas, a imprensa venal e as grandes empresas são premiados como ajudas bilionárias! O valor de R$ 937 obviamente não atende a necessidade de uma família trabalhadora, sequer repondo o índice real de inflação que gerou uma disparada dos preços nos últimos meses de 2016, o verdadeiro “presente de grego” que os capitalistas e o governo do canalha Temer deram para os assalariados às vésperas do ano novo! A única via para impor um salário mínimo vital para os trabalhadores, assim como derrotar a política de arrocho salarial ditada ao conjunto da classe pelo governo golpista, é a da ação direta, com o método da mobilização permanente da classe operária. Os trabalhadores não devem confiar, nem por um segundo, nas direções reformistas que vendem gato por lebre. A unificação das lutas e o combate à reforma trabalhista que se avizinha são tarefas que o proletariado deve enfrentar na arena política da guerra de classes, delimitando claramente seus inimigos viscerais dentro do movimento de massas. A alternativa capaz de derrotar o governo Temer e superar essa política de paralisia da CUT, que detém o controle sobre o movimento operário, bloqueando qualquer iniciativa independente das massas para romper a paralisia, é organizar os explorados sob uma perspectiva de independência de classe, unificando suas lutas em defesa de um salário mínimo vital capaz de sustentar o trabalhador e sua família com dignidade, que atenda às reivindicações de uma família operária, em torno de R$ 6.000 e de uma política salarial com reajustes sistemáticos acima da inflação. Essas demandas somente serão arrancadas através da ação direta das massas do campo e da cidade em um combate revolucionário de todos os trabalhadores assalariados. Os trabalhadores devem erguer a bandeira de um salário mínimo vital que atenda com dignidade as demandas de uma família por saúde, habitação, cultura e lazer, transporte, alimentação e vestuário. Devem se opor as Reformas Neoliberais da Previdência e Trabalhista, anunciadas para 2017. Somente a mobilização permanente dos trabalhadores e a luta contra a trágica realidade capitalista, que nem mesmo reformas são capazes de conceder, poderá apresentar uma perspectiva combativa e socialista para as reivindicações econômicas do proletariado. Nesse sentido, a organização da Greve Geral já no começo de 2017 encontra-se na ordem do dia!

terça-feira, 27 de dezembro de 2016


UM BALANÇO MARXISTA DE 2016 E AS PERSPECTIVAS POLÍTICAS PARA A LUTA DE CLASSES EM 2017

Estamos chegando ao fim de 2016, um ano de profundo retrocesso político e ideológico para a luta dos trabalhadores. Não estamos falando “apenas” da vitória do Golpe Institucional, na medida em que o governo do PT vinha aplicando homeopaticamente o ajuste neoliberal aprofundado drasticamente atualmente pelo canalha Temer (PMDB), vice de Dilma. Trata-se de uma análise mais geral, onde a ofensiva reacionária no Brasil e no mundo avançou em todos os terrenos. Em terras nativas, os passos cada vez mais fascistizantes da “Operação Lava Lato”, com a prisão de lideranças do PT e de outros partidos burgueses que parasitavam a sombra da Frente Popular indica que estamos na ante-sala do nascimento forçado de um novo regime político, com traços cada vez mais autoritários que se aproximam de um estado de exceção do tipo Bonapartista. Durante todo esse ano, principalmente após o impeachment e diante da paralisia imposta ao movimento de massas pela Frente Popular, se impôs um governo golpista que vem aplicando um duro plano de guerra contra o povo trabalhador, com o corte de direitos e a retirada de conquistas, avançando na privatização e nas reformas neoliberais. Porém o mais dramático do quadro contemporâneo é que a reação do movimento de massas a guerra neoliberal decretada pelos rentistas é muito aquém do que necessita o proletariado para não perder suas conquistas históricas de décadas de luta e muito sangue.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

ATAQUE AOS TRABALHADORES E “PRESENTE DE NATAL” PARA OS RENTISTAS: REFORMA TRABALHISTA NEOLIBERAL E SAQUE DO FGTS PARA “PAGAR DÍVIDAS” COM OS BANCOS... DOIS LADOS DOS GOLPES ANTI-OPERÁRIOS DO CANALHA TEMER!


No apagar de 2016 o golpista Temer anunciou uma série de medidas antipopulares para os trabalhadores como a Reforma Trabalhista e um “presente de natal” para os banqueiros, o saque do FGTS para os enforcados pagarem as “dívidas”, na verdade “rolar” as pendências financeiras via novos empréstimos com juros astronômicos e sem risco para os grandes agiotas. A primeira permite aumento da jornada diária de trabalho, fortalece o sistema de contratação temporária, precarizando ainda mais as condições de trabalho e institui a prevalência do “negociado sobre o legislado”. Com esse ataque ficam subordinados a “negociação coletiva” direitos que os trabalhadores, hoje, têm garantidos mesmo que limitadamente em lei. Desta forma os patrões vão impor, por exemplo, o parcelamento da PLR e do décimo terceiro, além da jornada de trabalho com redução de salário. Outra medida é o Programa de Seguro Emprego (antigo Plano de Proteção ao Emprego de Dilma) que permite redução da jornada em até 30%, com redução de salário, sendo metade paga pelos empresários e a outra pelo governo. O PPE já vinha sendo implementada pela gestão doo PT nas grandes montadoras, como saída para a crise econômica defendida pela CUT. Esse pacote de maldades de Temer foi apoiada pela FS, mas a CUT encontra-se calada porque antes havia enviado uma série dessas propostas para o governo Dilma com o mesmo conteúdo. Por sua vez, a mudança na regra de saque de contas inativas do FGTS para pagar dívidas com os bancos levará os rentistas a cobrarem juros mais altos aos daqueles que podem pagá-los com os saques ao Fundo ou as instituições financeiras também podem passar a pedir o FGTS como garantia usando atrativos como taxas mais baixas, a exemplo do crédito consignado, ampliando a ciranda de endividamento. Segundo o governo existem 10,2 milhões de contas inativas no país. O golpista Temer afirmou que cerca de 86% das contas inativas do FGTS têm saldo inferior a uma salário mínimo, ou R$ 880, um valor total de 4,38 bilhões de reais. O destino deste dinheiro vai necessariamente para saldar dívidas com bancos com juros altíssimos, o que vai favorecer os banqueiros e setores do mercado financeiro que vão resgatar esses valores sem qualquer risco. Lembremos que o chamado “crédito consignado” foi uma medida criada ainda no governo Lula para facilitar o crédito bancário a pessoas empregadas, em geral a taxas de juros escorchantes. Agora para favorecer os bancos contra a inadimplência devido ao avanço das demissões, Temer permite o uso de parte do FGTS para o trabalhador desempregado rolar suas dívidas, com prolongamento indefinido de dependência financeira junto aos rentistas. Como fica evidente, o programa neoliberal imposto por Temer (Reformas Previdenciária e Trabalhista), Parcerias Público-Privadas (PPP´s), privatizações e redução de gastos públicos, crédito bancários a juros altíssimos, etc... nada mais é que a continuidade aprofundada da política de ajuste que vinha desenvolvendo o governo da ex-presidente Dilma. O novo ano de 2017 tende a ser um de muitos ataques, recessão e resistência. Nesse sentido, o movimento de massas deve se organizar para combater pelo seu próprio poder estatal, conquistado na via revolucionária da ação direta da classe operária. O eixo de agitação e propaganda dos Comunistas Leninistas neste período de instabilidade do regime burguês, no marco geral da ofensiva imperialista neoliberal, deve ser o da construção de uma alternativa independente do proletariado rumo ao seu próprio governo, demarcando vigorosamente com a Frente Popular e as direções sindicais, como a CUT-CTB que fazem demagogia com seus “dias de luta” enquanto os governadores do PT e o PCdoB apoiam os ataques covardes de Temer, como os pacotes de ajuste que estão sendo aprovados nos estados controlados pela oposição burguesa! Nesse sentido, o chamado a organização pelas bases de uma Greve Geral contra as Reformas Neoliberais é uma tarefa que esta na ordem do dia já para os dias de 2017!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

LEIA A MAIS RECENTE EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA, Nº 317, DEZEMBRO/2016


EDITORIAL
Um balanço marxista de 2016 e as perspectivas políticas para a luta de classes em 2017

13/12, VOTAÇÃO DA PEC-55 NO SENADO
Mergulhado em grave crise, governo golpista aprova o ajuste covarde diante da paralisia imposta pela CUT e o apoio velado do PT às reformas neoliberais

ENQUANTO POLÍCIA REPRIME DURAMENTE MANIFESTAÇÃO EM BRASÍLIA... SENADO VOTA AJUSTE COVARDE E CÂMARA APROVA AS MEDIDAS DE ENDURECIMENTO DO REGIME EXIGIDAS POR MORO-DELAGNOL
Só a luta direta revolucionária pode derrotar as reformas neoliberais e a famigerada Operação Lava Jato!

LBI RECEBE O PRESIDENTE GOLPISTA EM FORTALEZA COM UM SONORO
“Abaixo Temer”!

TEMER ANUNCIA A REFORMA NEOLIBERAL DA PREVIDÊNCIA EM MEIO A GRAVE CRISE DO REGIME
Poupado pelas manifestações da direita e preservado pela paralisia imposta ao movimento de massas pelo PT

13 DE DEZEMBRO 1968/2016
Empunhando a bandeira do mercado, a ofensiva do fascismo retorna na história como uma ameaça as nossas conquistas operárias. Não passarão as viúvas da ditadura militar e a “República de Curitiba”!

“SUSTO” DADO A RENAN PELO STF ERA PARA ENGAVETAR O PROJETO DE LEI QUE VISA LIMITAR O ABUSO DE AUTORIDADE
O grande vitorioso do “confronto” chama-se Moro e não um acuado e acovardado presidente do Senado Federal

APÓS O “AVISO” PARA NÃO SE METER NO CAMINHO DE MORO STF MANTÉM RENAN NA PRESIDÊNCIA DO SENADO PARA FINALIZAR AS VOTAÇÕES DO AJUSTE NEOLIBERAL E ENTERRAR A LEI CONTRA O ABUSO DE AUTORIDADE
Caiu a máscara de Jorge Viana e do PT que avalizaram o acordo podre!

STF APÓIA A EXIGÊNCIA DA “DOMINGUEIRA COXINHA” E AFASTA RENAN CALHEIROS DA PRESIDÊNCIA DO SENADO
Não há o mais tímido obstáculo para a Lava Jato seguir sua ofensiva contra as liberdades democráticas

“NEM GRANDE, NEM PEQUENA”
Domingueira da direita atacou os adversários do “justiceiro” moro no parlamento poupando o golpista temer e suas reformas neoliberais

MRT E MAIS ESTÃO ENVERGONHADOS
Seus “ídolos” (PSOL e Luciana) marcharam com o fascismo na domingueira pró-Moro

ENQUANTO O PSOL E SEUS SATÉLITES ADERIRAM TIMIDAMENTE AS MOBILIZAÇÕES DA DIREITA...
PSTU se queixa da falta de unidade com o MBL

“OPÇÃO MORO” AVANÇA O BONAPARTISMO EM MEIO A AGUDA CRISE DO REGIME
Manifestação da direita no dia 04 é o início da campanha presidencial do “justiceiro” da Lava Jato

GLOBO DEMITE “PERCEVEJO”
O capo Temer é o próximo da lista negra dos Marinho

CASO CALERO
Famiglia Marinho inicia “fritura” de Temer, mirando eleição indireta de Moro pelo Congresso em 2017

GOVERNADORES DO PT/PC DO B FAZEM PACTO COM O GOLPISTA TEMER/MEIRELLES EM APOIO AO DRACONIANO AJUSTE NEOLIBERAL
Cai a máscara da Frente Popular em sua demagogia contra a PEC 241/55

LAVA JATO “SACRIFICA” CABRAL LIVRANDO O GOVERNO PEZÃO...
Para aplicar o ajuste contra o funcionalismo e continuar a chacina contra o povo pobre e negro

20 DE NOVEMBRO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
Lutar contra o racismo é lutar contra o capitalismo! Proletários de todo mundo, uní-vos! Construir as milícias de autodefesa contra os fascistas!

ATO NA PAULISTA (27/11) E “OCUPA BRASÍLIA” (29/11)
Apesar da disposição de luta das bases contra o golpe, as duas manifestações são distracionistas e buscam saídas para a crise política nos marcos do regime burguês!

BALANÇO DO 25/11
Burocracia sindical (CUT, FS,Conlutas) não mobiliza, impondo o fracasso ao “dia de luta” ocorrido em meio à aguda crise do governo Temer

PSTU ACREDITA NA “PROMESSA” DE QUE A BUROCRACIA ULTRAPELEGA DA FORÇA SINDICAL IRÁ MOBILIZAR CONTRA TEMER NO DIA 25/11
Unidade com Paulinho não serve para o proletariado derrotar a ofensiva neoliberal      

CARTOLAS DA CHAPECOENSE, CBF E CONMEBOL SÃO RESPONSÁVEIS PELA TRAGÉDIA
Fretaram a baixo custo um avião (Jumbolino) sem as menores condições técnicas para transportar a delegação para a Colômbia

FECHAMENTO DE AGÊNCIAS E DEMISSÕES NO BB
Por um encontro nacional de base para preparar a greve nacional bancária contra os ataques do governo golpista de Temer!

HÁ TRÊS ANOS DAS PRIMEIRAS PRISÕES DE DIRIGENTES DO PT SOB AS ORDENS DE JOAQUIM BARBOSA (STF)
Um pequeno balanço da completa farsa da operação “mensalão” mãe da famigerada “lava jato”, em um artigo histórico da lbi publicado em novembro de 2013 quando toda a “esquerda” revisionista vibrava com a “caçada” promovida pela direita judiciária

LEIA A APRESENTAÇÃO DO NOVO LIVRO DA EDITORA PUBLICAÇÕES LBI EM PARCERIA COM A EDITORA NOVA ANTÍDOTO
Operação Lava Jato um movimento do imperialismo para desmoralizar o conjunto do tecido político burguês do país

BLOG DA LBI ULTRAPASSOU A MARCA DE UM MILHÃO DE ACESSOS
Uma “pequena” conquista da corajosa imprensa trotskista e revolucionária no Brasil em um quadro de profunda reação ideológica para deletar o legado leninista nas organizações de esquerda em todo mundo. Vida longa ao blog dos marxistas da LBI!

“CHACINA DA LAPA”
Há 40 anos os carniceiros da ditadura militar assassinaram a fração da direção do PCdoB crítica à política Maoista de colaboração de classes

NOVA OFENSIVA REACIONÁRIA CONTRA O ETA
Hollande e Rajoy prendem militantes bascos. Pela liberdade imediata dos presos políticos do imperialismo europeu!

MORRE O COMANDANTE FIDEL CASTRO
Vida longa a Revolução Cubana! Não a restauração capitalista da ilha! Pela defesa incondicional do estado operário diante da ofensiva imperialista, mantendo viva a luta contra a burocracia stalinista!

“CONVERGÊNCIA CAPITALISTA”
O que existe de comum entre as análises dos professores Valério Arcary (Mais) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) acerca da morte de Fidel Castro?

HÁ EXATOS CINCO ANOS ATRÁS AS TROPAS IMPERIALISTAS IANQUES DESOCUPAVAM FORMALMENTE O IRAQUE
Início da abertura do território para que milícias do Estado Islâmico invadissem uma região estratégica daquele país devastado pela rapinagem e uma severa guerra civil

VITORIOSO ATO POLÍTICO INTERNACIONALISTA EM SÃO PAULO
Fora o imperialismo e os rebeldes “made in CIA” da Síria! LBI convoca frente única para derrotar os terroristas da OTAN, apoiados pela Casa Branca e os revisionistas!

DESCOBRIMOS TARDIAMENTE QUE A DUPLA VALÉRIO E WALDO, CÂNONES DO "MAIS"
Apoiaram o sionismo e o estado de Israel na guerra contra a Síria (Yom Kippur/73) porque Hafez Assad era um "ditador sangrento"...

REVISIONISTAS LAMENTAM VITÓRIA CONTRA O IMPERIALISMO
Porque será que os revisionistas do "mais" choram tanto a perda de Alepo pelos terroristas islâmicos do EI armados pela OTAN?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

DESCOBRIMOS TARDIAMENTE QUE A DUPLA VALÉRIO E WALDO, CÂNONES DO "MAIS", APOIARAM O SIONISMO E O ESTADO DE ISRAEL NA GUERRA CONTRA A SÍRIA (YOM KIPPUR/73) PORQUE HAFEZ ASSAD ERA UM "DITADOR SANGRENTO"...


Foi considerada por muitos analistas em geopolítica como a "Quarta guerra Árabe-Israelense", estamos falando obviamente da guerra do Yom Kippur (feriado judaico) que se passou nos primeiros dias de outubro de 1973 e que pela primeira vez na "recente" história do enclave sionista conseguiu inflingir uma espetacular derrota inicial a Israel, gendarme "armado até os dentes" pelo imperialismo ianque. Os regimes árabes na década de 60 e meados dos 70 atravessavam um período marcado pelo "nacionalismo" liderado principalmente pelo presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, falecido no início de 1970. O chamado "Pan-Arabismo" pregava a reunificação dos povos árabes em uma única nação, influenciando a derrubada de vários governos servis ao imperialismo ianque e europeu. Regimes como os do Iraque, Líbia, Jordânia, Síria etc.. passaram a seguir os "ideais" de Nasser e se tornaram alvos diretos da máquina de guerra israelense e do próprio comando maior do Pentágono. Estes governos, caracterizados pelos Marxistas como nacionalistas burgueses, adotavam uma plataforma "terceiro mundista" (termo que se notabilizou no planeta inteiro desde a África até a América), tentando demarcar um suposto campo entre o capitalismo internacional e o socialismo real, representado na época pelo bloco soviético. Entretanto o "sonho" Nasserista de fundar a União das Repúblicas Árabes esbarrava na própria limitação do caráter de classe burguês desta tentativa política, ou seja, a iniciativa estava calçada na exploração e opressão do proletariado e das nacionalidades oprimidas, como a palestina em um caso concreto que permeava toda a região. Também no campo militar os regimes nacionalistas árabes, o que em um sentido mais amplo incluía algumas monarquias, repúblicas e ditaduras, acumulavam derrotas seguidas frente ao gendarme de Israel tanto em função da franca inferioridade bélica como da própria covardia política dos governos burgueses em mobilizar as massas para o combate. Estes fatos trágicos para a luta anti-imperialista ocorreram nos conflitos de 1948, logo após à "instalação" de Israel na região e mais dramaticamente na guerra dos "Seis Dias" em 1967, quando o sionismo impôs aos regimes nacionalistas árabes uma humilhante derrota, "anexando" de uma única tacada os territórios do Sinai, Gaza, Golã e Cisjordaniana tomados a força do Egito, Síria e Jordânia. O chamado "Terceiro Mundo" árabe ainda que sofresse um duro cerco econômico e militar do imperialismo, um aliado visceral de sua sucursal sionista, recusava-se em selar um pacto político mais sólido com a antiga URSS, que todavia era quem fornecia armamento aos governos adversários de Israel diante do bloqueio ordenado pelos EUA. Porém em outubro 1973, após a morte de Nasser, os governos "derrotistas" árabes (alcunha criada por Arafat para ironizar a impotência do nacionalismo burguês em derrotar Israel) resolvem iniciar uma grande operação militar "surpresa" que abriu a oportunidade de vencer pela primeira vez a poderosa máquina de guerra do sionismo. Estamos falando da Guerra do Yom Kippur, liderada por Sadat (sucessor de Nasser) e Hafez (pai de Bashar Assad), quando as tropas sírias atacaram os baluartes dos Montes Golã enquanto as forças do Egito atacavam as posições israelenses em volta do Canal de Suez e da Península do Sinai. As tropas árabes infligiram graves perdas no exército sionista israelense, até então considerado soberbamente como "invencível". A capital da Síria, Damasco foi covardemente bombardeada por caças F-5 em suas zonas civis, causando a morte de milhares de cidadãos não alistados para a guerra, mas a mídia "murdochiana" na época não derramou sequer nem uma "lágrima de crocodilo". A contra ofensiva militar de Israel somente se estabilizou uma semana após o vexame de ter sido humilhada pelos "ditadores" Sadat e Hafez, que contaram com o decisivo apoio da OLP na guerrilha da fronteira da Faixa de Gaza, o comandante Arafat conhecia bem na pele o caráter repressivo dos governos egípcio e sírio, porém sabia que o inimigo maior do povo palestino era representado pelo enclave sionista, uma base estratégica de suporte dos planos da pilhagem imperialista na região. Com o forte apoio logístico da OTAN, Israel conseguiu retomar posições territoriais perdidas na ofensiva militar síria, por sua vez a ONU e a própria URSS correram logo para negociar uma trégua na guerra do Yom Kippur (o cessar fogo foi celebrado em 25 de outubro) temendo que o impacto político da derrota preliminar sionista pudesse "contaminar" a luta mundial de todos os povos oprimidos pelo imperialismo. Passados 43 anos da guerra do Yom Kippur, quando os regimes nacionalistas árabes se passaram para o lado do inimigo imperialista ou foram derrubados pela ação direta da Casa Branca, como recentemente Kadafi na Líbia, a Síria sobreviveu como um limitado entrave militar ao expansionismo sionista, tendo o regime dos aiatolás no Irã como principal aliado na região. A oligarquia atual dos Assad já não tem o arroubo anti-imperialista do falecido Hafez, como desgraçadamente também foi docilmente convertida a heróica OLP dos anos 70, mas nem por isso o sionismo pretendeu conceder-lhe um "indulto", pelo simples fato de não ter se dobrado integralmente como fez a oligarquia dos Hussein na Jordânia. A existência de uma aliança militar entre Síria, Irã e o Hezbolah (Líbano) é algo que não pode ser tolerado por Israel, como ainda não podem atacar o regime dos aiatolás temendo uma represália nuclear, partiram para desmembrar o território sírio com a ajuda de "rebeldes" sunitas e do ISIS. O passo seguinte do governo nazisionista do Likud, caso se confirmasse a queda de Assad seria atacar o Líbano e eliminar as forças do Hezbolah. Neste complexo tabuleiro do xadrez da guerra, os Marxistas Revolucionários não podem se abster ou tampouco engrossar o caldo do imperialismo, que sempre recorre ao apelo da "união sagrada dos democratas de todo o mundo" contra as "tiranias ditatoriais" dos países semicoloniais. O grupo "MAIS" tem se notabilizado na cepa dos Morenistas por tentar demonstrar profundo conhecimento da questão árabe-palestinas nas figuras dos seus dirigentes Valério Arcary e Waldo. A dupla que não é sertaneja vem apoiando decisivamente a ofensiva sionista para derrubar Assad e desmembrar o território sírio, alegando que o regime nacionalista não passa de uma "ditadura sangrenta" e que estaria em curso no país uma "revolução", a mesma conduta replicante que tiveram na Líbia quando estavam no interior da LIT. Com atuais "critérios democráticos" do MAIS utilizados no conflito em curso, os Trotskistas teriam que ter apoiado a queda do "ditador" Hafez Assad quando este foi bombardeado por Golda Meir, então primeira ministra de Israel em 1973, com o aval criminoso do Partido Comunista israelense que adotou na ocasião os mesmos "critérios" esgrimidos hoje pela dupla morenista. É importante registrar que o regime Assad sempre contou com uma forte oposição interna,financiada pela CIA, desde que tomou o poder no ano de 1970 em um golpe de Estado. Agora os cínicos carniceiros imperialistas "choram" por Alepo (reduto das provocações sionistas contra o regime sírio) e acusam Assad de genocídio contra seu povo, sustentando sua demagogia na reacionária oposição dos "rebeldes" e sem escrúpulos no próprio EI que dizem combater (uma aberração derivada Al Qaeda criada por Reagan). Não temos a menor dúvida que o nacionalismo burguês árabe não merece a menor confiança política do proletariado mundial, foram muitas vezes cúmplices do sionismo quando atacaram os palestinos da OLP na Jordânia e no Líbano ou mesmo o regime dos aiatolás posteriormente a sequência da queda do Xá Reza Pahlevi. Porém os Leninistas sobejamente sabem que o pior inimigo dos povos é o imperialismo, em sua trincheira militar não há lugar para genuínos revolucionários. Não podemos "chorar" por Alepo exatamente no momento em que a OTAN, o sionismo e o EI colhem sua pior derrota militar desde que começaram suas provocações contra o regime Assad, Valério e Waldo que se encarreguem de "lamber as feridas" de Netanyahu e Obama.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

MILITARES TURCOS FASCISTAS E FUNDAMENTALISTAS PLANEJARAM ATENTADO CONTRA EMBAIXADOR RUSSO LOGO APÓS A VITÓRIA  ANTI-IMPERIALISTA CONTRA OS "REBELDES DA OTAN" EM ALEPO E ANTES DO "ENCONTRO DE PAZ"


A CIA em colaboração com setores fascistas alijados do exército turco e da polícia após o fracassado Golpe de Estado de julho planejaram o ataque ao embaixador russo Andrei Karlov, assassinado nesta segunda-feira, 19, em Ancara. O objetivo do atentado foi sabotar o encontro programado para hoje (20) em Moscou, sobre a crise síria entre os governos turcos, iraniano e russo. O diplomata estava realizando um discurso durante a abertura de uma exposição chamada “Rússia vista pelos turcos”, patrocinada pela embaixada quando um ex-policial turco, vestido de terno e gravata, entrou na sala como se fosse segurança do Embaixador, atirando fatalmente pelas costas várias vezes, sendo na sequência morto pela polícia turca. O responsável pelo ataque foi membro de uma unidade especial da polícia da Turquia, sendo identificado como Mert Altintas. Segundo a imprensa turca ele foi demitido durante a investigação da tentativa de Golpe de Estado em julho contra Erdogan, orquestrado por altos escalões militares fascistas do país ligados ao fundamentalismo islâmico (uma seita dirigida pelo imã e pregador Fethullah Gülen do Hizmet). O assassino e gritou quando disparava “Allahu Akbar” ("Alá é grande") e “Não esqueçam de Alepo”. Aproximação entre Turquia e Rússia após o golpe de Estado contra Erdogan e a recente vitória do regime burguês nacionalista de Assad em Alepo com a ajuda da Rússia, Irã e do Hezbolah, provocou a ira do imperialismo ianque e europeu (Alemanha e França), que teriam decidido agir através do movimento do clérigo Fethullah Gulen para romper essa aliança e minar as negociações entre os ministros de Defesa e Relações Exteriores de Rússia, Turquia e Irã. O principal assessor de Erdogan, Ilnur Cevik, declarou “Nós vamos ver a conexão entre o encontro de amanhã e esse assassinato. Essa reunião trilateral foi criada discutir as perspectivas de resolver a crise síria. É triste que eles tenham usado um policial afiliado à organização terrorista de Fethullah Gulen para matar o embaixador. Essa organização também esteve por trás da queda do jato russo, que prejudicou nossas relações”. De acordo com Cevik, os EUA já demostraram irritação com o sucesso da cooperação entre Moscou e Ancara na Síria, e estariam dispostos a sabotar as relações russo-turcas em todas as áreas. “Eles (americanos) veem isso como uma grande aliança que irá prejudicar os interesses ocidentais. Os americanos têm destacado recentemente que a cooperação russo-turca na Síria tem marginalizado Washington, e eles vêm criticando sua própria administração”(Sputnik, 19.12). Putin por sua vez alertou que o assassinato do Embaixador russo na Turquia foi uma tentativa de sabotagem das relações entre Moscou e Ancara, bem como contra o processo de normalização na Síria “O crime cometido é, sem dúvida, uma provocação com objetivo de sabotar a normalização das relações russo-turcas. E também do processo de paz na Síria, que está sendo promovido de forma ativa pela Rússia, Turquia e Irã, assim como outros países, interessados na solução do conflito sírio” (Idem) e concluiu “A única resposta possível é o aumento dos esforços no combate contra o terrorismo. Os bandidos sentirão isso na pele” (ibdem). O combativo proletariado turco que soube derrotar a tentativa frustrada de golpe deve agora responder as provocações do imperialismo ianque sem depositar qualquer confiança em um governo corrupto, repressor e reacionário como o de Erdogan, que tem como base exclusiva de apoio seu bando armado sanguinário e as forças da OTAN no país. Ficou nítido que apesar do fracasso do golpe e da desestabilização interna na Turquia, a situação do submisso ditador Erdogan é cada vez mais delicada, seu regime político baseado no terror e repressão tanto aos movimentos sociais quanto as nacionalidades oprimidas parece estar com os dias contados, já que não conta com o apoio integral do imperialismo ianque. Diante dessa realidade complexa é necessário convocar manifestações de rua em apoio à Síria, em defesa da Frente Única com Assad e Putin e contra o imperialismo ianque. Ao mesmo tempo deve-se levantar no campo interno as históricas bandeiras democráticas e nacionais, assim como para exigir o fim imediato do regime de exceção que governa a Turquia, com total independência política diante do odiado Erdogan e dos reacionários fundamentalistas que atual dentro e fora das FFAA turcas, sob a influência direta do Pentágono.

domingo, 18 de dezembro de 2016

VITORIOSO ATO POLÍTICO INTERNACIONALISTA EM SÃO PAULO: FORA O IMPERIALISMO E OS REBELDES “MADE IN CIA” DA SÍRIA! LBI CONVOCA FRENTE ÚNICA PARA DERROTAR OS TERRORISTAS DA OTAN, APOIADOS PELA CASA BRANCA E OS REVISIONISTAS DO TROTSKISMO!


Ocorreu hoje (18.12) em frente o Consulado da Síria em São Paulo, na Av. Paulista, o ato político internacionalista em defesa da vitória em Alepo contra os terroristas armados pela OTAN. Além da militância da LBI e da Frente Brasileira de Solidariedade com a Síria estiveram presentes dezenas de ativistas anti-imperialistas e militantes do PCdoB e da URC que resistiram à provocação organizada pelo PSTU e representantes da Irmandade Muçulmana à serviço do imperialismo. Como Obama e o imperialismo europeu foram derrotados em Alepo, já que os “rebeldes made in CIA” foram expulsos da região pelo exército nacional sírio, esses revisionistas tentaram fazer uma manifestação para derramar suas “lágrimas” pelos terroristas do EI, da Frente Al Nursa e do ELS mortos em combate na Síria, no que foram rechaçados pelos ativistas presentes. A LBI interveio ativamente no ato, com o camarada Roberto Bergoci denunciando a vergonhosa unidade entre os pseudotrotskistas do PSTU, CST e MAIS com a  Casa Branca, Israel e França, que apoiam os “rebeldes” com o objetivo de fazer da Síria uma nova Líbia colonizada. Defendemos a frente única de ação antimperialista para derrotar seus agentes no Oriente Médio, que significa concretamente a unidade em Assad, Putin, o Irã e o Hezbolha para derrotar os terroristas jihadistas como parte do combate político e ideológico para construir uma direção revolucionário na região, que atue em unidade com os palestinos e os povos árabes para derrotar o enclave sionistas, o imperialismo e as petromonarquias aliadas da Casa Branca. Sem dúvida, esse ato se constituiu em uma demostração de força militante no Brasil em oposição classista, combativa e antiimperialista contra a política neocolonialista de Obama, Hollande e o conjunto do carniceiros "democráticos" apoiados pelos revisionistas do trotskismo! Somente nessa senda construiremos um Partido Revolucionário para organizar o levante mundial da classe operária contra o imperialismo e seus representantes!


A atividade que teve início pela manhã, foi marcada pela sua combatividade e solidariedade para com os trabalhadores sírios, que nos últimos meses junto ao Exercito Árabe Sírio, forças militares russas, iranianas e do Hezbollah, estão impondo uma verdadeira derrota histórica aos terroristas mercenários, através principalmente da recuperação da segunda principal cidade do país Alepo. As gangues terroristas do imperialismo, apresentadas pela imprensa empresarial-comercial como “lutadores da liberdade”, mas que são na verdade armados, treinados e financiados pelo capital financeiro, complexo industrial-militar ianque, as sete irmãs do petróleo e etc., desde 2011 assolam o país numa guerra neocolonial por procuração à serviço direto do imperialismo estadunidense, União Européia, o gendarme sionista de Israel, Turquia e petromonarquias do golfo, que estabeleceram uma verdadeira cruzada criminosa com a finalidade de articularem a mudança de regime no país árabe, trocando o governo nacionalista burguês de Bashar al- Assad por um dócil servil aos interesses geoestratégicos do imperialismo e sionismo,que consiste sobretudo ao acesso direto às fontes energéticas do país e controle de toda a rota de transporte do petróleo e gás da região como os dutos e oleodutos, cruzando toda faixa Euroasiatica em direção às principais potências Europeias; além do sentido geoestratégico, de sobretudo cercar a Rússia às suas fronteiras através da expansão da OTAN  e  isolar o Irã, fortalecendo dessa forma o protagonismo das monarquias petrolíferas e do cão de guarda do imperialismo na região que é Israel, aplicando por tabela um golpe de morte à resistência palestina, visto que tal mudança neste tabuleiro político alimentaria ainda mais os sionistas e enfraqueceria o Hezbollah e toda luta anti sionismo.